3 de maio de 2016

Underdog: “in a competition, the person or team considered to be the weakest and the least likely to win

Rocky Balboa, o “pai” dos underdogs, ensina-nos que com dedicação, esforço e vontade tudo é possível – até sair do anonimato para defrontar, com sucesso, o campeão mundial de boxe. Enquanto vemos o filme, esquecemo-nos do quão inverosímil a história é – afinal, qual a probabilidade de, aos 30 anos, um absoluto amador suportar 12 rounds com o campeão? Ou de derrotar uma “máquina” russa de destruição? - e, sem nos apercebermos, apoiamos o herói, simplesmente porque ele nos faz acreditar que os sonhos se podem concretizar, por mais irrealistas que sejam. Mas, ao sairmos das salas de cinema, encaramos uma realidade bem diferente, onde os fortes aumentam o poderio e os fracos tentam sobreviver. É assim em tudo – e o desporto não é exceção. Só que...

Por vezes, a “lei do mais forte” quebra-se. Quer por presunção dele, quer pela tremenda dedicação do outro, a verdade é que em determinadas ocasiões testemunhamos feitos impossíveis de narrar, tão impressionantes e surreais que pensamos que nem o mais idealista dos realizadores era capaz de o transpôr para o “grande ecrã”. E vemos um Nottingham Forrest a vencer a Liga Inglesa no ano em que é promovido da Segunda e a sagrar-se bicampeão europeu nas duas temporadas subsequentes; o Kaiserlautern conquistar a Bundesliga na época em que sobe de divisão; a Dinamarca beneficiar de uma guerra civil para se apurar e vencer um Campeonato da Europa; um Calais, equipa das divisões amadoras francesas, atingir a final da Taça; um FC Porto trazer para casa a Champions League numa fase em que o dinheiro já era o elemento mais importante; um Atlético de Madrid superar os poderosíssimos Real Madrid e Barcelona e ainda atingir a final da UCL. Hoje, vemos, ainda em choque, o Leicester ultrapassar 19 clubes para conquistar uma Premier League inédita.

Ainda a temporada não começara e já muitos apontavam os “Foxes” à despromoção. A aposta num técnico longe de reunir consenso e que vinha de uma experiência catastrófica no comando da seleção grega (demissão após 4 partidas) não augurava bom futuro para um conjunto que se debatia para estabilizar no principal campeonato inglês. Além do mais, o plantel, embora contasse com jogadores interessantes, não podia ser comparado com os melhores emblemas britânicos. Porém, graças a um percurso a todos os níveis extraordinário, marcado por uma coesão, organização e união totais, o Leicester foi capaz de superar os obstáculos espinhosos que foram surgindo, conquistando os três pontos em terrenos míticos como White Hart Lane, Goodison Park e o Etihad. Repentinamente, atletas medianos superaram-se, atingindo números e exibições brutais, que ninguém prognosticaria. Vardy, que há 6 temporadas definhava em provas amadoras, bateu o recorde de golos marcados em jornadas consecutivas e foi considerado o jogador do ano; Mahrez, com uma capacidade de desequilíbrio ímpar, foi essencial; Kanté foi o dínamo incansável; Drinkwater deu segurança e frieza. Contudo, o verdadeiro segredo foi a força do coletivo – um esforço e um objetivo comum que, com o passar do tempo, se foi configurando e alterando de escapar à despromoção para ser campeão. Como cúmulo, o timoneiro, que nunca conseguira vencer um título de campeão nacional em clubes reputados (após passagem por Napoli, Fiorentina, Valencia, Chelsea, Juventus, Roma e Inter), é bem sucedido no modesto Leicester. Havia modo de tornar este “conto de fadas” mais perfeito?

Nas ruas de Leicester, na casa do Vardy ou em qualquer outro lugar, quase todos festejaram o empate do Tottenham em Stamford Bridge. E porque não? São momentos destes que nos fazem vibrar intensamente, nos fazem sonhar, acreditar que, por vezes, os underdogs podem perfeitamente destronar os mais poderosos. Numa conjugação incrível de mérito próprio (do técnico ao plantel), de erros de outrém (Chelsea, Arsenal, Manchester City e Manchester United desiludiram) e de superação inqualificável, os “Foxes” alcançam aquele que é, quiçá, o maior feito futebolístico do século. Na próxima época, com o ainda maior apetrechamento da Premier League, a tendência natural é para este até agora “invisível” emblema recuar para o meio da tabela. Contudo, independentemente do que vier a suceder no futuro, este feito já ninguém o retira – nem o contentamento que providenciou.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

Para vender (ou ser aposta já na próxima época)? O empréstimo em termos desportivos, foi um sucesso - o ex-Vitória valorizou-se -, mas a sua situação contratual (tem contrato de cedência por mais uma época) poderá obrigar a uma "ginástica".

A boa época de Ricardo Pereira ao serviço do Nice não passa ao lado dos grandes clubes europeus, e hoje a imprensa italiana até dá conta do interesse da Juventus no defesa/extremo que pertence aos quadros do FC Porto. Ainda não é certo que Evra renove pela Vecchia Signora e o clube italiano parece estar já a explorar alternativas, aparecendo o internacional português numa lista de nomes sob a mira do campeão italiano. No entanto, o FC Porto só parece disposto a libertar o defesa, que foi considerado recentemente pelo CIES (Observatório do Futebol da Suíça) o melhor lateral do campeonato francês e o quarto melhor da Europa, por 8 milhões de euros.

Ciclismo de volta às origens - A organização da Volta a Portugal em bicicleta anunciou hoje a inclusão na próxima edição da competição, de 27 de julho a 07 de agosto, de um percurso em terra em Fafe, habitualmente utilizado no Rali de Portugal. Em comunicado, a organização da prova indicou que antes da chegada a Fafe a 29 de julho o pelotão vai percorrer, a partir de Confurco, 2,2 quilómetros de terra batida passando pelo conhecido salto da Pedra Sentada, no troço da Lameirinha, iniciando depois a descida para Fafe. O diretor da prova, Joaquim Gomes, comentou que a passagem pelo salto da Pedra Sentada, na Lameirinha, está “em sintonia com a estratégia dos principais organizadores de provas de ciclismo no mundo” de “recuperar a utilização de troços que, com maior ou menor relevância histórica na modalidade” confronta o desporto “com as dificuldades dos primórdios do ciclismo.” Também o presidente da Câmara de Fafe saudou o regresso da Volta a Portugal, que este ano cumpre a 78.ª edição. “Cumpre-se esse desígnio, mas também uma vontade nossa em acolher iniciativas que tragam gente e promovam o território. A Volta é uma prova desportiva que desperta grandes paixões e que este ano promete trazer novidades que certamente vão acrescentar ainda mais emoção”, afirmou. Fonte: Agência Lusa

Daily Mail
Bayern 2-1 Atlético (Alonso 31' e Lewandowski 74'; Griezmann 54')


O "milagre" de Simeone prossegue. O Atlético de Madrid perdeu frente ao Bayern Munique por 2-1 mas, graças à vitória por 1-0 em Madrid, chegou à segunda final da Liga dos Campeões nos últimos 3 anos. Num jogo praticamente de sentido único, com o Bayern sempre a atacar, valeu ao espanhóis o golo de Griezmann no primeiro ataque da equipa, sendo que Oblak, que defendeu um penalty de Muller, também foi decisivo (Torres desperdiçou igualmente um castigo máximo, já perto do final).

Quanto ao encontro, ficou desde cedo claro qual seria a tónica primordial do mesmo: o Bayern com a bola, instalado no campo do Atlético, e os colchoneros defendendo-se da melhor forma que podiam. Lewandowski e Ribery foram os primeiros a testar Oblak, e o golo dos bávaros chegou mesmo aos 31', num livre directo de Xabi Alonso que desviou em Giménez e traiu o guardião esloveno. A equipa de Simeone sofria, e pouco depois o mesmo Giménez comete falta dentro da área, na sequência de um canto, mas na transformação da grande penalidade Muller não consegue bater Oblak. O jogo chegou assim ao descanso, tendo Simeone feito entrar para a segunda parte Carrasco (saiu Augusto), e logo aos 53', numa rápida transição, Torres serve Griezmann e o francês, isolado perante Neuer, não perdoou e fez o golo que viria a revelar-se decisivo para colocar o Atlético na final. O Bayern sentiu o toque e nos minutos seguintes, apesar de dominar, não criou muito perigo, mas aos 73' Vidal ganha uma bola no ar a Filipe Luís ao segundo poste e assiste Lewandowski, que faz o 2-1. Até final, os alemães pressionaram muito, colocaram muitas bolas (e muita gente) na área, mas o Atlético conseguiu defender a vantagem na eliminatória e selou a passagem para Milão.

Destaques:

Atlético - Uma equipa que não vai ao encontro daquilo que se preconiza no futebol actual, longe do futebol de decisões, de posse e de criatividade, antes direccionada para a organização e para uma gestão exímia dos momentos do jogo. Sabe quando recuar e juntar linhas, quando sair em transição e, apesar de hoje não o fazer, abordar um futebol mais organizado. O jogo do Allianz Arena fica marcado por um Atlético demasiado recuado, algo que por norma é consentido, mas hoje visivelmente empurrado para trás, incapaz de sair nas transições (foram raras as vezes em que conseguiu explorar a profundidade de um Bayern que colocava os seus centrais à frente do meio-campo). A abnegação, a luta, a capacidade individual de elementos como Oblak ou Griezmann fazem deste conjunto um dos mais fortes da Europa (2 finais da prova rainha em apenas 3 anos, um título nacional num campeonato polarizado), sendo certo que a ineficácia do adversário de hoje também contribuiu para este resultado. Individualmente torna-se fácil destacar os elementos da linha mais recuada dos espanhóis (é certo que foram uma barreira, mas as muitas pernas num curto espaço de terreno beneficia quem defende e impede que estejam expostos a momentos do jogo como a transição), mas grande parte da eliminatória tem que ser entregue a Griezmann (na única oportunidade dos Colchoneros não vacilou, ao contrário de Lewandowski, por exemplo) e Oblak (defendeu um penalty, salvou a equipa em momentos adversos e mostrou a segurança habitual transparecendo facilidade em várias abordagens potencialmente difíceis). Menos em foco estiveram Juanfran (muitas dificuldades em lidar com Ribéry, mesmo num contexto de superioridade numérica dos espanhóis), Saúl (o seu jogo limitou-se a tarefas sem bola) ou Torres (apesar de muito isolado, raramente mostrou capacidade para fazer face à velocidade e agressividade dos centrais do Bayern).

Bayern - Pouco podemos apontar aos bávaros, já que foram imensamente superiores ao seu adversário e só um conjunto de factores como a eficácia (em particular de Muller, Lewandowski e Coman), evidente na grande penalidade falhada ainda no primeiro tempo, algo que está fora do controlo do treinador, ditou este desfecho. É certo que Guardiola demorou em mexer na partida (faz apenas uma substituição que se revelou pouco produtiva), deixando Thiago fora do jogo num momento em que precisava de maior criatividade e frescura para decidir no corredor central, mas no que toca a estancar as transições do adversário, assim como os seus esquemas tácticos, os alemães estiveram a um nível brutal. Apenas consentiram uma transição perigosa, colocaram o adversário sempre longe da sua baliza, evitando livres laterais e bolas nas costas da defesa, o que é de louvar frente a uma equipa que faz desses momentos muito do seu jogo. A nível individual, destaque para um regresso de Ribéry a grande nível à competição (muitos desequilíbrios, a ganhar imensas vezes a linha de fundo) assim como para a exibição dos centrais (impecáveis na abordagem à velocidade dos contra-ataques, para além de acrescentarem muito ao jogo com as suas incursões pelo centro do terreno). No sentido inverso, noite infeliz para o trio da frente, já que tanto Muller (passou ao lado da eliminatória), Coman (decidiu bastante mal as oportunidades que teve nos minutos finais) e Douglas Costa (longe do nível demonstrado ao longo da temporada, o que precipitou a sua substituição) não conseguiram, por razões diferentes, acompanhar o caudal ofensivo da equipa. Com esta eliminação, Pep sairá da Alemanha sem o troféu mais importante a nível de clubes após 3 eliminações consecutivas nas meias-finais.

Desde que Ronaldo e Messi se erigiram como os melhores da sua geração, dividindo entre si a maioria dos galardões individuais, a “rivalidade” entre ambos transfigurou a forma como futebolistas, adeptos e o universo do futebol em geral encaram a Bola de Ouro. Nesse sentido, o Visão de Mercado irá mensalmente (com 2 top's extra no meio e final do Ano, com pontuações a dobrar) indicar num ranking aqueles que mais fizeram para conseguir o prémio de melhor jogador do Mundo de 2016 com critérios bem ponderados, ilustrando uma espécie de corrida entre as várias estrelas do futebol mundial. A ideia passa por atribuir uma pontuação aos jogadores que mais se destacaram nesse mês para que no final deste ano civil seja possível, de uma maneira justa, eleger aqueles que foram verdadeiramente os melhores.

Um mês recheado de destaques (nomes como Torres, Alexis, Milner, Vidal, Aubameyang, Hummels, Brandt, Ben Arfa, Di María, Lacazette, de Jong, Hulk ou Smolov também podiam ter figurado neste Top). Mas tendo em conta a maneira como o individual contribuiu para o sucesso coletivo, este é o "Rumo à Bola de Ouro'2016" de Abril:

1.º Antoine Griezmann (Atlético de Madrid) - O melhor jogador do Mundo em Abril. O francês marcou 6 golos cruciais, incluindo os 2 permitiram a passagem ao Atlético frente ao Barcelona, e ainda juntou aos golos, duas assistências e uma capacidade de liderar um clube que até então não tinha um líder declarado. Os colchoneros venceram 8 das 9 partidas que disputaram com o ex-Real Sociedad em campo.
2.º Cristiano Ronaldo (Real Madrid) - Renasceu para a luta pela Bola de Ouro. O extremo do Real Madrid fez 6 golos durante o mês, com destaque para os 3, em casa, frente ao Wolfsburgo que ditaram o apuramento para as meias da Champions, tal como o golo da vitória no Camp Nou, no 2-1 para o Real que relançou o campeonato. Fez também duas assistências, embora tenha falhado os encontros finais deste período devido a lesão. Com o português em campo, o Real só perdeu na Volkswagen Arena.
3.º Kevin De Bryune (Manchester City) - O herói do City. O belga marcou em ambos os jogos frente ao favorito PSG e foi o principal responsável pela queda dos franceses na prova milionária. Para além disso, é notória a diferença de resposta quando o belga faz parte da equipa. Marcou ainda ao Bournemouth, num mês em que a equipa de Manchester não perdeu com o 17 em campo.
4.º Luis Suárez (Barcelona) - Bombástico! 11 golos e 3 assistências num mês, a nível individual, quase perfeito para o uruguaio. Em apenas 2 encontros somou dois pokers, tendo, frente ao Depor, feito 4 golos e 3 assistências. Peca, no entanto, pelas derrotas frente a Real Madrid, Atlético e Valencia.
5.º Zlatan Ibrahimović (Paris Saint-Germain) - A época do sueco é brutal. Só na Liga fez 34 golos e 13 assistências em 28 jogos e em Abril somou mais 9 golos e duas assistências. A mancha negra no mês de Ibra, no qual somou 5 vitórias, acaba por ser o Man City, equipa que lhe incumbiu uma derrota e um empate e a consequente eliminação da Liga dos Campeões.
6.º Koke (Atlético de Madrid) - Simples. 2 golos, 5 assistências e muita preponderância em todos os momentos (ofensivos e defensivos) do Atl. Madrid. Um dos maiores responsáveis pelas 8 vitórias dos Colchoneros neste mês que agora findou.
7.º Gareth Bale (Real Madrid) - Sem CR7 no final do mês, apareceu Bale para resolver. O galês tem feito uma época brutal, tendo 19 golos e 10 assistências em 22 jogos, só para o campeonato. E em Abril decidiu os encontros frente ao Rayo (bisou na vitória por 3-2, depois de terem estado a perder por 2-0) e Real Sociedad (uma cabeçada vitoriosa que deu a vitória por 1-0). De realçar também que o ex-Tottenham é o líder dos golos de cabeça, sendo um dos mais fortes cabeceadores da atualidade.
8.º Kun Agüero (Manchester City) - Todos sabem o jogador que é Agüero. Todos sabem o jogador que podia ser Agüero sem lesões. E todos sabem o que pode alcançar com Pep Guardiola. Fica a ideia que ainda tem tanto para extrair e quando o fizer o Mundo do futebol estará cá para presenciar. Em Abril fez mais 7 golos, num mês com 5 vitórias e 3 empates com El Kun em campo.
9.º Gianluigi Buffon (Juventus) - Tem 38 anos, mas é como se tivesse menos 10. Sofreu apenas 2 golos e manteve a baliza inviolável em 3 dos 5 encontros. Com ele, a Juve somou 5 vitórias em 5 jogos, tendo o encontro frente à Fiorentina, no qual Gigi apareceu para defender tudo (inclusive um penálti e a sua recarga), sido o seu ponto alto do mês.
10.º Henrikh Mkhitaryan (Borussia Dortmund) - Mais um jogador com uma temporada fantástica. São 23 golos e 32 assistências em 50 jogos para o arménio. Neste mês fez mais 3 golos e 6 passes decisivos que representaram 4 vitórias, dois empates e a mítica derrota em Anfield por 4-3 que vai ficar para a história desta modalidade.
11.º Saúl Ñíguez (Atlético de Madrid) - O ponto alto do irmão de um jogador que está em Portugal foi o golaço que apontou no Vicente Calderón frente ao Bayern. No entanto, fez ainda dois passes decisivos, num mês em que foi peça fulcral para as 7 vitórias em 8 encontros disputados pelo Atleti.
12.º Joe Hart (Manchester City) - 4 golos sofridos e 4 jogos sem os sofrer. Isto em 7 jogos. O guardião inglês parece estar a querer provar a Pep que tem de ser o n.º 1 dos citizens para o ano. Foi decisivo na Liga dos Campeões frente a PSG e Real, tendo somado 4 vitórias e 3 empates ao longo do mês.
13.º Paul Pogba (Juventus) - Muita, muita, muita preponderância na Juventus. Se Pogba já foi alguma vez sobrevalorizado, o mesmo não se pode dizer agora. O francês está feito um craque e um Europeu a este nível que tem apresentado vai-lhe valer certamente um maior contrato noutro lado. Em Abril fez 2 golos e 4 assistências, nas 5 vitórias da Vecchia Signora (mês 100% vitorioso).
14.º Filipe Luís (Atlético de Madrid) - O melhor lateral esquerdo da temporada. O brasileiro voltou a apresentar-se como um lateral de topo mundial em Madrid, tal como na época antes de rumar a Londres, e tem impressionado pela maneira segura como defende e pelo critério com que ataca. Fez uma assistência neste mês e em 7 jogos que disputou só não venceu em casa o Barça para a Champions.
15.º Cédric Bakambu (Villarreal) - Uma das principais revelações do ano. O congolês, que nasceu em França, leva 22 golos na corrente época, 5 dos quais apontados em Abril. Com o Villarreal já garantido na maior prova de clubes do Mundo para o ano, veremos o rumo que tomará para a sua carreira. O que é certo é que o ex-Bursaspor é o principal rosto da magnífica temporada do conjunto de Marcelino Toral, que venceu 5 encontros este mês (empatou 1 e perdeu 2), tendo mesmo aberto as meias-finais da Liga Europa, frente ao Liverpool, com uma vitória.



Veremos se esta decisão, que a UEFA classificou como "meramente desportiva", não levará a tumultos ou problemas políticos (o equilíbrio nos Balcãs é sempre ténue, e bem recentemente houve graves problemas num Sérvia-Albânia). Por outro lado, pode afectar selecções como a Suíça, que utiliza regularmente vários jogadores nascidos no Kosovo (como Xhaka, Berhami ou Shaqiri) e pode passar a ter "concorrência" quando esses jogadores tiverem que optar pelo país a representar.

A UEFA admitiu hoje o Kosovo como 55º membro do organismo máximo do futebol europeu, numa votação que decorreu no congresso que se está a realizar em Budapeste. A decisão foi bastante renhida, com 28 votos a favor, 24 contra e 2 abstenções. A República do Kosovo, antiga província sérvia, declarou independência em Fevereiro de 2008, após um conflito armado. Até este momento, o Kosovo tinha autorização da FIFA para disputar somente jogos internacionais particulares.

Veremos se este regresso do português não será precipitado, forçando um agravar da lesão; quanto às baixas de Casemiro e Benzema, Kroos deverá recuar no terreno abrindo uma vaga para Isco ou James ao passo que na frente Lucas, que tem tido um excelente rendimento, deve acompanhar Bale e CR7 - Zidane já falou na conferência de imprensa de antevisão do jogo de amanhã frente ao Manchester City, relativo à segunda mão da meia-final da Liga dos Campeões. Ora, o francês foi bastante esclarecedor quanto às dúvidas que se colocavam em relação ao estado físico de alguns dos seus jogadores. Assim, em relação a Cristiano Ronaldo, Zizou disse que o português está a "cem por cento, jogará amanhã. Não há nenhum risco de recaída", afirmou, ao passo que " a situação de Benzema e Casemiro é outra coisa. Benzema não está totalmente recuperado e não queremos arriscar. Já Casemiro não tem uma lesão, trata-se de um edema, mas também não queremos forçar. Temos um plantel com qualidade suficiente para que os restantes entrem e façam um bom papel", antes de concluir dizendo que "se não atingirmos a final, será um fracasso".

Um jogador que se prepara para, a caminho dos 33 anos, fazer a estreia numa grande competição de seleções. E o percurso do central acaba por ser a prova de que nunca é tarde para chegar ao mais alto nível, já que depois de ter sido dispensado de Sporting e de Benfica, andou pelas divisões inferiores em Inglaterra até chegar à Premier League, sendo hoje capitão de uma equipa que tem vindo a ocupar o top-8 de uma das melhores ligas do mundo.

Até 16 de Maio, o Visão de Mercado vai indicar aquela que deveria ser a convocatória de Fernando Santos. José Fonte é, entre os principais jogadores do panorama actual do futebol português, aquele que, até chegar à elite, traçou um percurso mais peculiar, com muitos avanços e recuos na sua trajectória: fez toda a formação no Sporting, mas não se impôs nos leões e foi dispensado; depois, fez meia época fantástica em Setúbal (sob as ordens de Norton de Matos), o que chamou à atenção do Benfica, que o contratou, no entanto também não se impôs nas águias, sendo constantemente cedido até se desvincular no clube. Até que Fonte emigrou para Inglaterra, jogando primeiro pelo Crystal Palace e depois pelo Southampton, clube ao qual chegou quando este estava na League One (terceiro escalão) e que acompanhou, como capitão, até ao topo do futebol inglês, sendo hoje mesmo um emblema assente na primeira metade da tabela da Premier League. Este trajecto não seduziu Paulo Bento, que nunca contou com o central, mas a chegada de Fernando Santos abriu-lhe as portas da equipa das quinas, somando já 9 jogos com o engenheiro. Assim, a sua experiência, presença, capacidade nos duelos, jogo aéreo e hábito em lidar com grandes avançados capacitam-no como opção válida para a selecção, sendo certo que as dúvidas em relação à capacidade física de, por exemplo, Ricardo Carvalho, até lhe podem abrir as portas do onze inicial (algo que já aconteceu durante a qualificação).

As outras escolhas do VM:
N.º 1
N.º 2
N.º 4
N.º 5
N.º 6
N.º 12
N.º 16
N.º 17

O que pode conseguir este Leicester em 2016-2017? Muitos vaticinam que, com o desgaste da Liga dos Campeões, a equipa poderá cair muito de rendimento, mas parece que no clube estão apostados em continuar com o "conto de fadas".

Após todo o sucesso que o Leicester obteve esta temporada, muitas vozes apontam para um Verão agitado no clube, com saídas dos principais jogadores, mas os donos tailandeses dos Foxes não podiam estar mais em desacordo com esta ideia. Aiyawatt Srivaddhanaprabha, filho do dono do clube  Vichai Srivaddhanaprabha, assistiu ao jogo de ontem entre Chelsea e Tottenham e, numa entrevista à televisão tailandesa após a partida, insistiu que o Leicester não é um clube vendedor "Não somos uma equipa que produz jogadores para serem depois desenvolvidos por outros conjuntos.", acrescentando ainda que "todos os jogadores querem ficar para continuarmos a lutar e a trabalhar juntos para vermos até onde podemos chegar. Logo, vender jogadores não está nos nossos planos".

Recuperação de Atlanta não chegou; Spurs ficaram a queixar-se de uma falta de Waiters sobre Ginobili na última posse - Cleveland recebeu e venceu Atlanta por 104-93 no primeiro jogo da meia-final da conferência de Este. Os Cavaliers desperdiçaram uma vantagem de 18pt, permitindo mesmo que os Hawks tomassem a liderança a cerca de 4 minutos do último período, muito devido a Dennis Schroder (27pt). Porém, os actuais campeões do Este viraram novamente e acabaram por vencer confortavelmente. James (25pt, 9ast, 5st) e Irving (21pt, 8ast) comandaram a equipa, que contou também com contributo de Thompson (14rb, 7 ofensivos). Na outra costa, Oklahoma bateu San Antonio no Texas por 98-97, empatando a série. De nada valeram aos Spurs os 41pt de Lamarcus Aldridge (15-21, e 10-10 lances livres), isto depois de um começo comprometedor em que falharam 12 dos seus 13 lançamentos iniciais. Leonard (7-18, 14pt) e Duncan (1-8, 2pt) são o espelho da ineficácia (apenas 42% de lançamento, 26% de triplos e 13 lances livres tentados, 10 à conta de LA), enquanto que pelos Thunder voltaram a brilhar Westbrook (29pt, 10ast) e Durant (28pt), bem como Steve Adams (17rb). Mesmo assim, Oklahoma quase voltou a deitar fora uma vitória nos últimos momentos (algo recorrente na temporada regular), depois de Durant perder uma bola a 15 segundos do fim, mas nem Ginobili ou Mills conseguiram concretizar a reviravolta.



2 de maio de 2016

As generalizações são sempre perigosas, bem como os rótulos. No futebol a procura incessante pelo novo Ronaldo ou pelo novo Messi parece não ter fim.Em tempos, também Freddy Adu tinha sido considerado o novo Pelé, e todos sabemos o que acabou por acontecer.

Outro universo onde abundam os estereótipos, os rótulos e as generalizações, é na música. Como soa a tua banda? - É um misto de Led Zeppelin com Metallica, juntamente com uma boa dose de pretensiosismo e outra de aldrabice…

Da mesma forma, no fervilhante universo musical britânico também os Coldplay quando o single “Yellow” atingiu as playlists foram rapidamente rotulados como os novos Radiohead (nesta altura é melhor terminar com as comparações, não vá o leitor sentir-se tentado a ver o novo home vídeo do Valbuena com banda sonora da Ana Malhoa…)

De volta ao futebol, se há país onde a própria cultura não é afecta a generalizações é a Alemanha. A meritocracia é um conceito fundamentado em terras teutónicas, mas nem por isso deixou de ser na Alemanha que uma das comparações mais difíceis para um profissional de futebol, tomaram forma. O episódio contudo, é uma das histórias mais apaixonantes da época 2015/2016.

Em Hoffenheim, mora uma daquelas equipas que desde que chegou à Bundesliga, toda a gente admira. Pequeno clube de uma pequena vila alemã, o Hoffenheim teve uma ascensão sustentada, um projecto desportivo muito bem delineado, e foi sempre capaz de formar equipas com jogadores de qualidade superior e de praticar futebol muito acima da média. Esta época, as ambições do Hoffenheim passavam novamente por disputar um lugar na primeira metade da tabela, e nomes como o prolífico avançado Kevin Volland e o cobiçado central Fabian Schar deixavam antever isso mesmo. Mas não foi isso que aconteceu, e o Hoffenheim na viragem da segunda volta definhava no último lugar da tabela, e já Markus Gisdol havia dado o lugar a Huub Stevens.

Entre o reinado dos dois técnicos, o Hoffenheim tinha somado apenas 2 vitórias, e 13 pontos…

Em Fevereiro, Huub Stevens alegou problemas cardíacos, e o Hoffenheim resolveu surpreender e entregou a equipa ao jovem Julian Nageslmann, de apenas 28 anos, que antes mesmo de assumir a equipa para o seu primeiro jogo, já havia batido um recorde. O mais novo técnico da Bundesliga de sempre. Até os calculistas e frios alemães olharam para isto com entusiasmo e rotularam o novo técnico de “Baby Mourinho”.

Nagelsmann, viu uma lesão no joelho terminar-lhe a carreira ainda em idade de júnior, jogava ele no Augsburg. Ainda não refeito da desilusão, o jovem decidiu abandonar o futebol e tirar o curso de Ciências do Desporto, mas pouco depois o bichinho falou mais alto e Nagelsmann regressaria a Augsburg para a sua primeira experiência numa equipa técnica de futebol. Trabalhou ao lado do seu grande mentor, Thomas Tuchel actual treinador do Dortmund, saindo pouco mais tarde para os escalões de formação do Hoffenheim, onde orientou os S16 e os S19.

Tendo Tuchel, Guardiola e Wenger como referências, cedo se percebeu em Hoffenheim que o jovem Nageslmann não estava ali para passar o tempo, e nos seus dois primeiros anos como técnico dos juniores levou o Hoffenheim a duas decisões do título, ganhando em 2014.

Os directores do clube souberam que tinham nos seus quadros alguém especial, e antes mesmo de Hubb Stevens abandonar o comando técnico, já Nagelsmann sabia que iria orientar a equipa principal em 2016/2017, muito provavelmente na 2. Bundesliga…

Agora que faltam apenas 2 jornadas para o fim da Bundesliga, o Hoffenheim está praticamente a salvo. Com Nagelsmann ao comando, os azuis conseguiram 7 vitórias, e em 36 pontos possíveis desde que assumiu a equipa, Nageslmann conseguiu 23.

O segredo? O discurso.

Nagelsmann inflamou de tal forma o cabisbaixo balneário do Hoffenheim, que aquele grupo de talentosos jogadores do início da época, voltou a acreditar nas suas potencialidades e partiu em busca do milagre.

Jogando futebol em todo o campo, assente numa incrível pressão alta ainda no meio campo adversário, Nageslmann lançou para a equipa dois jovens que ele conhecia bem, com efeitos devastadores. O criativo Nadiem Amiri e o extremo Phillip Ochs explodiram durante o reinado de Nagelsmann, mas os pesos pesados do plantel reapareceram novamente. Volland marcou 8 golos em 8 jogos, Sule e Schar formaram um dupla de centrais fortíssima, com Jeremy Toljan em grande destaque na esquerda, e Sebastian Rudy é peça fundamental nos equilíbrios defensivos sendo a âncora que permite à equipa jogar sempre num ritmo elevado e em pressão constantes. Também os avançados Mark Uth e Andrej Kramaric reencontraram o sorriso e começaram a contribuir no plano ofensivo.

Com a manutenção praticamente assegurada, a história de Nagelsmann e do Hoffenheim será das mais interessantes de seguir em 2016/2017.

O futuro parece promissor, mas ainda é cedo para perceber se Nagelsmann fará jus ao epíteto de “Baby Mourinho”. Contudo, para já, em Hoffenheim toda a gente acredita que Julian é pelo menos um Thom Yorke nos Coldplay.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Flávio Trindade

De acordo com o Jornal de Negócios, a RTP vendeu à Sport TV a totalidade dos jogos do Euro'2016, que arranca no próximo dia 10 de junho. O canal público de televisão vai ficar com 24 jogos exclusivos do Europeu de 2016 e todas as partidas da selecção portuguesa. A competição vai passar, na íntegra, em sinal fechado na Sport TV. Uma vez que a prova tem um total de 51 jogos, a RTP fica a transmitir mais de metade das partidas do Europeu 2016 (incluindo os três jogos de Portugal na primeira fase). O Europeu de Futebol 2016 vai, no entanto, ser transmitido na totalidade e em sinal fechado na Sport TV.

Depois de 6 temporadas no máximo escalão, tendo mesmo atingido a Liga Europa, os granotas regressam à Liga Adelante - O Levante confirmou hoje a descida à segunda liga espanhola, ao perder por 3-1 em Málaga. Aos 30', Cop abriu o marcador, tendo Morales ainda empatado antes do intervalo. No segundo tempo, e já com Duda em campo (Horta não saiu do banco), Cop e Castro, já perto do fim, fizeram o resultado final e "empurram" o Levante para a despromoção.

Tudo na mesma na luta pelo segundo lugar, com destaque para o regresso de Higuain (que bisou e ainda sonha com a Bota de Ouro) e para o grande momento de Totti, que voltou a saltar do banco para marcar - No fecho da jornada 36 da Série A, Nápoles e Roma venceram os seus respectivos compromissos, mantendo-se o conjunto do Sul com mais 2 pontos do que os homens da capital na corrida por ficar em segundo e entrar directamente na Liga dos Campeões. Assim, a turma de Sarri recebeu e venceu o Atalanta por 2-1, graças a 2 golos de Higuaín (Albiol marcou um auto-golo) que, depois de 3 jornadas de suspensão, regressou aos relvados e atingiu os 32 golos na liga, tendo agora mais 1 que Ronaldo e Jonas menos 3 de Suárez na corrida pela Bota de Ouro. Já a Roma bateu, fora, o Génova, por 3-2. Salah abriu o marcador, Tachtsidis e Pavoletti colocaram os locais em vantagem mas aos 77' Totti, num fantástico remate, fez o empate (quarto golo do veterano, que cumprirá em Setembro 40 anos, nos últimos 4 jogos, entrando sempre perto do fim), com El Shaarawy, aos 87', a fixar o resultado final.

Dia em cheio para Leicester - Mark Selby conquistou pela 2.ª vez o Mundial de Snooker ao derrotar na final Ding Junhui por 18-14. O n.º 1 do Mundo que celebrou com uma bandeira do Leicester, clube da sua terra Natal, conseguiu logo um 6-0 a abrir, o que acabou por desequilibrar a decisão. Isto depois de um torneio em que Ding esteve quase perfeito e Selby até revelou dificuldades em derrotar Sam Baird, Kyren Wilson e Marco Fu.

Terminou como qualquer história de embalar - prevaleceu o final feliz; o trabalho e dedicação sobressaíram-se sobre o dinheiro. Com o empate do Tottenham no terreno do Chelsea (2-2, com Cahill e Hazard a responderam aos golos de Kane e Son), o Leicester City sagrou-se campeão inglês pela primeira vez na sua história, já centenária. As raposas conquistam assim o campeonato mais mediático do mundo, batendo uma legião de clubes que se apresentava com maiores pretensões de chegar ao topo: Chelsea, Manchester City, Arsenal, Manchester United, Tottenham, Liverpool, Southampton, Stoke City, Everton e Newcastle. Todos, sem exceção, gastaram – uns mais do que outros -, prometeram e falharam.

Este bem pode ser um conto de fadas, mas o protagonista-mor era um patinho-feio. Claudio Ranieri nunca havia excitado ninguém: o seu futebol dificilmente se enquadrava nos parâmetros dos mais exigentes e nunca conquistara um título nacional, capaz de rebater as críticas. Antes de aterrar na 11.ª maior cidade de Inglaterra, falhara por completo o objetivo de levar a Grécia ao Europeu, pelo que a sua contratação foi reprovada por mais de 90% da comunidade desportiva. No entanto, os treinadores de bancada nunca deixarão de ser isso mesmo. Dentro de campo, o italiano, nunca abdicando do seu estilo de contenção, privilegiando as transições rápidas e, numa fase mais adiantada, cristalizando a forma de defender dos seus meninos, raramente encontrou antídoto: Arsene Wenger venceu-o por duas vezes mas falhou em locais proibidos; Jurgen Klopp estragou-lhe o Boxing Day apenas para alguns dias depois ser possuído pela fúria de Vardy. Além de demonstrar uma enorme clarividência tática – apenas uma grande injustiça impedi-lo-á de ser distinguido como “treinador do ano” -, Ranieri provou ser um exímio gestor de recursos humanos. Potenciou os seus jogadores no relvado e nunca os fez perder o foco emocional durante a campanha. Nas conferências de imprensa, vimos o homem humilde que poucos conheciam, reiterando constantemente que a sua alegria é acima de tudo a alegria dos adeptos.

Um campeão histórico, surpreendente, memorável, e não só. O MVP da Premier League, Ryad Mahrez, custou meio milhão de euros. O reforço mais caro, Shinji Okazaki, “apenas” 11 milhões. Jamie Vardy, que luta atualmente pelo título de melhor marcador do campeonato, chegou por pouca mais de 1 milhão e Kanté, que ainda deve estar correr, não atingiu sequer a marca dos 10 milhões apesar da boa época no Caen. Ao todo, vislumbramos uma soma lisonjeira para aquilo que é a realidade em que o clube está inserido. Mesmo com a valorização dos seus ativos no decorrer da época, o Leicester, o campeão mais barato das cinco principais Ligas, nem sequer entra na primeira metade de uma tabela referente ao valor de mercado de cada conjunto, o que enaltece ainda mais o trabalho do seu treinador. Um homem experiente, à imagem do seu elenco. Numa altura em que facilmente nos dá gozo ver equipas a espalhar juventude – como é o caso dos Spurs, por exemplo – ou que tem na qualidade da sua Academia uma das suas imagens de marca, os Foxes mostraram que velhos - nome muitas vezes utilizado para descrever um jogador a rondar os 30 anos - são os trapos. Uma prova inequívoca de que qualquer fase da vida pode ser propícia ao atingir do pico exibicional com a vantagem de a ansiedade, desconfiança serem obstáculos cada vez mais fáceis de superar. Ainda para mais, estando inserido num coletivo forte.

E o amanhã? Amanhã é dia de festejar. De preferência, com toda a pompa e circunstância. À grande e à inglesa. Se assistimos a um Once In a Lifetime Moment ninguém sabe, mas não restam quaisquer dúvidas de que será difícil repetir tal efeito nos próximos anos. A menos que o Leicester se consiga estabelecer no topo, tal como o Atlético se passou a equiparar com Barcelona e Real Madrid em Espanha, mesmo que se tratando de distintas realidades. Manter as linhas de sucesso pressupões manter a base de um plantel, com Claudio Ranieri à cabeça. Com as receitas provenientes de Premier League e Champions e uma visão de mercado assertiva, será possível contratar reforços cirúrgicos, capazes de manter o clube neste patamar. A identidade, entretanto refinada nesta segunda volta, é para ser mantida, embora uma ou outra afinação, agora que o efeito-surpresa deixou de existir, seja necessária.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Marco Rodrigues

Benfica 2-1 Sp. Braga (Jonas 58' e Jiménez 71'; Rafa 19')

O Benfica, vencedor de 6 das oito edições da Taça da Liga, juntou-se ao Marítimo na final ao derrotar o Sp. Braga, por 2-1. Os encarnados chegaram ao intervalo a perder mas no 2.º tempo foram claramente superiores, sendo que a entrada de Jonas (um golo e uma assistência) acabou por ser decisiva. Rui Vitória aproveitou para poupar 8 jogadores em relação à última partida do campeonato (só Ederson, Lindelof e Sanches repetiram a titularidade) e viu Grimaldo e Carcela responderem com boas prestações num jogo que marcou o regresso de Luisão à titularidade (o que não acontecia desde Novembro). Já o Sp. Braga teve em Rafa (golaço) o elemento mais, mas uma 2.ª parte pouca conseguida (vários erros defensivos e uma inércia no momento com bola) a juntar a um erro grave de Matheus no 2-1, hipotecaram a hipótese uma 2.ª final esta época.

No que diz respeito ao jogo, o Benfica entrou a controlar e a tentar pressionar alto, com o Braga a assumir uma postura mais expectante, na procura das transições rápidas. Salvio criou algum perigo com um cabeceamento para fora, mas foi o Braga que se adiantou no marcador, com Rafa (muito espaço dado) a marcar um golaço, num remate em arco (a bola ainda bateu no poste). Logo de seguida quase que surgiu o segundo, depois de uma bela jogada, mas o remate de primeira de Wilson Eduardo saiu ao lado. Os encarnados continuavam a ter mais bola, mas era uma posse estéril, com os homens da casa a mostrarem um futebol lento e pobre, sem conseguir furar a defesa bracarense, que se mantinha muito bem organizada. A única oportunidade do primeiro tempo surgiu de uma escorregadela de Boly, com Raúl Jiménez a obrigar Matheus a uma excelente defesa. No entanto, o intervalo chegou mesmo com 0-1 no marcador. Para a segunda parte Rui Vitória trocou Renato Sanches por Jonas (Talisca recuou no terreno) e o melhor marcador do campeonato correspondeu à aposta, empatando a contenda (não vacilou perante Matheus) após bela assistência de Carcela. O Benfica intensificou a pressão e Paulo Fonseca respondeu com a entrada de Stojiljkovic para o lugar de Wilson Eduardo. Os locais estiveram perto de consumar a reviravolta no marcador, mas Raúl Jiménez, após mais um grande passe de Carcela (que melhorou muito a partir do momento que começou a jogar no lado direito), finalizou muito mal. O Braga já não conseguia sair e sofreu mesmo o segundo golo num erro inacreditável de Matheus, que saiu da baliza e falhou o pontapé na bola, deixando Raúl Jiménez com a baliza aberta e com este a empurrar a bola para o fundo das redes. Já depois do técnico dos bracarenses ter arriscado com a entrada de Níguez para o lugar de Mauro, Rui Vitória colocou Fejsa em campo (saiu Carcela), tentando fechar os caminhos da sua baliza. Até ao fim, o Braga tentou o empate, Níguez e Stojiljkovic ainda criaram algum perigo, mas o resultado não se alterou e o Benfica garantiu lugar na final.

Benfica - Mais uma vitória pela margem mínima mas que é suficiente para os encarnados carimbarem a passagem para mais uma final da Taça da Liga. Rui Vitória aproveitou para dar minutos a jogadores menos utilizados como Grimaldo, Luisão, Salvio, Carcela, Jiménez ou Samaris, porém a resposta não foi a melhor. A equipa deu meia parte de avanço e só após a entrada de Jonas conseguiu criar perigo, sobretudo pelo caos que o brasileiro traz ao jogo. A facilidade com que confunde marcações, a frequência com que troca de posição (hoje com Guedes) ou a criatividade que mostra quando recebe em zonas mais recuadas é decisiva para o futebol do Benfica. Hoje, em termos meramente estatísticos, faz um golo e "assiste" para o segundo, o que é elucidativo da preponderância do melhor jogador dos encarnados em 2015/2016. Para além do avançado, destaque para a exibição de Carcela (assumiu outro relevo quando trocou para o corredor direito), sobretudo quando pisa terrenos interiores, mostrando bem a capacidade de drible e inteligência para colocar companheiros nas costas da defesa. Nota positiva levam também Grimaldo (a ganhar pontos na lateral esquerda, inteligente defensivamente e a envolver-se bem por dentro na manobra ofensiva), Lindelof (impediu várias transições de Rafa e demonstrou, mais uma vez, grande competência com bola) e Talisca (importante quando recuou no terreno). Em sentido inverso, Sílvio somou uma má exibição, Renato, quem sabe por fadiga, teve menos acerto nas suas acções, enquanto que Salvio (várias más decisões, insistência no drible estando em desvantagem numérica) demora em voltar ao rendimento pré-lesão.

Braga - Uma equipa que se apresentou fiel ao que mostrou durante a temporada, tentando sempre um futebol apoiado, de construção, a começar pelo seu guarda-redes e a envolver bastantes jogadores: os médios mais recuados Luiz Carlos e Mauro aproximam-se para oferecer linhas de passe ao portador, os centrais incluem-se neste processo, procurando uma saída pelo corredor central para depois explorar a velocidade de Rafa e Wilson. Ainda assim, demérito nesta fase para o conjunto de Paulo Fonseca, já que, durante o 1.º tempo, tentou insistentemente esta forma de construir que os encarnados conseguiram quase sempre anular, forçando a perda de bola em zonas perigosas. Nesse sentido, foram raros os momentos em que a equipa conseguiu ter uma saída limpa que resultasse no transporte até ao último terço, sendo que as oportunidades criadas nos primeiros 45 minutos surgiram após transições rápidas, sobretudo resultantes da perda de posse de Renato e Samaris. Esta capacidade para incomodar o Benfica desvaneceu-se na 2.º parte, consequência de um baixar de linhas dos gvrreiros, também imposto por uma maior agressividade e intensidade na circulação por parte dos encarnados. Para isso contribuiu a incapacidade de Hassan para esperar pela equipa, assim como um baixar de preponderância de Luiz Carlos ou Josué, que atiraram a equipa para minutos difíceis, algo que só foi contrariado numa fase de procura pelo 2-2. Individualmente, destaque para Rafa (remou contra a maré numa partida em que a equipa desiludiu ofensivamente, criou desequilíbrios, apareceu para finalizar e mostrou um poder de decisão que é difícil de encontrar), Goiano e Djavan (melhor o ex-Benfica, já que o lateral direito pouco se envolveu ofensivamente), estando Matheus no reverso da medalha. O Brasileiro foi decisivo para o resultado final, mas pela negativa, ao ficar associado ao 2.º e decisivo golo do Benfica.

Justo?

Jonas foi eleito o futebolista do ano pelo CNID - Associação de Jornalistas de Desporto, numa votação em que levou a melhor sobre os sportinguistas João Mário, segundo, e Adrien, terceiro. O avançado do Benfica teve 63% dos votos. Percentagem semelhante teve Renato Sanches na eleição para a Revelação do Ano. O jovem jogador do Benfica recolheu 66% dos votos, batendo Danilo Pereira (14%), Diogo Jota (8%), Gélson Martins (8%), Iuri Medeiros (2%) e Miguel Silva (2%). Na II Liga o portista André Silva leva o prémio para o melhor jogador. O avançado superou Francisco Geraldes (Sporting) e Platiny (Feirense).

Futebolista do Ano – I Liga
Jonas (Sport Lisboa e Benfica), 63 por cento
João Mário (Sporting Clube de Portugal), 19 por cento
Adrien (Sporting), 10 por cento
André André (FC Porto), 5 por cento
Rafa (Sp. Braga), 3 por cento

Futebolista do Ano – II Liga
André Silva (FC Porto), 48 por cento
Francisco Geraldes (Sporting), 18 por cento
Platiny (Feirense), 13 por cento
Pedrinho (Freamunde), 11 por cento
Ewerton (Portimonense), 10 por cento

Revelação do Ano
Renato Sanches (Benfica), 66 por cento
Danilo (FC Porto), 14 por cento
Diogo Jota (P. Ferreira), 8 por cento
Gelson Martins (Sporting), 8 por cento
Iuri Medeiros (Moreirense), 2 por cento
Miguel Silva (V. Guimarães), 2 por cento

Portugal pode colocar 2 jogadores no Top 5 da Bota de Ouro, o que é notável considerando que a nossa Liga tem menos jornadas que a italiana, espanhola ou inglesa.

Luis Suárez está cada vez mais perto de arrecadar o prémio de melhor marcador da Europa pela 2.ª vez na carreira. O avançado do Barcelona marcou na vitória frente ao Bétis e já tem 4 golos de golos de vantagem para os restantes adversários, Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Jonas (Benfica), que ficaram em branco esta jornada. Já Slimani, do Sporting, que bisou no Dragão, no clássico com o FC Porto, subiu ao sexto lugar, a um golo do quinto posto de Lewandowski. Sendo assim uma das principais curiosidades até final da época é perceber quem vai completar o top 5 da Bota de Ouro. Suárez tem neste momento 70 pontos, Jonas e Ronaldo 62 e Higuaín 60, mas a diferença entre Lewandowski (54), Slimani (52), Ibrahimovic (51), Messi (50), Aubameyang (50) e Kane (48) é curta.

Villas-Boas sai da Rússia em alta juntando mais um título ao currículo - O Zenit, que tinha começado a época a vencer a Supertaça, arrecadou o 2.º troféu da época ao golear o CSKA, por 4-1, na final da Taça da Rússia. Hulk bisou de penalti e ainda fez uma assistência, Kokorin e Yusupov apontaram os outros golos do campeão russo; Olanare marcou o único golo do CSKA. AVB ainda pode fazer o pleno com a conquista do campeonato, embora tarefa esteja para já dificultada devido ao 4.º lugar na liga a 4 pontos do 1.º quando faltam apenas 4 jornadas.

Para baralhar as contas de Fernando Santos? O jovem ex-Vitória tem realizado uma excelente temporada (marcou presenças várias vezes no 11 da jornada) e a sua polivalência é sempre uma mais-valia numa fase final.

Ricardo Pereira, que representa o Nice por empréstimo do FC Porto, foi considerado o quarto melhor lateral da Europa pelo ‘Observatório do Futebol’, que analisou a performance dos defesas dos cinco principais campeonatos europeus (Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha). Tendo em conta critérios como a eficácia, recuperação defensiva, passe, iniciativa, oportunidades de golo criadas, remate, o português esta época só foi superado por Filipe Luíz (Atlético de Madrid), Philipp Lahm (Bayern Munique) e Dani Alves (Barcelona), ficando à frente de Marcelo (Real Madrid), Marcos Alonso (Fiorentina), Abate (AC Milan), Kolarov (Manchester City), Jordi Alba (Barcelona) e Lulic (Lazio). No que toca a defesas centrais, Matt Hummels (Borussia Dortmund) lidera a estatística, à frente de Thiago Silva (PSG) e Otamendi (Manchester City). Alaba (Bayern), Roncaglia (Fiorentina), Godín (Atlético Madrid), Koulibaly (Nápoles), David Luiz (PSG), Umtiti (Lyon) e Sakho (Liverpool) completam o Top 10.

Que jogadores deveriam os Rossoneri contratar para começar a inverter este ciclo negativo? Neste momento, o futuro próximo é uma incógnita, não só pela incerteza em relação à presença na Europa na próxima época mas sobretudo pelo processo de venda que está a decorrer, o qual poderá resultar numa grande entrada de dinheiro no clube. Ainda assim, Nolito é um craque (por algo Luis Enrique tanta força fez para que o Barça o contratasse) e, apesar de estar quase a cumprir 30 anos, poderia ter muito impacto na Série A.

Tanto em Espanha como em Itália avançam que Nolito, ex-jogador do Benfica, já terá acordo com o AC Milan para rumar a Itália na próxima época. O extremo/avançado, que tem sido associado ao Barcelona, de acordo com o Mundo Deportivo comprometeu-se com os rossoneri para as próximas 4 temporadas num negócio que deve render 18 milhões de euros ao Celta de Vigo.


As jornadas vão-se sucedendo, mas o filme da I liga do futebol português vai-se mantendo: pela sétima jornada seguida, Benfica e Sporting, com maior ou menor dificuldade, venceram os seus compromissos e seguem numa luta acérrima, que está cada vez mais perto do fim (faltam apenas duas jornadas para que o campeonato acabe). Assim, as águias voltaram a sofrer perante um adversário da segunda metade da tabela, desta feita o Vitória de Guimarães, demonstrando a falta de dinâmica ofensiva (poucas oportunidades criadas) que tem sido o tónico dos últimos desafios do conjunto de Rui Vitória. Um golo de Jardel, mesclada com acções providenciais de Ederson ou André Almeida, serviu para obter os 3 pontos e manter a liderança da tabela. Já o Sporting estava obrigado a uma autêntica raridade no passado recente do clube para continuar a sonhar: ir vencer ao Estádio do Dragão. Mas os homens de Jorge Jesus querem mesmo levar a corrida até ao risco de meta e vergaram os dragões por 3-1, num clássico em que João Mário brilhou e Slimani confirmou a sua faceta de "homem dos clássicos" (só esta época marcou 6 golos a Benfica e Porto). Na luta pela Europa, o Arouca deu um decisivo passo rumo a uma histórica qualificação para a Liga Europa, batendo o Nacional e aproveitando o empate do Rio Ave frente ao Tondela para ganhar uma margem de 5 pontos face à equipa de Pedro Martins, a qual ficará, juntamente com o Estoril (vitória por 2-1 frente ao Marítimo), à espera de uma escorregadela do Paços de Ferreira (que foi vencer ao Restelo por 2-0) para chegar às competições da UEFA em 2016/2017 (2 pontos separam as 3 equipas que lutam pelo sexto lugar). Na luta pela manutenção, o Boavista (empate a 1 em Moreira de Cónegos) garantiu a permanência no máximo escalão na próxima época, enquanto que, numa verdadeira final, o União da Madeira venceu a Académica por 3-1 e, tal como o Vitória de Setúbal (que foi perder a Braga por 3-2), tem agora 5 pontos de vantagem sobre os Estudantes e o Tondela, o que, com somente 6 pontos por disputar, faz com que seja preciso um verdadeiro milagre para que os homens de Gouveia e Petit não estejam na II Liga na próxima temporada.

Equipa da Jornada: Arouca - São já 4 os pontos de vantagem para o 6.º, e a presença na Liga Europa é quase certa. Um feito notável para uma equipa só há 3 anos se estreou no campeonato principal. E frente ao Nacional foi a dose habitual, com uma coesão defensiva a não permitir aos insulares criarem perigo durante grande parte da partida e um ataque pragmático, que por norma é implacável a aproveitar as brechas no adversário.

Equipa Desilusão: Belenenses - No final da partida Velasquez classificou a exibição como horrível e a verdade é que se esperava mais dos azuis, que durante uma fase da época prometeram ser uma das boas novidades da época mas que acabam o ano a somar maus resultados (duas derrotas e um empate nos últimos 3 jogos), que hipotecaram uma ida à Europa.

Melhor 11 da 32.ª Jornada da I Liga: Defendi (Paços), André Almeida (Benfica), Jardel (Benfica), Henrique (Boavista), Botelho (Estoril), Nuno Coelho (Arouca), João Mário (Sporting), Amilton (União), Rafa (Sp. Braga), Élio Martins (União), Slimani (Sporting)

Melhor Jogador: João Mário (Sporting) - Técnica, poder de decisão, qualidade na posse e uma exibição no Clássico que confirmou que é um dos melhores jogadores a actual em Portugal. O médio fez a diferença com duas assistências, foi sempre uma dor de cabeça para Angél, e passou pelo sua capacidade individual o factor que desequilibrou o duelo entre Sporting e FC Porto.

Jogador Desilusão: Indi (FC Porto) - Um central que chegou ao futebol português depois de ser titular no terceiro classificado de um Mundial e por 8 Milhões, mas que esteve sempre longe, muito longe, de justificar essas credenciais. Sem qualidade com bola para jogador de equipa grande, lento, sem presença e incapaz de ganhar um duelo aéreo, Indi é um dos jogadores a quem mais se pode apontar o dedo ao falar desta má época dos dragões.

Jogador a Seguir: Dalbert (Vit. Guimarães) - Os vimaranenses estão numa série de 12 jogos sem vencer mas o brasileiro termina a época em grande. A fazer a diferença com a sua técnica e capacidade em dar profundidade ao corredor o ex-Académico com o decorrer da época, que até teve numa 1.ª fase uma incursão pela equipa B, foi melhorando consideravelmente no momento defensivo e contra o Benfica foi mesmo um dos melhores do conjunto de Conceição.

Pedro Barata

Não consegue fugir ao rótulo de patinho feio mas tem realizado uma época positiva e apesar da concorrência é indiscutível no campeão nacional, além disso tem a vantagem de ser mais experiente que as outras opções disponíveis para a sua posição.

Até 16 de Maio, o Visão de Mercado vai indicar aquela que deveria ser a convocatória de Fernando Santos. Eliseu
, apesar de ser um mal-amado pela maioria dos adeptos, vai-se mantendo ao mais alto nível e foi um indiscutível para Rui Vitória ao longo da temporada. O lateral-esquerdo melhorou comparativamente com a época passada e raramente cometeu erros graves. A uns meses de completar 33 anos deve ter neste Euro a última oportunidade de representar a selecção numa grande competição. E na teoria, mesmo com a concorrência de Guerreiro, deve fazê-lo como titular, já que durante a qualificação foi quase sempre 1.ª opção para Fernando Santos, apesar dessa titularidade ter sido fruto da passagem de Coentrão para o meio campo.

As outras escolhas do VM:
N.º 1
N.º 2
N.º 4
N.º 6
N.º 12
N.º 16
N.º 17

1 de maio de 2016

Por onde passa o futuro do médio? As suas exibições estão longe de deslumbrar, mas pelo seu perfil físico e técnico e por distinções como a de melhor jogador do Europeu Sub-21 continua a estar muito cotado a nível internacional. Por outro lado, será interessante verificar como será o defeso do Leicester, não só na perspectiva das saídas (Kante ou Mahrez serão cobiçados), mas também de entradas.

O Leicester está a fazer uma temporada de sonho, estando mesmo a um pequeno passo de conquistar a Premier League. Ora, face ao nível apresentado, é natural que os melhores jogadores da equipa de Ranieri sejam alvo da cobiça de grandes emblemas do futebol mundial, e um desses nomes é, sem dúvida, N'Golo Kante, que tem sido associado a diversos clubes de topo. Neste sentido, segundo o The Sun, os Foxes pensam num jogador do Sporting para substituir o francês em caso de uma venda no próximo Verão: trata-se de William Carvalho, médio do Sporting, que em Inglaterra já foi associado a Manchester United ou Arsenal. Recorde-se que William tem contrato com os leões até 2020, tendo uma cláusula de rescisão cifrada em 45 Milhões de Euros.

O espanhol, actual 71.º do Mundo, não vencia um torneio ATP desde 2012 - Nicolas Almagro venceu a edição de 2016 do Estoril Open. O tenista espanhol derrotou na final, em três sets, o compatriota Carreño-Busta, pelos parciais de 6-7 (6-8), 7-6 (7-5) e 6-3. É o 13.º título na carreira de Almagro.

Miami nem chegou a tremer; DeRozan apareceu no momento certo; Klay Thompsou faz esquecer Curry - Os Heat fecharam a série com os Charlotte Hornets com uma vitória expressiva por 106-73. Com Jordan e Pippen nas bancadas, os comandados de Spoelstra cedo ganharam uma vantagem importante e com um Dragic em foco na primeira parte e um Whiteside forte na defesa no 3.º quarto (período onde os Heat fizeram um parcial de 29-11), tornaram o jogo 7 mais fácil do que se previa. Dragic marcou 25 pontos, Whiteside juntou aos 10 pontos, 12 ressaltos e 5 blocos, sendo que Deng e Green ofereceram contributos importantes. Do lado dos Hornets, Kemba esteve miserável (3-16 em lançamentos de campo, 3 turnovers e 4 vezes abafado), depois de ter marcado 37 pontos no jogo 6. Quem também garantiu a passagem às meias-finais do Este foram os Raptors, que derrotaram os Pacers, por 89-84. A equipa de Toronto, com DeRozan em destaque (30 pontos) chegou a ter 16 pontos de vantagem já no 4.º período, ainda permitiu que Indiana chegasse aos 82-85 com mais de 2 minutos para jogar, mas acabou por vencer a negra. Do lado Oeste os Warriors já abriram a série frente a Portland com uma vitória ( (118-106). Os campeões da NBA, que continuam sem Curry, ainda deixaram os Blazers aproximarem-se no final das partes, mas o 1.º período, no qual alcançaram uma vantagem de 20 pontos, foi determinante. Klay Thompson foi a figura da partida com 37 pontos, bem coadjuvado por Draymond Green que fez mais um triplo duplo (23 pontos, 13 ressaltos e 11 assistências). Do lado da formação de Oregon, Lillard esteve desinspirado ao nível do lançamento (8 em 26), mas chegou aos 30 pontos.

Enorme temporada do conjunto de Marcelino, que junta a este quarto lugar a possibilidade de vencera a Liga Europa - O Villarreal foi a Valência (os Ché contaram com Cancelo e André Gomes de início) vencer por 2-0, garantindo o quarto lugar e a correspondente qualificação para o playoff de acesso à Liga dos Campeões (o submarino pode ainda garantir o apuramento directo em caso de vitória na Liga Europa). Samu e o jogador emprestado pelo FC Porto Adrián, ambos no primeiro tempo e a passe de Soldado, marcaram os golos da vitória dos visitantes. Nas restantes partidas, o Athletic Bilbau bateu o Celta de Vigo por 2-1 (os bascos ultrapassaram os galegos na tabela, subindo ao quinto lugar), numa partida em que o Celta ainda esteve na frente (golo de Aspas), mas Aduriz, de penalty, e Raul Garcia deram a volta ao marcador, o Espanhol praticamente garantiu a manutenção ao derrotar o Sevilha (com Diogo Figueiras de início) por 1-0 (marcou Caicedo) e o Deportivo da Corunha continua a sua segunda volta de pesadelo, tendo sido vergado em casa pelo Getafe por 2-0 (golos de Pedro Leon e Vigaray), num resultado que permite à equipa da região de Madrid igualar Sporting Gijón e Rayo na fuga à despromoção, com 35 pontos. 

Devido a problemas técnicos a página do Visão de Mercado no Facebook vai estar indisponível durante alguns dias. Esperamos resolver esta situação o mais depressa possível. 

Apesar deste contratempo o blog vai continuar a ser actualizado, mantendo o registo que o caracteriza desde Outubro de 2009.