1 de agosto de 2015

O campeão nacional é favorito na Supertaça? JJ, que como temos vindo a referir é mais inteligente/hábil a utilizar as palavras do que as pessoas julgam (ainda na época passada demonstrou isso com Lopetegui), também sabe o que está a fazer com este tipo de discurso.

Jorge Jesus, no final do triunfo do Sporting no troféu Cinco Violinos, fez a antevisão do encontro da Supertaça frente ao Benfica, e considerou que os encarnados são favoritos, até pelo trabalho que realizou na Luz. "Sabemos que o nosso rival tem mais vantagem porque foi trabalhada durante seis anos. O Sporting está a aprender. Estamos dispostos a trabalhar só por um propósito. O Benfica praticamente joga de olhos fechados... Mas, da nossa parte, queremos conquistar o nosso espaço em Portugal. O Sporting perdeu muitos anos", rematou, em declarações à Sport Tv. Já no que diz respeito ao mercado, o timoneiro dos leões voltou a dar a entender que o plantel está longe de estar fechado, tanto para entradas como saídas. "O plantel ainda não está fechado. Estamos satisfeitos com os jogadores que temos mas ainda podem entrar jogadores. O plantel está em formação até dia 31 de agosto, aqueles que achar que são os melhores vão faz parte deste plantel", referiu.

Os parisienses conquistaram os 4 títulos internos em 2014-15 e este ano tem tudo para repetir a dose - O PSG, depois de limpar tudo na época passada, começou 2015-16 da melhor maneira ao derrotar, até com relativa facilidade, o Lyon, por 2-0, na Supertaça de França. O resultado ficou logo definido aos 17 minutos, fruto dos golos de Aurier (11) e Cavani, numa partida em que Ibrahimovic esteve em destaque (não marcou mas fartou-se de desequilibrar). Cavani (11.º golo nos últimos 8 jogos na equipa), Rabiot (boa dor de cabeça para Blanc) e Aurier (deve ganhar a titularidade e "explodir" este ano) também deram nas vistas.

O Bayern de Guardiola não convenceu, foi pouco eficaz, permeável defensivamente e acabou por não manter os índices mentais exigidos até ao fim. O técnico espanhol continua sem vencer este troféu, sendo que, numa fase em que o seu estado na Baviera não é consensual, vai ficar com menos margem.

O Wolfsburgo começou 2015-16 da maneira como terminou 2014-15 ao conquistar mais um troféu, com uma vitória nos penaltis (5-4) frente ao Bayern, depois do 1-1 nos 90 minutos, na Supertaça da Alemanha. Bendtner em cima dos 90 evitou a festa do campeão da Bundesliga e depois ainda apontou o último penalti (Alonso foi o único a desperdiçar). A turma de Guardiola até começou melhor, com Boateng a atirar à trave, mas a primeira parte não veria qualquer golo (apesar de as equipas terem tido duas oportunidades). No segundo tempo, o Bayern, por intermédio de Robben (o guardião Casteels não ficou bem na fotografia), colocou-se cedo em vantagem, mas a partir daí o Wolfsburgo tomou conta do jogo e foi desperdiçando algumas oportunidades. Até que aos 89 minutos, Bendtner, que tinha entrado aos 70', empatou o encontro e adiou a decisão para as grandes penalidades. O Wolfsburgo não perdoou e marcou todos os remates, enquanto que do lado do Bayern, Xabi Alonso foi o único a falhar. Guardiola apostou num 4-1-4-1 (Neuer - Lahm, Boateng, Benatia, Alaba - Alonso; Robben, Müller, Alcântara, Douglas Costa - Lewandowski), com Alonso à frente da defesa e um quarteto com Robben, Müller, Thiago e Douglas Costa a servir Lewandowski, mas a equipa sofreu com esta exposição em demasia no momento defensivo.  Thiago e Müller foram os mais esclarecidos do lado do Bayern, num jogo em que Douglas Costa e Vidal (entrou na segunda parte) se estrearam. Do lado do Wolfsburgo, destaque para a primeira parte de Ricardo Rodríguez (muita profundidade e anulou Robben), Vieirinha também apareceu muito na frente (podia ter feito um golaço), mas deu espaço nas costas, já De Bruyne e Bendtner apareceram para resolver o jogo. Dieter Hecking apostou em: Casteels - Vieirinha, Naldo, Klose, Rodriguez - Guilavogui, Arnold - Caligiuri, De Bruyne, Perisic - Dost.

Foi associado ao Benfica - De acordo com a Marca, o Villarreal está muito perto de garantir o concurso do avançado Roberto Soldado. O internacional espanhol, de 30 anos, não se adaptou ao Tottenham, depois de ter brilhado em Valencia, e pode chegar ao Submarino Amarelo a troco de 15 milhões de euros.

O Incrível desbloqueia qualquer partida e quando não marca... assiste - O Zenit goleou o Terek por 3-0 em jogo a contar para a 3.ª jornada da Liga Russa e continua a liderar. Smolnikov logo aos 7’, numa fantástica jogada de Hulk, fez o primeiro, Shatov (que está em excelente forma) ampliou em nova assistência do ex-FC Porto e já em cima dos noventa, Danny, que tem saído do banco (segundo golo na condição de suplente utilizado), fechou o marcador. Partida que voltou a mostrar o excelente entendimento entre Hulk e Shatov (que ainda acertou no poste numa jogada entre os dois). Neto, que foi titular ao lado de Garay (continua com muito mercado), também esteve em destaque, mantendo a defesa segura. Nos outros jogos, o CSKA voltou a vencer e também lidera em conjunto com o Zenit, embora tenha apenas 4 golos marcados em 3 jogos. Mário Fernandes, assistido por Natkho, fez o único tento do encontro. Mesmo resultado repetiu o Amkar sobre o Krylya Sovetov Samara. O lateral Zanev fez o passe para o golo de Belokurov.


Triunfo do Sporting, por 2-0, frente à Roma, no jogo que serviu de apresentação aos sócios e de ensaio para a Supertaça. Os leões, naquele que era o encontro com maior grau de dificuldade, elevaram a qualidade e realizaram a melhor exibição nesta pré-época. Uma equipa coesa, com muitas unidades na zona da bola, forte a reagir à perda, consistente a defender e que controlou o vice-campeão italiano. Slimani (de cabeça) e Mané (que somou pontos na 2.ª parte) apontaram os golos leoninos numa partida em que Jesus apostou em Adrien a trinco e numa equipa (Rui Patrício; João Pereira, Paulo Oliveira, Naldo e Jefferson; João Mário, Adrien, Carrillo, Bryan Ruiz; Slimani e Teo) que não deve fugir muito à que vai medir forças frente ao Benfica.

Num jogo praticamente de sentido único, o Sporting entrou com o bloco alto, a circular bem a bola e a encostar a Roma à sua grande área. O primeiro remate surgiu por intermédio do estreante Bryan Ruiz, num cabeceamento por cima, após um cruzamento de João Pereira. Pouco depois Iturbe criou perigo, mas o remate saiu desenquadrado, enquanto que do outro lado Jefferson se destacava no corredor esquerdo no capítulo do cruzamento, mas Slimani não foi eficaz em nenhuma dessas situações. Na única perda de bola dos leões na 1ª parte (por intermédio de Carrillo), Totti rematou de meia distância, mas sem sucesso. Na 2ª parte, Jesus lançou Mané para o lugar de Ruiz e o extremo/avançado trouxe a habitual agitação ao encontro. Ainda assim, foi a Roma a dispor da primeira oportunidade de golo, sendo que o eterno capitão não conseguiu marcar após um belo cruzamento de Paredes. João Mário ia tentando de fora da área, mas a melhor ocasião da formação lisboeta aconteceu aos 55 minutos. Mané ultrapassou dois adversários com a sua finta curta, soltou para Slimani, mas o argelino isolado permitiu a defesa do novo guarda-redes da Roma, numa situação onde tinha o companheiro Teófilo Gutiérrez com a baliza aberta mesmo ao seu lado. Na sequência do maior domínio da equipa da casa, Slimani inaugurou o marcador aos 64 minutos, num belo cabeceamento após canto de Jefferson. De seguida, Mané ampliou o resultado, num lance em que Carrillo desequilibrou pelo corredor direito. Até final, destaque para as muitas alterações promovidas por ambos os técnicos, bem como para o maior domínio da Roma nos últimos 10 minutos, tendo o Sporting perdido consistência. Numa bola parada e perante alguma confusão Destro quase marcou  e numa perdida de bola de Rúben Semedo, Destro criou perigo para a baliza leonina. Por fim, tempo ainda para a expulsao de Mapou Yanga-Mbiwa, numa entrada violenta sobre Jonathan Silva.

Destaques:

Sporting - Jogo bem conseguido dos leões, naquele que era o desafio mais exigente da pré-época e o último desafio antes da Supertaça. As ideias de Jorge Jesus parecem cada vez melhor adquiridas pela equipa, nomeadamente a reacção a perda de bola, o bloco alto, o jogo interior dos extremos e o aparecimento de várias unidades em zonas de finalização. Além disso, em relação a jogos anteriores, a equipa esteve mais segura na primeira fase de construção e defensivamente conseguiu controlar o 2º classificado da última Série A durante praticamente todo o encontro. Em termos individuais, Slimani acabou por ser o homem do jogo, apesar de nem sempre ter definido com qualidade. Deu-se ao jogo e ofereceu profundidade à equipa, lutou e, apesar de ter revelado alguma ansiedade na finalização e algumas lacunas com os pés, voltou a ser mortífero no jogo aéreo, num belo gesto técnico. Por outro lado, Adrien subiu de produção na posição 6 e deve ter garantido o lugar no 11 para o arranque da época oficial, Bryan Ruiz na estreia deu qualidade à circulação de bola e demonstrou visão de jogo, Carrillo desequilibrou pelo lado direito, estando cada vez mais inserido no modelo de jogo do seu novo técnico (tem facilidade em movimentar-se por terrenos interiores) e Jefferson esteve fulgurante no corredor esquerdo, destacando-se nos cruzamentos. Já Mané (mais um golo e a render muito mais quando explorar o espaço interior) e Gelson Martins entraram bem na partida, enquanto que os centrais desempenharam muito bem o seu papel, tendo Naldo sobressaído em vários cortes realizados e pela sua velocidade. Por outro lado, Teófilo Gutiérrez esteve novamente apagado (Montero parece melhor nesta fase) e João Pereira voltou a não acrescentar o necessário ao corredor direito (gritante a diferença em relação a Jefferson).

Roma - O 2º classificado da última Série A conta com um plantel com muita qualidade (ainda deve chegar um ponta de lança, provavelmente Dzeko, e um lateral esquerdo), mas ainda está muito atrasado na sua preparação e neste encontro foi inferior ao Sporting. Os centrais revelaram sempre alguma incapacidade perante a combatividade e mobilidade de Slimani, Jefferson fez o que quis pelo lado esquerdo, o meio-campo foi muito menos intenso que o do adversário (mas não menos agressivo) e ofensivamente, à excepção daquela perda de bola de Carrilo e dos 10 minutos finais perante as reservas leoninas, raramente conseguiram criar perigo (Patrício não fez uma defesa).

Não surpreende. Capel, ao contrário do que alguma imprensa avançou, nunca seria opção para JJ (tem um futebol muito limitado). Aliás como já não tinha sido para Marco Silva. O mesmo se aplica a Iuri, neste caso por não apresentar características que se ajustem à ideia do novo técnico dos leões. Já Rosell foi uma contratação que não acrescentou o que se pretendia e desde cedo ficou claro que não poderia contar. Resta saber por onde passa o destino destes elementos, sendo certo que os verde e brancos tem uma longa lista de dispensados (muitos deles reforços da época passada e de há 2 anos).

Mais uma filtragem no Sporting, depois de Labyad, Miguel Lopes, Rubio, Slavchev, Wilson Eduardo, Gauld, Heldon ou Chaby, Jorge Jesus dispensou também Capel, Rosell e Iuri Medeiros. Os três jogadores, que integraram a digressão do clube leonino à África do Sul mas pouco jogaram, não marcaram sequer presença na apresentação dos leões ao sócios. Já Semedo e Wallyson foram anunciados, como os reforços Jug, João Pereira, Bryan Ruiz ou Teo. Nota ainda para indicação que Adrien vai assumir o estatuto de 1.º capitão.

O FC Porto venceu o Valencia nas grandes penalidades (5-4), depois de um nulo nos 90 minutos e somou a sua 3.ª vitória na pré-época. Os dragões foram mais fortes na grande maioria do encontro e podiam ter mesmo vencido no tempo regulamentar, mas a justiça foi feita nas grandes penalidades. Logo aos 2 minutos, Aboubakar acertou na trave depois de uma envolvência com Maxi e deu um aviso do que podia ser o jogo. O FC Porto pressionava muito subido e ia recuperando várias bolas no meio campo do Valência e dois minutos depois, Danilo Pereira num remate em arco de fora de área esteve perto de fazer golo. Até final da primeira parte, nota para mais uma jogada entre Maxi e Aboubakar, na qual o camaronês rematou ao lado. No segundo tempo, o Valencia entrou disposto a criar oportunidades e logo aos 49', depois de um dos poucos erros defensivos dos azuis-e-brancos, Parejo tentou colocar a bola no poste mais distante, mas Indi estava no caminho. O encontro desenrolava-se para o final e o ritmo baixava, com destaque para mais duas oportunidades dos dragões. Aos 74' foi André Silva na sequência de um livre lateral marcado por Hernâni a atirar ao lado, sendo que em cima do minuto 90', Sérgio Oliveira, num fantástico pontapé de pé esquerdo à entrada da área acertou na trave. Na primeira parte Lopetegui alinhou com: Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Alex Sandro; Danilo Pereira, André André, Evandro; Tello, Brahimi, Aboubakar. Indi, Imbula (que substituiu Herrera, que tinha rendido Evandro logo aos 21') e Varela entraram ao intervalo, enquanto que Ricardo Pereira, Rúben Neves, José Ángel, Hernâni, André Silva e Sérgio Oliveira também tiveram direito a minutos.

Destaques:

FC Porto - Já se notaram mais as ideias de Lopetegui neste encontro. A equipa pressionou em blocos vincados e bem subidos no terreno e com isso criou dificuldades à primeira fase de construção da equipa Che. O problema é que o meio campo continua a não oferecer o apoio que o ataque precisa e com isto o corredor central produz pouco ofensivamente, o que obriga que sejam os extremos, que abusam dos movimentos interiores, a terem de produzir alguma coisa, já que o ataque tem estado pobre. Individualmente, destaque para Danilo Pereira, talvez o homem mais em foco no primeiro tempo. O ex-Marítimo esteve seguro com bola no pé, fechou bem os espaços no momento defensivo e foi a "besta" nos choques e duelos físicos que se esperava. Brahimi também encantou com a sua técnica, mas foi desaparecendo ao longo do tempo. Já Aboubakar lutou imenso na área, ganhou inclusive alguns duelos a uma das melhores duplas de centrais do futebol mundial, mas não foi feliz na finalização. O resto da equipa não esteve mal, embora Maicon tenha "inventado" um pouco na primeira parte na saída de bola, André André não tenha oferecido grande largura ao jogo ofensivo dos portistas e Tello tenha passado despercebido (exige-se mais ao catalão).

Valencia - Apesar de o resultado não ter sido propriamente desprestigiante, a equipa de Nuno desiludiu. Ofensivamente, o ataque (Rodrigo, Piatti e Alcácer) esteve bastante longe da baliza e poucos ou nenhuns problemas causou a Casillas. Na defesa, a equipa perdeu facilmente algumas bolas no seu meio campo com a pressão alta do FC Porto, mas foi melhorando neste aspeto ao longo do encontro. Enzo, a jogar à frente da defesa, foi um dos destaques da equipa com a sua qualidade no transporte de bola e inteligência e antecipação no momento defensivo. Parejo também acompanhou bem o argentino (começa a identificar-se um meio campo com Enzo, Parejo e André Gomes) e foi dos poucos a mostrar-se no ataque, já Danilo Barbosa não foi influente a jogar como 8. Na defesa, quem mais se evidenciou foi João Cancelo. O ex-Benfica, com a equipa a jogar tão reduzida, foi dos que mais trabalho deu à defensiva da equipa de Lopetegui e mesmo nos processos defensivos foi dos poucos a conseguir travar as investidas e mudanças de velocidade de Brahimi na área.

Muito talento à disposição de Pioli. Os laziale tem alguns dos jogadores mais talentosos da Série A, como Keita, Felipe Anderson, Ricardo Kishna, Stefan de Vrij e mesmo elementos como Patric, Hoedt ou Ravel Morrison têm muito potencial. Veremos é se esta base vai ser suficiente para quebrar o jejum na Série A.

Não teve muito impacto em Portugal, mas nas últimas semanas foi dos nomes mais falados na imprensa italiana. Sergej Milinković-Savić, que foi eleito o 3.º melhor jogador do recente Mundial sub-20, esteve na mira da Juventus e Nápoles, deu uma nega à Fiorentina, quando parecia que o negócio estava feito, e optou, segundo o que o próprio anunciou na Bélgica, por juntar-se à Lazio, num negócio que permitiu ao Genk um encaixe de 9 milhões de euros. Milinković-Savić, de 20 anos e 1m92, é um médio talentoso, com muita chegada à área, golo, e tanto pode ser um Matic como um 2.º médio/box-to-box como Stankovic.

Foi um dos destaques do Peru na Copa América - O Bursaspor, da Turquia, anunciou a contratação de Luis Advíncula, jogador que esteve cedido pelo Hoffenheim ao V.Setúbal na última temporada. O lateral assinou um contrato válido por 3 temporadas numa altura em que era cobiçado pelas exibições que realizou no Chile.

Vai ser uma das figuras na próxima década - Adam Yates venceu a Clássica de San Sebastian, uma das principais provas de 1 dia do World Tour, numa bela resposta da Orica aos azares sofridos no Tour. O jovem britânico, que no ano passado só não discutiu a prova devido a uma queda na descida para a meta, atacou na última subida e chegou isolado, proporcionando um momento algo cómico já que nem se apercebeu que era a última volta do circuito na cidade basca. Gilbert (2.º) e Valderde (3.º) completaram o pódio. Nota ainda para o excelente 12º lugar de Nélson Oliveira.

Foi o vencedor da camisola por pontos no ano passado - Davide Vigano venceu ao sprint a 3ª etapa da Volta a Portugal. O italiano da Team Idea superiorizou-se lançando um sprint de longe, sendo que o líder Gustavo Veloso, que tinha como objectivo lançar Samuel Caldeira, acabou por ser 2º, alargando assim a vantagem na classificação geral para 9 segundos. Já Manuel Cardoso (Tavira) foi 3º, Vicente De Mateos (Louletano) 4º e José Gonçalves (Caja Rural) fechou o top-5. O dia ficou marcado por várias fugas, sendo que o espanhol Alberto Gallego (era uma das grandes esperanças para esta Volta) do Boavista voltou a ser apanhado nos últimos quilómetros, enquanto que De La Fuente (Efapel) tentou novamente surpreender no final da etapa, mas sem sucesso.

É um dos médios mais interessantes fora das principais ligas do futebol europeu e estava há muito tempo a pedir o salto para um grande clube. O Leicester não é um grande clube e fica a ideia de que o jogador tinha qualidade suficiente para outros voos, mas o poder financeiro no fundo da tabela da Premier League é incrível e vai obrigar a que muitos craques tenham de lutar para não descer. É um jogador muito completo (enorme qualidade com bola e disponibilidade total sem ela) e seria um grande reforço para os foxes, que, se juntarem Inler, ficam com um meio campo de peso. 

O Leicester vai bater um recorde para assegurar a contratação de Charles Aránguiz, internacional chileno de 26 anos. Os foxes já chegaram a acordo com o Internacional para uma transferência de 15 milhões de euros, valor mais alto da história do clube, faltando apenas acordar os termos do contrato com o médio que brilhou na Copa América. O problema é que, de acordo com a imprensa brasileira, o médio parece preferir o Leverkusen. O Leicester está a apostar forte no reforço do meio campo e está perto de garantir também Gokhan Inler, do Nápoles, por 4 milhões de euros. O suíço, médio de grande qualidade a quem nem sempre foi dado o devido valor, será o substituto de Esteban Cambiasso no plantel.

Apesar das limitações, é uma das figuras do clube e a sua polivalência é sempre útil num plantel - Se aparecerem propostas, Kevin Grosskreutz vai sair do Borussia Dortmund. Em declarações ao Bild, o jogador, que se destaca pela capacidade de fazer "todos" os lugares em campo, manifestou o seu desagrado. "Estou profundamente decepcionado porque ninguém do clube falou comigo nas últimas semanas", disse. Aos 27 anos, o campeão do mundo não deve ter grande dificuldade em encontrar outro emblema onde prosseguir a carreira. 

Depois de terem falhado a contratação de Ferreira-Carrasco, os spurs continuam no mercado por um jogador com este perfil (jovem e com capacidade para jogar nos flancos e como segundo avançado) - De acordo com o L'Équipe, o Lyon rejeitou uma proposta de 10 milhões de euros (mais 5 por objectivos) do Tottenham para a contratação de Clinton Njie. O promissor extremo/avançado camaronês de 21 anos apareceu em bom plano na última temporada e os franceses não estão dispostos a libertá-lo facilmente.

O Mónaco, com a política que tem seguido, é neste momento um dos clubes europeus com mais jovens promissores nos seus quadros - Allan Saint-Maximin, médio ofensivo/extremo contratado pelos monegascos ao Saint-Étienne, vai jogar por empréstimo no Hannover. O jogador de 18 anos, internacional pelas camadas jovens de França, não teria espaço no plantel de Leonardo Jardim e com esta cedência terá mais tempo para evoluir (embora fizesse mais sentido ser emprestado a um clube francês). 

Videoton-Debrecen
Berna, 4 de Julho de 1954. Quando se ouviu o apito final no Wankdorf Stadium , os espectadores prostraram-se em silêncio, e uma multidão apaixonada pelo jogo, ficava estarrecida e muda perante os relatos que saiam das ondas sonoras. A Alemanha sagrava-se campeã do Mundo de futebol pela primeira vez na sua história, mas pelo caminho ficava uma Selecção que durante duas décadas fez crescer o entusiasmo pelo desporto rei, revolucionando-o, e elevando-o a uma arte plástica da maior beleza. A Hungria do génio Puskas, talvez a primeira entidade divina dos relvados, do terrível goleador Kocsis e dos craques Hidegkuti, Czibor e Lantos, era vergada no seu auge por uma Selecção a quem tinham cilindrado na fase de grupos por 8-3.

Esse jogo, marcou o início de duas novas eras, personificadas no poderio colectivo alemão e na figura dos homens do apito que podem desequilibrar ou neste caso equilibrar uma partida, mas também o fim da era do futebol total magiar.

61 anos mais tarde, a Hungria vive o seu pior momento futebolístico de sempre. A Selecção atravessa um marasmo de resultados, estando arredada das grandes competições desde o Mundial do México em 86, os seus clubes, outrora dignos representantes do poderio futebolístico húngaro, como o Honved, ou o Ferencvaros e mais próximo do imaginário português, o MTK que celebrizou o “cantinho do Morais”, são apenas elementos decorativos no futebol moderno europeu, e a sua Liga atingiu um mínimo histórico em termos de ranking da Uefa, ocupando agora a 31ª posição, atrás por exemplo da Liga Azeri.

O País, não vive igualmente melhores dias. Em paralelo com o resto da Europa, os húngaros vivem numa crise económica grave e o descontentamento popular é por demais evidente. O homem que governa o país, Viktor Orban, talvez o político menos democrata das várias democracias europeias, é conhecido pelo radicalismo das suas opiniões, mas também pela paixão intensa com que vive o futebol. Depois de ter regressado ao poder em 2010, o polémico Primeiro Ministro, anunciou um pacote ambicioso de medidas, com o único e simples propósito de fazer regressar os dias de glória do futebol húngaro. As medidas aplicadas passavam pelo financiamento estatal directo aos principais clubes, bem como pela quase total renovação dos estádios de futebol no país, quer via construção de novos recintos, quer através de melhoramentos nos actuais e pela aposta forte em várias academias de formação. A Hungria tem já hoje 3 estádios moderníssimos, como o Groupama Arena (Ferencvaros), o Nagyerdei Stadion (Debrecen), e a Pancho Arena (Puskas Akademia), onde recentemente Portugal jogou no Euro S19 e que tem como curiosidade ter sido construído num terreno anexo à casa do Primeiro Ministro. Além destes, nos próximos dois anos deverão estar construídos os novos recintos do Dyosgyor, do Videoton e do MTK, que será inaugurado com a presença do Sporting, na reedição da final da Taça das Taças de 64. Além disto, foi dado um livre trânsito aos privados, para investirem no futebol, e praticamente todos os grandes clubes húngaros, são detidos por magnatas nacionais ou internacionais, como no caso do Ujpest, detido pela família Duchatelet, os mesmos proprietários do Standard Liege e do Charlton.

Contudo, apesar de todo esse investimento, a qualidade da Liga Húngara tarda em crescer, apesar dos sinais positivos dados recentemente com a presença de um clube na fase de grupos da Champions, o Debrecen (acabaria contudo por somar derrotas em todos os seus jogos), e pela participação bastante meritória do Videoton de Paulo Sousa, na Liga Europa. A Liga em si, é competitiva mas nivelada por baixo, nas últimas 10 temporadas assistiu-se ao domínio do Debrecen que conquistou neste período todos os seus 7 títulos nacionais. O projecto iniciado pelo técnico checo Zdenek Scasny e continuado pelo actual treinador Elemer Kondas, é a equipa mais sólida do país, e conta nos seus quadros com os internacionais húngaros Korhut, lateral esquerdo forte na marcação e de boa vocação ofensiva, com a carraça Jozef Varga, com o excitante médio ala Adam Bódi e com o esloveno Mihelic que já passou pelo Nacional da Madeira. Os principais rivais são os dois maiores clubes do Pais. O Ferencvaros, que não vence o título há 11 anos, continua a ser o grande clube da Hungria quer em títulos conquistados, quer na massa adepta, mas tem tido nas últimas épocas o rótulo de eterno segundo. É também por isso mesmo, um dos grandes beneficiados pela política de investimento pública. Orientados pelo alemão Thomas Doll, os verdes têm ao seu dispor uma mescla de experiência como nos casos de Zoltan Gera, Tamas Hajnal e do brasileiro naturalizado Leandro Almeida, e de juventude com o guarda-redes Dibusz e o médio Dominik Nagy. Por último, o Videoton, o melhor exemplo da nova realidade do futebol húngaro. O clube do Primeiro Ministro Orban, mas também de toda uma elite económica, tem sido ano após ano, o melhor plantel da Hungria. Com presença assídua de portugueses nas suas fileiras, o Videoton perdeu esta época o melhor jogador da Liga Nemanja Nikolic, mas continua a contar com o português Filipe Oliveira, o ex-pacense Arturo Alvarez e com o poderoso central Roland Juhasz, todos orientados pelo melhor treinador da Liga na época passada, o espanhol Joan Carrillo, ex – adjunto de Paulo Sousa e de José Gomes.

Ainda com o apuramento em aberto para o Euro 2016, a Selecção Húngara já sabe que terá que medir forças novamente com Portugal no caminho para o Mundial da Rússia. O melhor jogador da equipa e capitão continua a ser Balasz Dszudszak, que com o seu pé esquerdo acima da média continua a semear o pânico nas defesas contrárias. Outros destaques são o novo reforço do Liverpool, o guarda-redes Adam Bógdan, o ponta de lança do Hoffenheim Adam Szalái e o já citado Nemanja Nikolic que depois de se ter naturalizado (nasceu na Sérvia) tem tido um aproveitamento acima da média quer em golos quer na qualidade do seu jogo. Já nessa fase de qualificação e à atenção de Portugal, poderão estar os dois maiores talentos jovens da Hungria, ambos jogadores da Puskas Akademia (clube satélite do Videoton). David Markvárt, médio todo o terreno, que pode igualmente jogar no ataque sobre uma das alas, jogador sempre muito rotativo, forte na recuperação e com muita chegada à área, e principalmente do jovem de apenas 18 anos, Rolland Sallai, um número 10 moderno, com uma visão de jogo acima da média e facilidade de remate com os dois pés.

Depois do sono profundo a que os magiares foram votados durante seis décadas, está a chegar a hora daquela que já foi a maior nação futebolística do mundo, se reerguer e voltar a apaixonar os aficionados, nem que para isso o futebol dentro das quatro linhas tenha que ser estimulado por decreto.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Flávio Trindade

O internacional sub-21 português, o nosso maior talento da geração de 1995, pode proporcionar uma disputa entre Benfica, FC Porto e Sporting, a partir de Janeiro, caso não renove. 

Rony Lopes, que tem contrato com o Man City até 2016, é a alternativa do Lyon caso o vice-campeão francês falhe a contratação de Belhanda, do D. Kiev. Os gauleses estão no mercado por um médio, devido à grave lesão de Grenier, e Rony, que na época passada esteve no Lille, reúne as qualidades e características que pretendem.

Não teve o impacto que se esperava em Guimarães mas tem talento suficiente para se afirmar no conjunto de Lito Vidigal - O extremo/avançado Ivo Rodrigues foi emprestado pelo FC Porto ao Arouca. O internacional sub-20 português vai ter assim a segunda experiência na I Liga depois de ter estado no Vitória em 2014-15. Falta saber por onde passa o futuro de elementos como Tomás Podstawski, Rafa, Chico Ramos e principalmente Leandro Silva.

Para ser o n.º 1 no Tour ou, com Van Garderen, não vai haver um líder na equipa norte-americana? - Richie Porte, ciclista australiano que dominou a 1.ª parte da época 2015 e foi importante na vitória de Froome na Volta a França, deixou a Sky e vinculou-se à BMC. "Quero ganhar de novo corridas como a Paris-Nice e a Volta à Catalunha e penso na Volta a França do próximo ano, porque não ter o Tejay Van Garderen e eu? Damo-nos bem. É entusiasmante ir para uma equipa em que vou ter tantas oportunidades para vencer corridas", disse o Tasmanian Devil, que em 2015 venceu a Volta a Catalunha, o Paris-Nice, o Giro del Trentino, ficou em 2.º no Tour Down Under e em 4.º na Volta ao Algarve, apesar de ter, mais uma vez desiludido, numa grande Volta, ao não ter conseguido terminar o Giro, onde era um dos favoritos.


31 de julho de 2015

Se depois da época que fez não teve espaço sequer na pré-época das águias dificilmente terá uma oportunidade no futuro, ainda por cima parece não ter saído a bem, ao recusar a tentativa de o clube da Luz em colocá-lo no Estrela Vermelha. Veremos é por onde passa o futuro de outros excedentários, como Amorim ou Farina, que também parecem destinados a ser protagonistas. 

Fim da novela. O Benfica, dando sequência ao que já tínhamos reportado numa 1.ª versão, confirmou o empréstimo de Pelé ao Paços de Ferreira. O médio de 23 anos, depois de ter assumido publicamente que se ia juntar aos pacenses, chegou a ser colocado pela SAD das águias na rota do Estrela Vermelha de Belgrado, onde até poderia ganhar mais, mas deu uma nega e preferiu voltar a ser orientado por Jorge Simão. Na Mata Real deve assumir o lugar que era de Seri.

Micah Richards, Scott Sinclair, Idrissa Gueye, Amavi, Crespo, Jordan Ayew e... - Jordan Veretout e Judy Gestede. O Aston Villa continua a apostar forte neste Defeso e garantiu a contratação do médio francês Veretout (vai ser o substituto de Delph) ao Nantes por 10 milhões de euros, e do avançado Gestede ao Blackburn Rovers por 8 milhões. Apesar da contratação de Rudy Gestede, um avançado que na época passada marcou 22 golos no Championship e era dos mais cobiçados na Premier League, os Villans ainda pretendem Adebayor. Também o setor defensivo deve ser reforçado com a chegada de um central (Lescott é um dos alvos).

Vai ter a oportunidade de participar na Champions - Enes Ünal foi emprestado pelo Man City aos belgas do Genk até final da época. O avançado turco, de apenas 18 anos, foi um dos reforços dos Citizens para esta época, vindo do Bursaspor, mas como se esperava vai rodar noutro emblema, e numa liga onde pode ter os minutos que precisa.

Em França dão conta que os azuis e brancos venderam o ex-Estoril por 10 milhões de euros - O Nice vai apresentar uma queixa na FIFA contra o FC Porto por causa da transferência de Carlos Eduardo para o Al Hilal. O clube gaulês tinha direito de preferência sobre o médio brasileiro mas não terá sido informado pelo FC Porto de qualquer proposta do Al Hilal, algo que deveria ter acontecido. Além disso o Nice defende que tem direito a 10 por cento do montante da transferência, cujo valor não foi tornado público.

O Fenerbahçe já oficializou uma queixa na UEFA devido à utilização do médio na partida da 1.ª mão da Champions - A CBF confirmou que Fred, atualmente vinculado ao Shakhtar Donetsk, acusou positivo num controlo antidoping realizado durante a Copa América'2015. O médio do Brasil, que foi titular frente ao Peru e Colômbia, teve um controlo antidoping positivo, por diurético proibido.

A confirmação de que os insulares fizeram as pazes com os portistas (indiretamente também aumenta o peso da venda de Danilo) e o médio é claramente um bom reforço, como seria para o Nacional ou Vitória (apesar de ter estado mal na 2.ª época). O "problema" é que este cenário não deve mudar no futuro. Tiago tem qualidade, será sempre uma mais-valia num clube fora Top 3, mas parece não reunir o suficiente para ser titular num "grande". 

Tiago Rodrigues vai continuar na ilha da Madeira, mas desta vez no Marítimo. O médio, que na época passada esteve em destaque no Nacional, foi emprestado pelo FC Porto ao clube insultar. Os portistas, que continuam a "limpar a casa" cederam também Kayembe ao Rio Ave. O lateral/extremo era outros dos elementos que não contava para Lopetegui e depois de ter estado no Arouca vai ter mais uma oportunidade de ganhar minutos na I Liga, sendo que a experiência no conjunto de Pedro Emanuel não foi suficientemente esclarecedora sobre o seu potencial (começou bem, mas acabou por não dar sequência ao que fez na II Liga, não clarificando se rende mais a lateral ou extremo).

Como será a hierarquia na Astana? - Nibali, vencedor do Tour 2014 e quarto classificado na edição deste Ano, confirmou que vai participar na Vuelta. O "Tubarão" pretende "salvar" a época e vencer a prova pela 2.ª vez. Curiosamente pode ter como rivais 2 companheiros de equipas: Aru (2.º classificado do Giro'2015) e Landa (que foi, depois de Contador, o ciclista mais forte na Volta a Itália, tendo mesmo superado várias vezes o Pistolero). Froome e Quintana ainda não decidiram se vão estar na Vuelta. Já Purito, Van Garderen, Majka, Valverde e Pozzovivo vão marcar presença.

Tudo ou nada. É assim que o FC Porto vai encarar esta época, depois de um ano em que, apesar do forte investimento, ficou em branco. Ou então não, e daqui a um ano, como agora fazemos numa espécie de repetição de 2014, vamos voltar a repetir este discurso. Independentemente do All-In, que como os portistas estão a demonstrar parece ter "sete vidas", a chegada de Lopetegui e a "espanholização" do plantel não foram suficientes para derrotar o Benfica de Jesus, e a apatia demonstrada nos jogos com o rival tiveram um impacto decisivo nas contas da temporada. Mesmo com reforços a pedido, como Marcano, Óliver, Casemiro ou Tello, as ideias do técnico basco demoraram a ser assimiladas e os dragões apenas se tornaram uma equipa temível na segunda metade da época (a exibição em casa contra o Bayern ficou na memória). Esta temporada as exigências serão ainda maiores e não há margem de erro para Lopetegui, que mostrou ser um adepto da rotação. O plantel permite-lhe isso, já que é claramente o melhor do campeonato e voltou a merecer um grande investimento. Apesar da saída de Jackson, que ainda deverá ser colmatada, e de faltarem alguns reforços (um central, um "10" e um extremo), Maxi, Casillas, Imbula e Bueno, para além dos portugueses Sérgio Oliveira, Danilo e André André, são soluções de qualidade e podem fazer a diferença num ano que se espera exigente e desgastante. Há vários objectivos para os portistas, mas a prioridade é só uma: voltar a ser campeão nacional. O Benfica, com a saída de Jesus, terá de se adaptar a uma nova realidade e não deverá ter a mesma força que demonstrou, mas o Sporting, com a chegada do treinador campeão pelas águias, pode ser uma ameaça mais séria. Tudo o que não seja o título será um fracasso tremendo, sendo que a repetição da excelente prestação europeia é também uma das ambições para o novo ano, bem como uma campanha mais positiva nas Taças. Neste sentido, o Visão de Mercado aponta aquele que poderia ser uma espécie de plantel ideal para os azuis e brancos:

GR: Casillas (Real Madrid), Hélton, Gudiño - Iker vai ser o maior foco da época em Portugal, tudo que dizer será esmiuçado, irá proporcionar muitas capas e comentários, e com naturalidade será o titular na baliza portista. Para lhe fazer sombra há o capitão Hélton, que, aos 37 anos, quererá provar que ainda é uma opção válida. Já Gudiño, promissor guardião com um perfil parecido a Courtois, deve ser o dono da posição na equipa B e o terceiro guarda-redes da equipa principal.
DD: Maxi Pereira (Benfica), Ricardo Pereira - O ex-Benfica foi outra das bombas do mercado e depois da saída de Danilo para o Real Madrid vai ser o dono do lugar. Ricardo Pereira deverá voltar a ser aposta para a posição, podendo também somar minutos mais à frente.
DC: Gil (Corinthians), Marcano, Maicon, Indi - Os azuis e brancos precisam de um central, de preferência alguém que jogue do lado direito. É que Indi foi exibindo as suas lacunas com o decorrer da temporada, Maicon a cada ano que passa exibe menos qualidade e Lichnovsky nem na B demonstrou uma capacidade que o distinga dos demais. Sobra Marcano, que é nesta fase o melhor central do FC Porto, mas é curto. O problema é que os bons elementos para esta posição são poucos e caros. Rudiger (Estugarda) tem sido falado, mas o seu histórico de lesões condiciona, como tal, uma solução pode passar por Gil, que é na actualidade o melhor central a jogar no Brasil. Um jogador alto (1m93), imperial no jogo aéreo, com muita presença e que tem melhorado ao nível da saída de bola. Uma transferência que iria obrigar a um bom investimento, mas o Timão precisa de realizar encaixes e há umas semanas circulou o rumor que o internacional pelo Brasil tinha salários em atraso. Uma opção ainda mais interessante seria Tiago Ilori, pela qualidade técnica, velocidade, e talento que apresenta, ainda por cima português, o que é uma raridade no 11 portista, colmatava uma lacuna, mas, apesar de não ter espaço no Liverpool a cláusula que o Sporting colocou no negócio quando vendeu o sub-21 aos Reds complica um potencial negócio.
DE: Alex Sandro, José Ángel - A situação contratual periclitante do brasileiro obriga Pinto da Costa a resolver este problema com pinças. Pretendentes não faltam, uma vez que estamos na presença de um dos 10 melhores laterais esquerdos do Mundo, mas os azuis e brancos não se podem arriscar a perder mais um titular. Assim, é natural que exista um esforço financeiro para renovar com o ex-Santos, prometendo-lhe eventualmente a saída na próxima época, algo habitual na política de mercado dos dragões. Por outro lado, apesar de ainda não ter convencido a massa adepta, José Ángel será a alternativa.
MDF: Rúben Neves, Danilo Pereira (Marítimo) - Na posição 6, duas opções com um perfil futebolístico distinto. Rúben Neves foi a revelação do início de temporada no ano transacto, devendo somar mais minutos ainda esta época como manda a lógica. O pivot defensivo poderá dar uma grande qualidade de passe e visão de jogo ao início de construção da equipa, mas, por outro lado, é natural que em determinados jogos Lopetegui procure um médio defensivo com outras características. O reforço Danilo será esse elemento, acrescentando a sua capacidade de física e nos duelos, intensidade, jogo aéreo e qualidade no transporte de bola.
MC: Imbula (Marselha), Herrera, André André (V.Guimarães), Sérgio Oliveira - O senhor 20 milhões (contratação mais cara de sempre do futebol português, o que demonstra a aposta do FC Porto para esta época) deverá ter um lugar assegurado no 11. Médio muito completo, com boa qualidade de passe, de transporte e de chegada à área, oferecendo ainda dimensão física ao sector intermediário. Como concorrentes directos terá o habitual titular da época passada Herrera, um jogador que até poderá sair mediante uma boa proposta, André André, filho de uma antiga glória do clube e que está a agradar nesta pré-época com a sua capacidade de pressão, recuperação de bola e ocupação do espaço central, e, por fim, Sérgio Oliveira, um activo que deu nas vistas no Europeu sub-21 e que após uma época bem sucedida no Paços de Ferreira regressa revigorado à casa que o formou. Com tantas soluções, Evando, apesar de até oferecer mais criatividade que André e Oliveira, devia sair, principalmente se entrar o médio ofensivo que os azuis e brancos pretendem.
MO: Belhanda (D. Kiev), Bueno (Rayo Vallecano) - Lucas Lima ou Óliver devem reforçar o FC Porto - Pinto da Costa não ia anunciar publicamente que tinha interesse nos jogadores sem ter uma garantia - mas caso isso não aconteça, uma solução, que até podia ser a 1.ª, pode passar pela aquisição de Belhanda. O marroquino não se impôs no D. Kiev, inclusive há uma forte hipótese que regresse a França neste Defeso (o Lyon está a tentar garantir a sua aquisição por empréstimo), mas encaixava na perfeição no conjunto de Lopetegui. É criativo, forte no passe, tem golo e faz muitas assistências, podendo ser igualmente utilizado na posição de extremo. Mas, independentemente de quem entre, a falta de criatividade e de capacidade para desequilibrar no espaço central é uma das lacunas da equipa, sendo que a entrada de Bueno, um dos 5 melhores marcadores da última La Liga, poderá permitir ao treinador basco contar com um activo capaz de permitir uma certa variação táctica e também de acrescentar visão de jogo e presença na área adversária.
EE: Brahimi, Moses Simon (Gent) - O FC Porto na teoria tem 4 bons extremos, o problema é que nenhum é regular, muito pelo contrário. Brahimi só rendeu 3 meses, Tello, se excluirmos o hattrick ao Sporting, fez apenas uma época normal, Varela nunca foi de Top e, apesar de até ter fortes possibilidades de ser titular, devido a ser mais consistente e ser mais acutilante sem bola, não é agora que vai ser aquele elemento que decide partidas, e Hernâni não demonstrou, ainda, ter o necessário para ser titular. Como tal, a contratação de Lamela (Tottenham) ia resolver uma das lacunas "invisíveis" deste plantel. Mas como não acreditamos que chegue alguém com "peso" para esta posição, até para não bloquear o espaço que parece reservado a Brahimi e Tello, a ser contratado algum elemento à partida será uma opção de futuro. Neste sentido, Pione Sisto tem sido falado mas Moses Simon, do Gent, seria uma solução mais interessante. Um jogador explosivo, desequilibrador nato e que, apesar de ter apenas 20 anos, foi um dos jogadores mais decisivos no último campeonato belga.
ED: Tello, Varela- Saiu Quaresma, Hernâni também devia ser transferido (é pretendido pelo Olympiacos), mas será interessante verificar que extremo irá assumir a titularidade. Tello dá largura, profundidade e capacidade de agitar as partidas com a sua velocidade, poder no um contra um e até de finalização. Varela é mais regular, mais consistente, equilibra melhor a equipa, e, apesar de não apresentar a mesma velocidade e capacidade nas acções individuais, tem igualmente golo.
PL: Osvaldo, Aboubakar, André Silva - Jackson foi o abono de família nos últimos anos (92 golos em 3 épocas), sendo que além do seu fantástico poder de finalização era um elemento preponderante no modelo de jogo dos azuis e brancos, uma vez que participava na construção de jogadas, pressionava e dava profundidade à equipa quando necessário. No entanto, o Atlético bateu a sua cláusula de rescisão, o que vai proporcionar uma nova Era no Dragão. Osvaldo parece ser o eleito para ocupar a vaga no ataque, um jogador peculiar, que nos últimos 2 anos passou pelo Southampton, Inter, Juventus e Boca, mas talentoso. Mesmo assim, uma aposta no excedentário Soldado fazia mais sentido. O espanhol não parece contar para o Tottenham, mas é um goleador (nos 3 anos que esteve no Valencia marcou 81 golos) e mais profissional. Outro avançado que está no mercado é Negredo, que até tem um perfil semelhante ao de Jackson, o problema é que é só o jogador mais bem pago do plantel do Valencia. Para concorrer com Osvaldo há Aboubakar, que não tem a mesma qualidade técnica e visão de jogo, mas tem características que criam mossa nos adversários e sempre que foi chamado correspondeu com golos. O ex-Lorient até pode aproveitar o facto de ser o único avançado que transita da época passada para ganhar um lugar no 11. Por fim, André Silva tem sido testado nos estágios de pré-temporada e, apesar do seu talento e do óptimo Mundial sub-20 que realizou, é provável que continue a evoluir na equipa B, sendo apenas uma 4.ª opção na equipa principal, depois de Osvaldo, Aboubakar e Bueno.

Uma das "bombas" do defeso nacional. Não se pode ignorar que "Chuta-Chuta" é internacional brasileiro, antes de chegar a Portugal era um dos melhores médios do Brasileirão (o FC Porto também o queria) e ingressou nas águias a troco de 6 ME, tendo saído por 5,5, o que diz bem da cotação que tinha. Sendo, que aos 26 anos, apesar de vir de uma má experiência no Palmeiras, ainda tem muito para dar. Por outro lado, esta aquisição dá um novo ânimo a uma equipa, que nos habituou nos últimos anos a ter bons jogadores brasileiros mas que estava algo adormecida desde a saída de Marco Silva.

Bruno César é oficialmente reforço do Estoril. O internacional brasileiro, que já passou pelo Benfica, chega ao clube da linha por intermédio da Traffic. O médio ofensivo/extremo esquerdo em 2011-12 marcou 13 golos ao serviço das águias, tendo estado nos últimos anos no Al-Ahli Jeddah, da Arábia Saudita, e Palmeiras.

Não se esperava que fosse figura mas apenas 3 golos em 2014-15 foi pouco -  O West Bromwich Albion anunciou a contratação de Rickie Lambert ao Liverpool, num negócio que deve ter rondado os 4 milhões de euros. Além do internacional inglês os Reds querem "desfazer-se" de Borini e Balotelli, um trio que ao todo nem 10 golos marcou na época passada.

Um evento de Inverno numa cidade em que a neve natural não abunda - Pequim será a primeira cidade a acolher tanto os Jogos Olímpicos de verão como os de inverno (em 2022). A capital chinesa, que acolheu a edição dos Jogos Olímpicos em 2008, concorria com Almaty, do Cazaquistão, tendo a votação sido renhida. Dos 85 membros votantes do Comité Olímpico Internacional, 44 votaram em Pequim e 40 na proposta cazaquistanesa. Houve ainda uma abstenção.

Apostas surpreendentes, mas Maurício António foi um dos melhores centrais da II Liga em 2014-15 (demonstrou qualidade para jogar na I Liga) e os azuis e brancos na época passada fizeram algo semelhante quando contrataram Diego Carlos ao Estoril. Gleison chegar à I Liga também é normal, o destino é que é mais peculiar. Mas os dragões esta época, à semelhança do que tem feito, reforçam a ideia que a equipa B serve apenas jogar com a sorte (a ver se aparece algum craque brasileiro, espanhol ou mexicano, do nada) e permitir rodar jogadores de alguns empresários. Este ano, apesar da vitória no campeonato de juniores, já vão em 10 reforços.

Maurício António, 23 anos, central e Gleison Moreira, 20 anos, extremo, vão jogar esta época no FC Porto por empréstimo do... Portimonense. Os dois brasileiros devem ser opções na equipa B portista. Maurício foi indiscutível na equipa da II Liga em 2014-15, tendo marcado 3 golos em 44 jogos, enquanto que Gleison, que só chegou ao clube algarvio em Janeiro, participou em 13 jogos e marcou 2 golos.

Walcott a falso avançado e Giroud (no banco) como alternativa? É que começam a faltar opções no mercado para Wenger -  Pierre-Emerick Aubameyang, que era um dos desejos do Arsenal para este Defeso (supostamente ofereceram 40 M€ pelo sue passe), renovou pelo Dortmund até 2020. O avançado, que agora se fixou numa posição mais central, marcou 26 golos em 2014-15.

Já deu para fazer uma selecção e confirmou que a W52-Quinta da Lixa é a equipa mais forte - Delio Fernandez, que foi 3.º na geral em 2014, venceu a 2.ª etapa da Volta a Portugal ao ser o mais forte na chegada ao alto da Serra do Larouco. O espanhol, da W52-Quinta da Lixa, atacou no último km, quando já só estava um grupo com os principais ciclistas desta Volta, e nos metros finais superiorizou-se a José Gonçalves (Caja Rural), o único que o conseguiu acompanhar. Gustavo Veloso (também da W52-Quinta da Lixa) terminou em 3.º e assumiu já a liderança da prova. 

Boa opção? Em teoria, dificilmente terá espaço na equipa principal no Benfica no futuro, uma vez que, apesar da velocidade, potência e alguma técnica ainda revela imensas falhas na decisão e nos últimos tempos foi engolido pelo protagonismo de jovens como Gonçalo Guedes, João Carvalho ou Renato Sanches. Além disso, o penalty desperdiçado frente ao Shakhtar acabou por desgastar a sua imagem. No Tondela terá algum espaço para se mostrar a Rui Vitória, mas terá ainda assim alguma concorrência no ataque. Trata-se do 2º jogador emprestado pelas águias ao conjunto de Vítor Paneira, depois de Murillo, sendo que o conjunto da Beira até poderá ter um trio de ataque ex Benfica, com Romário, Menga e Murillo.

O Benfica anunciou o empréstimo de Romário Baldé ao Tondela até ao final da temporada. O avançado que recentemente renovou até 2020 de forma algo surpreendente, uma vez que, após ter protagonizado aquele incidente nos quartos-de-final da Liga jovem da UEFA (falhou um penalty à Panenka diante do Shakhtar), tinha manifestado a intenção de abandonar o clube a custo zero, terá agora a oportunidade de se exibir num clube de 1ª Liga.

Ambos vinham sendo apontados a outros clubes - Apesar do assédio, o Arsenal comunicou, esta sexta-feira, as renovações de Walcott e Santi Cazorla. Wenger afirmou estar satisfeito com a manutenção da estabilidade da equipa, sendo que, apesar da duração dos vínculos não ter sido comunicada, a imprensa inglesa avança com quatro anos no caso do inglês e três no caso do ex Málaga.

O desgaste entre treinador e direcção parece ser cada vez maior, naquele que é o ano do tudo ou nada para o catalão - Na antevisão ao encontro da Supertaça da Alemanha frente ao Wolfsburgo, Pep Guardiola escondeu o seu futuro e remeteu a decisão para os responsáveis bávaros. "Não sei se vou renovar ou não, mas não quero ser um fardo. Não tenho propostas", referiu o espanhol que tem sido dado como certo no Man City em 2016.

Pelos valores referidos, não poderia ser uma hipótese para o Benfica? Seria titular indiscutível e uma mais-valia clara, até porque não precisaria de tempo de adaptação, ao contrário do jovem Grimaldo (tem sido falado pela imprensa mas as negociações parecem arrastar-se). Os encarnados continuam a ter algumas lacunas no plantel e parecem pouco práticos no ataque ao mercado (também devido à contenção financeira que se está a verificar), o que pode vir a tornar-se um problema com o aproximar do fecho da janela de transferências. Quanto mais tempo este dossier for adiado, menos opções estarão disponíveis, ainda para mais numa posição como a de lateral-esquerdo. 

De acordo com a Sky Italia, Guilherme Siqueira está a ser negociado entre o Atlético de Madrid e a Juventus. A chegada de Filipe Luís tirou espaço ao lateral de 29 anos, que não convenceu na última temporada, podendo rumar a Turim por 6 milhões de euros. 

Poderemos ter o jovem Luka Jovic (avançado de apenas 17 anos que já foi várias vezes associado aos encarnados) a ingressar no Benfica? - Continua a novela Pelé. O jogador já tinha sido dado como certo no Paços, mas agora está a ser associado ao Estrela Vermelha de Belgrado (onde já está, segundo a imprensa sérvia). 

Independentemente dos moldes do negócio, os azuis e brancos garantem um craque, mas com muito risco. Um avançado com presença na área, mais forte tecnicamente que Jackson ou Aboubakar, que sabe jogar bem com os apoios, com visão ao nível do passe e que ainda há 2 anos provou ser um goleador na Roma, antes de proporcionar uma transferência a rondar os 18 milhões de euros (2 anos antes também tinha chegado à capital romana por 15 ME, o que diz bem da sua qualidade e cotação). O problema é que o italo-argentino nem sempre exibe estas suas virtudes, e além de ter um perfil problemático (muitas quezílias, até agressões a companheiros de equipa), chega ao Dragão depois de ter passado por 4 clubes em 2 anos, onde, à excepção dos primeiros tempos no Boca, pouco ou nada fez, o que até pode ter diminuído o seu espírito competitivo. Aliás parece claro que esta é uma solução de recurso, pela dificuldade que há em contratar bons avançados, mas fica a certeza que se chegar ao Dragão o El Loco "versão Roma" (ou até Espanyol), os azuis e brancos não podiam ter conseguido melhor alternativa a Cha Cha Cha.

Pablo Osvaldo deve ser os substituto de Jackson Martínez no ataque do FC Porto. O avançado, internacional italiano, de 29 anos, que também era pretendido pelo Bétis e Torino, está a ser negociado e já terá mesmo chegado a um principio de acordo para se vincular aos portistas até 2017. No entanto, e apesar de há 2 meses ter rescindido o contrato com o Southampton, ficando assim livre, no Uruguai dão conta que o ex-Boca foi inscrito esta semana pelo Atlética Sud América, um clube «ponte», que é usado por empresários e que em 2014 foi suspenso pela FIFA por ter registado 6 jogadores que nunca foram utilizado pelo clube, tendo o mesmo servido apenas de «ponte» para justificar as transacções finais.

30 de julho de 2015

Desde que Andrea Agnelli tomou posse da Juventus em 2010, o clube mais titulado do futebol italiano tem gozado um dos períodos de maior sucesso na sua história e a última temporada não foi excepção. A saída conturbada de Antonio Conte gerou algum mal-estar mas a direcção do clube não perdeu tempo com o anúncio do seu sucessor. A aposta em Massimiliano Allegri foi encarada com algum cepticismo, mas o técnico natural de Livorno provou estar à altura do desafio, conduzindo a Vecchia Signora à sua temporada mais bem-sucedida, desde que se abateu em Itália o escândalo de viciação de resultados - popularizado como “Calciocaos” - e que culminou com a despromoção da Juventus ao segundo escalão. Depois de garantir o tetracampeonato de forma precoce, os comandados de Allegri arrecadaram a Taça de Itália, 20 anos depois da última vitória na competição, alcançando a terceira dobradinha na história do clube. A última temporada marcou também o regresso da Vecchia Signora à elite do futebol europeu. Depois de deixar pelo caminho o Real Madrid nas meias-finais, a Juventus repetiu uma presença na final da Liga dos Campeões, 12 anos depois, caindo porém aos pés de um Barcelona apoiado numa frente de ataque de sonho. Ciente do legado construído pelo seu antecessor, Allegri não se apressou a atribuir o seu cunho pessoal à equipa. Depois de um par de exibições menos conseguidas, o técnico optou por romper com o 3-5-2 há muito enraizado, privilegiando - nas palavras do próprio - o “4-3 e depois logo se vê”. Para a nova temporada, com um esquema táctico semelhante, os objectivos passam por renovar o título nacional, o que a acontecer, significaria um pentacampeonato, algo só antes conseguido pela própria Juventus nos anos 30 e pelo grande “Toro” na década seguinte. Uma tarefa que se prevê mais complicada do que em campanhas anteriores, sobretudo dada a ameaça dos rivais de Milão - Inter à cabeça - que parecem ter finalmente acordado de um estado de letargia. A Lazio é uma equipa em clara ascensão no futebol italiano e a Roma julga ter reunido os argumentos necessários para ser de facto um candidato ao título. Por sua vez, o Nápoles parece estar finalmente nas mãos de um treinador capaz de exponenciar todo o talento de um dos plantéis mais bem apetrechados do futebol italiano. Na Liga dos Campeões, o objectivo mínimo passa por colocar a Juventus no seu lugar, isto é, entre as 8 melhores equipas da actualidade. Não sendo uma prioridade, a Taça de Itália é sempre encarada como uma oportunidade para engrandecer ainda mais o seu palmarés. O mercado de transferências ditou as saídas de Tévez, Pirlo e Vidal, três jogadores extremamente influentes nas últimas temporadas. Sem tempo para desfrutar do sucesso alcançado, a direcção da Juventus respondeu rapidamente com as contratações de Mandzukic, Khedira e Dybala, sobre quem recaem enormes expectativas. Embora o plantel esteja praticamente fechado, existem algumas posições que ainda deverão ser alvo de uns ajustes cirúrgicos. Como tal, o Visão de Mercado apresenta um esboço do plantel da Juventus para a próxima temporada.

GR: Neto, Buffon e Rubinho. Aos 37 anos, o estatuto de Buffon permanece intacto, assim como todos os atributos que o consagraram como um dos melhores guarda-redes de todos os tempos. Na última temporada, o capitão da Vecchia Signora (e da Squadra Azzurra) também aperfeiçoou o seu jogo com os pés, oferecendo aos seus companheiros de equipa um importante recurso na iniciação das jogadas ou nos momentos de maior aperto. Proveniente da Fiorentina, Neto chegou a Turim a custo zero e será a primeira alternativa a Buffon, assumindo um papel que foi desempenhado com distinção por Storari nas últimas cinco temporadas. Depois de acertar a sua renovação de contrato com a Juventus, o veteraníssimo de 38 anos rumou ao despromovido Cagliari, enquanto o promissor Leali foi novamente emprestado a uma equipa do primeiro escalão, neste caso, ao estreante Frosinone. Dado como dispensado, o brasileiro Rubinho, que já representou o Vitória de Setúbal, renovou contrato e continuará a ser a terceira opção para a baliza, fechando assim espaço à promoção do jovem Audero à equipa principal.
DD: Lichtsteiner e Padoin. Proveniente da Lazio, Lichtsteiner chegou a Turim em 2011 e converteu-se rapidamente num dos melhores laterais direitos do mundo. Conhecido pelo seu pulmão inesgotável, que lhe permite ser protagonista de inúmeros vaivéns pelo seu corredor ao longo dos 90 minutos, o internacional suíço será novamente um dos indiscutíveis para Allegri, independentemente do esquema táctico que este possa privilegiar. Fruto da sua enorme versatilidade, Padoin provou ser na última temporada um elemento extremamente útil para o seu treinador, e a quem este pode recorrer a qualquer altura. Como lateral - para ambos os corredores -, médio ou como alternativa para os derradeiros minutos, o italiano tem o seu lugar no plantel assegurado e continuará a desempenhar um papel semelhante ao de André Almeida no Benfica. Depois de uma experiência infrutífera em Inglaterra, Isla foi uma das unidades em maior destaque durante a Copa América, mas a Juventus deverá aproveitar a subida de cotação do internacional chileno para realizar um importante encaixe com a sua venda.
DE: Kurzawa (Mónaco) e Evra. Depois de dividir a titularidade com Asamoah numa fase inicial, Evra beneficiou da lesão prolongada do internacional ganês, para cimentar o seu lugar entre as escolhas iniciais de Allegri. Presença influente dentro e fora de campo, o antigo jogador do Manchester United foi essencial na última temporada, não só pela experiência que acrescentou, mas porque permitiu ao seu treinador implementar com sucesso uma defesa a quatro. Porém, dada a sua veterania (34 anos) e a ausência de um concorrente directo no plantel, urge a contratação de um novo lateral esquerdo, de preferência, jovem e com os melhores anos da sua carreira pela frente. Neste sentido, a opção mais lógica passa pela contratação do seu compatriota Layvin Kurzawa. Tal como Evra, também Kurzawa captou os olhares dos principais clubes do futebol europeu depois de dar nas vistas ao serviço do Mónaco, e depois de duas temporadas ao mais alto nível no Principado, o jovem de 22 anos está mais do que preparado para abraçar um desafio com esta dimensão. Uma mudança nesta altura não só lhe permitira beneficiar dos ensinamentos de um jogador mais experiente como Evra, como o poderia colocar de vez entre as escolhas do seleccionador nacional francês Didier Deschamps, em vésperas do Campeonato da Europa, que se realizará no próximo ano em território gaulês.
DC: Bonucci, Chiellini, Rugani, Cáceres, Barzagli e Romagna. A saída de Ogbonna para o West Ham implicava a chegada de um novo elemento para o eixo defensivo. Depois de uma fantástica época de estreia no primeiro escalão, Rugani foi premiado com um bilhete de regresso à casa-mãe. O jovem de 20 anos - emprestado ao Empoli - foi o único jogador de campo totalista na última edição da Serie A. Um feito que merece ainda mais elogios, se tivermos em conta que o conseguiu sem que lhe fosse exibido um único cartão. No entanto, as suas oportunidades na equipa inicial deverão estar algo condicionadas. Bonucci foi o elemento mais utilizado por Allegri na última temporada e cotou-se como um dos melhores centrais do futebol europeu. Para além disso, o internacional italiano - que já é um dos principais favoritos entre os adeptos - apontou vários golos decisivos e viu a sua importância na equipa reforçada com a renovação de contrato e uma melhoria substancial do seu salário. Apesar de ter ficado ligado ao golo do Dortmund em Turim ou ao do Real Madrid no Santiago Bernabéu, Chiellini - que também foi protagonista de um lance no Mónaco que poderia ter comprometido toda a eliminatória - continua a ser uma presença imprescindível na defesa bianconeri. Afastado durante grande parte da campanha por lesão, Barzagli regressou aos relvados nos meses decisivos para emprestar toda a sua sobriedade e efectividade ao sector, apesar da fama de “duro de rins”. Bastante apreciado por Allegri nos primeiros meses, Cáceres foi obrigado a terminar a temporada mais cedo por lesão. Se o internacional uruguaio - que iniciou os trabalhos de pré-temporada mais cedo que os companheiros, juntamente com Asamoah - se vir livre de lesões, pode-se tornar numa opção regular para Allegri, já que pode ocupar todas as posições no sector mais recuado. Numa temporada que se prevê tão longa quanto a anterior, o jovem Romagna, de 18 anos, poderá ter direito aos primeiros minutos junto da equipa principal. É o actual capitão da equipa Primavera da Juventus, pela qual se estreou com apenas 15 anos.
MDF: Marchisio e Donsah (Cagliari). Para responder aos constantes problemas físicos de Pirlo na última temporada, Allegri confiou a Marchisio o papel de regista e este superou largamente as expectativas. Aos 29 anos, o jogador criado na Juventus protagonizou a melhor temporada da sua carreira e foi recompensado com a renovação de contrato. Embora não possua a criatividade nem tão pouco a capacidade de Pirlo para temporizar o jogo, “Il Principino” acrescenta intensidade, clarividência e consistência defensiva ao meio campo da Vecchia Signora. Uma aposta que não é inédita no percurso de Allegri, já que em 2011, ao serviço do Milan, o técnico de 47 anos também privilegiou um jogador de características mais físicas – van Bommel, recrutado ao Bayern de Munique durante o mercado de inverno – em detrimento do repetente Pirlo. Neste caso, o desfecho foi mais pacífico, com a certeza de que Pirlo, aos 36 anos, já não vai a tempo de ressuscitar. Também não será estranho ver Khedira ocupar esta posição ao longo da temporada, mas Allegri quererá aproveitar a sua capacidade de pressão e recuperação de bola em terrenos mais adiantados, já que Vidal foi, na última temporada, o jogador que mais recuperações efectuou no último terço do campo. Sendo assim, abre-se uma vaga no plantel que poderia ser preenchida por Donsah. Nos últimos anos, a Juventus tem perpetuado de tal forma a sua hegemonia no futebol italiano que recrutou alguns dos jogadores mais promissores do Calcio e Donsah é mais um desses casos. O jovem de 19 anos, que deu nas vistas ao serviço do Cagliari, participou no último Mundial de Sub-20, no qual representou a selecção do Gana. À disponibilidade física – característica do jogador africano – Donsah acrescenta uma boa relação com bola e uma meia distância interessante. Para além da recompensa financeira, o emblema da Sardenha também poderia receber por empréstimo o colombiano Tello, que participou nos primeiros encontros de preparação para a nova temporada da Juventus.
MC: Pogba, Asamoah, Khedira, Sturaro e Vitale. Entre Pogba e Vidal, desde cedo se percebeu que um deles estaria de partida. Depois de uma temporada intermitente – condicionada por diversos problemas físicos – e em que “só” apareceu para carimbar a passagem à meia-final da Liga dos Campeões diante do Mónaco e para selar o título na visita à Sampdoria, Vidal regressou ao futebol alemão, agora para representar o Bayern de Munique, proporcionando um encaixe que poderá atingir os 40 milhões de euros. Em relação a Pogba, enquanto a sua mudança para Barcelona não se consuma – terá ficado “prometida” para a próxima temporada – o internacional francês continuará a assumir cada vez mais protagonismo na equipa. De resto, 2016 está destinado a ser o seu ano. Aos 22 anos, Pogba já é considerado de forma unânime como um dos melhores médios do mundo e a principal figura da selecção francesa, que acolherá o Campeonato da Europa no próximo ano. Uma eventual transferência para o Barcelona poderia fazer de Pogba, não só o jogador mais caro da história do futebol mundial – o primeiro a ultrapassar a barreira dos três dígitos – como o pior exemplo de gestão desportiva da mesma, depois de ter sido libertado pelo Manchester United em 2012 a custo zero. Um fenómeno de valorização sem precedentes. O restante leque de opções para o miolo é composto por Asamoah, que regressará à sua posição de origem; Khedira, que livre de lesões se poderá tornar num reforço soberbo; Sturaro, sobre quem todas as dúvidas em torno do seu valor ficaram desfeitas com a titularidade que Allegri lhe confiou no Santiago Bernabéu; e o jovem Vitale, proveniente da equipa Primavera. É considerado o sucessor de Marchisio e estreou-se pela equipa principal na última temporada quando ainda nem sequer tinha completado 17 anos.
MO: Nasri (Man City) e Pereyra. Oscar, Isco, Özil, Götze e finalmente Draxler. A Juventus procura desesperadamente um jogador que seja capaz de compensar a falta de criatividade provocada pelas saídas de Pirlo e Tévez. Dybala – melhor assistente da Serie A na última temporada – terá uma palavra a dizer neste capítulo, mas não é suficiente. É preciso alguém que traga novas ideias ao jogo e que não o torne chato, nas palavras de Allegri. A escolha poderia recair em Nasri, cuja presença do onze inicial do City parece comprometida após a chegada de Sterling ao Etihad Stadium. Em Turim, o criativo de 28 anos, que aparentemente foi colocado na lista de dispensas dos citizens, poderia assumir um papel de protagonista com o qual, jogadores com o seu ego se parecem dar bem. Lamela poderia ser outra das hipóteses em cima da mesa. Inadaptado ao futebol inglês, o internacional argentino poderia ser incluído num negócio que poderia levar Llorente no sentido inverso. Pereyra seria a primeira alternativa a um destes dois. O internacional argentino surpreendeu na sua temporada de estreia e convenceu os responsáveis da Juventus a partir para a sua aquisição em definitivo. As semelhanças com Vidal não se esgotam no aspecto físico ou no modelo de chuteiras que ambos calçam, e a qualquer altura poderá ser chamado por Allegri para uma posição mais recuada, a mesma que ocupava na Udinese.
EXT: Cuadrado (Chelsea). A Juventus necessita de um jogador no seu plantel, que através da sua qualidade técnica e velocidade, seja capaz de agitar uma partida, sobretudo aquelas mais fechadas, em que o nulo se arrasta para os minutos finais. Coman deixou muitos bons indícios na sua temporada de estreia, e parece merecer a confiança de Allegri, mas neste momento, o mais importante para a sua carreira é jogar regularmente e dificilmente o fará partindo como a 5ª opção para o ataque. Um empréstimo seria a decisão mais sensata. Cuadrado, que não viveu um período de adaptação fácil ao futebol inglês, também encaixa no perfil desejado. Se Mourinho garantir de forma atempada um substituto, poderia abrir-se uma janela de oportunidade. Por outro lado, dada a subida de produção de Pastore e a iminente contratação de Di María, o também internacional argentino Lavezzi, tem razões para temer pelo seu espaço na capital francesa, pelo que um regresso ao futebol italiano não está, para já, totalmente descartado.
AV: Dybala, Morata, Mandzukic e Zaza. A Juventus enfrenta a nova temporada com uma frente de ataque rejuvenescida. A partida de Tévez deixou um vazio enorme, mas a direcção não fez por menos, ao garantir a contratação do seu compatriota Dybala por uma verba que poderá atingir os 40 milhões de euros. As expectativas sobre o jovem de 21 anos são enormes e a pressão também, mas os primeiros sinais dados são extremamente convincentes. Morata também terá lugar cativo na frente de ataque depois de ter conquistado o seu espaço de forma progressiva na última temporada. Quando se sente confiante e acarinhado, o internacional espanhol é capaz de tudo. Proveniente do Atlético de Madrid, Mandzukic já provou ser um ponta-de-lança incansável sem bola e uma presença temível na área. Tudo indica que com menor ou maior dificuldade, ultrapassará a barreira dos 20 golos. O excêntrico Zaza completa a frente de ataque. Embora se perspective uma escassa utilização, o avançado – habitualmente titular na selecção italiana desde que Antonio Conte assumiu o comando da Squadra Azzura – encara este desafio com enorme confiança, ao ponto de ter solicitado a camisola 10, a mesma que pertenceu a Del Piero ou nos últimos dois anos a Tévez. Como é óbvio, a Juventus rejeitou este pedido, e nas poucas oportunidades a que terá direito, o internacional italiano procurará corresponder com golos. Llorente ainda não abandonou Turim, mas o seu anúncio não deverá tardar. Parte em desvantagem para os seus mais directos concorrentes até pela dificuldade que apresenta em ligar o jogo com os seus companheiros de equipa. A Juventus recrutou também o jovem Cerri, um dos pontas-de-lança mais promissores do futebol italiano, mas o seu destino deverá passar por um empréstimo.

Entradas: Kurzawa, Donsah, Nasri e Cuadrado.
Empréstimos: Tello, Coman e Cerri.
Saídas: Isla, De Ceglie e Llorente.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Lains

Vai ser um problema até terminar o contrato. Mantemos que é melhor defesa que por exemplo João Pereira mas tem um ordenado incompatível com a realidade do clube leonino e ainda por cima não pode ser vendido, já que isso obrigava a que os leões indemnizassem o FC Porto em 5 milhões de euros.

De acordo com o diário AS, o Granada está perto de garantir a contratação de Miguel Lopes por empréstimo do Sporting. O internacional português, que nos últimos dias também foi apontado ao Fulham no possível negócio Mitroglou, é a resposta que o emblema da La Liga encontrou para a saída de Nyom, que rumou ao Watford. Manquillo também estava na lista, mas o ex-Liverpool foi cedido pelo Atlético ao Marselha. Caso se confirme esta contratação, Miguel Lopes irá lutar pela titularidade com Dimitri Foulquier no conjunto de José Ramón Sandoval. Recordamos que o Granada, que também deve garantir Nico López, da Udinese, já pescou em Portugal um excedentário dos "grandes", mais concretamente Andrés Fernandez, do FC Porto.

Carvalhal é "o novo melhor amigo" das equipas portuguesas; Insulares conseguiram encaixes importantes com 2 elementos lusos, que chegaram a custo zero ao clube e que ainda há pouco tempo estavam nas divisões secundárias (mesmo que ligados a conjuntos da I Liga) - O Nacional confirmou a venda de Lucas João ao Sheffield Wednesday, equipa do Championship orientada por Carvalhal. O avançado, que rubricou um contrato até 2020, junta-se a Marco Matias nos "alvinegros" que se mudaram neste Defeso para a equipa mais portuguesa do segundo escalão do futebol inglês. Recordamos que José Semedo e Filipe Melo já estavam nos Owls na época passada e que neste Verão chegou igualmente o francês Sasso proveniente do Sp. Braga.