30 de maio de 2016

Depois de Mica Pinto e King, os leões continuam a "arrumar a casa", resolvendo a situação de elementos "fora do prazo" para estarem na equipa B (Ribeiro esteve cedido o ano passado mas não se conseguiu impor). Neste plano, é de elogiar o facto de este ano, ao contrário do que aconteceu num passado recente, a direcção estar a tratar destes dossiês bastante cedo, não os deixando arrastar pelo defeso. 

O Sporting comunicou que chegou a acordo com o Estoril para a transferência, a título definitivo, de Luís Ribeiro, guardião de 24 anos. O Sporting fica com 50% dos direitos económicos de uma futura transferência do jogador, que o ano passado esteve cedido ao Recreativo de Huelva (fez 3 jogos) e ao Feirense (pelo qual alinhou em 9 partidas).

Para continuar a ser titular? Tem um talento enorme e já demonstrou ser eficaz, mas Mourinho parece estar no mercado por um avançado mais experiente, como Ibrahimovic - Marcus Rashford renovou contrato com o Man Utd até 2020. O avançado, de 18 anos, que marcou na estreia pela equipa principal dos Red Devils, na estreia na Premier League e na estreia pela selecção principal de Inglaterra, foi lançado por Van Gaal em Fevereiro tendo contribuído com 8 golos em 17 jogos. Também o lateral Borthwick-Jackson, de 19 anos, renovou até 2020.




Não é fácil para um clube português, mesmo que participe na Primeira Liga, ter visibilidade na imprensa e cativar os adeptos da sua região. Excluindo os denominados três grandes, ou têm uma massa adepta substancial que força uma maior cobertura mediática, como acontece com o Vitória SC e Sporting de Braga, ou são colocados no saco dos clubes que existem essencialmente para fazer número, aos olhos dos media, o que prejudica o seu crescimento. A boa publicidade ocorre apenas quando chegam a uma final, surpreendem os crónicos candidatos ao título ou fazem uma época extraordinária apurando-se para a fase de grupos da Liga Europa. Em qualquer dos casos a atenção mediática varia entre alguns dias ou alguns meses, e os efeitos práticos limitam-se a um aumento das receitas.

Tornou-se banal ouvir os dirigentes queixarem-se desta crónica falta de atenção, mas não caberá a eles, os responsáveis pela gestão do clube, arranjar forma de furar o silêncio mediático? Em teoria jogar contra um dos maiores clubes do planeta - Barcelona - seria uma óptima maneira de criar interesse mediático e da população local. Qualquer jogo contra este clube, independentemente do desporto, chama muitas pessoas ao estádio ou pavilhão onde jogam.

Seria no entanto utópico tentar fazê-lo nas competições europeias masculinas. A via menos cara seria o hóquei, mas implicava sempre um investimento insustentável para 15 dos 18 clubes da Primeira Liga. Sobra um caminho: futebol feminino.

Um clube da Primeira Liga que invista, de forma sustentável, no futebol feminino, arrisca-se a alargar a base de adeptos, vencer competições, e participar na Liga dos Campeões. O Futebol Benfica, clube que na vertente masculina apenas participa no campeonato distrital, vai jogar jogar essa competição pelo segundo ano consecutivo. Um clube praticamente sem recursos, como é o Ouriense, arriscou-se a jogar com o Barcelona em 2014/2015, após passar a fase de apuramento. E na época que agora terminou participaram clubes como o PSG, Chelsea, Bayern de Munique, Wolfsburg, Atlético e Lyon.

Sporting, Belenenses, Estoril e Boavista e Braga já confirmaram a sua presença na Liga feminina Allianz da próxima época, mas há espaço para mais clubes que queiram usar os recursos que a Primeira Liga lhes oferece para tentar vencer títulos e jogar contra alguns dos maiores clubes do mundo, sem ter de recorrer à criação de dívida. Há todo um novo universo desportivo para explorar, basta ter visão de longo prazo.

Termino com uma questão para os clubes e adeptos da Madeira. Tendo a região neste momento dois clubes estáveis na Primeira Liga, Marítimo e Nacional, porque não transformar o União da Madeira na grande bandeira do futebol feminino nacional? Porque não se sentam os três à mesa com o governo regional e chegam a um acordo que beneficie as finanças, o desporto e a imagem da região? Será que os adeptos não preferiam todas as épocas lutar para conquistar títulos e eventualmente defrontar clubes enormes na Liga dos Campeões, em vez de ser apenas mais um clube na Segunda Liga?

Visão do do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): José Augusto

Junta-se a Varane, Zouma, Laporte, Mathieu, Butland, Dzagoev, Kompany, Coentrão, Verratti, Marchisio, Gündogan, Danny, Oxlade-Chamberlain ou Drmic na lista de jogadores que vão falhar a prova devido a lesão.

Dani Carvajal também vai falhar o Europeu 2016 devido a lesão. O defesa  do Real Madrid lesionou-se na final da Champions frente ao Atlético e a lesão muscular na perna direita vai impedi-lo de competir nas próximas 3 semanas, como tal Del Bosque optou por o afastar da convocatória da Espanha. Héctor Bellerín, lateral direito do Arsenal, deve ser o seu substituto no lote de 23 para o Europeu. 

Os números nas camisolas não tem a importância do passado, mas não deixa de ser peculiar a passagem que tem ocorrido na camisola 10 depois de Rui Costa em 2004, Hugo Viana foi o dono da 10 em 2006, João Moutinho em 2008, Danny em 2010, Quaresma em 2012 e Vieirinha em 2014 - Já é conhecida a numeração oficial da seleção para o Euro 2016. Sem surpresa, Ronaldo vai ter a 7 já João Mário irá transportar a camisola 10. As camisolas de Portugal para o Europeu:
1 - Rui Patrício
2 - Bruno Alves
3 - Pepe
4 - José Fonte
5- Raphael Guerreiro
6 - Ricardo Carvalho
7 - Cristiano Ronaldo
8 - João Moutinho
9 - Éder
10 - João Mário
11 - Vieirinha
12 - Anthony Lopes
13 - Danilo
14 - William Carvalho
15 - André Gomes
16 - Renato Sanches
17 - Nani
18 - Rafa
19 - Eliseu
20 - Quaresma
21 - Cédric
22 - Eduardo
23 - Adrien

O Benfica foi o clube que mais pessoas levou aos estádios nacionais na temporada 2015-16. Os encarnados terminaram a época com uma excelente média caseira (50.322 espectadores por jogo), na frente de leões (também com excelentes números – 39.988) e dragões (32.324). Para além dos três grandes, Vit. Guimarães e Sp. Braga foram os únicos a conseguir colocar mais de 10.000 espectadores por jogo (12.422 para os vimaranenses e 11.168 para os arsenalistas). 

O Estádio da Luz registou a presença de 855.474 pessoas nos 17 jogos do Benfica, sendo que os 9 jogos com mais espectadores do campeonato foram todos jogos caseiros dos encarnados. A melhor assistência da Liga foi o Benfica-Nacional, da última jornada, com 64.235 espectadores, com o Benfica ainda a conseguir casas com mais de 60.000 pessoas em mais quatro ocasiões. Os últimos quatro jogos caseiros do Benfica estão no top-6 dos mais presenciados ao vivo na Liga. De todos os 17 jogos na Luz, apenas dois ficaram abaixo dos 40.000 espectadores (Benfica-Académica – 34.752 e Benfica-Marítimo – 31.590). 

Em Alvalade, tal como na Luz, a luta pelo título chamou mais pessoas ao estádio. No total, estiveram em Alvalade 679.790 espectadores, sendo que os últimos cinco jogos dos leões estão no top-6 dos jogos mais presenciados em Alvalade. O Sporting-Benfica registou a melhor assistência em Alvalade (49.699) e o Sporting-FC Porto a segunda melhor casa dos leões (49.382) e foram os 10º e 11º jogos com mais espectadores em toda a Liga. Os leões tiveram 10 casas com mais de 40.000 espectadores, enquanto a pior assistência foi registada frente ao Nacional (30.057). Outro ponto positivo da excelente temporada leonina no campeonato foi a taxa de ocupação, que se situou nos 79.90%, valor superior ao do Benfica (77.85%) e ao do FC Porto (64.60%)

Já no Dragão e fruto de uma temporada irregular, as assistências ficaram muito a desejar (um total de 549.512 espectadores). Os dois jogos com mais espectadores foram o FC Porto-Benfica (49.209) e o FC Porto-Vit. Guimarães (48.509), respectivamente os 12º e 13º mais presenciados na Liga. No top-6 de jogos no Dragão encontramos 5 jogos disputados até à 8ª jornada (o outro foi o FC Porto-Sporting), com o final de época a ser dramático para as assistências no Dragão. Os três jogos com as assistências mais fracas no estádio do FC Porto ficaram bem abaixo dos 25.000 espectadores – FC Porto-U. Madeira (20.309), FC Porto-Rio Ave (19.116) e FC Porto-Tondela (16.297). Enquanto Benfica e Sporting nunca baixaram dos 30.000 espectadores, os dragões, para além, dos três jogos anteriormente citados, ainda registaram mais três partidas entre os 26.000 e 29.000 espectadores. 

Se analisarmos as assistências caseiras dos três grandes por adversário verificamos, claro, um domínio do Benfica, que conseguiu melhores casas frente a 12 adversários, enquanto o Sporting colocou mais pessoas que Benfica e FC Porto frente a 3 adversários (Académica, Marítimo e União da Madeira). Os dragões, frente ao Marítimo, colocaram mais pessoas que o Benfica-Marítimo e só por três vezes fizeram melhor que o Sporting nos jogos caseiros (Belenenses, Estoril e Vit. Guimarães).

Fora de portas, as assistências dos jogos do Benfica superaram as do Sporting e as do FC Porto (esta por larga margem). No total, os jogos dos encarnados fora de casa colocaram 186.929 adeptos nos estádios, os jogos dos leões 145.878 adeptos e os jogos dos dragões 94.787 adeptos. Académica (26.444 frente ao Benfica e 12.903 frente ao Sporting), Boavista (17.193 frente ao Benfica), Tondela (22.003 frente ao Sporting), Arouca (23.540 frente ao Benfica) e Belenenses (13.109 frente ao Benfica e 12.487 frente ao Sporting) assistiram aos únicos jogos com mais de 10.000 espectadores fora Luz, Alvalade, Dragão, Municipal de Braga e D. Afonso Henriques. O Benfica levou mais pessoas a 13 dos 15 outros estádios, enquanto em Aveiro (Tondela) e Braga, foi o Sporting a conseguir chamar mais espectadores. Nos jogos frente ao Nacional, Estoril, Paços de Ferreira, Moreirense e Belenenses, a diferença entre Benfica e Sporting não chegou aos 1.000 espectadores. 


29 de maio de 2016

Chegados ao fim de (mais) uma grande temporada futebolística, é hora de analisar o desempenho dos principais intervenientes: os jogadores. Num ano marcado por revelações, confirmações e erros de “casting”, também houve espaço para boas contratações, jogadores que, pelo que demonstraram ao longo do ano, justificaram o dinheiro em si investido. Assim sendo, estas foram as 10 melhores transferências a nível internacional de 2015/16 para o Visão de Mercado:

Toby Alderweireld (Tottenham): Já tinha dois anos de experiência nas duas principais ligas do mundo desde a saída do Ajax, mas ainda não tinha dado o “click”, faltava a temporada de confirmação, que chegou este ano. Resgatado ao Atlético de Madrid por 16 M€, número praticamente insignificante para a realidade britânica, Alderweireld rapidamente se integrou no sistema de Mauricio Pochettino, criando uma excelente dupla no centro da defesa com Vertonghen. Totalista na Premier League (somou 49 partidas em todas as competições), o internacional pela Bélgica ainda demonstrou a sua inaudita habilidade goleadora, tendo atingido 4 golos na competição. Com viagem marcada para França, o jogador de 27 anos será, ao que tudo indica, titular (mesmo que a lateral-direito), surgindo como (mais) um dos belíssimos valores individuais que Marc Wilmots terá de gerir.

Dele Alli (Tottenham): Uma ascensão meteórica. O prodígio inglês de apenas 20 anos (completados há pouco mais de um mês) alinhava, há um ano, na League One (equivalente ao CNS português) mas finaliza 2015/16 como uma das principais referências do 3º classificado da Premier League (que, recorde-se, foi durante largas semanas 2º). Numa temporada que nem o próprio imaginaria ser possível, Dele Alli tornou-se num elemento indispensável para os “Spurs”, realizando 46 jogos, aos quais respondeu com 11 assistências e 10 tentos (um deles sério candidato a golo do ano na BPL). O reconhecimento como melhor jovem da Liga Inglesa foi um justo prémio para um centrocampista que arrisca figurar no onze inicial da sua seleção no Europeu.

Kevin De Bruyne (Manchester City): Não é fácil “aterrar” em Inglaterra com o rótulo de “sr. 74 Milhões” e, ainda assim, brilhar a grande nível. Porém, o craque belga superou alguma desconfiança inicial (pelo valor investido pelo Manchester City) para se assumir como uma das peças inamovíveis para Manuel Pellegrini, contribuindo decididamente para vitórias essenciais (ficam na retina os dois tentos apontados na eliminatória com o PSG, na Liga dos Campeões). Com 9 assistências e 17 golos apontados (apenas Agüero o superou neste capítulo), cativou os adeptos dos “citizens”, que já consideram os 74 Milhões de Euros um excelente investimento. Após uma época de estreia estrondosa, aguarda-se que venha a ser um dos elementos chave para Pep Guardiola.

Douglas Costa (Bayern Munique): Sendo os emblemas alemães um exemplo de frieza no mercado (raramente entram em “loucuras”), a contratação de Douglas Costa ao Shakhtar por 30 Milhões de Euros foi vista por muitos como um exagero. Não que o internacional brasileiro não tivesse qualidade suficiente para vestir as cores dos bávaros, simplesmente não se avistava lugar para se afirmar a tempo inteiro (apesar das lesões, havia Robben, Ribéry, Götze e Coman). Contudo, o camisa 11 silenciou, no decurso da época, os críticos, impondo-se desde logo no exigente esquema de Guardiola, com registos de luxo: 7 golos e 12 assistências nos 43 jogos disputados. Com uma estreia tão prometedora, apresenta perfeitas condições para dar seguimento à boa forma em Munique, desta feita com Carlo Ancelotti no comando.

Paulo Dybala (Juventus): No espaço de um ano, Dybala passou de um jovem com tremendo potencial para um dos melhores jogadores da Serie A. Contratado para substituir Carlos Tévez, entretanto transferido para o Boca Juniors, o avançado de 22 anos excedeu as expetativas em si depositadas, tornando-se na principal referência ofensiva da Juventus, fazendo esquecer “Carlitos”. Num plantel tão rico em avançados como o dos “bianconeri” (Zaza, Mandzukic, Morata), o argentino conseguiu ser o maior artilheiro da equipa (23 golos, recorde pessoal) e, somando as 9 assistências, comprova-se o quão fulcral se revelou para Massimiliano Allegri. Por esta altura, os 32 Milhões desembolsados na sua aquisição são “trocos”, tendo em conta o rendimento que já demonstrou ser capaz de ter.

N'Golo Kanté (Leicester): Vardy pode ter sido o homem-golo e Mahrez o “abre-latas”, mas sem Kanté provavelmente o Leicester não se teria sagrado campeão inglês. No início da temporada, a contratação de N'Golo ao Caen por 9 Milhões de Euros passou despercebida aos adeptos em geral. Porém, o centrocampista francês superou a dúvida para se assumir como o “pulmão” e “coração” dos “Foxes”. Com um espírito de sacrifício impressionante, revelou uma frescura física excecional, que lhe permitiu terminar o ano com a mesma forma que exibiu no início. Indispensável para Claudio Ranieri, participou em 40 jogos, 37 dos quais para a Premier League, tendo ainda apontado um golo decisivo. Venha o Campeonato da Europa.

Anthony Martial (Manchester United): Acreditava-se que não era o elemento que o Manchester United necessitava (os “Red Devils” precisavam de um atacante para ter impacto no imediato) mas o jovem gaulês provou que é uma opção para o presente e futuro. Não tendo sucumbido ao enorme peso que caía sobre si (movimentar 50 Milhões – que podem chegar aos 80 – pode dificultar a afirmação de um atleta de tenra idade), Martial demonstrou sempre uma tranquilidade extraordinária, revelando mesmo capacidade de levar a equipa “às costas” em caso de urgência (recentemente tal foi visível no desaire em casa do West Ham). No final, os 17 tentos (máximo artilheiro do conjunto de van Gaal) abrem excelentes perspetivas para o futuro, tornando claro que, a menos que algo anómalo ocorra, será uma referência do clube e da sua seleção nos próximos anos.

Dimitri Payet (West Ham): Uma valorização impensável. O francês já havia demonstrado possuir qualidades essenciais para a posição que ocupa no terreno, mas nunca as havia colocado em prática com tal evidência como durante 2015/16. Os 15 Milhões que o West Ham investiu no seu passe revelaram-se insignificantes (poderia ter saído em janeiro pelo triplo desse valor) pois o gaulês, com cavalgadas desconcertantes e golos essenciais (atingiu a marca dos 12 golos, tendo ainda assistido por outras 12 ocasiões) contribuiu decididamente para a excelente campanha dos “Hammers” (7ª posição na Premier League e queda nas “meias” da Taça). A justa recompensa foi a sua chamada para o Euro onde, caso replique o que conseguiu em Upton Park, tem todas as condições para ser um dos destaques do certame.

Mohamed Salah (Roma): Caso estranho, o do egípcio. Quando foi contratado pelo Chelsea, em 2013/14, acreditava-se que o ex-Basileia fosse capaz de fazer a diferença, contando com o benefício de um campeonato aberto, rápido, que privilegia as habilidades físicas e individuais. Porém, Salah fracassou em “terras de Sua Majestade”, mas em Itália, nação onde a tática é hipervalorizada (algo que poderia dificultar a sua afirmação), conseguiu destacar-se a alto nível. Depois da reta final diabólica na época passada ao serviço da Fiorentina, o camisa 11 foi resgatado pela AS Roma, que desembolsou 20 Milhões (entre custos de empréstimo e transferência efetiva) para contar com os seus serviços. Na capital italiana, o egípcio manteve a toada do ano transato, apresentando-se em grande forma, quer numa má fase dos “giallorossi” (com Rudi Garcia), quer numa fase em crescendo da turma agora orientada por Luciano Spaletti. Os 15 golos marcados (14 dos quais na Serie A) atestam bem a importância de Salah para o clube de Totti, deixando “água na boca” para a próxima temporada.

Julian Weigl (Dortmund): Após um ano em que nada correu de feição ao Borussia Dortmund, 2015/16 marcou o reencontro do clube com os bons resultados (2º lugar na Bundesliga e derrota na final da Taça frente ao colosso Bayern; potencialmente jogo do ano ante o Liverpool, em Anfield Road). Para isso, muito contribuiu a presença e a segurança do até há muito recentemente desconhecido Julian Weigl. Contratado ao 1860 München no mercado de verão por apenas 2,5 Milhões, o médio defensivo impôs-se rapidamente na organização de Thomas Tuchel, exibindo uma frieza que não é habitual num jovem que alinhava, há 1 ano, na segunda divisão germâmica. Após uma temporada de sonho (51 jogos disputados), coroada com a forte possbilidade de alinhar pela “mannschaft” no Euro (está na lista de 27 nomes finais), será difícil ao Borussia segurar a sua nova coqueluche.

Visão do do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

Tem condições para se impor no Dragão? Ficou a ideia que a sua posição ficou algo fragilizada depois da final da Taça, apesar de não ter sido responsável por isso.

Pinto da Costa disse que ia regressar, mas o futuro de Josué pode passar pelo leste Europeu. Dínamo Kiev e Spartak Moscov tem o médio, que na última metade de 2015-16 representou o Sp. Braga, na lista de reforços, e tendo em conta que o internacional português só tem mais um ano de contrato com os dragões a sua saída pode ser benéfica para as duas partes. Em Braga o médio apontou 5 golos em 22 jogos, um deles na final da Taça de Portugal.

Selecção Nacional volta a conquistar um lugar no pódio (repete o 3.º lugar de 2014), resultado que acaba por reflectir uma participação positiva tendo em conta a pouca qualidade dos convocados - A Inglaterra confirmou o estatuto de melhor equipa e venceu o Torneio de Toulon, pela 1.ª vez nos últimos 22 anos, ao derrotar na final a França, por 2-1. Já Portugal bateu a República Checa no desempate por grandes penalidades e conquistou o terceiro lugar. No tempo regulamentar as equipas não foram além de um empate a uma bola, sendo os golos apontados por Pulkrab aos 33' e, mais tarde, João Pedro. Edgar Borges alinhou com Portugal: Joel Pereira, Wilson, Dias, R. Silva, Henrique, Rodrigues (Costa, 64'), Ribeiro - Cap. (André Horta, 58), Gamboa, Romário Baldé (Macedo, 57'), Gomes (Silva, 69') e João Pedro. A nível individual, destaque para os prémios de melhor jogador para Loftus-Cheek e melhor guarda-redes para Joel Pereira, guarda-redes Português que actua no Manchester United.

Depois do sucesso das Ligas de Fantasy lançadas pelo Visão de Mercado, está na altura de mais um torneio aberto a todos os nossos visitantes. Com o Euro'2016 quase a começar, a UEFA também criou um Fantasy em tudo semelhante ao das provas de clubes (este até parece estar mais funcional). Para se inscreverem na nossa Liga terão que fazer o registo no site da UEFA e depois criarem a vossa equipa (aqui). Após terem montado o plantel, clicam no separador "Leagues", e introduzem o código no 64264PZB no "Join a League".

Portugal 3-0 Noruega (Quaresma 13', Guerreiro 65' e Éder 71')

A selecção nacional mais uma vez não encantou, algo que já é habitual com Fernando Santos, mas conseguiu somar um triunfo frente à Noruega, no estádio do Dragão, naquele que foi o primeiro jogo de preparação para o Euro'2016. Quaresma, que rubricou uma excelente exibição (esteve um nível acima de todos), abriu um activo com um golaço, tendo Guerreiro, num livre de belo efeito, confirmado a vitória numa fase em que os Nórdicos já tinham criado oportunidades mais do que suficientes para pelo menos empatar. Éder, que terminou o jogo a capitão, devido à saída de R. Carvalho e Quaresma, também fez o gosto ao pé. Resultado mais expressivo do que merecido, com Portugal a revelar algumas dificuldades no momento com bola e a nível ofensivo, tendo sido essencialmente eficaz, perante um conjunto Nórdico que até ao 2-0 tinha mais remates e somado as melhores oportunidades (Anthony Lopes e a barra evitaram o empate). Fernando Santos alinhou com Lopes; Cédric, José Fonte, Ricardo Carvalho e Raphael Guerreiro; João Mário, William Carvalho, João Moutinho e André Gomes; Éder e Quaresma; mas a equipa, principalmente o meio campo só melhorou com a saída de Moutinho e a entrada de Adrien. Rafa, Renato Sanches, Eliseu, Vieirinha e Danilo (que entrou para defesa central) também foram utilizados.

No que diz respeito ao encontro, Portugal entrou a mandar, jogando sobre o meio-campo adversário, enquanto que a Noruega tentava ao máximo baixar o ritmo de jogo. Logo na primeira oportunidade a seleção nacional chegou ao golo, num momento mágico de Quaresma, que veio da esquerda para dentro (um movimento clássico) e rematou em arco ao 2º poste. Logo de seguida, quase que surgia o 2-0, com Cédric a cruzar e Éder a desviar ligeiramente ao lado. Na resposta, a formação nórdica esteve perto do empate, com King a aproveitar uma saída algo precipitada de Anthony Lopes, mas o seu chapéu saiu por cima. A partir daí, a Noruega passou a repartir a posse de bola, conseguindo adormecer a equipa portuguesa, e esteve novamente perto do empate, com King (mais uma vez ele) a ganhar no corpo-a-corpo com José Fonte, mas a não conseguir bater Anthony Lopes, que defendeu bem com os pés. Já perto do intervalo, Quaresma (o melhor da 1ª parte) dispôs de um livre em boa posição, mas o seu remate saiu por cima e como tal o descanso chegou com 1-0 no marcador. A segunda parte começou sem alterações, mas com uma disposição diferente, com João Mário e André Gomes a trocarem de flancos. Foi a Noruega que entrou melhor, conquistando vários cantos, com Fernando Santos a reagir com a primeira substituição (entrou Adrien para o lugar de João Moutinho), tentando dar mais intensidade ao meio-campo português. No entanto, foi a turma norueguesa a estar perto de marcar novamente, com Berisha a cabecear à barra. O seleccionador nacional, insatisfeito com o que via, voltou a mexer, trocando Ricardo Carvalho e Quaresma por Danilo e Rafa, numa altura em que o futebol da equipa das Quinas era lento e previsível, com a Noruega a estar por cima. Mas o Estádio do Dragão voltou a assistir a mais um grande momento, com Guerreiro a marcar um golaço na cobrança de um livre (a bola ainda bateu no poste), não dando quaisquer hipóteses ao guardião contrário. O 2-0 trouxe mais tranquilidade à equipa lusa, que estabilizou o seu jogo e conseguiu mesmo ampliar numa jogada pela direita, com João Mário a cruzar e Éder, livre de marcação, a desviar para o fundo da baliza. Fernando Santos trocou João Mário por Renato Sanches e pouco depois Éder esteve perto de bisar, mas o seu remate de pé esquerdo encontrou a oposição de Jarstein. Já depois das últimas substituições (Eliseu e Vieirinha por Guerreiro e André Gomes), Adrien testou o guarda-redes norueguês num livre, mas o resultado não se alterou.

Portugal - Numa noite em que o resultado foi melhor que a exibição, ficaram patentes algumas lacunas do colectivo português. Com alguns prováveis titulares ainda indisponíveis, Fernando Santos fez algumas experiências, mas manteve o 4-4-2, tal como fizera em Leiria, e se alguns elementos responderam a preceito, outros ficaram aquém do esperado. A defesa foi demasiado permissiva, com José Fonte a mostrar debilidades no um contra um que até agora, e o meio-campo raramente mostrou velocidade de processos. Com Quaresma demasiado encostado à esquerda perde-se presença na zona central, sendo ainda que Moutinho foi incapaz de aparecer em zonas adiantadas. Outro problema é a ausência de jogo aéreo, algo que até pode ser remediado com a presença de Ronaldo, mas mais uma vez os (poucos) bons cruzamentos enviados para a área foram sempre cortados pela defesa. Pela positiva, a capacidade individual para fazer golos; foi assim com Quaresma (jogada individual) e Guerreiro (livre directo). Individualmente, Anthony Lopes encheu a baliza, numa partida em que foi mais testado do que se esperaria; os laterais integraram-se bem no plano ofensivo, com Cedric a combinar bem com João Mario, mas tiveram dificuldades em parar os ataques contrários. De Raphael, fica a excelente execução no livre que originou o segundo golo. A dupla de centrais esteve abaixo das expectativas, com Fonte a acumular erros perante King, e Ricardo Carvalho a ser batido em algumas ocasiões. O meio-campo teve um William agressivo nos cortes e a fechar espaços, mas pouco Moutinho, que se limitou a fazer passes para trás e para o lado, sendo que com a sua saída coincidiu com a melhoria da equipa. Quem ganhou pontos foi o seu substituto, Adrien, que esticou o jogo nacional e aumentou o raio de acção da linha média nacional. João Mário foi o elemento mais esclarecido do quarteto, com uma série de acções demonstrativas da sua técnica e visão de jogo (uma delas a oferecer o golo ao Capitão Éder), enquanto que André Gomes viu-se menos. Na frente, Quaresma foi ele mesmo, com um grande golo e uma série de acções individuais, já Éder também esteve no registo habitual, com muitos lances perdidos, mas desta vez não desperdiçou a prenda de João Mário, e duplicou a sua conta pessoal ao serviço da selecção. Danilo entrou bem, numa posição de recurso (Pepe e Alves estão de fora), Sanches entrou bem na partida, embora não tenha conseguido dar amplitude de jogo, dada a tendência para jogar dentro, Rafa, Vieirinha e Eliseu terão de se mostrar nos dois jogos que faltam.

Noruega - Uma selecção desfalcada, que veio em ritmo de treino, mas ainda assim criou bastantes problemas. Depois de alguns minutos em contenção defensiva, e em que mostraram dificuldades em fechar os flancos, os escandinavos tiveram bastante bola, pressionaram o último reduto luso, e tiveram oportunidades suficientes para fazer o golo do empate (valeram a trave e Lopes). O avançado King, rápido e forte no choque, complicou a vida a Fonte e Carvalho, e os noruegueses apenas se renderam após o segundo golo, que até veio contra a corrente do jogo.

Ainda vai a tempo de se afirmar? As últimas experiências não correram bem e em Portugal parece ter pouco crédito.

Ricardo Sá Pinto é o novo treinador do Al-Fateh, da Arábia Saudita. O treinador português estava sem clube desde que deixou o comando técnico do Belenenses, em dezembro. O Al-Fateh é assim o 6.º clube que orienta na carreira depois do Sporting, o Estrela Vermelha (Sérvia), o OFI (Grécia), Atromitos (Grécia) e Belenenses.

Foi a primeira vez na história, uma equipa feminina portuguesa sagrou-se campeã europeia em pista - A equipa feminina de atletismo do Sporting venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus, que decorreu este fim-de-semana em Mersin. A equipa leonina terminou com 133 pontos, mais onze que as campeãs espanholas, sendo que a Turquia fechou o pódio. É a primeira vez que o título máximo por equipas vem para Portugal na vertente feminina, isto depois da equipa masculina do Sporting ter vencido a competição em 2000. As leoas trouxeram para o segundo dia uma vantagem de 17 pontos para as segundas classificadas, depois de uma primeira jornada em que venceram sete das onze provas disputadas. A jornada não começou de forma favorável, com classificações menos positivas, mas esperadas, no lançamento do martelo, salto em altura e lançamento do peso, mas o Sporting conseguiu manter a liderança, e fechou em grande, com uma vitória inequívoca de Jéssica Augusto nos 5000 metros (que assegurou o título) e um triunfo da estafeta de 4x400.

Depois de Mica Pinto os leões deixam sair mais um jogador que esteve 4 anos em Alvalade mas que não chegou a representar a equipa principal. Aliás por norma os jogadores que se arrastam nas equipas secundárias raramente conseguem ter espaço no plantel AA, e o clube leonino tem tido vários elementos neste contexto.

Seejou King, lateral/extremo esquerdo dinamarquês, de 24 anos, anunciou através das redes sociais o fim da ligação ao Sporting. O defesa, que está em final de contrato, estava parado desde novembro, altura em que devido a uma grade lesão ficou impedido de competir. "E é o fim de mais uma época. Nunca pensei que o meu último jogo pelo Sporting acabasse da forma que aconteceu, comigo a ser carregado para fora do campo por uma ambulância com uma fratura exposta mas é a beleza do futebol. Umas vezes ganhas e outras perdes", frisou no Instagram, reforçando que foram os "seis meses mais difíceis da vida, com uma perna partida e o contrato prestes a acabar".

A Red Bull cometeu um erro ao nível de uma equipa amadora e hipotecou a vitória que parecia certa de Ricciardo - Lewis Hamilton, que não vencia há 6 meses, conseguiu o 1.º triunfo da época ao arrebatar o GP do Mónaco, sexta prova do Mundial de F1. A corrida começou com chuva mas a pista foi secando o que permitiu aos pilotos trocarem para pneus 'slick', e foi aó que se deu o momento da prova, com Ricciardo, que liderava a ir às boxes sem a equipas estar preparada para lhe mudar os pneus. Com o tempo perdido o australiano regressou já atrás de Hamilton e o campeão do Mundo nunca mais perdeu a liderança. Sérgio Pérez da Force India completou o pódio, enquanto que Rosberg foi apenas 7.º Com esta vitória, a 2.ª de Hamilton no Mónaco, o britânico está agora a 24 pontos de Rosberg no Mundial de F1.

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Vivemos num cantinho da Europa, como latinos, vivendo o futebol intensamente e um campeonato onde se discute cada lance ao detalhe, como se isso determinasse cada vitória. Num campeonato dominado por três grandes, com vários clubes de média dimensão, uns maior que outros, uns em crescimento outros em queda, surge entre eles o "pequeno" Moreirense Futebol Clube. Dizer que o Moreirense é da vila de Moreira de Cónegos é um esforço geográfico, que só falando em cidades ou regiões próximas se chega por aproximação, como o concelho a que pertence, Guimarães. Uma vila com cerca de 5000 habitantes, e um Clube com cerca de 1700 sócios, vive e sobrevive entre os grandes, entre o poder, o histórico e os orçamentos. Chegaram a pulso ao topo e gostam de viver no meio da confusão, não são capa de jornais, têm direito a um pequeno retângulo (notícia) de 5X10 no meio dos tradicionais jornais, e são alvo de algum interesse quando o encontro envolve outros emblemas.

Falar concretamente do Moreirense é falar de um clube cumpridor, um clube pequeno na sua dimensão mas organizado, onde a gestão é o segredo do sucesso, fruto da competência que gere os destinos do clube na pessoa do seu presidente, Vitor Magalhães. Ele sonhou e idealizou estar no patamar máximo do futebol Português, ele ousou pensar mais alto e colocar um clube "pequenino mas valente" a lutar com os grandes e por isso fará parte integrante da história do clube fundado no ano de 1938. A solidificação na primeira liga é o objetivo principal e, para isso, cada passo tem que ser medido, cada contratação analisada criteriosamente e cada investimento calculado. O clube conta com 6 presenças na 1º Liga, sendo que irá para a 7ª Presença (3ª Época Consecutiva) e desta forma pretende criar bases solidificadas para épocas que possam ser cada vez mais de afirmação.

Plantel
O clube tem o projeto definido, onde cada equipa técnica possui valores humanos capazes de lutar e cumprir os objetivos. Entre jogadores com contrato e empréstimos há um misto de qualidade capaz de corresponder às expectativas. Nesta última época, nomes como Iuri Medeiros e Rafael Martins encabeçam uma lista onde a qualidade tem estado presente juntamente com Fábio Espinho, João Palhinha, Battaglia, Vitor Gomes, Filipe Gonçalves...

Época
Esta temporada foi um pouco atípica. Somou mais pontos fora do que em casa, os jogadores assumiam mais pressão a jogar perante os seu adeptos do que nas deslocações fora, onde apresentavam mais confiança. O estilo de jogo também propiciava esse aspeto, visto que em casa com equipas do seu campeonato o Moreirense tinha algumas dificuldades em assumir o jogo, enquanto fora de portas o seu esquema de contra ataque soltava os jogadores e favorecia, assim, a sua atuação. Sendo uma equipa mais pequena comparativamente a outras, nunca adota um estilo de jogo ultra defensivo e nunca se descaracteriza muito, mesmo contra clubes de mais valia, além da segurança defensiva nunca descura uma hipótese de contra ataque.

Fim de Ciclo
Finda a época e cumpridos os objetivos, terminou o ciclo do Professor Miguel Leal à frente dos destinos do clube. Clube e Treinador entenderam que era altura de fechar um ciclo para ambas as partes. O treinador possui outras ambições fruto dos trabalhos sustentados que tem conseguido ao longo dos últimos anos, e o clube pretende começar um novo ciclo com outro técnico, com outras ideias e com outro futebol que, este ano, fruto do elenco à disposição ficou um pouco aquém das expectativas.

Treinador
O homem que se segue é o treinador Pedro Filipe conhecido no futebol como Pepa. Natural de Torres Novas e com 35 anos de idade, foi a escolha da direção do clube para mais um ciclo sendo que esperam que este jovem treinador traga ideias novas e, de acordo com o plano do clube, seja capaz de alcançar os objetivos sem descurar um futebol com qualidade para os seus adeptos e para os amantes do desporto em geral, lutando pela melhor classificação possível (Melhor Classificação Obtida 9º Lugar - Época 2003/2004).

Estádio
Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, ou como carinhosamente referem os seus adeptos o "Comendador". Ir ao Comendador num típico domingo à tarde já faz parte da tradição de muitas famílias e adeptos. O "bichinho" do futebol vai crescendo sustentadamente e gerações mais novas já assumem o Moreirense como seu clube, sem as influências dos tradicionais grandes. Com uma casa com capacidade para 6153 lugares, acabou a época com uma média de 2170 espectadores por jogo, o que representa 35,27% (% média ocupação) da sua lotação.

Camadas Jovens / Infraestruturas
O Moreirense além do futebol profissional, plantel principal, possui ainda nos seus quadros cerca de 300 atletas distribuídos pelos diversos escalões e campeonatos (distritais e nacionais) que treinam diariamente nas infraestruturas do clube (campos de treino) bem como em campos de clubes vizinhos com o qual o clube tem parcerias.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): José Dias

Imagem: kassiesa
Concluída a final da Liga dos Campeões, com vitória do Real Madrid, ficou definido a constituição do pote dos cabeças de série da próxima edição da prova milionária. Assim sendo, o Benfica junta-se ao Real, Barcelona, Bayern, Juventus, Leicester, PSG e CSKA. Também em relação aos outros potes já dá para ter uma ideia de qual vai ser o figurino, sendo certo que tudo vai depender dos resultados no playoff de acesso à fase de grupos. Mas, Atlético Madrid, Dortmund, Arsenal, Nápoles, Sevilha e Leverkusen estão certos no Pote 2, sendo que podem ter a companhia do FC Porto e Man City. Já no 3, devemos ter o Basileia, Shakhtar, Tottenham, Olympiacos, D. Kiev, Lyon, Villarreal e Ajax; Enquanto que no 4.º o Sporting, a menos que duas equipas das mais cotadas no Ranking sejam eliminadas no playoff, tem a companhia do PSV, Plzen, Brugge, Salzburg, Celtic, APOEL e Besiktas.

Vincenzo Nibali arrecadou a Volta a Itália'2016, superando Chaves e Valverde. O Tubarão, que venceu o Giro pela 2.ª vez na carreira, conseguiu juntar a 4.ª Grande Volta ao currículo, depois de uma edição em que arrebatou a rosa nos últimos dias de montanha, fase em que parecia já nem estar na luta pelo título, dado o seu 4.º lugar a quase 5 minutos do líder. Mas mais que a vitória do italiano da Astana, que com sorte, factor equipa ou mérito, acabou por confirmar o favoritismo, na memória fica mais uma corrida frenética e muito bem disputada, com 8 diferentes líderes ao longo das três semanas, e dúvidas até aos kms finais da penúltima etapa sobre qual seria o vencedor à geral. Destaques:
Etixx - A equipa belga fez um Giro fantástico, vencendo 4 etapas (por Kittel, Brambilla e Trentin), vestindo por 6 dias a camisola rosa através dos mesmos Kittel, Brambilla e ainda Bob Jungels, e confirmando este último como um talento para provas de 3 semanas ao terminar num 6º lugar e lavando para o luxemburgo a camisola branda da juventude. Para um futuro próximo, excelentes indicações de Kittel que não parece ter oposição em chegadas em pelotão compacto.
Lotto - Soudal - 3 etapas para Greipel e 1 para Tim Wellens, a outra equipa belga teve um excelente desempenho na metade da corrida em que era, à partida, competitiva.
Lampre - Merida - Mais uma vez a única equipa italiana de nível World Tour fez uma excelente corrida na medida em que não parte com um conjunto ao nível dos melhores. Deram um grande espetáculo na etapa 4, com um grande trabalho de equipa coroado por Ulissi, e o líder da equipa esteve muito ativo e voltou a estar no lugar certo à hora certa para vencer a 11ª etapa.
Esteban Chaves - Muito regular o jovem colombiano, a confirmar-se como uma figura para corridas de três semanas com o alcançado 2º lugar. A Orica teve bem em reforçar-se com homens como Plaza ou Txurruka para auxiliar Chaves depois da última Vuelta, e o jovem corredor provou que merece ser líder e ter uma equipa construída à sua volta. A colombia continua a sua conquista do ciclismo internacional e mete 3 homens no top 10 deste Giro.
Stefan Kruijswijk - Simplesmente o homem mais forte ao longo deste Giro, sem dúvida uma figura para os próximos anos, que não teve da sua equipa o cuidado que a Orica mostrou com Chaves. A Lotto Jumbo não tem desculpa depois do último Giro e conhecendo os seus corredores como ninguém, para não ter apostado mais na equipa de suporte ao holandês. De facto, a equipa que apresentou aqui era fraquíssima na montanha. Na etapa que acabou por ser decisiva, falou-se que deveria ter lançado um homem para a fuga mas provavelmente só Battaglin teria pernas para conseguir entrar e aí Kruijswijk perderia todo o apoio na ascensão à Cima Coppi. O holandês teve azar com a sua queda, mas agora resta exigir mais da sua equipa para a Vuelta.
André Cardoso - A melhor classificação do trepador português numa prova de 3 semanas, acabando na 14ª posição enquanto foi trabalhando para os seus colegas. Quem o visse a carregar bidons nas primeiras etapas provavelmente não adivinharia ali um futuro top 15.
Vincenzo Nibali - Como qualquer outro tubarão, Lo Squalo di Messina mal sentiu a fraqueza dos seus adversários não perdoou. Foi o responsável por tirar Kriuijswijk da sua zona de conforto na descida do Agnello atacando logo à passagem do cume, uma zona muito sensível onde a quebra de concentração é normal e já levou a quedas muito feias no passado tal como a de Voigt no Tour 2009. Irrepreensível na determinação em vencer, o siciliano é um vero campeone e um adversário temível. No entanto, dos 4 GT's que venceu 3 ficam associados a quedas de adversários. No Tour com Contador e Froome, na sua primeira Vuelta com a terrível queda de Antón da qual o basco nunca recuperou, e agora com o azar de Kruijswijk.
Ainda, Valverde (pódio na grande Volta que lhe faltava) e Dumoulin (preparar-se para os JO) atingiram os objetivos que anunciaram à partida embora era legítimo esperar mais de ambos, Majka e Úran estiveram muito discretos, dado que eram os corredores com mais estatuto à partida depois de Nibali, Valverde e Landa. Hesjedal e Pozzovivo também muito abaixo das expectativas. Landa abandonou no dia seguinte a um dos dias de descanso e foi agora o terceiro líder da Sky depois de Wiggins e de Porte a passar completamente ao lado da corrida. Se em anos passados, Úran e König salvaram os britânicos, em 2016 a honra coube a Mikel Nieve que conseguiu juntar uma etapa à classificação da montanha. Nizzolo venceu pelo segundo ano consecutivo a classificação por pontos, mas mais uma vez não conseguiu arrecadar etapas em grandes voltas (até venceu a última mas foi desclassificado devido a ter feito um sprint irregular e o júri atribuiu a vitória a Nikias Arndt, da Giant).

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

Em clima de guerra civil, o povo ucraniano tem no futebol uma forma de alienação da dureza da vida real. O pior é quando a guerra entra pelas portas da selecção. Os jogadores do Dynamo e do Shakhtar resolveram andar ao pontapé na última partida entre os dois clubes e a situação ficou muito difícil para o seleccionador Mykhaylo Fomenko. Algumas das principais referências da equipa, como Yarmolenko ou Stepanenko, disseram que nunca mais seriam capazes de trocar uma palavra e não foram os únicos. Com este cenário, fica difícil acreditar numa grande prestação da Ucrânia neste Europeu. A bomba no balneário pode explodir a qualquer instante, a menos que os jogadores tenham esquecido aquilo que disseram há bem pouco tempo. Apesar de ter sido uma das últimas apuradas, após um playoff com a Eslovénia, os ucranianos estão longe de ser uma das nações mais fracas em prova e têm boas possibilidades de chegar à fase a eliminar, feito que nunca alcançaram. Inseridos num grupo com Alemanha, Polónia e Irlanda do Norte, os homens do leste da Europa são claramente superiores aos britânicos e tem condições suficientes para discutir o segundo lugar com os polacos. Além disso, é bem provável que o terceiro classificado também siga em frente, pelo que seria uma surpresa não ter a Ucrânia nos oitavos-de-final. Com poucos jogadores a actuar no estrangeiro (a convocatória foi afectada pela inexistência de relações com a Rússia, que motivou a ausência de jogadores como Seleznyov ou Zinchenko) e uma base composta por jogadores do Dynamo e do Shakhtar, como habitualmente, os ucranianos têm um colectivo homogéneo e esperam contar com a inspiração de Yarmolenko e Konoplyanka. 

A estrela - Andriy Yarmolenko: Apesar de repartir o protagonismo com Konoplyanka, Yarmolenko é porventura a principal referência da selecção. O outrora apontado como sucessor de Andriy Shevchenko, agora na equipa técnica, é um jogador com um talento incrível e tem-no demonstrado tanto ao serviço do Dynamo como da selecção. Actuando da direita para o meio, é muito difícil de travar e faz estragos com o seu pé esquerdo, seja através do passe ou do remate (e que qualidade tem na finalização). Se não se deixar afectar pelas polémicas extra-futebol, terá neste Europeu mais uma oportunidade de deixar meia Europa atrás de si. 

11 tipo: Pyatov; Shevchuk, Rakitskiy, Khacheridi, Fedeckyj; Stepanenko, Rybalka, Yarmolenko, Garmash, Konoplyanka; Zozulya

Jogadores chave: Yaroslav Rakitskiy (central, Shakhtar, 26 anos) - É o patrão da defesa. Um jogador com um estilo de jogo muito físico e agressivo, que se impõe facilmente nos duelos. Tem uma agilidade razoável e boa capacidade de antecipação. Pode fazer a diferença nas bolas paradas ofensivas; Denis Garmash (médio, Dynamo, 26 anos) - Se Yarmolenko e Konoplyanka são os desequilibradores, Garmash é o maestro. É claramente um dos jogadores acima da média nesta equipa, destacando-se pela visão de jogo e excelente qualidade técnica; Yevhen Konoplyanka (extremo, Sevilha, 26 anos) - Do lado esquerdo, será um perigo constante para qualquer adversário. A criatividade e capacidade de decisão do homem do Sevilha é uma das principais armas da selecção ucraniana. Sempre à procura do corredor central, é muito forte no transporte e tem grande facilidade de remate. 

Jovem a seguir: Viktor Kovalenko (médio, Shakhtar, 20 anos) - Na ausência de Oleksandr Zinchenko, é claramente o jovem com maior potencial da equipa. Depois de dar nas vistas pelas selecções jovens da Ucrânia, o médio do Shakhtar estreia-se numa grande competição e, apesar de dificilmente vir a ter um papel central, pode ir ganhando o seu espaço. No emblema de Donetsk conseguiu afirmar-se de forma natural, dado o seu enorme talento. Com inteligência, técnica e polivalência (pode jogar a 10, como 8 ou até sobre um dos flancos), Kovalenko tem também muita facilidade de aparecer em zonas de finalização e uma qualidade superior na marcação de livres.

Prognóstico VM: Oitavos-de-final

Convocatória - Guarda-redes: Boyko (Besiktas), Pyatov (Shakhtar Donetsk) e Shevchenko (Zorya Luhansk); Defesas: Fedetskiy (Dnipro), Kamenyuka (Zorya Luhansk), Kucher (Shakhtar Donetsk), Khacheridi (Dynamo Kiev), Rakitskiy (Shakhtar Donetsk) e Shevchuk (Shakhtar Donetsk); Médios: Garmash (Dynamo Kiev), Gusev (Dynamo Kiev), Karavayev (Zorya Luhansk), Kovalenko (Shakhtar Donetsk), Konoplyanka (Sevilha), Malyshev (Shakhtar Donetsk), Petriak (Zorya Luhansk), Rotan (Dnipro), Rybalka (Dynamo Kiev), Sydorchuk (Dynamo Kiev), Stepanenko (Shakhtar Donetsk), Tymoshchuk (Kairat Almaty) e Shakhov (Dnipro); Avançados: Budkivskiy (Zorya Luhansk), Kravets (Estugarda), Yarmolenko (Dynamo Kiev) e Zozulya (Dnipro).

Para ser o n.º 1? Kasper Schmeichel realizou uma excelente temporada, mas o alemão tem igualmente muita qualidade.

Ron-Robert Zieler deve ser o 1.º reforço do Leicester para 2016-17, o anúncio foi feito pelo próprio Hannover. O clube alemão, que desceu esta época à II Bundesliga, comunicou hoje que o guarda-redes exerceu a cláusula de despromoção que estava no seu contrato, fixada nos 3,5 ME, para se juntar ao Leicester. Zieler, internacional alemão de 27 anos, que até foi formado no Man Utd, irá agora cumprir os habituais exames médicos para se vincular ao campeão da Premier League. Recordamos que o guardião, que também estava a ser associado ao Everton e Manchester City, apesar da forte concorrência, integrou a selecção da Alemanha no Euro'2012 e Mundial'2014. Ahmed Musa, do CSKA, deve ser o reforço que se segue.

Imagem L'Equipe
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Terminou mais uma edição da Liga dos Campeões e agora é a fase de eleger os melhores. Para o jornal L'Equipe, com base nas pontuações que foi dando ao longo da prova, Buffon, Lahm, Godin, Thiago Silva, Marcelo, Pogba, Thiago Alcantara, Draxler, Griezmann, Suárez e o inevitável Cristiano Ronaldo, integram o melhor 11 da competição em 2015-16.

Conjunto de KD e Westbrook teve o pássaro na mão (venciam por 8 a 5 minutos do fim) mas vão precisar de vencer em Oakland para chegar ao Anel; Klay Thompson, que bateu o recorde de triplos nos playoffs com 11, fez a diferença - Os Golden State Warriors foram a Oklahoma vencer por 108-101 no jogo 6 da final do Oeste, adiando tudo para a "negra". Os Thunder chegaram a liderar por 13 no segundo período e no final estiveram na frente até perto do fim, mas nas adversidades surgiu sempre Klay Thompson para manter os Warriors dentro do jogo. O base/extremo dos GSW marcou 41 pontos com 11 triplos convertidos em 18 tentados, sendo que Curry contribuiu com 29 pontos (6 triplos), 10 ressaltos e 9 assistências. Do lado dos Thunder, Durant marcou 29, Westbrook 28, mas estiveram miseráveis ao nível do lançamento exterior com um combinado de 1 em 13 para lá dos 7 metros e 25 centímetros. O base nos últimos 1'40" da partida fez mesmo 4 turnovers o que acabou por completo com a esperança de fechar a série em casa.

28 de maio de 2016

Sérgio Ramos, que marcou o golo do Real Madrid, foi eleito pela UEFA como o melhor jogador em campo na final da Liga dos Campeões. Noite histórica também para Ronaldo, que é o 1.º português a vencer a Champions por 3 vezes. Já Zidane, que está apenas há menos de 6 meses no comando técnico da equipa principal do Real, é o 1.º treinador francês a vencer a principal prova de clubes da Europa. Zizou conseguiu ainda a proeza de vencer a Champions em 3 vertentes pelos Blancos: jogador (2002), adjunto (2014) e treinador (2016).

Os portistas garantiram o título no primeiro ano do regresso ao escalão máximo, após três anos de projeto Dragon Force, com dois triunfos na Proliga - O FC Porto venceu o Benfica no quarto jogo da final de basquetebol, por 93-85, sagrando-se assim campeão nacional pela 12.ª vez e pondo termo à hegemonia encarnada. Os portistas, que regressaram este ano ao primeiro escalão após três anos de ausência, passaram para a frente no segundo período e chegaram ao intervalo a vencer por 45-39. A defesa do Benfica esteve mais empenhada, mas mais uma vez não mostrou capacidade para parar DeVries (o jogador mais decisivo desta final), que foi o motor ofensivo no primeiro tempo (quatro triplos), e terminou o encontro com 23pt. No terceiro período o Porto cavou uma diferença de 15 pontos, diferença essa que conseguiu gerir até ao final. Os ex-campeões foram usando as suas individualidades (pouco jogo colectivo e demasiada fé em Cook) nas acções ofensivas, e ainda se chegaram perto, mas um triplo (com falta) de Miguel Queiroz selou o destino da partida. Os momentos finais viram o Benfica recorrer às faltas, mas os portistas não vacilaram da linha de lance livre. O Benfica vinha de 4 campeonatos consecutivos, 6 nos últimos 7 anos, já o FC Porto volta aos títulos, depois da vitória em 2010-11.

Daily Mail
Real Madrid 1-1 Atlético (5-3 nas g.p.) (Sérgio Ramos 15'; Carrasco 79')

A "undécima" já está aí. Em nova final repleta de emoção entre as equipas de Madrid, o Real voltou a sair vitorioso, desta feita nas grandes penalidades depois do 1-1 nos 90 minutos e no prolongamento, arrecadando assim a 11.ª Champions (2.ª no espaço de apenas 3 anos). Os merengues entraram melhor no jogo, marcaram cedo por Ramos (que voltou a ser decisivo) mas depois o Atlético foi superior, chegando ao empate por Carrasco já depois de Griezmann ter desperdiçado uma grande penalidade. No prolongamento não houve golos e tudo se decidiu através da marcação dos castigos máximos, e aí o Real não desperdiçou, Juanfran mandou ao poste e Ronaldo marcou o decisivo. Dérbi que teve mais dimensão física que arte, a magia foi pouca, mas o Atlético, contrariando a ideia que tem passado, até foi a equipa que mais tentou dominar, fazer posse e jogar no meio campo contrário, no entanto individualmente, pelo menos no sector ofensivo, não foi uma boa noite para os principais craques, Griezmann falhou um penalti, Torres foi anulado, Ronaldo (que chegou à 3.ª Champions) desperdiçou nas poucas vezes que apareceu, e à excepção da boa entrada de Carrasco e de umas arrancadas de Bale, os destaques foram quase nulos. Melhor esteve o sector defensivo, com Ramos e Casemiro em grande nos merengues, e Oblak e Gabi a impressionarem nos colchoneros. Mas para a história fica a vitória do conjunto de Zidane e mais uma derrota de Simeone, que voltou a morrer na praia.

Quanto ao encontro, o Real entrou forte na partida, estando perto de marcar logo aos 6 minutos, quando Bale arranca uma falta e na cobrança do livre, Casemiro remata à figura de Oblak, já na pequena área. Não marcou aí, mas marcou à passagem do quarto de hora, com Kroos a bater um livre, Bale a desviar e Sergio Ramos, mais uma vez, a marcar numa final de Champions. Os Merengues pareciam estar bem na partida, com excelentes trocas de bola a meio campo, mas deixaram de controlar o encontro e com isto aproveitou o Atlético para espreitar a baliza de Navas. No entanto, só aos 42 minutos Griezmann levou perigo, surgindo entre-linhas para disparar rasteiro, de pé direito, a rasar o poste de Navas. O segundo tempo foi completamente diferente, muito mais rico em oportunidades de golo e numa fase inicial só deu Atlético. Logo a abrir Griezmann acertou na trave na cobrança de uma grande penalidade a castigar falta de Pepe sobre Torres e depois foi Savic a falhar à boca da baliza. Entretanto, nota para a lesão de Carvajal, que pode ter o Euro em risco, sendo que para o seu lugar entrou Danilo. O Atlético podia ter feito mesmo o empate pouco depois, mas Saúl, à meia-volta, atirou perto do poste. Seguiu-se um período menos fértil em chances de golo, mas aos 70 minutos, Benzema, depois de um brilhante passe de Modric, falhou na cara de Oblak. O Real fez entrar Isco e Lucas para os lugares de Kroos e Benzema e logo a seguir podia ter ampliado, mas Ronaldo (por duas vezes) e Bale não conseguiram encontrar o caminho do golo. Até que, no minuto seguinte, Carrasco aproveita um passe de Juanfran para disparar para o fundo das redes do Real Madrid. Estava feito o empate, de forma justa. Torres e Bale tiveram oportunidades para ainda resolverem dentro do tempo regulamentar, mas o encontro foi para prolongamento. Aí, com o Real completamente desgastado e o Atlético a procurar os penaltis, Ronaldo, após canto de Modric, teve a melhor oportunidade, mas cabeceou muito mal. Danilo ainda tirou uma bola de golo a Griezmann quando este surgia isolado e o francês, no fim do primeiro tempo do prolongamento, ainda tentou de forma acrobática, mas o último lance de perigo foi da autoria de Lucas Vázquez, no entanto, o canterano dos Blancos demorou muito a rematar. Seguiu-se a lotaria das grandes penalidades, com Oblak a mostrar-se imponente para parar qualquer remate (a abordagem não foi a melhor) e surgiu Cristiano Ronaldo para penalizar o desperdício de Juanfran, que atirou ao post,e para decidir o dérbi da final e oferecer a Undécima ao Real e o primeiro título como treinador a Zidane.

Destaques:

Real Madrid -  Nova Champions para os merengues (são já 11 na sua história, 5 no formato actual), e se em circunstâncias normais esta é uma conquista importantíssima, neste contexto do clube ainda mais, já que perder esta final significaria mais uma época de fracasso. A equipa colocou-se em vantagem muito cedo, mas não aproveitou o golo de Ramos para partir para uma grande exibição, antes pelo contrário. O conjunto de Zidane recuou muito, cedeu a iniciativa aos colchoneros mas não aproveitou isso para apanhar o adversário em contrapé, chegando o empate do Atlético com naturalidade (curiosamente chegou logo depois do Real ter tido a oportunidade de sentenciar). No prolongamento, as coisas foram ficando mais equilibradas e depois nos penaltis houve o mérito de não desperdiçar e trazer a taça para o Bernabéu. Individualmente, Carvajal lesionou-se e pode ter perdido o Europeu (Danilo entrou muito mal, sofrendo muito com Carrasco), enquanto que Ramos voltou a brilhar numa final com um golo e uma prestação defensiva impecável (já Pepe teve algumas falhas, nomeadamente a abordagem ao lance que provoca a grande penalidade desperdiçada por Griezmann). No meio-campo, foi tudo de Casemiro, que fez uma exibição espectacular, enchendo o campo com recuperações e coberturas e mesmo com bola estando a um nível bem melhor do que o normal. Na frente, Bale começou de forma espectacular, sempre levando perigo em cada ação, mas caiu muito com o passar dos minutos, ao passo que Ronaldo, apesar de ter marcado o penalti decisivo, fez um jogo muito pobre, alternando momentos em que pouco apareceu com outros em que somou más recepções e perdas de bola.

Atlético de Madrid - Mais uma final cruel para os rojiblancos. Depois de Lisboa, o conjunto de Simeone voltou a estar muito perto de sagrar-se campeão da Europa pela primeira vez, mas novamente "morreu na praia". Os colchoneros tiveram uma entrada em falso, mas depois reergueram-se, terminaram o primeiro tempo já por cima e depois na etapa complementar, com a entrada de Carrasco, tornaram-se definitivamente donos do desafio, dando mesmo a sensação que se a equipa tivesse forçado um pouco mais as grandes penalidades poderiam até ter sido evitadas. Individualmente, Oblak teve algumas intervenções importantes mas voltou a desiludir nas grandes penalidades (falta-lhe algo de instinto ou até "loucura" nesse momento"), enquanto que Juanfran, que ficará para a história como o homem que mandou aquele penalti ao poste, esteve bastante bem, fazendo mesmo a assistência para o golo (Filipe também fez uma boa exibição). No meio-campo, o "jovem" (pela forma como tem uma enorme disponibilidade para o jogo) Gabi esteve impressionante, tanto ao nível da pressão e ocupação de espaços como ainda no critério com bola e na liderança dentro do campo, ao passo que Carrasco revolucionou o jogo com um golo, muita velocidade, potência e capacidade no transporte. Na frente, Torres mal se viu e Griezmann ficará também na história do jogo por ter mando à barra uma grande penalidade que poderia ter feito com que tudo fosse distinto.

Qual o valor de mercado do mexicano? Esta época apontou 9 golos em 38 jogos.

Héctor Herrera, médio do FC Porto, está a ser apontado ao Nápoles. A imprensa italiana refere mesmo que  os portistas podem arrecadar 20 milhões de euros pela transferência do mexicano. De acordo, com a RAI os clubes inclusive já estão perto de uma base de entendimento, só faltando o acordo salarial entre Herrera e o Nápoles. 

Resultado que deixa tudo na mesma na luta pelo título. FC Porto mantém a liderança com um ponto de vantagem para o Sporting (desperdiçou o deslize do 1.º classificado ao não ir além do nulo frente ao Belenenses) e o campeão só será decidido na última jornada (Sporting recebe a Académica, Dragões o Belenenses) - No jogo de cartaz da penúltima jornada da fase final do campeonato de Júniores, o FC Porto não foi além de um empate a uma bola, frente ao Benfica, em partida disputada no Seixal, mas mesmo assim segurou a liderança. Os dragões nunca pareceram comprometidos com o jogo, dando mesmo a iniciativa ao Benfica e o resultado acaba por não ser surpreendente. Até ao intervalo a partida decorreu num ritmo lento e o único destaque foi para um remate de João Cardoso, ainda nos primeiros 20 minutos, ao qual Zlobin respondeu com segurança. No segundo tempo o ritmo foi diferente e o primeiro golo surgiu, com naturalidade, para os encarnados por intermédio de Tiago Dias que aproveitou uma sobra após um cruzamento do lado esquerdo. Não satisfeitos com o resultado (colocava a equipa de Folha numa situação difícil na luta pelo título) os visitantes aceleraram, mexeram na partida com a entrada de Ayoub e o tento do empate surgiu, aos 71', por Moreto Cassamá que finalizou, já dentro de área, com um belo remate. Destaques - Portistas voltaram a contar com os campeões da Europa sub-17 (Queirós foi o único titular, Costa e Dalot ficaram-se pelo banco) e tiveram a melhor unidade em Rui Pires. O médio, que renovou o contrato no dia de ontem, deu um espectáculo no capítulo do passe e na leitura de jogo, somando ainda uma disponibilidade para a recuperação anormal no seu jogo. A quantidade de bons passes, a facilidade com que resolve situações delicadas e a forma como se posiciona é decisiva no jogo dos dragões. Para além do médio, destaque para as exibições dos laterais Fernando e Mata que contrastaram com a apatia dos habituais desequilibradores Bruno Costa e Mesquita. Nos encarnados, e com um 11 bastante "alternativo", os retornados João Filipe e José Gomes não foram opção (irão disputar a fase final no seu escalão, uma vez que a equipa de sub-19 está afastada da luta pelo título) e o homem mais foi Tiago Dias. Depois de uma lesão que o impediu de competir durante alguns meses, tem voltado à equipa gradualmente e hoje teve uma das melhores exibições da temporada: muito criativo pelo flanco direito, com diagonais perigosas e a arriscar inclusive em movimentos para a linha de fundo, algo que não o caracteriza. Nota positiva também para Alfa Esteves que, dentro do seu estilo, conseguiu criar problemas à dupla de centrais portista. Nos outros jogos da tarde, o Vitória goleou na visita a Paços de Ferreira, por 3 bolas a zero, enquanto que o Rio Ave foi derrotada por 3-1 na deslocação a Coimbra, frente à Académica.

Daily Mail
Acabou o sonho do técnico português. Como era previsível (o Hull conta com uma equipa "de Premier League") os Owls foram claramente inferiores, tendo de agradecer ao guarda-redes Westwood terem estado tanto tempo "vivos" no encontro. Mas fica o registo de uma grande época para Carvalhal, levando uma equipa que na teoria ia lutar pela manutenção a lutar até ao último momento pela subida, sendo que esta temporada de estreia em Inglaterra aumenta imenso a sua cotação.

O Sheffield Wednesday, de Carlos Carvalhal (e de Lucas João, que entrou na parte final, e Marcos Matias, que não saiu do banco), perdeu frente ao Hull City, em Wembley, por 1-0 e falhou o acesso à Premier League. Num jogo em, que além da subida, estava em causa um prémio de cerca de 262 milhões de euros, fruto do acordo de direitos televisivos celebrado pela Premier League para o triénio 2016-2019, um golaço de Diamé permitiu aos Tigers regressar ao principal escalão do futebol inglês e arrecadar um valor astronómico. Quanto ao encontro, o Sheffield até entrou melhor, com Forestieri e Wallace a criarem algum perigo, mas a partir de meio do primeiro tempo só deu Hull, com elementos como Abel Hernández, Diame ou Snodgrass a disporem de grandes oportunidades, mas ou Westwood defendia (o guardião foi o homem do jogo) ou a bola batia no poste. Até que aos 72' Diamé disparou "do meio da rua", em arco, e fez um grande golo que coloca o Hull na Premier League e acaba com o sonho de Carlos Carvalhal.

Águias entraram no prolongamento com menos 3 jogadores mas o conjunto de Carlos Resende não aproveitou - O Benfica derrotou o ABC, por 34-32, no jogo 4, o que faz com que a final do play-off do Nacional de Andebol só seja decidida na negra. As águias entraram melhor, começaram logo com 4-0, mas o ABC levou o jogo para o intervalo empatado a 12. No 2.º tempo foram os minhotos a estarem melhor, a terem durante uma boa fase uma vantagem de golos mas o Benfica não só empatou como deu a volta já perto do fim chegando ao último minuto a vencer por 1 golo. No entanto, numa fase em que devido às desqualificações de Javier Borragan, Tiago Pereira e Ales Silva as águias ficaram com menos 3, Hugo Tavares da Rocha, na sequência de um livre de sete metros, empatou e levou o encontro para o prolongamento. Nessa fase o ABC fruto de ter mais 3 jogadores, na fase inicial, ainda conseguiu uma vantagem de 2 golos mas não potenciou a superioridade e o Benfica, com Hugo Lima em destaque, não perdoou e fez o 2-2 na série.

Tem tudo para ser um super reforço para o Inter. O médio argentino é um dos jogadores com mais classe do futebol europeu e o treinador nerazurri pode construir a equipa em torno dele. A 6, 8 ou 10, Banega é um daqueles que não sabe jogar mal e com a motivação certa pode ser uma das figuras do campeonato italiano. Numa altura em que o clube milanês precisa de referências e de grandes jogadores, esta contratação pode servir como um 2 em 1. 

Já se falava há alguns meses, mas agora foi confirmado. Javier Zanetti, dirigente do Inter, anunciou hoje a contratação de Ever Banega, médio que nas últimas duas épocas representou o Sevilha. "Contratamo-lo pela sua personalidade e qualidade. Tem um perfil que aumenta o nível da nossa equipa e estamos a tentar trazer o Inter de volta ao nível em que merece estar", adiantou. Sobre a estratégia de mercado, Zanetti foi claro. "Antes de fazer mais compras, temos de vender para podermos respeitar o fair-play financeiro", disse. Banega, que chega a Milão numa transferência sem custos, assinou até 2019 e vai auferir cerca de 3 milhões de euros por ano, sendo que recebeu um prémio de assinatura de 2,6 milhões de euros.

O "Tubarão" no espaço de apenas 2 dias passou de flop a herói; Astana (ter uma boa equipa no ciclismo é decisivo) voltou a dar uma lição; Chaves "morreu na praia"; Valverde consegue o pódio nas 3 grandes Voltas - Rein Taaramäe, salvou a prova da Katusha, ao vencer a 20.ª etapa do Giro mas o dia foi de Nibali que "roubou" a camisola rosa a Esteban Chaves. O italiano, que há 2 dias estava a quase 5 minutos da liderança, atacou na penúltima subida e aproveitou o facto de ter o companheiro de equipa Kangert na frente (a Astana pelo 2.º dia consecutivo fez a diferença ao colocar um ciclista na fuga), para se distanciar de Chaves e chegar à meta com tempo suficiente para arrecadar a 2.ª vitória na carreira na geral da Volta a Itália. Dia importante também para Valverde que saltou para o 3.º lugar na geral, juntando o pódio que lhe faltava no currículo. Já Chaves acusou o desgaste e não conseguiu aproveitar os 44 segundos de avanço que tinha. Também Kruijswijk teve um dia mau ao cair de 3.º para 4.º. Na geral, Nibali tem agora menos 52 segundos que Chaves. Já Valverde é 3.º a 1'17", Kruijswijk ficou em 4.º a 1'50.