O graúdo bate o miúdo e Benfica está mais perto da final

Porto 0-2 Benfica (Coentrão 6´e Javi Garcia 26´)

Com erros infantis de Maicon e Helton, um Porto completamente perdido, somou a 2ª derrota da época e foi batido por um conjunto encarnado, que mesmo a jogar 30´com 10 jogadores, foi sempre a melhor equipa em campo, na opinião do Visão de Mercado .

Jesus colocou Peixoto no 11, anulou o meio campo portista, pressionou alto e o FC Porto nunca se conseguiu encontrar. Villas-Boas acabou por perder em toda a linha não só por não ter capacidade para dar a volta à inércia dos azuis e brancos, como pelo facto de ter deixado Walter na bancada e não ter um único avançado no banco para mexer no jogo.

A partida começou praticamente com o golo de Fábio Coentrão, que aproveitou uma hesitação fatal de Maicon e colocou a bola entre as pernas de Helton. O FC Porto respondeu através de uma bomba de Hulk e de um cruzamento perigoso de Varela, que James desperdiçou. Numa fase do jogo com bastante equilíbrio, uma distração de Helton ia valendo o 2º golo ao Benfica, que marcaria por Javi Garcia aos 26 minutos. O espanhol aproveitou a sua forte meia distância, num lance onde Helton voltou a ficar mal na fotografia. Até ao intervalo, apenas destaque para um remate perigoso de Hulk, que Júlio César defendeu.

Na segunda parte, Villas-Boas trocou de extremos, ao colocar Cristian Rodriguez em campo e, aos 60 minutos, viu Fábio Coentrão ser expulso após ver o 2º cartão amarelo. No entanto, a jogar em vantagem numérica os dragões raramente criaram sobressaltos à defensiva benfiquista, porque depois da saída de Belluschi (64´), não houve ninguém que conseguisse transportar a bola pelo meio campo encarnado. A melhor oportunidade de golo dos últimos 45 minutos acabou mesmo por ser para o Benfica, com Helton a fazer uma grande defesa a remate de Cardozo, a 10 minutos do final do jogo.

Destaques:

Varela - O extremo azul e branco cotou-se como o melhor elemento da sua equipa, tentando sempre o 1x1 e criar desequilíbrios junto à linha de fundo. Uma das melhores oportunidades de golo dos dragões surgiu dos seus pés e, quer na esquerda, quer na direita, foi sempre a principal ameaça à defensiva benfiquista.

Maicon - O defesa central dos dragões acabou por ter uma noite para esquecer, principalmente, quando permitiu que Fábio Coentrão marcasse o primeiro golo da partida. A partir daí nunca mais se encontrou.

Helton - O guarda-redes brasileiro, tal como Maicon, teve uma noite para esquecer. Aos 20 minutos ia oferecendo o 2º golo da partida a Cardozo e, pouco tempo depois, sofreu mesmo golo, quando o remate de Javi Garcia era perfeitamente defensável.

Hulk - Apenas por uma vez criou verdadeiramente perigo para a baliza de Júlio César, quando escapou à marcação encarnada e testou o seu forte pontapé. Esteve sempre bem marcado pelos jogadores do Benfica (muitas vezes com 2 elementos em cima), não conseguindo por em prática o seu futebol.

James/Cristian Rodriguez - Dividiram o total do tempo de jogo, com o colombiano a passar ao lado do encontro na 1ª parte (algumas simulações) e o uruguaio a mostrar muito pouco na 2ª.

Belluschi/João Moutinho - Exibições muito abaixo do habitual, com o primeiro a perder-se em picardias e o português com as limitações que já se conhecem técnicas, no transporte de bola e em construir jogo, mesmo quando os encarnados ficaram reduzidos a 10 elementos.

FC Porto - André Villas-Boas ficou bastante mal na fotografia depois deste encontro, pois as razões para deixar Walter na bancada, quando não tinha nenhum ponta-de-lança disponível no balneário, são imperceptíveis. Quando ficou em vantagem numérica não tinha nenhuma arma disponível no banco, o que facilitou o trabalho aos encarnados.

Luisão - O central encarnado foi o melhor em campo, mostrando-se completamente intransponível, quer pelo ar, quer junto ao relvado. Dobrou muitas vezes os seus colegas de defesa, com cortes fulcrais e, nos lances de bola parada, esteve sempre no sítio certo.

Javi Garcia - O médio encarnado também fez uma excelente partida. Para além do golo marcado, o espanhol conseguiu anular muitas acções ofensivas dos dragões e, tal como Luisão, esteve sempre bem colocado nos lances de bola parada defensivos.

Fábio Coentrão - Teve uma entrada decisiva na partida, ao marcar o 1º golo dos encarnados e fez uma boa exibição até aos 60 minutos, altura em que foi expulso por acumulação de amarelos. Podia ter deitado tudo a perder, mas o Benfica conseguiu aguentar a reacção portista.

César Peixoto - Foi o joker de Jorge Jesus no Dragão e cumpriu com o que lhe foi pedido. Apoiou Coentrão na defesa e, quando o lateral esquerdo foi expulso, ocupou bem o seu espaço, não se intimidando com Hulk e Varela.

Salvio/Gaitán - Não estiveram ao seu nível a construir jogo e lances de perigo, mas foram importantes nos aspectos defensivos e no equilíbrio do meio campo encarnado.

Benfica - Jorge Jesus fez alterações na equipa habitual, mas desta vez conseguiu levar a melhor sobre Villas-Boas. Os encarnados realizaram uma partida inteligente, geriram o encontro e deixaram o FC Porto controlar a bola, sem que conseguisse criar lances de perigo para Júlio César.

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