22 de Setembro de 2014

Sporting e Porto encontram-se à sexta jornada, em mais um clássico do futebol nacional, e numa posição em que a perda de pontos pode significar ver deixar fugir o Benfica, que já lidera de modo isolado a classificação. É verdade que falta muito campeonato e é demasiado cedo para fazer contas, mas é sabido que a Liga portuguesa não prima pela competitividade dos seus intervenientes, e muitas vezes o simples reforço do ânimo de ver os rivais lá longe chega para vencer os jogos mais complicados. Curiosamente, os dois emblemas vão encontrar-se em pólos opostos no que respeita à confiança, isto depois de entrarem na última jornada em situação inversa. O Sporting viera de um empate frente aos albaneses da Eslovénia, que deixou os adeptos, dos anónimos aos mais notáveis, à beira de um ataque de nervos. Pediu-se a cabeça do treinador numa bandeja, os reforços não prestam, o futebol do Jardim é que era bom, o William está gordo, o Adrien está magro, foi um carpir de mágoas. Já o Porto enfiara meia dúzia no cabaz de uns bielorrussos, numa goleada histórica para os dragões, Lopetegui era a reencarnação de Pedroto com sotaque espanhol, e os jogadores formavam um bloco avassalador impossível de ser travado. No final da noite de Domingo, já Marco Silva liderava uma máquina impecável, e Lopetegui era um inapto incapaz de bater uma equipa vinda dos Nacionais. Devaneios à parte, e postos de lado os sentimentos de depressão e euforia, o facto é que ambas as partes partem pressionadas, não só pelo resultado e pelos pontos em disputa, mas também pelo facto de terem de usar este jogo como uma demonstração de força perante o adversário directo, e não só.

Posto isto, passemos ao jogo. O Sporting terá a seu favor o factor casa, e o facto de uma vitória permitir ultrapassar os dragões serve como factor de motivação extra. A História, valendo o que vale, joga a favor dos leões, pois o adversário de sexta tem sido bom "cliente" em Alvalade nos últimos anos (o FC Porto não vence em Alvalade desde o 2-1 de 2008). Marco Silva tem aqui o primeiro teste "à séria" em casa (do outro lado está também um treinador inexperiente nestas coisas de jogos grandes entre clubes), e não pode deixar passar a oportunidade de cimentar a sua posição perante a massa associativa. O ponto fraco da equipa, pese o nulo em Barcelos, continua a ser a defesa. Cedric (recuperado de lesão) e Jefferson (é duvidoso que Marco Silva lance Jonathan) ainda estão abaixo do que podem fazer, e a dupla de centrais tem sido uma dor de cabeça. Maurício entrou na época como indiscutível, o que mostra o quão debilitado este sector está (ao contrário do ano passado, será certamente arredado da titularidade mais cedo ou mais tarde, seja por Rabia, Tobias ou Paulo Oiveira); já Sarr foi completamente atirado aos tubarões, após a saída de Rojo. O francês não tem estado mal, mas é claro que precisa de um elemento mais rápido e competente a seu lado. Outro ponto que tem contribuído para a menor coesão defensiva é o momento de forma de William Carvalho, que se tem mostrado lento e algo preso de movimentos neste início de temporada, sendo imperativo que o médio esteja perto do seu melhor. Adrien, apesar de algumas críticas injustificadas (é complicado quando se tem de jogar por dois), continua a marcar o ritmo, e agora até de longe marca golos em remates de longe, algo que traz outro tipo de opções a um ataque que se dizia viver quase exclusivamente de cruzamentos. O terceiro elemento deve ser o "reforço" João Mário, em detrimento de André Martins. Perde o Sporting em intensidade, mas ganha um elemento que faz aquilo que se pede a um médio ofensivo: passes de ruptura e presença em zonas de finalização. No ataque, Slimani tentará fazer estragos, coadjuvado por Nani e Carrillo. O peruano começou em grande, com golos e assistências, e Marco Silva não deve abdicar dele em detrimento da abnegação de Capel. Já o português, começa a mostrar-se como elemento muito acima da média que é, e capaz de carregar a equipa às costas, sendo que é neste tipo de jogos que ele tem de actuar ao nível das suas capacidades, isto se quiser regressar à ribalta do futebol europeu.

Do outro lado, Lopetegui entra em campo debaixo de uma capa de desconfiança. Desconfiança em relação à gestão do plantel, do modelo, e das substituições. E sabendo nós que três empates seguidos não são "à Porto", é de esperar uma resposta à altura dos seus comandados. A constante rotação torna o exercício de adivinhar o onze inicial complicado, mas é de arriscar que Fabiano irá regressar à baliza, bem como Danilo e Alex Sandro às alas. Os laterais, altamente ofensivos, terão de ter redobrados cuidados com os extremos leoninos, embora a sua propensão ofensiva também possa servir para desgastar aqueles. Com Maicon, líder da defesa, de fora, Martins Indi deve ter a companhia de Marcano, sendo que a falta de entrosamento entre ambos pode ser um factor a aproveitar pelo ataque do Sporting (ainda por cima são os 2 esquerdinos). O Porto, apesar do regresso de Óliver (que pode ser opção na ala), também não deve abdicar dos seus três médios mais de contenção, Casemiro, Ruben e Herrera, que servem de sustentação ao modelo de jogo baseado na posse de bola. Este será um ponto interessante, o de ver como o Porto se comporta perante um oponente que não deve estar disposto a dar a bola, ao contrário do que aconteceu com o Lille, por exemplo. Na frente estão as armas de arremesso portistas, Óliver ou extremos rápidos (Quaresma, Tello ou Adrian podem ser titulares), e o ponta de lança Jackson Martinez, que irão encaixar nos pontos mais frágeis do adversário. O colombiano será o inimigo número um da defesa do Sporting, e poucos não acreditam que não fará danos, desde que devidamente assistido. Claro que é expectável que o Porto não tenha um volume ofensivo elevado, pelo que o grau de eficácia de Jackson pode ser um ponto decisivo. Por fim, há Brahimi, que tem sido o homem mais para os lados do Dragão. O argelino, para lá dos raides estonteantes, tem mostrado ser letal em livres frontais, o que obrigará Maurício a ter cuidado com os contactos perto da sua área.

Em jeito de conclusão, pode afirmar-se que em Alvalade se irão encontrar duas equipas ainda com arestas a limar. O centro da defesa do Sporting é frágil, mas a ausência de Maicon do outro lado não transmite confiança. Carrillo, Nani, Brahimi ou Tello pode decidir o jogo quase que sozinhos. Slimani vai massacrar os centrais portistas, enquanto que Jackson irá semear o pânico perto de Patrício. As subidas dos laterais (os quatro supostos titulares são todos ofensivos) podem ser factor destabilizador. E a luta 3x3 no meio-campo será épica, com pressão intensa de lado a lado. Os intervenientes têm qualidade, e em véspera de jornada europeia, nada parece faltar para um grande espectáculo.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito 

Vitória muito tranquila do conjunto de Nuno - O Valencia somou a terceira vitória consecutiva ao vencer em casa do Getafe por 3-0. Paco Alcácer abriu o marcador, André Gomes (na sequência de uma excelente jogada) ampliou e Rodrigo (que no minuto seguinte foi expulso) fez o 3-0, de penalti. Um triunfo que permite ao clube Che, que também teve Vezo no 11, continuar em 2.º na La Liga, apenas a 2 pontos do líder Barcelona.

Tevéz por enquanto continua de fora - Enzo Pérez e Nicolas Gaitan, do Benfica, foram chamados por Gerardo Martino para os jogos amigáveis da Argentina com o Brasil e Hong Kong, nos dias 11 e 14 de outubro, respetivamente. Mateo Musacchio, Nahuel Guzmán, Santiago Vergini e Roberto Pereyra foram as principais surpresas de uma convocatória que ainda não está completa, o selecionador argentino ainda vai chamar mais alguns elementos nos próximos dias. Lista de convocados até ao momento: Messi e Mascherano (Barcelona), Musacchio (Villarreal), Higuaín (Nápoles), Romero (Sampdoria), Roberto Pereyra (Juventus), Lucas Biglia (Lazio), Pastore (PSG), Sergio Aguero, Zabaleta e Demichelis (Man. City), Di María e Marcos Rojo (Man. United), Erik Lamela (Tottenham), Santiago Vergini (Sunderland), Federico Fernandez (Swansea), Enzo Pérez e Nicolas Gaitán (Benfica) e Nahuel Guzman (Club Tigres).

Paulo Sérgio continua sem vencer; Este arranque de Couceiro também está aquém das expectativas - Empate a 2, entre Académica e Estoril, no jogo que encerrou a 5.ª jornada da I liga. A Briosa ainda esteve a vencer por 2-0, golos de Schumacher e Marinho, mas os estorilistas, com um bis de Kuca, conseguiram chegar ao empate. 

Chaby (50%), Cristian Ponde (25%), Diego Rubio (40%), João Mário (25%) e Tobias Figueiredo (50%) pertencem ao fundo que está a ser investigado pela FIFA.

Segundo o The Guardian, o empresário Jorge Mendes poderá estar envolvido na angariação de participações em fundos de investimento que detêm passes de jogadores de futebol, violando, alegadamente, os regulamentos da FIFA. A noticia refere ligações de Jorge Mendes à co-propriedade de jogadores, um cenário que o jornal britânico classifica como “conflito de interesses” e que diz estar em contradição com os regulamentos da FIFA, o que levou a uma investigação. Concretamente, o diário inglês diz que o português, agente de futebolistas (e treinadores) e intermediário em muitas transferências, aconselha fundos a investir na compra de percentagens de passes de jogadores de clube em Portugal e Espanha, incluindo atletas que poderão ser representados por si.

Num artigo intitulado "Jorge Mendes: o homem mais poderoso no futebol?", o The Guardian adianta que o português e o britânico Peter Kenyon, antigo director de Manchester United e Chelsea, aconselharam fundos de investimentos sedeados na Ilha de Jersey ou em Gibraltar, ambos paraísos fiscais, a investir mais de 127 milhões de euros na compra de direito económicos de jogadores.

A Gestifute de Mendes surge num prospeto completo, publicado em 2012, como consultor de um fundo que pretendia recolher 85 milhões de euros para investir em passes de jogadores através de Gibraltar, um paraíso fiscal. O fundo em questão - Quality Sports V Investments LP -  detém, segundo o Relatório e Contas do Sporting Clube de Portugal, passes de cinco jogadores que pertencem ao clube leonino: Chaby (50%), Cristian Ponde (25%), Diego Rubio (40%), João Mário (25%) e Tobias Figueiredo (50%). Sendo que os regulamentos da FIFA citam o dever “dos representantes de jogadores” de “evitarem qualquer conflito de interesses”, já que um empresário “apenas pode representar uma das partes envolvidas numa transação”.

Apesar do super-investimento, cerca de 170 milhões em 6 reforços, os Red Devils não só continuam mal como inclusive estão pior que em 2013-14.

A derrota, por 5-3, no terreno do Leicester agravou ainda mais a crise no Man Utd. Van Gaal, principalmente, já começa a ser alvo de muitas críticas, e não é para menos. Quando se esperava que o Manchester este ano, fruto do investimento, da qualidade do treinador e do calendário (menos carregado devido à ausências nas competições europeias), voltasse a entrar nos eixos, está a acontecer o contrário. Nesta fase, à 5.ª jornada, o histórico inglês além de ter menos pontos que na época passada (5 contra 7), ao contrário do que aconteceu com Moyes, que teve o azar de defrontar o Liverpool, Chelsea e City nos 5 primeiros jogos, Van Gaal ainda não mediu forças com nenhum rival, muito pelo contrário, já que este inicio, frente a Swansea, Sunderland, Burnley, QPR e Leicester, devia ter permitido alcançar 15 pontos.

Faz sentido manter o internacional português na equipa secundária? O futebol dos leões não encanta - O Sporting B somou a 2.ª derrota consecutiva ao perder, em casa, frente ao Freamunde, por 2-0. Bruno Santos e Fausto (que, apesar de ser avançado, segundo o narrador da Sporting B era um bom defesa para os leões) apontaram os golos da equipa que lidera a II Liga, num encontro, em que o especial destaque foi o regresso de Miguel Lopes (falhou no 2-0) à competição. Resta saber se é uma situação momentânea (até ganhar ritmo) ou se, apesar do seu super-ordenado, irá continuar na equipa de reservas até mudar o seu contrato ou ser emprestado. Gauld (pouco em jogo, algo que se percebe já que o futebol leonino vive muito de "chutões" e arrancadas sem critério dos extremos) e Cissé (muito limitado) também foram titulares.

Começa bem para Portugal.

Rafael Reis fez 4.º no contrarrelógio individual da categoria sub-23, nos Mundiais de ciclismo, que se disputam em Ponferrada, Espanha. O bicampeão nacional do seu escalão, que o ano passado tinha sido apenas 34.º, surpreendeu tudo e todos (esteve muito tempo na frente), e conseguiu o 4.º melhor tempo, ao fazer os 36,15 quilómetros do percurso com início e final nas avenidas de Ponferrada em 44:09, apenas foi superado por Kueng, Ryan Mullen e pelo australiano Campbell Flakemore, novo campeão do Mundo.

Bellerín ou Chambers? - Confirmou-se o pior cenário. O Arsenal confirmou oficialmente que Mathieu Debuchy vai ficar afastado dos relvados pelo menos 3 meses. O lateral direito francês, uma das aquisições para esta época, lesionou-se frente ao City e depois de um período de observação os Gunners decidiram que terá de ser operado ao tornozelo esquerdo, uma situação que obriga a uma longa paragem.


Mais uma acha para a fogueira. Compra de votos, alteração das datas da competição, Blatter a reconhecer que foi um erro atribuir a organização ao país do Médio Oriente, e agora mais uma postura oficial. 

"Pessoalmente acredito que, no final, o Mundial'2022 acabará por não ter lugar no Qatar. Os médicos dizem que não se podem responsabilizar perante as condições em que a competição irá ter lugar", afirmou Zwanziger,  membro do Comité Executivo da FIFA, em entrevista ao jornal "Bild". "Os médicos dizem que não querem arcar com a responsabilidade de um torneio organizado nessas condições”, disse, adiantando também que o facto de o Qatar ter planos em desenvolvimento para, através de um sistema de refrigeração, amenizar as condições difíceis nos estádios, não será suficiente. Ainda que tal medida funcionasse nos estádios, "o Mundial não acontece só nos estádios", disse. Adeptos de diferentes partes do mundo vão chegar ao país e a FIFA teme ser responsabilizada caso surjam casos em que a saúde de pessoas foi colocada em causa devido às condições atmosféricas. Recordamos que o país do Médio Oriente ganhou a corrida pela organização do Mundial'2022 ao Japão, EUA, Coreia do Sul e Austrália. 

A direcção dos catalães diz que a situação está controlada mas - PSG e Bayern estão atentos a Munir, jovem promessa que se está a afirmar no Barcelona. O melhor jogador da 1.ª edição da Youth League tem uma cláusula de apenas 12 milhões de euros, o que o torna um alvo muito acessível para as principais equipas europeias.

Numa fase que em Portugal se tem falado muito dos "autocarros" e anti-jogo, uma equipa, talvez a principal favorita a vencer a Premier League, é acusada de ter uma abordagem semelhante aos Belenenses, Boavistas, Arouca's, etc, da nossa Liga, quando jogam contra os "grandes". Esta situação é criticável (ou cada conjunto joga com a estratégia que quer)?

Manuel Pellegrini, treinador do Manchester City, comparou a estratégia do Chelsea de José Mourinho à de uma "equipa pequena" depois do empate, desta tarde, entre os 2 melhores conjuntos da Premier League, na actualidade (uma abordagem semelhante à análise do VM ao encontro). "Não era o resultado que queríamos, não era o que merecíamos mas foi um jogo muito similar ao do Stoke. Eles defenderam com 10 jogadores, marcaram em contra-ataque e continuaram a defender até ao fim. Estou contente com a mentalidade da minha equipa. Jogámos apenas num sentido. É muito importante jogarmos como uma equipa grande e não como uma equipa pequena [como faz o Chelsea]. Não ficaria contente se jogasse dessa maneira", afirmou o técnico chileno no final da partida. O treinador campeão destacou ainda que: "Já disse que vai ser muito difícil para nós defender o título porque todas as equipas vão jogar como o Chelsea jogou. Repito que eles não tinham nenhuma intenção de vencer o jogo. Vieram aqui para empatar e marcar num contra-ataque contra 10 jogadores".

21 de Setembro de 2014

Campeão francês somou o 4.º empate em 6 jogos, para o campeonato. E na última semana a imprensa gaulesa já começou a especular sobre o futuro de Blanc à frente dos parisienses. 

Com uma excelente exibição de Anthony Lopes, o Lyon foi a Paris sacar um empate no reduto do campeão francês. Cavani ainda colocou o PSG em vantagem, mas perto do fim Umiti fez o 1-1 final. Mesmo assim, apesar deste empate, o 4.º em 6 jornadas de Ligue, os parisienses estão apenas a 3 pontos dos líderes Marselha, Bordéus e Saint-Étienne.

Está a ficar fácil para os catalães - O Barcelona (à 4.ª jornada já tem mais 4 pontos que o Atlético e 6 sobre o Real) consolidou o 1.º lugar na La Liga ao golear, fora, o Levante por 5-0. Neymar (34'), Rakitic (44'), Ramírez (57'), Pedro (64') e Messi (77') marcaram os golos, num encontro em que Neymar saiu lesionado e Messi falhou um penalti. Nesta fase o principal rival do Barça é o Sevilha, que foi ganhar ao terreno do Córboda, por 3-1, e soma 10 pontos em 12 possíveis.

Benitez começa a ficar sem margem - Mais uma derrota para o Nápoles (0-1 frente à Udinese), a segunda consecutiva; já a Roma não vacilou e ao bater o Cagliari, por 2-0 (golos de Destro e Florenzi), voltou a juntar-se à Juventus na liderança. A Fiorentina bateu fora o Atalanta, mas o Inter não foi além de um empate a 1 no terreno do Palermo.

Belenenses junta-se ao Rio Ave no 4.º lugar - O Arouca conquistou a segunda vitória ao vencer, em Vila do Conde, por 2-1. Nildo e David Simão marcaram pelos visitantes, Tarantini fez o golo do Rio Ave; No Restelo, o Belenenses, com um golo de Miguel Rosa, levou de vencida o Marítimo, por 1-0.

FC Porto 0-0 Boavista

Mais um desaire inesperado para os portistas (há um ano aconteceu o mesmo com Fonseca num momento semelhante da época). O FC Porto, apesar da brutal diferença de orçamentos (sem contar que o adversário o ano passado estava no 3.escalão), não foi além de um empate a 0 frente ao Boavista (o Benfica, com este resultado, é líder isolado). Um dérbi (que começou 45 minutos depois da hora marcada devido ao estado do relvado) fica marcado pela expulsão de Maicon aos 25', mas mesmo assim esperava-se mais dos dragões. Sem ser a vontade de Herrera, e a espaços a qualidade de Brahimi, houve pouca capacidade para contrariar o rumo do jogo (Tello esteve muito aquém das expectativas). Andrés Fernández e Marcano foram apostas de Lopetegui, sendo que Casemiro entrou mal na partida (entrou para jogar a trinco/central, mas falhou muitos passes). Mika foi um dos melhores no lado boavisteiro, enquanto que Anderson Carvalho e Cid também estiveram em destaque.

No que diz respeito ao encontro, o jogo começou fora de horas devido às más condições do relvado e os primeiros minutos não foram entusiasmantes. Brahimi não marcou aos 15' porque a água acumulada na grande área dificultou a jogada. Pouco depois, Ruben Neves também criou perigo num grande remate do jovem médio. Aos 25', Maicon viu vermelho directo por falta sobre Anderson Correia, num lance muito contestado pelos dragões. A partir desse momento, a agressividade instalou-se a cada disputa de bola, num FC Porto-Boavista a lembrar velhos tempos. Até ao intervalo, duas boas chances por intermédio de Anderson, mas o empate permaneceu. Na 2.ª metade do encontro, o FC Porto tentou arriscar mais (Casemiro entrou para jogar perto de Marcano) e até teve algumas chances para marcar. Tello falhou quando estava numa boa posição, enquanto que Herrera também não conseguiu acertar na baliza. O encontro teve momentos de alguma agressividade, sendo que até ao final o Boavista conseguiu resistir às investidas dos portistas.

Destaques:

FC Porto - Mau resultado, mais um (perder 4 pontos nesta fase é péssimo), e logo na pior fase possível: antes do clássico e por deixar o Benfica isolado na liderança. E, apesar da expulsão de Maicon, ganha mesmo contornos de escandaloso, tal é a diferença de qualidade, orçamento, experiência, etc. Aliás o próprio Lopetegui percebeu que havia essa dicotomia, e aproveitou este dérbi para rodar a equipa e inclusive dar a titularidade a alguns elementos, como Andrés Fernandez, Marcano ou Evandro, e assim fazer uma gestão antes de ir a Alvalade. Não correu bem, e nem foi só pelo vermelho a Maicon. O FC Porto, mesmo com 10, teve 80% de posse de bola, muitos remates (20 contra 2), mas faltou alguma capacidade na frente para criar desequilíbrios e ter verdadeiras oportunidades de golo. Neste capítulo Tello foi uma desilusão, o ex-Barça acrescentou pouco e ainda desperdiçou um dos melhores lances dos azuis e brancos; Também Jackson foi bem anulado pelos centrais do Boavista. Até deu sempre a ideia que só por intermédio de Brahimi seria possível desbloquear o encontro, no entanto, hoje o argelino, não esteve tão forte na finalização.

Boavista - Resultado quase estratosférico, quem diria que os axadrezados iam sacar pontos no Dragão neste regresso à I Liga. Mas, à semelhança, do que tinha acontecido frente ao Benfica, o conjunto de Petit foi muito competente defensivamente e com a expulsão de Maicon ganhou ainda mais força para segurar o resultado. Faltou foi qualidade para explorar as debilidades do adversário, mas à excepção de Zé Manel, os axadrezados, mesmo contra 10, tiveram sempre quase toda a equipa na sua zona defensiva. Em termos individuais, Mika disse quase sempre presente quando foi chamado a intervir. E no restante, na parte defensiva quase toda equipa cumpriu (os centrais conseguiram anular Jackson), não houve grandes destaques. O lateral esquerdo Anderson Correia, foi a excepção. O brasileiro esteve na melhor oportunidade do Boavistão e foi dos que procurou mais acrescentar alguma qualidade ao jogo dos axadrezados.

O ex-Benfica destacou-se na Champions e parece ter conquistado o seu espaço.

Jardim começa a ganhar alguma margem. Depois do triunfo frente ao Leverkusen, o Mónaco bateu o Guingamp, por 1-0, golo de Dirar, e subiu algumas posições no campeonato. Partida histórica para Bernardo Silva, que, além de ter sido titular, fez pela 1.ª vez na carreira 90 minutos num campeonato principal. Moutinho e Ricardo Carvalho também entraram de inicio.

Os azuis e brancos voltaram a utilizar Ricardo, Opare, Reyes, Otávio, Kelvin e Campaña - Vitória do FC Porto B, por 2-0, em Aveiro. Apesar da qualidade do 11 inicial os portistas só derrotaram o Beira-Mar perto do fim (Kayembe aos 87' e Maciel aos 90'+4). Nos outros jogos, destaque para a vitória do Farense (1-0 ao Portimonense) no dérbi Algarvio. O Benfica B também complicou as contas de um candidato, ao ir à Madeira bater o União, por 3-2. Já o Chaves, que podia chegar à liderança, empatou em casa do Feirense, que continua em último.

Muito equilíbrio na Bundesliga (os favoritos cederam todos pontos nesta jornada) - Derrota do Leverkusen, por 4-1, no terreno do Wolfsburgo. A equipa de Roger Schmidt tinha a oportunidade de chegar à liderança, mas logo aos 8 minutos sofreu uma dupla contrariedade, expulsão de Donati e golo de Rodríguez de penalti e condicionou as hipóteses. Drmic ainda empatou o jogo, mas Vieirinha, novamente Rodríguez e Hunt confirmaram o triunfo da equipa da casa.

O português está de regresso a uma equipa de World Tour - No dia em que a BMC sagrou-se campeã mundial de contrarrelógio por equipas, Tiago Machado foi oficializado pela Katuhsa, que tem José Azevedo como um dos directores desportivos. O ciclista português que fez uma excelente época ao serviço da NetApp-Endura vai juntar-se a Purito até 2016.

Gil Vicente 0-4 Sporting (Adrien 10', Nani 12', Slimani 69' e Carrillo 84')

O Sporting cumpriu na deslocação a Barcelos e goleou o Gil Vicente por 4-0 antes do clássico com o Porto. Com uma excelente exibição, sobretudo na primeira parte, os leões tiveram grandes facilidades no encontro e até podiam ter construído um resultado mais desnivelado. João Mário, com duas assistências, foi a grande figura do encontro e já não deve sair do 11 (num dia em que André Martins ficou na bancada). Nani, que voltou a marcar, e Adrien estiveram igualmente em bom plano, sendo de destacar também a estreia positiva de Jonathan Silva.

O jogo foi praticamente de sentido único. O Sporting marcou cedo, com dois tiros de fora da área de Adrien e Nani, e a partir daí controlou sem problemas o encontro. O Gil, que concedeu muitas facilidades aos leões para entrarem na sua grande área, não conseguiu ter posse de bola e não fez qualquer remate à baliza de Patrício durante o primeiro tempo. Na segunda parte, o conjunto de Marco Silva abrandou o ritmo e permitiu à equipa da casa crescer um pouco na partida, embora sem ameaçar chegar ao empate. O 3-0, por intermédio de Slimani (a passe de João Mário), acabou com as esperanças dos gilistas, que ainda sofreram o 4-0 na sequência de uma jogada rápida finalizada por Carrillo com mais um passe do médio português.

Sporting - É certo que o adversário não deu grande oposição, mas os leões não só conseguiram uma vitória muito importante (os próximos jogos são com Porto e Chelsea) como também praticaram um futebol de grande qualidade, sobretudo na primeira parte. O meio campo apresentou uma dinâmica notável (William e Adrien subiram de rendimento) e para isso contribuiu a entrada de João Mário no 11. O médio, com a sua qualidade no passe e visão de jogo, entendeu-se muito bem com Adrien (belo jogo) e, para além das duas assistências, fez uma exibição muito consistente e deve ter roubado o lugar a André Martins. Nani, que voltou a provar que é um jogador à parte neste campeonato, desequilibrou imenso sempre que apareceu no corredor central e voltou a marcar. Slimani, apesar de ter desperdiçado uma ocasião de forma escandalosa, deu-se bastante ao jogo e em vários lances conseguiu disfarçar algumas lacunas técnicas. Quem não o conseguiu fazer foi Capel, que, de forma inexplicável, continua a ter minutos no Sporting. Defensivamente, o jogo não trouxe dificuldades à equipa leonina, mas destaque para a exibição de Jonathan Silva, a dar bastante profundidade ao flanco (e ao nível da decisão superior a Jefferson).

Gil Vicente - Muito trabalho tem José Mota pela frente. A equipa está com uma organização muito frágil, tanto defensivamente (ter uma dupla de centrais como Gladstone e Evaldo não ajuda) como a nível ofensivo (no jogo de hoje os jogadores simplesmente não sabiam o que fazer à bola). A entrada de Diogo Viana na segunda parte melhorou ligeiramente a equipa, bem como a subida de rendimento de César Peixoto e Luís Silva, mas, em termos globais, poucos aspectos positivos se podem retirar deste encontro.

Benfica 3-1 Moreirense (Eliseu 69', Maxi 77' e Lima g.p 83'; João Pedro 16')

Os encarnados tiveram de suar, e muito, para bater um Moreirense muito organizado, que só a partir da expulsão é que quebrou (3-1). Jogo complicado, onde as águias estiveram algo desinspiradas e sem grande intensidade. Remontada patrocinada pelos laterais (Eliseu marcou um golão "à Roberto Carlos"), sendo que com este resultado o Benfica isola-se na liderança à condição. Em termos individuais, Lima voltou aos golos (já não marcava há 12 partidas), Enzo Pérez foi o motor habitual (jogou mais recuado depois da saída de Samaris), enquanto que Eliseu fez mais um golo fantástico (tiro a uns 35/40metros). No Moreirense, Filipe Melo foi dos mais combativos no meio-campo, Vítor Gomes esteve bem com bola e Marafona foi evitando o golo (tentou ganhar tempo e quebrar o ritmo sempre que foi possível).

No que diz respeito ao encontro, os primeiros minutos trouxeram um jogo lento, previsível e pouco intenso. Os elementos de Miguel Leal estavam bem organizados, fechavam os espaços com eficácia e não deixavam os encarnados criar perigo. Aos 13', Lima falhou um golo cantado na cara de Marafona, sendo que pouco depois o Moreirense viria a marcar. João Pedro apareceu solto ao 2.º poste, batendo Júlio César. Jorge Jesus retirou, desde logo, Samaris do encontro (o grego estava lento a decidir e as águias precisavam de mais velocidade), colocando Derley perto de Lima. Até ao intervalo, Jardel e Salvio estiveram quase a fazer a igualdade. Na 2.ª metade do encontro, os encarnados estiveram mais intensos e pressionantes com 2 elementos mais posicionais na frente, mas o golo tardava a entrar. Só aos 69' (depois de Marcelo ter sido expulso), Eliseu fez o 1-1. O ex-Málaga apanhou a bola a meio do meio-campo e, de pé-esquerdo, atirou para um golaço. Depois de Gaitán ter desperdiçado, Maxi Pereira operou a reviravolta. Até ao final, Lima quebrou o jejum e marcou ao cabo de 12 jogos sem facturar.

Destaques:

Benfica - Vitória complicada, perante um Moreirense que deixou novamente uma imagem positiva, sendo que a expulsão (aos 58') facilitou o que estava difícil. 1.ª parte muito pobre, com lentidão na circulação (Samaris esteve em destaque neste capítulo), sendo que o recuo de Talisca garantiu ao Benfica jogar com mais velocidade e objectividade. No 2.º tempo houve mais pressão e com a superioridade numérica tudo se resolveu. Individualmente, os laterais resolveram (Eliseu à bomba e Maxi numa insistência), sendo que Enzo Pérez foi novamente o elemento mais batalhador. Gaitán e Salvio estiveram mal (pouco activos e desinspirados), enquanto que Júlio César, na sua estreia, não foi chamado a intervir, apesar do golo sofrido. Lima, há 12 jogos sem facturar, voltou aos golos e Ola John entrou bem em campo.

Moreirense - Equipa muito difícil de quebrar. Mais uma exibição competente, à semelhança do que tinha acontecido no Dragão, sobretudo devido à organização defensiva (houve também inteligência na forma como foram tirando o ritmo ao adversário). Depois do golo de João Pedro, a equipa de Moreira de Cónegos recuou as linhas, fechou os espaços e complicou muito a tarefa dos encarnados no último terço. Só a expulsão de Marcelo deitou tudo a perder. Individualmente, Filipe Melo e Gomes fecharam bem os espaços, João Pedro teve mérito no golo, mas pouco apareceu no contra-ataque, enquanto que Marafona foi travando o que podia.

Imagem: Daily Mail
Mou, apesar dos Blues terem sido inferiores, perdeu uma boa oportunidade de deixar toda a concorrência a km's.

Man City 1-1 Chelsea (Lampard 85'; Schürrle 71') - Empate entre as duas principais equipas da Premier League. O City foi superior mas a expulsão de Zabaleta permitiu aos Blues chegar à vantagem, por intermédio de Schürrle, ironicamente, quando já nada o fazia prever, Lampard, perto do fim, fez o 1-1. Um encontro intenso, como era esperado, recheado de duelos pessoais (boa disputa entre Diego Costa e Kompany), mas, apesar da liderança e bom momento do Chelsea, ficou mais uma vez claro que o City continua a ser a equipa com o futebol dominante. Os Blues jogaram com um bloco muito baixo, no típico Mourinho a tentar explorar as transições, mas foram quase sempre dominados pelo adversário (apesar de Yaya não ter estado ao seu nível). A expulsão de Zabaleta acabou por ter um peso importante na partida, já que permitiu ao Chelsea entrar no jogo (aconteceu numa fase em que o campeão estava muito por cima). Mas o 1-1, pelo improvável Lampard (que não festejou) deu alguma justiça ao resultado. Em suma, um bom ponto para o Chelsea, empatar em casa do campeão é sempre positivo e ficou claro que Mou ainda sente que o City é o mais forte. Mas dadas as incidências do jogo, os Blues jogaram quase 30 minutos contra 10, e principalmente por terem estado em vantagem, fica a ideia que o líder da Premier League perdeu uma boa oportunidade para ter nesta fase, mais 6 que o Arsenal, mais 8 que o City, mais 9 que o Liverpool e mais 10 que o United, isto em apenas 5 jornadas.

PS - Numa jornada recheada de surpresas, o Everton não quis fugir à tendência e perdeu em casa contra o Crystal Palace por 3-2.

Imagem: Daily Mail
Red Devils estiveram a vencer por 2-0 e 3-1.

Não há maneira de o Manchester encarreirar. O conjunto de Van Gaal, apesar de mais uma boa exibição (principalmente na 1.ª parte) de Di Maria (um golaço e uma assistência), foi derrotado em Leicester por 5-3, isto depois de ter estado por duas a vencer por uma margem de dois golos. Falcao fez dupla com Van Persie na frente (Rooney jogou a 10), mas a equipa cometeu muitos erros defensivos, tanto individuais (Rojo esteve desastrado) como colectivos (perdas de bola em zonas proibidas e algumas dificuldades na transição), e deixou-se surpreender por um dos emblemas mais modestos da Premier League (a diferença de orçamentos é brutal). L. Ulloa 17'e 83'(pen.), Nugent 62'(pen.), Cambiasso 64', e J. Vardy 79' marcaram pela equipa da casa, van Persie 13', Á. Di María 16' e Herrera 57' fizeram os tentos do United (Falcao atirou uma bola à barra e fez a assistência para o 1-0, mas esteve algo trapalhão). No outro jogo da tarde, o Tottenham também surpreendeu pela negativa ao ser derrotado em casa pelo West Brom, que estava em último (Morrison marcou o único golo da partida, Varela nem no banco se sentou).

Dupla vitória para o britânico - Lewis Hamilton venceu o GP de Singapura, em F1 e, com o abandono de Rosberg, assumiu a liderança no campeonato. Uma prova que podia ter sido condicionada pela presença do Safety Car mas o britânico conseguiu levar a melhor sobre Vettel e Ricciardo.

2.ª vez que perde frente ao belga em menos de um mês - Ainda não foi desta que João Sousa juntou mais um título ATP ao seu palmarés. O português foi derrotado na final do torneio de Metz por David Goffin, 45.º do Mundo, pelos parciais de 6-4 e 6-3. Mesmo assim, esta prestação em França já permite ao vimaranense ter alguma margem para o resto do ano (tinha muitos pontos a defender).

Não vai demorar muito até que um dos "Grandes" de Portugal adopte esta estratégia, veremos é se será bem aceite.

De acordo com o jornal Marca, o Real Madrid está muito perto de fechar o acordo económico mais estratosférico na história do futebol. O Santiago Bernabéu vai ser rebaptizado e passará a chamar-se Abu Dhabi Santiago Bernabéu. Uma alteração no nome do Estádio, por um período de 20 anos, que irá permitir aos merengues receber cerca de 500 milhões de euros. Uma quantia que será canalizada para a construção do novo recinto do campeão europeu, cujo projecto está muito avançado. No entanto, esta decisão ainda está pendente da aprovação dos sócios blancos, algo que considerando os valores envolvidos e o facto de outros clubes europeus, como o Arsenal, City e Bayern também terem adoptado esta estratégia, à partida não será um problema. 

20 de Setembro de 2014

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Mesmo sem Conte a Vecchia Signora continua a mandar (em Itália acreditavam que a presença de Allegri era uma excelente oportunidade para os Rossoneri darem sequência ao bom inicio de época, mas não se confirmou) - No jogo grande da 3ª jornada na Serie A, a Juventus foi ao San Siro dominar o AC Milan e venceu, por 1-0. Carlos Tévez aos 71 minutos fez o único golo do encontro, num jogo em que o grande destaque foi a envolvência do meio campo da Vecchia Signora. Marchisio a jogar mais recuado esteve bem defensivamente e ainda atirou aos ferros, Pogba não esteve tão ativo como é costume, mas assistiu para o golo e Roberto Pereyra foi o mais esclarecido ofensivamente. No lado dos Rossoneri, a agressividade da defesa foi dos poucos pontos positivos do jogo, mas Menez (novamente a jogar no centro do ataque) e companhia não conseguiram evitar a primeira derrota de Inzaghi. Destaque ainda para Fernando Torres que se estreou pelo gigante italiano. No outro jogo do dia, Cesena e Empoli empataram a 2, com Marilungo e Defrel a fazerem os tentos da equipa da casa, enquanto que Tavano e Rugani marcaram para os forasteiros.

O "Hazard" de Braga está de volta (mesmo com 10 a qualidade individual dos minhotos, com o português em evidência, equilibrou o encontro).

Nacional 1-1 (Gomaa 56'; José Luís 83') - Empate entre 2 candidatos às Competições Europeias. Os insulares a jogarem em casa dominaram a primeira parte, mas foi preciso o Sp. Braga ficar reduzido a 10 (Aderlan foi expulso aos 54'), para Saleh Gomaa, 2 minutos depois, fazer o 1-0. A partir daí, os Arsenalistas acordaram (até então não tinham tido oportunidades) e Zé Luís aos 83 minutos acabou por empatar. Até final, o mesmo Zé Luís esteve próximo de voltar a marcar, mas o resultado não se viria a alterar. Individualmente, Sami e Alan passaram ao lado do jogo (estiveram desastrados), enquanto que Tiba, Rafa, Pardo (deve ganhar o lugar a Sami) e Zé Luís (entrou bem no encontro) acabaram por ser os melhores. Na equipa de Manuel Machado, não houve grandes destaques. Mesmo assim, Gomaa, Boubacar (apesar do excesso de dureza) e Rondón estiveram um degrau acima dos restantes elementos. Em suma, um resultado justo (equilíbrio nos ataques e remates), mas que não agrada a nenhuma das equipas. O Nacional só tem 4 pontos em 5 jogos (uma das desilusões da época até ao momento), enquanto que o Sp. Braga continua sem vencer fora (hoje não foi um mau ponto, mas apenas 8 em 15 é menos do que a direcção perspectivava para estas primeiras 5 rondas).

Quem vai beneficiando é o Barça - O Atl. Madrid juntou à derrota na Grécia um empate em casa, a duas bolas, frente ao Celta de Vigo. A equipa de Diego Simeone foi quase sempre a formação mais perigosa, mas a falta de poder de fogo na frente (Mandzukic está lesionado), juntamente com uma boa exibição do guarda-redes adversário, impediram que os Colchoneros levassem os 3 pontos. O Celta, por sua vez, foi altamente concretizador e em apenas 5 remates (e todos na direção da baliza) conseguiu fazer 2 golos. O primeiro numa fantástica execução de Pablo Hernández (um gesto técnico incrível) e o segundo numa grande penalidade apontada pelo ex-Benfica, Nolito. Godín e Miranda (fez o penálti que deu o 2-2 final) marcaram os golos da equipa da casa, mas de resto, à exceção de Gabi que encheu o campo, exigia-se mais dos Rojiblancos.

O adversário do FC Porto na Champions está num modesto 14.º lugar e ainda pode perder algumas posições - No San Mamés, passou-se o mesmo do Vicente Calderón. O Athletic dominou o encontro, com médias de posse de bola na ordem dos 67%, dispôs mesmo das melhores oportunidades, mas encontrou um Super Roberto do outro lado, que foi defendendo tudo. Como quem não marca arrisca-se a sofrer, Jhon Córdoba à passagem do minuto 39 apontou o único golo do encontro e deu a vitória ao Granada.

Em França começam a acreditar que a equipa de Bielsa pode rivalizar com o PSG (o argentino, no entanto, tem tentado colocar um travão nessa euforia) - O Marselha recebeu e bateu o Rennes em casa por esclarecedores 3-0. André-Pierre Gignac foi o homem do jogo com dois golos marcados, sendo que Alessandrini já nos "noventas" apontou o outro golo. Com este resultado o conjunto do Sul de França junta-se ao Bordéus (que ontem bateu o Evian) na liderança. Nos restantes jogos, o Lorient do luso-francês Raphäel Guerreiro perdeu em casa, por 1-0, contra o Reims, numa grande exibição defensiva do ex-Marítimo Roberge; o Nantes venceu em casa o Nice (atenção ao jovem lateral esquerdo Jordan Amavi) por 2-1; o Toulouse empatou a 3 com o Caen (o sérvio Ninkov destacou-se); e o Metz venceu o Bastia por 3-1 (Krivets marcou e assistiu).

Sexta vez esta época que sai na frente - Lewis Hamilton conquistou a «pole position» no GP Singapura, em F1. O britânico relegou o companheiro de equipa e rival, Nico Rosberg, para o 2.º lugar, enquanto que os Red Bull-Renault ficaram com a 3.ª e 4.ª posição (Ricciardo foi novamente mais rápido que o tetracampeão do Mundo).

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Esperávamos mais de alguns reforços, Markovic (poucos minutos), Lovren (pouca segurança defensiva) e Lallana (pouca influência), principalmente. É certo que a época ainda só está a começar, mas os Reds em 5 jogos para a Premier League, perderam 3. E sem o lesionado Sturridge vivem essencialmente das arrancadas de Sterling.

Mais uma derrota para o Liverpool, a 2.ª consecutiva para o campeonato. Os Reds aos 7 minutos já perdiam por 2-0 na casa do West Ham (golos de Reid e Sacko) e apesar do golaço de Sterling (26'), não tiveram armas para operar a reviravolta e ainda sofreram o 3-1 final já perto do fim (Amalfitano 88'). Com este desaire, mais um, a equipa de Rodgers caiu para o 10.º lugar.

O conjunto de Klopp não pode desperdiçar estas "esmolas" do campeão - Apesar de ter entrado em campo já depois de saber que o Bayern tinha empatado no terreno do último o Dortmund ainda fez pior, e foi derrotado, por 2-0, frente ao Mainz (golos de Okazaki 66' e Ginter 74'na p.b). Resultado que deixa o Borussia a 2 pontos do emblema de Munique.

Melhor estreia era impossível - O Penafiel garantiu a 1.ª vitória na I Liga de futebol, depois de acumular 4 derrotas em 4 jogos. Os penafidelenses, agora orientados por Rui Quinta, que esta substitui semana Ricardo Chéu, bateram, em casa, o Vit. Setúbal, por 2-0. Guedes e André Fontes apontaram os golos.

Os encarnados continuam 100% vitoriosos, já os leões, que também tinham sido surpreendidos em casa pelo Estoril, perderam pela 2.ª vez - Triunfo do Benfica no dérbi. As águias, que lideram a zona Sul, foram a Alcochete, bater o Sporting, por 2-0, em partida da 7.ª jornada do Campeonato Nacional de juniores. Romário Baldé (54') e Buta (87') marcaram pelos encarnados, enquanto que Bruno Wilson, devido a expulsão, deixou o clube leonino a jogar com 10 praticamente toda a 2.ª parte.