19 de Abril de 2014

Quantidade e qualidade aliadas, problema?

Luiz Felipe Scolari afirmou há poucas semanas, e em tom de brincadeira, que não se importava de trocar a sua “mão-de-obra” com a de Paulo Bento. Interessante, é certo. Palavras de quem, de facto, tem sérias dores de cabeça para construir o seu onze base. Mas sejamos sérios, quem abdicaria desta relação qualidade/quantidade?

Na defesa, Miranda, que esta época tem sido um dos 4/5 melhores centrais na Europa, nem é considerado, e Felipe Luís continua a ser preterido em detrimento de Marcelo. Mas é no meio campo que estão as principais dúvidas de Scolari para o 11 que vai apresentar no Mundial 2014. Só para o duplo-pivot do miolo do terreno, Felipão tem a difícil missão de escolher entre quatro jogadores para duas posições. Luiz Gustavo e Paulinho têm sido os titulares, mas Ramires e Fernandinho apresentaram um nível superior em 2013-14. O médio do Wolfsburgo é, de entre os 4 elementos, o que mais se distingue dos outros por ser o único "trinco puro". Aliado a isso, é legítimo afirmar que o jogador de 26 anos apresenta bons recursos técnicos para a posição que ocupa e sabe e gosta de ter bola, principalmente na saída para o momento ofensivo. Contudo, é de todos, o que apresenta menos intensidade em campo. É usual ver o brasileiro muitas vezes retardar o jogo e temporizá-lo em demasia e isso pode servir um pouco de antítese ao estilo de jogo rápido da Canarinha. O que poderá levar a que Scolari aposte em Fernandinho, um médio defensivo mais de construção que este ano num duplo pivot esteve a grande nível na Premier League, Para box-to-box a luta é entre Paulinho e Ramires. O médio do Tottenham é o que tem levado o aval constante de Felipão, mas e apesar de nunca ter descurado na Seleção, no seu clube o cenário é outro. Depois da excelente campanha que realizou na última Taça das Confederações (algo que pode pesar na escolha) as expectativas eram enormes para ver o que ex-Corinthians poderia fazer no meio campo dos Spurs, e a verdade é que o jogador defraudou em todos os cenários. Pareceu sempre perdido em campo, não fez uso das suas características no decorrer dos jogos e até deu a ideia de não ser suficientemente creditado para fazer parte do 11 titular. Porém, pese embora as críticas constantes dos adeptos do Tottenham, Paulinho é um médio extremamente completo e pode, com confiança aderida e incutida, mostrar-se a bom nível neste Mundial, pois bate por larga margem Ramires e assume-se como o «volante» com mais técnica com bola. Mais importante ainda, tem nos seus pontos fortes características essenciais para o modelo de jogo de Scolari: o transporte de bola e a facilidade de chegar ao último terço do campo e criar perigo para a baliza adversária (o facto de ter uma carreira construída no Brasil também é algo que os brasileiros levam em conta). No entanto, Ramires, que tem sido um dos elementos mais importantes no Chelsea de Mourinho ao longo da temporada, goleou o seu "rival" esta época. Na mesma Liga foi manifestamente melhor, demonstrou mais qualidade, regularidade, e com a alma que empresta ao jogo foi mais decisivo.

Algumas dúvidas, mas na teoria não faz muito sentido se Scolari, apesar de ser um seleccionador de ideias fixas, ignorar a boa época de elementos como Miranda, Felipe Luís, Fernandinho e Ramires a favor de jogadores que pouco produziram em 2013-14. Mas, no final de contas, resumimo-nos há mesma questão que está no âmago do texto, porque ter opções de topo no banco não é para qualquer um. É caso para perguntar, quantidade com qualidade será um problema ou ainda há treinadores com sorte?

Visão dos Leitores (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Rafael, Luís Borges e Natan Fox

Benfica e Adidas renovam acordo até 2021

A Adidas paga 37,3 milhões de euros por Ano ao Real Madrid. E a próxima época deve proporcionar algumas novidades no que diz respeito aos equipamentos, FC Porto e Sporting vão mudar de patrocinador e a nível internacional algumas equipas vão conseguir valores recordes.

O Benfica e a marca de equipamentos desportivos Adidas renovaram o contrato de patrocínio até 2021, anunciaram, em comunicado, as duas entidades. O valor do novo contrato entre o Benfica e a marca alemã que patrocina os encarnados desde a época 97-98 não foi revelado. Fonte: Agência Lusa

18 de Abril de 2014

Atlético só precisa de mais 3 vitórias para ser campeão

La Liga - O Atlético soma e segue na liderança do campeonato espanhol. Os colchoneros bateram o Elche por 2-0, faltando agora apenas 3 triunfos para garantir o tão desejado título nacional. A equipa de Simeone soma agora, ainda que à condição, mais 6 pontos que o Real Madrid e 7 sobre o Barça, sendo que convém sublinhar que os rojiblancos vão ter duas deslocações seguidas, aos terrenos do Valencia e Levante (depois recebem o Málaga e terminam em Camp Nou). Quanto à partida, os colchoneros tiveram muitas dificuldades na 1.ª parte (Simeone surpreendeu ao lançar Adrián e Villa atrás de Diego Costa), e as melhores oportunidades acabaram por protagonizadas pelo Elche (Courtois negou 2 golos). No segundo tempo, entrou Raul García e tudo mudou. Mais posse de bola, mais atrevimento e, sobretudo mais caudal ofensivo (até então, raramente incomodaram Herrera). O sofrimento aumentou quando Villa falhou um penálti, mas de seguida Miranda inaugurou o marcador e colocou o Calderón ao rubro. Perto do final, Diego Costa conquistou um penálti e fez o 27.º golo na La Liga. Alguns destaques: O sistema inicial de Simeone não resultou (Adrián, Villa e Diego Costa muito próximos no centro do ataque, descompensava um pouco a equipa em termos defensivos); Tiago esteve novamente bem no meio-campo; Miranda foi decisivo com uma boa finalização, enquanto que Courtois evitou um desaire; Sapunaru esteve irrepreensível até cometer penálti; Botía também fez um bom jogo; Boakye entrou demasiado tarde na formação de Escribá

Breves - Rafa Nadal foi eliminado por David Ferrer nos quartos-de-final de Monte Carlo (pior prestação do nº1 Mundial na última década neste torneio); Van Basten vai treinar o AZ Alkmaar na próxima época; De acordo com o L`Equipe, Ibrahimovic e Thiago Silva estão em conflito no PSG e não se falam desde Janeiro. O motivo foi uma desavença entre Ibra e Lucas no intervalo do jogo com o Ajaccio, o avançado criticou as decisões de Lucas e Thiago defendeu o compatriota. 

O Barça estragou aquele que já foi o melhor médio da Premier League

Em tempos, Fàbregas foi um dos melhores médios da Premier League. Formado no Barça, o espanhol mudou-se para Inglaterra muito cedo e tornou-se numa das figuras do Arsenal. Depois de alguns anos em Londres, os catalães quiseram voltar a ter Cesc no seu plantel e gastaram 40 milhões de euros na sua contratação. Pelo valor investido, pensou-se que Fàbregas iria ter um papel central na equipa blaugrana, mas, após três épocas, pode dizer-se que o médio está a "estragar-se" em Camp Nou.

Actualmente, Fàbregas é um jogador desmotivado. Vive na sombra de outros craques e sofre com o facto de não ter uma posição fixa em campo (tanto joga a médio como a "falso 9" ou até descaído sobre um flanco). As 12 assistências que tem nesta época não disfarçam a pouca influência que tem na equipa. Fez demasiadas exibições medíocres e foi quase sempre o primeiro a ser substituído. Aos 26 anos, o médio precisa de um novo desafio. Tem muita qualidade e, apesar de não estar ao seu nível, ainda tem tempo de dar um novo rumo à sua carreira. O problema é que, como o Barcelona (em princípio) não vai poder fazer contratações para a próxima época, quererá manter Fàbregas no plantel. Veremos se o jogador espanhol consegue finalmente assumir-se como uma das figuras dos blaugrana ou se, pelo contrário, continuará em curva descendente até se tornar num médio como muitos outros. 

Adam Lallana, Luis Suarez, Daniel Sturridge, Eden Hazard, Yaya Toure e Steven Gerrard candidatos a jogador do Ano em Inglaterra

Quem merece vencer?

Eden Hazard (Chelsea), Yaya Touré (Manchester City), Adam Lallana (Southampton), e o trio do Liverpool Suarez, Gerrard e Sturridge são os 6 nomeados ao prémio de melhor jogador do Ano em Inglaterra. VM - Bom reconhecimento da excelente época de Lallana, mas só mais uma mordidela pode impedir que Suárez vença o prémio. Yaya era o principal rival do uruguaio, mas esta recta final do City deve ter hipotecado as hipóteses do médio da Costa do Marfim.

No que diz respeito ao prémio de melhor jovem, Aaron Ramsey (Arsenal), Raheem Sterling (Liverpool), Luke Shaw (Southampton) e Ross Barkley (Everton) juntam-se a Eden Hazard (Chelsea) e Daniel Sturridge (Liverpool) no lote de candidatos. VM - A Associação de futebolistas de Inglaterra comete o mesmo erro todos os anos. Não faz sentido que Sturridge, que completa 25 anos em Setembro, esteja nomeado para um prémio de melhor jovem (devia ser só para jogadores que nasceram em ou depois de 1992). No entanto, esta é uma luta com um vencedor mais imprevisível até porque Shaw parece ter muitos votos garantidos. Pela lógica Hazard se o Chelsea vencer a Liga devia ser o eleito, caso seja o Liverpool e já que está na lista o prémio devia ir para Sturridge.

Principal candidato a surpreender no Mundial

Bulgária e Roménia estiveram em destaque no Mundial de 1994, em 1998 foi a Croácia a ir mais longe do que os comentadores previam, Turquia e Coreia do Sul causaram surpresa em 2002, o Gana ficou às portas das meias-finais em 2010, e por norma há sempre uma selecção "pouco falada" que costuma surpreender nas fases finais.

Não figurando no restrito lote de favoritos à conquista do Mundial, a Bósnia-Herzegovina é parte assente no grupo de Seleções que poderão causar surpresas na prova. Aquela que tem sido uma das equipas com maior desenvolvimento neste milénio – há que aplaudir o trabalho da Federação Bósnia após um período conturbado pela guerra dos Balcãs – consegue finalmente um apuramento para uma fase final de uma competição Internacional, depois de dois playoffs consecutivos onde caíram aos pés de Portugal.

Sob o leme de Safet Susic, os Golden Lillies apresentam como principais trunfos Asmir Begovic (um dos melhores guardiões da Premier Ligue), o centrocampista Senad Lulic (na melhor forma da carreira), o médio criativo Miralem Pjanic e uma dupla de atacantes poderosa constituída por Edin Dzeko e Ibisevic (segundo e terceiro melhores marcadores da fase de qualificação europeia). Elementos com a experiência de Misimović e do capitão Spahić também poderão ser importantes, numa seleção que peca essencialmente pela falta de alternativas e pela lentidão dos centrais. Nos últimos tempos, a Seleção ganhou também um reforço de peso, o lateral do Schalke Kolasinac, que, tendo dupla nacionalidade, optou por defender as cores da Bósnia. A sua implementação no 11 vai permitir a Lulic subir para o meio campo (posição onde tem jogado pela Lazio) e aumentar as opções para um setor tão nevrálgico como é o meio campo.

Incluída no grupo F, a Bósnia será à partida a segunda melhor equipa do grupo (à frente de Irão e Nigéria e atrás da Argentina) e o facto de o seu grupo não conjugar com nenhuma Super Seleção (França ou Suíça deverão ser o oponente nos oitavos de final) poderá levar os bósnios a um Mundial acima das espectativas (se chegar aos quartos-de-final na primeira aparição numa competição internacional seria um feito).

Visão dos Leitores (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Fábio Teixeira, João Lains e Tiago Martins

West Ham quer Slimani, Micah Richards e Lee Cattermole; Massimiliano Allegri no Tottenham; Marcel Schmelzer na mira do Liverpool; Tim Howard fica no Everton até aos 39 anos

West Ham - Slimani, Micah Richards e Lee Cattermole estão na lista de reforços dos Hammers. Slimani já foi alvo de Sam Allardyce em Janeiro e os londrinos esperam convencer o Sporting com uma proposta de 5 milhões de euros, Richards dificilmente vai continuar no City (nunca foi uma aposta regular) e é pretendido por metade das equipas da PL, enquanto que Cattermole, caso se confirme a descida do Sunderland, com naturalidade vai mudar de clube. Qual é o valor de mercado de Slimani (fica a ideia que se marcar 2/3 golos no Mundial, apesar das dificuldades técnicas que apresenta, a sua cotação vai subir em flecha)?

É garantido que o Liverpool vai contratar um lateral esquerdo - Depois de Coentrão agora é  Marcel Schmelzer, que este ano tem jogado pouco no Dortmund, a ser apontado aos Reds. Cissokho não se impôs e apesar de Flanagan estar a cumprir, resolver a lacuna no lado esquerdo da defesa é uma das prioridades de Rodgers para a próxima época.

Capa do Corriere dello Sport - Massimiliano Allegri, que venceu a Série A em 2010-11 ao serviço do Milan, de acordo com a imprensa italiana, vai orientar o Tottenham na próxima época. Boa escolha?

Titular da baliza dos Toffees desde 2006 Tim Howard, guardião norte-americano de 35 anos, prolongou o seu contrato com o Everton até 2018. 

17 de Abril de 2014

Liverpool campeão, uma chapada no futebol moderno

Merseyside e Lancashire são regiões vizinhas. A M6, mesmo que a mais longa motorway da Ilha, liga Liverpool e Blackburn em cerca de uma hora. Mas, mais que a M6, há algo que deixa Liverpool e Blackburn mais próximos. Este ano, mais do que nunca. Os seus clubes de futebol. Liverpool, 14 de Maio de 1995. O Blackburn Rovers perde em Anfield. O golo de Shearer iguala os 34 golos de Andy Cole, da época de 1994, o máximo da Premier League. Mas não parecia ser suficiente. O United tinha partido para a jornada a dois pontos dos Rovers e a ameaça de um sonho reduzido a pedaços era real. Mas os contos de fadas têm destas coisas. O United não vai além do empate frente ao West Ham e o Blackburn Rovers era, 81 anos volvidos, novamente campeão inglês. Palco de tantas outras conquistas para Dalglish, foi em Anfield que se tornou vencedor da Premier League, enquanto treinador, depois de três títulos da extinta First Division. Uma equipa que tinha Shearer e Sutton que marcaram 49 dos 80 golos da equipa. Uma equipa capitaneada por Tim Sherwood e que não precisava de Zidane, por consequência. Com Wilcox, com Le Saux, com Flowers, com Colin Hendry.

Os tempos eram outros e este pareceu, até este ano, ser o capítulo final de uma época na História do Desporto que não se viria a repetir. Uma época em que qualquer clube podia ser campeão, uma época em que o dinheiro não era necessariamente a lei e a História comprava mais campeonatos que ele próprio. Uma época em que um treinador resgata uma equipa dos fundos da segunda divisão para a fazer campeã nacional. Uma época de Shankly, de Clough, de Dalglish. Dalglish pegou, neste mesmo Blackburn, na segunda divisão e fê-la campeã. Uma equipa que gastou menos que o United, que o Liverpool, que o Newcastle. Uma equipa que não precisou comprar um campeonato, conquistou-o. Com golos, quase sempre mais que o adversário.

Abril, 2014. Campeões, ou não, esta é já uma história digna de ser recontada para a eternidade. 25 anos depois de Hillsborough. 24 depois de Alan Hansen. Na época dos milionários, dos sugar-daddys, de Abramovich e dos incontáveis Sheiks, o Liverpool pode ser campeão. O que a (des)evolução faz. Um dos clubes mais titulados do Mundo, com maior identidade, com mais História, tornou-se um underdog. Os Britânicos? Não só são inaptos para a modalidade, como limitados na direcção dos clubes. Não importa Sir Alex, não importa Rodgers. No plantel? Seis leões. Johnson, Flanagan, Gerrard, Henderson, Sterling, Sturridge. Fora Allen e Kelly. Sobre-avaliados, produtos de imprensa, frutos de uma formação que não existe. Tempos de um futebol que importa sofrer menos que o adversário, que ter mais dinheiro, gastar mais dinheiro, parece ser a chave do sucesso. A História é relegada para o porão. Não. 2014 contraria o futebol moderno. O Liverpool contraria o futebol moderno. O Atlético, porque não, contraria o futebol moderno. Bastiões da antiguidade. Um capitão que parece saído de outra Era. Mais golos sofridos que o 13º classificado. Golos marcados como raramente se vê. Com uma dupla de avançados como já não se vê. Do humilhante 7º ao topo do Futebol mundial. Uma vitória para o futebol mundial.

Rodgers não pegou num Liverpool de segunda divisão, certo. Mas, nos tempos que correm, os seus feitos surgem igualmente heróicos. Falar deste Liverpool, é escrever um novo capítulo do futebol. É dar coração aos românticos, é esbofetear o futebol moderno. É trazer a raça, a ambição, a história, a identidade, a personalidade, para o topo. É afundar os petro-gasodolares. É ter um treinador a cantar o hino do clube em momentos de grande intensidade emocional. É ter o Kop repleto de bandeiras, tarjas, iconografia histórica, ressuscitando deuses e semi-deuses do passado. É ressuscitar a identidade britânica como mestre do futebol. Ganhou o futebol. Ganhámos nós.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Pedro Cordeiro

Arouca agrava crise do Vit. Guimarães (vimaranenses nos últimos 9 jogos somaram 2 empates e 7 derrotas); Cinco jogadores do Benfica na lista de convocados para o último estágio antes do Torneio de Toulon; Baixa no Chile para o Mundial 2014

Vit. Guimarães 2-3 Arouca (Maazou 39' e André André 84' g.p.; Serginho 7', Roberto 33' e David Simão 90'+2 g.p.) - Os vimaranenses somaram a quarta derrota consecutiva e o nono jogo seguido sem vencer (2 empates e 7 derrotas), ao serem surpreendidos em casa pelo Arouca (2-3), que com este resultado deu um passo importante na luta pela manutenção (tem agora 28 pontos). Encontro recheado de golos, o Arouca esteve a vencer por 2-0, permitiu o empate, mas já nos descontos chegou à vitória por intermédio de David Simão, praticamente no único remate que fez na 2ª parte.

Destaque para a ausência de elementos que estejam a representar neste momento o Sporting (Semedo, Iuri e Chaby eram "selecionáveis") - Lista de convocados da Seleção Nacional sub-20 que vai realizar o último estágio de preparação antes do Torneio de Toulon: Académica: Elton Monteiro; AC Ajaccio: Claude Gonçalves; Atlético CP: Kiki; Belenenses: Fábio Sturgeon; Benfica: Bruno Varela, Fábio Cardoso, Hélder Costa, João Cancelo, João Teixeira; CD Feirense: Fábio Carvalho, Rúben Oliveira; CD Nacional: Rui Silva; CF Reus Deportiu: Alexandre Guedes, Tobias Figueiredo; FC Barcelona: Edgar Ié; FC Porto: Frédéric Maciel, Leandro Silva; GD Joane: Eliseu Cassamá; Racing Santander: Carlos Fortes; Sheffield Wednesday FC: Rafael Floro; Udinese Calcio: Bruno Fernandes; USC Palermo: Carlos Embalo; Valencia FC: Rúben Vezo; Vitória SC: Miguel Oliveira;

Breves Erik Lamela vai falhar o resto da época devido a lesão, o argentino que custou mias de 30 milhões nunca conseguiu apresentar no Tottenham a qualidade que evidenciou na Roma; Junior Fernandes, avançado que está no Dínamo Zagred, fraturou o perónio e não vai poder ajudar o Chile no Mundial (participou em 3 jogos na qualificação); O Hannover bateu o Eintracht Frankfurt por 3-2 e afastou-se da zona de despromoção.

Um em cada dois portugueses são benfiquistas; Benfica é o clube europeu com maior percentagem de adeptos no seu país

Recentemente um conhecido leitor brasileiro do VM demonstrou a sua surpresa por em Portugal praticamente 90% das pessoas serem adeptas do Benfica, FC Porto ou Sporting. Mas percebe-se que para um brasileiro, inglês, espanhol ou alemão o caso português seja algo estranho, já que nos países "futebolisticamente mais desenvolvidos" este cenário de praticamente toda a população ser adepta de apenas 3 clubes só acontece em Portugal e com as consequências que se sabe: menor competitividade no campeonato, menos receitas para os clubes "não grandes", pouco impacto na imprensa, etc.

O Benfica é o clube europeu que maior percentagem de adeptos concentra no seu país, reunindo 47 por cento das preferências, indica um relatório da UEFA, divulgado esta quinta-feira.

Num estudo de novembro de 2012, mais de 18 mil cidadãos europeus, entre 18 e os 69 anos, foram questionados sobre qual era o seu clube favorito. Entre os portugueses, 47 por cento respondeu que era o Benfica, a mais alta percentagem de preferência registada no estudo, à frente dos 45 por cento do Steaua de Bucareste, na Roménia. O Galatasaray fecha o pódio, com 37 por cento das respostas na Turquia. O trabalho, cuja principal conclusão é divulgada esta quinta-feira num relatório da UEFA sobre saúde financeira dos clubes, também indica que entre as principais ligas é em Inglaterra e França que a dispersão de preferências é maior. Assim, em Inglaterra, o Manchester United reúne 15 por cento das respostas, enquanto em França o Paris Saint-Germain recolhe 14 por cento. Em Espanha, uma em cada três pessoas (33 por cento) respondeu ou Real de Madrid ou Barcelona. No entanto, o Barcelona surge como clube favorito para os adeptos de futebol em 10 países: Eslovénia (28%), Eslováquia (25%), Polónia (24%), Israel (20%), Macedónia (19%), Hungria (16%), Bósnia-Herzgovina (14%), Suíça (13%), Cazaquistão (12%) e Finlândia (11%). Já o Manchester United, além de preferido em Inglaterra e Irlanda (27%), surge como clube favorito dos países nórdicos: Islândia (24%), Noruega (21%) e Suécia (9%). Em Itália, o favorito é a Juventus (31%) e na Alemanha é o Bayern Munique (23%). Fonte: Lusa

Neymar = 15 golos e 15 assistências na 1ª época no futebol europeu

Que balanço faz da 1ª época do craque brasileiro na Europa?

Neymar e Jordi Alba não devem jogar mais em 2013-14. O brasileiro tem um edema no quarto metatarso do pé esquerdo e vai parar um mês, enquanto que o lateral esquerdo vai estar de fora igualmente 4 semanas devido a uma rotura muscular na perna direita. Em ano de Mundial, jogadores e clube não devem querer arriscar e como tal, a final da Taça do Rei deve ter sido o último jogo dos 2 internacionais esta época. VM - Estatisticamente (15 golos e 15 assistências) os números de Neymar são satisfatórios, mas esperava-se mais. Começou mal a época, depois ganhou algum protagonismo (principalmente na fase em que o Barça derrotou o Real em Camp Nou e devido à lesão da "Pulga"), mas acabou 2013-14 à semelhança da equipa: algo apagado e sem ser o desequilibrador que o Barça necessitava (alguém que substituísse Messi quando o argentino estivesse apagado ou lesionado). O que diz bem da sua irregularidade. Aliás, a sua presença forçada no 11 devido ao seu estatuto até prejudicou o conjunto, já que Alexis e Pedro estavam com um rendimento superior. No entanto, aos 22 anos ainda tem muito para dar ao Barcelona e futebol mundial, e de maneira natural na próxima época vai ganhar ainda mais destaque.

NBA: O MVP, ROY, COY, DPY, "6º homem" e MIP da fase regular

Terminada a fase regular da NBA é o momento para indicar os melhores. Para o VM estes foram os que mais se destacaram nas respectivas categorias:

MVP - Kevin Durant: Prémio indiscutível. Durantula fechou como melhor marcador (32ppg, único na casa dos 30), e acima de tudo, liderou os Thunder a segunda melhor marca da Liga, feito que se torna ainda mais relevante considerando a prolongada ausência de Westbrook. Para a própria NBA este ano foi uma benção, porque o domínio de LJ já se tornava algo enjoativo...Lebron e Blake Griffin completam o nosso pódio.

ROY - Michael Carter-Williams: O base acumulou prémios mensais e terminou como líder entre rookies nas estatísticas de pontos, assistências e roubos de bola. A dúvida permanece em relação a MCW ser "apenas" um jogador que faz bons números numa equipa má (eufemismo para adjectivar os Sixers), ou ter capacidade para liderar uma equipa comm outras responsabilidades. Veremos...Oladipo (aquele que apresentou mais potencial) e Mason Plumlee (muitos minutos nos Nets) completam o nosso pódio.

COY - Jeff Hornacek: Popovich fez (mais) uma época notável, provando ser de longe o melhor da actualidade, mas é difícil esquecer o trabalho desenvolvido pelo rookie em Phoenix. Hornacek pegou num grupo de jogadores que ninguém queria, e em que ninguém acredtava, e montou uma verdadeira equipa, alcançando 48 vitórias, e ficando a um curto passo dos playoffs. Pop e Dwane Casey completam o nosso pódio.

DPY - Joakim Noah: Anthony Davis (que até pode vencer) seria um nome a considerar, mas o trabalho do fancês vale muito para lá dos números. O poste domina as tabelas, protege o cesto como poucos, e tem a mobilidade e inteligência para compensar colegas e vir defender também fora. Indispensável naquela que é uma das melhores defesas da Liga, os Chicago Bulls. AD e Iguodala completam o nosso pódio.

6th - Taj Gibson: Excelente temporada, para alívio de Chicago, que vê nele o sucessor de Boozer. Instrumental na boa temporada de Chicago, sem Rose e com Deng a ser trocado. Gibson tem tudo o que se pede um suplente: produz (13.4ppg, 6.8 rbp) e a equipa não se ressente do seu tempo em campo, bem pelo contrário (enquadrou-se bem nos esquemas ofensivo e defensivo). Markieff Morris e Reggie Jackson completam o nosso pódio.

MIP - Goran Dragic: Os favoritos, diz-se, são Stephenson e Davis, mas quem evoluiu mas foi sem dúvida Dragic. Rotulado como um mero suplente interessante, o esloveno assumiu a liderança de uma equipa competitiva, e que ficou de fora dos playoffs à última da hora, com um record positivo. Ele representa aquilo que este prémio significa: não só números melhores (em termos totais e de eficiência), mas acima de tudo a subida de produção para um patamar superior. E todos são unânimes em dizer que Dragic teve um ano de Al-Star. Stephenson e Gerald Green completam o nosso pódio.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito

Segundo treinador há mais tempo no comando técnico de uma equipa da Primeira Liga de saída

Quem vai suceder ao ex-médio do Sporting no comando técnico dos insulares? E por onde passa o futuro do treinador que permitiu a afirmação de elementos como Kléber, Sami, Heldon, Danilo, Djalma ou Rúben Ferreira?

Ponto final na ligação entre Pedro Martíns e o Marítimo. O treinador que comandava os insulares desde 2010 vai deixar o clube no final da época. VM - Nada é eterno, mas Pedro Martins era o técnico em Portugal que parecia ter mais condições para ficar ligado a um clube durante mais de uma década (depois de Jesus era o que estava há mais tempo no comando técnico de uma equipa da I Liga). O trabalho estava a ser positivo - todos os anos potenciou jogadores, permitiu alguns encaixes ao clube, que é um dos objectivos principais para as equipas portuguesas (podia ter permitido mais não fosse alguma displicência da direcção), e o seu aproveitamento da equipa B foi muito satisfatório. Vamos ver quem o vai substituir (o que não falta é treinadores com vontade de treinar o Marítimo) e por onde passa o seu futuro (em Portugal ou no estrangeiro não deve ter dificuldades em arranjar um contrato para a próxima época).

16 de Abril de 2014

Rio Ave volta ao Jamor 30 anos depois; Época de sonho para os vilacondenses com a presença na final da Taça da Liga e de Portugal; City escorrega contra o último e está praticamente fora da corrida pelo título

Época de sonho para o Rio Ave. O emblema vila-condense, que também é finalista na Taça da Liga, garantiu a presença na final da Taça de Portugal (vai defrontar o Benfica) ao bater o Sp. Braga por 2-0 na segunda mão da meia-final. Um regresso ao Jamor 30 anos depois, que começou a ficar definido aos 26', quando Ukra bateu Eduardo (erro do guardião do minhoto) na sequência de um livre directo, e que ficou garantido já na 2ª parte quando Rúben Ribeiro numa iniciativa individual ampliou o marcador. Algumas notas: Antes desta época o Rio Ave só tinha ido a uma final (em 1984), este ano vai logo a duas; pela 1ª vez desde que António Salvador o Braga (a menos que o Nacional bloqueie) vai falhar a presença nas competições europeias; encontro muito competente da dupla de centrais (Marcelo e Rodriguez), dos médios Tarantini e Felipe Augusto e com os alas Ukra, Pedro Santos e Ruben Ribeiro (que entrou bem na partida) em evidência; do lado dos gverreiros, Pardo voltou a estar em destaque mas a equipa não deu uma resposta positiva naquele que devia ser o jogo da época e acabou eliminada pela "besta-negra" desta época (já tinha acontecido o mesmo na Taça da Liga).

Noite de surpresas na Premier League - Na corrida pelo título, o City não foi além de um empate em casa (2-2) frente ao Sunderland, actual último classificado. Com este resultado os Citizens (ainda com menos 1 jogo) estão agora a 4 pontos do Chelsea e a 6 do Liverpool; No outro jogo da noite, o Crystal Palace foi ao terreno do Everton vencer por 3-2. Com esta derrota os Toffees perderam o 4º lugar para o Arsenal (estão a 1 ponto e tem um calendário teoricamente mais complicado).

Mais um duelo Klopp - Guardiola - O Bayern de Munique goleou o Kaiserlautern por 5-1 e apurou-se para a final da Taça da Alemanha (vai defrontar o Dortmund).

André Gomes de luxo coloca Benfica no Jamor; Encarnados deram a volta à eliminatória frente a um FC Porto que não aproveitou a superioridade numérica desde os 30' (Siqueira foi expulso); Enzo e Gaitán em grande evidência; Rodrigo voltou a desequilibrar; Reyes falhou na defesa (exibição à Abdoulaye); Quaresma voltou a complicar o jogo portista e ainda foi expulso; Jesus e Luís Castro acabaram o jogo na bancada

Benfica 3-1 FC Porto (Salvio 17', Enzo g.p 59' e André Gomes 80'; Varela 52')

Clássico quente, vivo, polémico, mas cheio de emoção. O Benfica marcou presença no Jamor, depois de dar a volta à eliminatória ao derrotar o FC Porto na Luz por 3-1. Jogo intenso e com a equipa de Jorge Jesus claramente melhor. A expulsão de Siqueira mudou o jogo (Salvio já havia empatado a eliminatória), mas o espírito de sacrifício das águias, a grande qualidade posicional dos encarnados e, sobretudo, o lance mágico de André Gomes, foram elementos decisivos para que o Benfica siga novamente viagem até ao Jamor. O FC Porto demonstrou sempre muita insegurança e, fundamentalmente, alguma incompetência na forma como não conseguiu explorar a superioridade numérica.  Em termos individuais, André Gomes foi o herói da partida (golo excepcional e exibição fantástica a 6), Gaitán e Rodrigo foram novamente muito importantes, sendo que Enzo também esteve em destaque; Reyes e Quaresma com prestações negativas (o mexicano somou erros e o extremo voltou a ser vítima do seu temperamento). Herrera foi o menos mau dos portistas.

Os primeiros minutos da partida ditaram um domínio esclarecedor do Benfica. Os encarnados encontravam-se muito bem posicionalmente (empurravam os dragões para trás), sobretudo no miolo e com um Rodrigo a desequilibrar a todos os níveis. André Gomes e Enzo enchiam o meio-campo e o hispano-brasileiro estava sempre muito activo, quer a procurar a bola em zonas recuadas quer a explorar a profundidade. A equipa de Jorge Jesus estava instalada na zona defensiva do FC Porto (não deixava respirar a equipa de Castro), criou perigo numa sequência de cantos de Gaitán e chegou mesmo ao golo aos 17'. Gaitán cruza ao 2.º poste e Salvio, ao bater Alex Sandro no jogo aéreo, inaugurou o marcador empatando a eliminatória. Depois chegou o momento que mudou a partida. Siqueira derruba Quaresma na direita do ataque portista e, depois de alguns instantes em que o extremo recebeu assistência, o árbitro expulsou o lateral brasileiro. Até ao intervalo, os encarnados – com Cardozo sacrificado e Almeida na esquerda – controlou a posse de bola portista e o resultado manteve-se. Na segunda metade do encontro, o FC Porto tentou subir mais no terreno e logo chegou ao golo, num erro defensivo dos encarnados. Varela com liberdade sobre Almeida e Rodrigo e, ao furar na área, bateu Artur para o 1-1. Os encarnados aumentaram a intensidade e num penálti assinalado sobre Salvio, chegam novamente à vantagem por intermédio de Enzo. Até ao final, as águias tentaram alcançar o 3.º golo e esse tento decisivo aconteceu num momento magistral de André Gomes. Passividade dos dragões com o jovem médio a driblar Fernando com grande qualidade para bater Fabiano e colocar o Benfica no Jamor.

Destaques:

Benfica - Demonstração inequívoca do poderio das águias que vão marcar novamente presença no Jamor. Os encarnados vivem mais uma época de sonho (em 2012/13 tornou-se depois em pesadelo), com 4 troféus ao alcance (Jamor, mais 2 meias-finais e o campeonato encaminhado). Entrada verdadeiramente fantástica do conjunto de Jorge Jesus com uma dinâmica tremenda e com desequilíbrios sucessivos, sobretudo por Rodrigo. A expulsão de Siqueira mudou o jogo, mas o momento defensivo, emocional, e em termos de organização, anulou a possível resposta do FC Porto. Individualmente, André Gomes esteve brilhante (assombroso na forma como fez a leitura dos lances) e marcou um golaço pleno de qualidade técnica, Gaitán e Rodrigo estiveram novamente em grande, enquanto que Artur nem sempre deu a segurança necessária. Enzo esteve ao seu nível, Salvio voltou a marcar e Siqueira poderia ter comprometido (arriscou demasiado).

FC Porto - Pesadelo para os dragões. Os portistas tinham nesta competição uma oportunidade para salvar a temporada e agora só resta a Taça da Liga. Veremos se esta derrota na Luz não terá consequências no que resta da época portista. E este pesadelo é, sobretudo, pela forma como sucedeu esta eliminação. Tanto tempo a jogar em superioridade numérica e tanta incompetência na forma como não foi explorada essa particularidade. Equipa passiva, sem grande criatividade, nem presença na área (Ghilas deveria ter entrado muito mais cedo), mas também alguma apatia defensiva. Individualmente, Reyes esteve ao nível do Abdoulaye (falhas graves nas abordagens), Quaresma voltou a ser expulso (muito conflituoso e quezilento), sendo que Herrera foi dos melhores dos dragões (um dos poucos com atitude e garra). Varela explorou bem um erro encarnado e Fernando teve algumas dificuldades para segurar a dinâmica inicial dos encarnados.

Real vence a Taça do Rei e volta a conquistar um troféu depois de uma temporada em branco; Bale decidiu a final com uma super-exibição, Isco e Di María estiveram em bom plano; Barça soma a terceira derrota consecutiva e corre o risco de não ganhar nada em 2014; Messi passou completamente ao lado do jogo

Real Madrid 2-1 Barcelona (Di Maria 11' e Bale 85'; Bartra 68')

Depois de uma temporada sem conquistar qualquer título, o Real Madrid voltou aos triunfos. Os merengues derrotaram o Barcelona na final da Taça do Rei, por 2-1, e levam de forma justa o troféu (19º na história dos Blancos) para o Bernabéu. Sem Cristiano Ronaldo, o herói da partida foi Gareth Bale, que desequilibrou completamente a defensiva catalã e marcou o golo decisivo. A equipa de Tata Martino voltou a realizar uma exibição muito pobre e, depois da eliminação da Champions, corre o risco de acabar 2014 sem conquistar qualquer título. Messi, como tem sido hábito nos últimos tempos, foi uma nulidade.

No que diz respeito ao jogo, o Real foi quase sempre superior. Durante a primeira parte, os merengues foram mais perigosos e exploraram bastante bem as transições, enquanto o Barça praticamente não incomodou Casillas. O golo de Di María, após uma jogada iniciada por Isco, veio dar maior conforto à equipa de Ancelotti, que teve mais alguns lances para marcar. Na segunda parte, os catalães tentaram reagir, mas não apresentaram ideias suficientes para penetrar na defensiva merengue. O Real, que baixou o bloco, continuou a ser mais perigoso (Bale esteve perto de marcar). Depois de um golo anulado ao Real (falta sobre Pinto), o Barça chegou ao empate. Bartra, na sequência de um lance de bola parada, cabeceou para o golo. O mesmo jogador não teve pernas para travar Bale no 2-1. O galês arrancou de forma impressionante e bateu Pinto. No último minuto, Neymar ainda atirou ao poste, mas a Taça foi mesmo para o Bernabéu.

Destaques: 

Real Madrid - Excelente exibição dos merengues, que poderia ter sido traduzida num triunfo mais fácil. A equipa de Ancelotti manteve o Barça longe da baliza de Casillas, foi inteligente com bola e explorou extremamente bem as transições. Bale fez uma exibição tremenda e está a realizar uma temporada de estreia excepcional (21 golos e 19 assistências). O galês foi o melhor do Real, mas Isco (espalhou qualidade técnica e iniciou a jogada do primeiro golo) e Di María (um golo e muita intensidade) também brilharam. Pepe e Coentrão também realizaram exibições bastante seguras (o central apenas falhou no golo de Bartra).

Barcelona - Mais uma derrota, a terceira consecutiva, que vem agravar a crise dos catalães. Apesar de algumas baixas na equipa, não é aceitável que a exibição tenha sido tão medíocre. O conjunto de Tata Martino, com clara falta de confiança, não teve ideias a nível ofensivo e sofreu muito com as transições do Real. Iniesta foi um dos poucos destaques positivos. O médio mostrou toda a sua classe e foi o único a tentar remar contra a maré. Pelo contrário, Messi voltou a realizar uma exibição medíocre (simplesmente não se deu ao jogo). Neymar também não esteve num dia feliz, tal como Fàbregas (uma nulidade). De salientar novamente a enorme diferença entre a qualidade de Valdés e a banalidade de Pinto (podia ter feito melhor nos dois golos)

Chelsea contrata mais uma promessa apesar de Mourinho nunca ter permitido a afirmação de um jovem jogador

Mario Pašalić, que esta época, apesar de ainda ter idade de júnior, se afirmou no Hajduk Split é o 2º reforço do Chelsea para 2014-15. O médio de 19 anos e 1m86, que custou 3 milhões de euros, junta-se a Kourt Zouma na lista de reforços dos Blues.

Na última década o Chelsea deve ter sido o clube no Mundo que mais dinheiro investiu na contratação de jovens sub-19, ainda hoje foi noticia em Inglaterra que os Blues pagam mais de 100 mil euros por mês a Andreas Christensen, dinamarquês de 18 anos que actua nos juniores. Apesar de até ao momento esse investimento ter dado zero jogadores ao plantel principal, aliás com Mourinho dificilmente os londrinos vão ter retorno, já que o português ao longo da sua carreira nunca potenciou nenhum elemento que tenha ido buscar aos escalões de formação (o único que se aproximou disso foi Santon, mas esteve longe de ter uma continuidade). O português é mais adepto de trabalhar com jogadores feitos (muitos trabalhados curiosamente por Jorge Jesus) e nada indica que irá mudar a sua filosofia. Mesmo esta época apesar do mito de ter na teoria uma equipa jovem, os único elementos habitualmente no 11 sub-23 são Hazard (23 anos), que já está a fazer a 7ª época como profissional e inclusive já foi duas vezes o melhor jogador da Ligue 1, e Óscar (faz 23 anos em Setembro), que é titular na selecção do Brasil.

Os que não vencem não significa que sejam maus, muitas vezes o contexto inserido é diferente e certos trabalhos de valorização e superação, não valem tanto como títulos, mas são comparáveis

"Me gusta el juego colectivo. Me horroriza ser alineador. Entreno para que todos estén preparados, los 25. Lo de decidir a 11 es lo último. Analizo equipos, no individualidades. Quiero un estilo, que jueguen bien. Hay entrenadores que son alineadores puros: "Este juega bien, este mal y... fuera". Si uno juega mal, el responsable soy yo porque no he podido hacerle jugar bien." - Unai Emery

Por norma, gostamos dos treinadores que vencem ou ficam perto disso. Os que não vencem não significa que sejam maus, muitas vezes o contexto inserido é diferente e certos trabalhos de valorização e superação, não valem tanto como títulos, mas são comparáveis.

Em Portugal quem gosta de Couceiro, Peseiro ou Pedro Martins? Em Itália, lembramos-nos de Conte ou Rudi Garcia mas Montella eleva a Fiorentina a cada jogo e Mandorlini colocou o Hellas Verona na luta pelas competições europeias depois de repescá-lo da Serie B, por exemplo. Em Inglaterra, Mourinho, Pellegrini e Wenger ofuscam todos os outros. Poyet tira água do barco em Sunderland, Roberto Martinez pode fazer história no Everton, Rodgers pode dar a alegria de pais e filhos verem pela primeira vez juntos o Liverpool campeão.

Em Espanha reside um dos treinadores que mais gosto. Unai Emery. Não gosto de ti pelos títulos, até porque não tens. Gosto pela filosofia, ideologia e excelência na gestão de um grupo. Pelo recorte técnico que impõe em cada equipa que treina, pela alienação da vertente estratégica sem ocultar o modo de jogo que treina diariamente. Fantástico orador, inteligente, claro e sincero. Tenho a certeza que agarra o grupo às suas ideias a cada palestra. Começou no Lorca das divisões secundárias, alcançou o extraordinário 2º lugar na Liga Adelante na época 05-06. Ingressou no Almería e na primeira época trouxe o clube para perto dos grandes ao ficar em 2º lugar e garantir a subida de divisão. Na estreia na 1ª Liga passeou tranquilamente até aterrar no oitavo posto com um futebol de recorte técnico que transformava o Almería numa das equipas mais elogiadas. O Valência não demorou a contratá-lo. Quando chegou o clube havia sido 10º, o objectivo era regressar aos palcos internacionais. Unai cumpriu e sucedeu as expectativas. Em 4 anos, um 6º lugar e por três vezes consecutivas só foi batido por Real e Barcelona, levando o Valência sempre à montra da Champions League. Surge a primeira aventura no estrangeiro. Um destino mal calculado, desafiador mas com uma probabilidade de sucesso baixa. Chegou ao Spartak, com um presidente que adora trocar de treinador e esquece-se que o último título foi em 2001. Demorou pouco a tempo a aventura. Tristeza de uns, alegria de outros. Sorriu o Sevilla, resgatou para Espanha um grande treinador de futebol. Agarrou a equipa à 20ª jornada no 12º lugar e ainda foi a tempo de alcançar as competições europeias. Hoje, é 5º classificado apesar de ter perdido Gary Medel, Kondogbia, Navas e Negredo. E está nas meias-finais da Liga Europa. Prova de que a sua ideologia supera sempre o valor individual dos jogadores.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Paulo Freitas

Itália vai levar um jogador "argentino" e dois "brasileiros" ao Mundial 2014

Quais são os 5 jogadores que vão completar o lote de convocados?

De acordo com a Sky Itália, Cesare Prandelli, seleccionador italiano, já tem 18 jogadores certos para o Mundial 2014 (faltam apenas 5 para completar a lista). A saber: Guarda-redes: Buffon (Juventus FC), Sirigu (PSG); Defesas: Barzagli (Juventus FC), Bonucci (Juventus FC), Chiellini (Juventus FC), De Sciglio (AC Milan), Paletta (Parma FC), Rômulo (Verona); Médios: Candreva (SS Lazio), De Rossi (AS Roma), Montolivo (AC Milan), Thiago Motta (PSG), Pirlo (Juventus FC); Avançados: Balotelli (AC Milan), Cassano (Parma FC), Gilardino (Genoa CFC), Cerci (Torino FC). Destaque para a presença de Rómulo, lateral direito/médio do Verona que nasceu no Brasil e ainda nem sequer se estreou pela selecção italiana, Paletta, central argentino que só chegou a Itália em 2010, e Thiago Motta, brasileiro que já representou os transalpinos no Euro 2012. 
 
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