21 de Outubro de 2014

Numa conferência fortíssima, qual o papel destas equipas? São conjuntos jovens, em percurso ascendente, mas na teoria as oito posições finais parecem fechadas, com Portland, OKC, Spurs, Clippers, Houston, Memphis, GSW e Dallas.

Phoenix Suns

Supresa maior do ano passado, Phoenix parte este ano com responsabilidade acrescida. Os Suns por pouco que não conseguiam ficar com a vaga de Dallas, por isso é natural que agora sejam encarados como potencial candidato a uma vaga nos oito primeiros. A equipa pouco mudou, continua a ter no colectivo a maior força, e na inexperiência a maior fraqueza. Phoenix é um conjunto muito jovem, não tem experiência de playoff, e faltam veteranos habituados a outas batalhas, o que pode ser fatal em momentos decisivos. Bledsoe aceitou renovar, e fará novamente com Dragic um monstro de duas cabeças na posição de base. A estes dois junta-se o explosivo Isaiah Thomas, vindo de Sacramento. Apesar da saída de Frye, Phoenix continua a ser muito forte no tiro exterior, por outro lado, as posições interiores não estão tão bem preenchidas (Alex Len terá de ter um papel maior este ano). O banco, com Thomas, Marcus Morris e Gerald Green à cabeça, dá alguma confiança. É certo que existe probabilidade da História se repetir, mas o facto é que o efeito surpresa já se diluiu, e pode dar-se o caso da campanha do ano passado ser o máximo que este grupo tem para dar.

The dudes - Bledsoe e Dragic são os homens do momento, marcadores de pontos com um arsenal ofensivo extenso.
The duds - Alex Len desiludiu, sendo apontado como um dos barretes do draft.
O que esperar - em teoria, o mesmo que o ano passado. A questão está em saber se existe evolução, ou se o 9º posto foi o melhor que se pôde arranjar.
Objectivo - playoff... muito diferente do tanking com que encararam 2013.

New Orleans Pelicans

Equipa certa, costa errada. Noutro enquadramento, os Pelicans poderiam aspirar a outros vôos, mas hoje parecem fadados a andar em redor do 10º posto. Mas o futuro parece ser risonho, pois após um ano de estreia menos conseguido, Anthony Davis tem provado ter o calibre de estrela que todos lhe vaticinavam. O "sobrancelha" é claramente daqueles jogadores em torno do qual se pode construir uma equipa vencedora, e ainda está no início. Para lá de ser uma força defensiva, é forte nas acções atacantes e demolidor nas tabelas. Numa competição em que os "grandes" de categoria rareiam cada vez mais, Davis pode ser uma força imaprável, a curto prazo. Falta-lhe ainda 2/3 de um big-three, pois embora tenha qualidade a seu lado, está longe de possuir a ajuda que outras estrelas têm. Jrue Holiday e Eric Gordon são muito fortes ofensivamente, mas as lesões nunca lhes permitiram atingir o seu potencial. O mesmo se aplica a Tyreke Evans, que deve ser desviado para SF, a posição mais frágil da equipa. Omer Asik é limitado tecnicamente, mas formará com Davis uma muralha em frente do seu cesto. Já Ryan Anderson traz do banco outro tipo de argumentos, nomeadamente o lançamento longo. Os Hornets são muito fortes no capítulo do lançamento longo, o que só pode ser potenciado com a capacidade de passe de Davis, mas têm fraquezas q.b., entre as quais um banco pouco preenchido, e muitos jogadores com histórico de lesões. Estes dois factores em conjunto costumam dar mau resultado. Ainda por cima, os jogadores são inexperientes, e poucos deles têm traquejo ao mais alto nível (faltam alguns veteranos). Em suma, o talento existe, mas não é ainda o suficiente para almejar a grandes conquistas.

The dudes - Anthony Davis tem um potencial incrível. Deixe o físico, e vai ser dos mais dominantes da temporada.
The duds - o Tyreke dos números fenomenais já lá vai, ficou o Evans que roda de posição em posição sem pegar de estaca.
O que esperar - num ano com menos KD, e LeBron com (teoricamente) trabalhos mínimos, Davis pode aspirar ao prémio de MVP. Isto se o atribuírem a um jogador que fique fora do playoff.
Objectivo - caso um dos emblemas mais fortes fraqueje, New Orleans pode aproveitar. Mas um recorde perto dos 50% parece mais realista.

Denver Nuggets

Denver é o protótipo da equipa sem estrelas, colectivamente forte, muito consistente e com bastantes opções. Tem um cinco inicial forte, um banco a condizer, mas falta o tal jogador que faça a diferença. Os pontos costumam ser bem distribuídos, mas quando as mãos tremem convém ter alguém que esteja habituado a meter a bola no cesto em momentos de pressão. O factor casa é determinante (a altitude faz mossa nos adversários) e a equipa é muito rápida e atlética; Lawson é um velocista e não chamam Faried de Manimal por acaso. Afflalo e o regressado Gallinari trazem outro tipo de ameaça para lá da linha dos três pontos, e Nate Robinson é outro jogador inesgotável a partir do banco. Nas tabelas são do mais possante que existe, pese o facto da posição de poste nem estar preenchida com qualidade de excelência. Aliás, o rendimento de McGee é uma das interrogações da temporada que se avizinha. Defensivamente, Denver deixa algo a desejar, e o elevado ritmo imposto algumas vezes acaba por se virar contra si. Os interiores, embora fortes nas tabelas (os Nuggets são melhores na tabela ofensiva), não possuem muita qualidade técnica. No ano passado, as múltiplas lesões prejudicaram o rendimento da equipa, pelo que este ano é natural de que Denver apresente melhores resultados. O modelo pós-Carmelo tem funcionado, mas numa conferência fortíssima, e com bastantes oponentes recheados de talento do mais elevado nível, a fórmula parece estar esgotada.

The dudes - Lawson é desvalorizado, e Faried um animal das tabelas.
The duds - McGee é aquele típico jogador com características físicas invulgares, mas sem cérebro a condizer. Convinha que aprendesse a jogar basquetebol.
O que esperar - equipa muito forte em casa, longe de Denver deve ser menos ameaçadora. Uma marca à volta das 40 vitórias é possível.
Objectivo - é complicado determinar o objectivo de alguém forte demais para o tanking mas sem argumentos, em teoria, para se bater com os mais fortes.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito

Marcaram-se 40 golos em 8 partidas num só dia pela primeira vez na história (o maior número de golos, 44, foi em 12 jogos). Para isso muito contribuíram o Chelsea, que ao esmagar o Maribor garantiu a maior vitória da sua história na Europa desde 1997 (quando ganhou por 7-1 ao Tromso); o Bayern, que com a goleada à AS Roma foi o primeiro visitante em toda a história das competições europeias a marcar sete golos em solo italiano; e o Shakhtar, que ao estraçalhar o BATE Borisov conseguiu recordes atrás de recordes: igualou a maior vitória a domicílio de sempre na Champions (Taça e Liga dos Campeões), Luiz Adriano igualou Paul van Himst (1966) como único jogador a marcar cinco golos fora da Taça dos Campeões Europeus e Messi como único jogador com cinco golos num jogo na história da Liga dos Campeões, além de ter marcado os cinco golos mais rápidos de sempre da competição. Já o City desiludiu e deixou-se empatar de forma inacreditável após estar a ganhar por dois golos e continua a perder terreno. O APOEL apenas caiu por um golo frente ao poderoso PSG e o Barcelona despachou o Ajax sem ter de se esforçar demasiado.

Grupo E: CSKA Moscovo-Manchester City, 2-2 (Agüero 29', Milner 38'; Doumbia 64', Natkho 86' g.p.); AS Roma-Bayern Munique, 1-7 (Gervinho 66'; Robben 8', 30', Götze 23', Lewandowski 25', Müller 36' g.p., Ribéry 78', Shaqiri 80');

No primeiro jogo do dia, CSKA e Man. City empataram a duas bolas em Moscovo. Começou melhor o City com Agüero e Milner (ainda atirou aos ferros) a adiantaram o conjunto inglês antes do intervalo, no entanto o conjunto da casa, apesar de ter tido várias vezes pela frente o muro Kompany, equilibrou as contas e empatou na segunda parte, com golos do suplente de luxo Doumbia e de Natkho, este na marca de grande penalidade. Cenário completamente diferente viveu-se no outro jogo do grupo. O Bayern foi a Itália e, num jogo que se previa de certo modo disputado, vulgarizou a AS Roma por incríveis 7-1. Robben, a jogar a ala direito num sistema de 3 centrais, foi o homem do jogo, com 2 golos e uma assistência. A ele juntaram-se Lewandowski, Müller, Götze e Bernat pelas mais valias que representaram no momento ofensivo, enquanto que Benatia (foi o maior aliado de Neuer) e Xabi Alonso (novamente o jogador com mais bola no pé) também se destacaram.

Grupo F: APOEL-Paris SG, 0-1 (Cavani 87'); Barcelona-Ajax, 3-1 (Neymar 7', Messi 24', Sandro Ramírez 90'; El Ghazi 88');

No Chipre, o PSG dominou as operações, mas não foi exuberante (longe disso) no panorama ofensivo. O único golo acabou por surgir já perto do final por intermédio de Cavani, num encontro sem grandes destaques individuais, mas com Pastore abaixo do que é pretendido. Na outra partida, o Barcelona não teve problemas em vencer o Ajax por 3-1 e continua a 1 ponto do PSG. Neymar logo a abrir fez o 1-0 a passe de Messi, o próprio Astro argentino aumentou a vantagem pouco tempo depois, com El Ghazi e Sandro a marcarem para as suas equipas já perto do fim. Pedrito voltou a ser o escolhido para acompanhar o duo maravilha Culé, mas exceção feita a uma bola aos ferros, não esteve particularmente bem. Nota ainda para a exibição de Iniesta que emprestou bastante critério ao ataque, enquanto que Mascherano se voltou a destacar no meio campo, pela combatividade e segurança que mostrou no cômputo defensivo.

Grupo G: Chelsea-Maribor, 6-0 (Remy 13', Drogba 23' g.p., Terry 31', Viler 54' p.b., Hazard 77' g.p., 90');

Em Stamford Bridge, o Chelsea recebeu e goleou o Maribor por 6-0. Sem Diego Costa, que continua lesionado, Remy abriu o marcador pouco antes do quarto de hora inicial, mas viria a lesionar-se, sendo substituído por Drogba 3 minutos depois. E se sem o primeiro avançado na hierarquia, o segundo fez o gosto ao pé, sem o segundo, foi o terceiro a também inscrever o seu nome na lista de marcadores, depois de aos 23', ter feito o 2-0 de grande penalidade. O encontro estava a correr de feição aos Blues e Terry à passagem da meia hora aumentou a vantagem para 3. Na segunda parte, a matriz do jogo voltou a ser a mesma e Viler aos 54', fez o quarto, depois de ter marcado na própria baliza. O jogo foi-se encaminhando para o fim, no entanto ainda houve tempo, para em menos de 15 minutos, e pouco depois de Willian ter acertado na trave, Hazard, a figura do jogo, ter bisado, estabelecendo o resultado final em bolas a zero. Individualmente, destaque, claro está, para a estrela da companhia Eden Hazard (talvez o maior desequilibrador do futebol atual nos dias de hoje), e para Matic e Filpe Luís que sobressaíram nos dois lados do campo.

Grupo H: BATE Borisov-Shakthar Donetsk, 0-7 (Alex Teixeira 11', Luiz Adriano 28', 37', 40', 44', 82', Douglas Costa 35').

No outro jogo do grupo do FC Porto, registou-se o jogo até ao momento com maior diferença de golos no resultado. Depois de já ter sofrido 6 do FC Porto, o BATE Borisov foi humilhado em casa pelo Shakhtar que assim subiu à 2.ª posição. No entanto, e apesar do avolumar do resultado, os bielorrussos pecaram imenso na finalização e nem se pode dizer que tenham sido muito inferiores ao conjunto de Donetsk, que em 20 remates, acertaram 14 na baliza. Quando isto acontece, não há muito que dizer, e hoje os ucranianos estavam mesmo em dia sim, especialmente Luiz Adriano que marcou 5 golos em 6 remates (o outro foi ao poste). Destaque ainda para Shevchuk e Taison, com duas assistências cada um.

Schalke 4-3 Sporting (Obasi 34', Huntelaar 51', Höwedes 60' e Choupo-Moting 90+1; Nani 16' e Adrien 63' g.p e 78')


O Sporting bem tentou mas o grande jogo que fez (há muito tempo que não se via os leões com tanta categoria) não foi suficiente para pontuar na Alemanha. Foram muitas as adversidades que a equipa de Marco Silva encontrou ao longo da partida, mas houve duas que tiveram particular importância no desfecho final: a expulsão de Maurício ainda na primeira parte, numa fase em que os leões venciam e dominavam o jogo; e, mesmo no final, um lance muito polémico em que o árbitro de baliza assinalou penalty por bola na cabeça de Jonathan. Pelo meio, os verde e brancos conseguiram uma recuperação fenomenal de 3-1 para 3-3, mas em termos práticos saem de Gelsenkirchen sem pontos e no último lugar do grupo. Apesar de tudo, ainda é possível lutar pelo apuramento.

Quanto ao jogo, teve domínio total do Sporting nos primeiros 30 minutos. Os leões entraram com muita qualidade e chegaram ao golo numa bola parada estudada, com João Mário a assistir Nani. Pouco depois, primeira contrariedade para os leões, com Slimani a ser substituído por Montero. À passagem da meia hora, Maurício foi expulso pelo árbitro e, no livre, Obasi faz o empate (Patrício podia ter feito melhor). Na segunda parte, Huntelaar colocou o Schalke na frente e Howëdes fez o 3-1, que parecia ter acabado com as aspirações dos leões. No entanto, a garra da equipa de Marco Silva resultou em dois golos: primeiro por Adrien, num penalty ganho por Carrillo, e depois pelo médio português, a aparecer a finalizar de cabeça. O Sporting recuou e tentou manter o empate, mas, já nos descontos, o árbitro inventa um penalty para o Schalke e Choupo-Moting não falhou. 

Sporting - É uma vitória moral, é certo, mas os leões fizeram mais uma exibição que demonstra que esta equipa está muito forte. Há vários anos que o clube de Alvalade não apresentava esta personalidade e qualidade na forma como aborda os jogos. Depois de ter ganho no Dragão, hoje o conjunto de Marco Silva voltou a entrar com uma atitude dominadora e muita qualidade nos processos, vestindo a pele de "sofredor" na segunda parte e conseguindo recuperar uma desvantagem de 3-1. Contudo, com tantas adversidades foi impossível pontuar no jogo de hoje. Maurício, depois de ter permitido o empate em Maribor, voltou a provar que não tem nível para actuar na Champions, e Patrício teve algumas culpas no primeiro golo. A troca de Slimani por Montero não prejudicou a equipa, até porque a inteligência do colombiano fez a diferença na segunda parte. Carrillo e Nani também demonstraram a sua valia durante todo o encontro e especialmente quando os verde e brancos estiveram reduzidos a 10 (sobretudo o peruano, cada vez mais maduro). Mas os grandes destaques do dia de hoje foram Paulo Oliveira, com uma exibição imperial no centro da defesa, e Adrien Silva, com um papel essencial no meio campo e com dois golos que podiam ter sido decisivos.

Schalke - Vitória caída do céu, tendo em conta a fraca qualidade que os alemães apresentaram. Uma equipa com um orçamento gigante, mas que, ano após ano, não consegue superar esta irregularidade e até banalidade. Di Matteo não foi muito audaz na abordagem ao jogo e apenas com a expulsão de Maurício o conjunto da casa conseguiu incomodar os leões. O sector defensivo tem uma qualidade bastante pobre e é claro que os melhores jogadores da equipa estão no ataque: Obasi desequilibrou, Draxler foi determinante nos lances de perigo criados e Huntelaar, como é hábito, fez o gosto ao pé. 

FC Porto 2-1 Athletic Bilbao (Herrera 45' e Quaresma 75'; Fernández 58')
Que resposta do Mustang! Um golo do "desaparecido" Quaresma deixou o FC Porto muito perto dos oitavos-de-final da Champions. Com a vitória, por 2-1, frente ao Bilbao, os azuis-e-brancos, além de responderem ao desaire na Taça, dão um passo importante nas provas europeias. Depois de um jogo em que foram melhores na 1.ª parte, mas optaram por prolongar o intervalo e deixar o Athletic jogar sozinho nos primeiros 25 minutos do 2.º tempo. A nível individual, um Tello diabólico realizou a melhor exibição desde que chegou a Portugal, Quintero também esteve muito activo na 1.ª parte, mas as falhas defensivas (Maicon parecia uma "auto-estrada), a juntar ao desperdício de Jackson (falhou 4 golos cantados) iam deitando tudo a perder.

Quanto ao encontro, o primeiro tempo foi em grande parte dominado pelo FC Porto. Os dragões, com Quintero a titular pela primeira vez na Liga dos Campeões, iam tendo mais bola e, como é usual, apostavam na troca de bola em todo o campo, mesmo começando o momento ofensivo em zonas muito recuadas, optando por virar o centro de jogo regularmente. Aos 7 minutos surgiu a primeira oportunidade, com Martins Indi, servido por Casemiro, depois de este ter recuperado uma bola em terrenos adiantados, a atirar perto do poste. A resposta surgiu aos 26', com Mikel San José a apostar na média distância e a enviar a bola ao poste da baliza de Fabiano. Pouco depois, foi a vez de Jackson, num grande lance individual de Tello, levar perigo à baliza contrária, depois de um remate contra De Marcos. Aos 38 minutos, foi Fabiano (até então pouco em jogo) a ser posto em dificuldades, sentindo problemas para aliviar um livre lateral marcado por Susaseta (no entanto Danilo acabou por despachar). Um minuto depois, os azuis-e-brancos voltaram a levar perigo, com Danilo, a passe de Tello, depois de um grande trabalho do espanhol na direita, a atirar à malha, mas o golo só acabaria por surgir aos 45', muito graças a Juan Quintero. O colombiano tabelou muito bem com Jackson e, de frente para a baliza, serviu Herrera, com o mexicano a atirar sem hipóteses para Iraizoz para o fundo das redes, fazendo o 1-0.

Na segunda parte, a história foi outra. O Athletic entrou pressionante, contrariamente à equipa da casa que reiniciou adormecida, e, depois de um remate de Quintero para defesa de Iraizoz a punhos, começou a tomar conta da partida. Aos 51’, Guillermo fez o que quis de Maicon e já quase sem ângulo atirou para defesa de Fabiano. O Athletic estava por cima e volvidos 8 minutos os bascos chegaram mesmo ao golo, em mais um lance em que está bem mostrado um dos venenos do FCP de Lopetegui, os passes arriscados em zonas proibidas. Desta vez foi Herrera o autor, no entanto a lentidão de Casemiro e passividade de Maicon (foi facilmente ultrapassado) ainda tornaram os contornos mais graves. Quem aproveitou foi Guillermo Fernández, que atirou para o fundo das redes de Fabiano. Com 1-1 no resultado, os dragões tentaram pegar no jogo e Tello, já depois da hora de jogo, esteve perto de desfazer o empate, num lance em que puxou para dentro e atirou de pé esquerdo a rasar o poste. O tempo passava e o empate mantinha-se. Foi então que Lopetegui mandou entrar Ricardo Quaresma... e o resultado não podia ter sido melhor. Aos 75’, o Mustang numa combinação com Brahimi atirou forte e fez o 2-1, contando ainda com uma grande ajuda de Iraizoz, que não esteve bem na fotografia. Até final, o conjunto do País Basco ainda ameaçou voltar a empatar, mas Fabiano voltou a dizer presente e negou o golo a Laporte, depois de um cabeceamento forte do central francês. O jogo não terminaria entretanto sem Jackson confirmar o seu jogo apagado, depois de ter falhado um golo em que Brahimi, depois de ter trocado as voltas a De Marcos, o serviu de bandeja.

Destaques:


Jackson - trabalhou bem para a equipa mas muito mal para si mesmo: muito perdulário, desperdiçou 4 golos feitos.

Tello - completamente endiabrado na primeira parte, torturou e triturou a defensiva basca com as suas arrancadas e jogadas individuais, oferecendo vários golos que os colegas não souberam aproveitar. Menos fulgurante na segunda parte, ainda voltou a criar perigo, mas acabaria por ser substituído.

Quaresma - é o ídolo do público e continua a justificar a química com os adeptos: entrou e marcou, sendo absolutamente decisivo e mostrando que é uma opção válida. Uma seta apontada à baliza adversária.

Danilo - deu profundidade ao seu flanco, aparecendo por diversas vezes com perigo na área adversária e a combinar bem com Tello.

Alex Sandro - vai do 8 ao 80: quando quer, é dos melhores do Mundo na sua posição e mostrou-o hoje várias vezes; quando não está para aí virado, é displicente e pouco interventivo. Pena conseguir ser as duas versões num só jogo.

Maicon - desastroso. Falhou em todas as jogadas de perigo dos bascos, inclusive na do golo, e foi sempre mais um perigo que uma segurança para a sua equipa.

Rúben Neves - entrou bem no jogo, segurando o meio-campo numa altura em que o jogo estava caótico. Ajudou a recuperar o domínio com serenidade e grande discernimento.

Athletic Bilbau - é mais do que os seus resultados negativos. Na segunda parte, os bascos mostraram a equipa que podem ser, mas as falhas defensivas constantes e a falta de confiança traem a vontade de dar a volta. Muniaín e Beñat entraram para revolucionar o jogo, Guillermo foi um perigo quando deslocado para o centro e Susaeta tem grande classe. Na defesa, só Laporte se salva: San José, em especial, foi um desastre. Valverde mexeu bem ao intervalo mas resguardou-se demasiado cedo.

Interessante quadro de uma publicação inglesa, que realça ainda mais o impacto de Ronaldo no Real. O Bola de Ouro trouxe intensidade, competitividade e uma vontade de vencer que revolucionou o jogo madridista e mesmo a forma como o Mundo vê um gigante que previamente à sua chegada estava algo adormecido. E isso é visível nos números: Os merengues passaram de um cenário, tendo como base as 5 últimas épocas sem CR7, em que marcavam uma média de 72 golos por ano, para um patamar, desde que o craque aterrou em Madrid, de 106 golos por temporada. E pelo amostra deste arranque de época, parece que esta tendência é para continuar. Os Blancos em apenas 8 jogos para o campeonato já marcaram 30 golos (metade deles com à assinatura de Ronaldo). 

Vai ser o "Rúben Neves" do Benfica (são jogadores diferentes mas o exemplo de Lopetegui pode ajudar a "picar" JJ)? - Gonçalo Guedes, de apenas 17 anos, que se estreou no sábado pela equipa principal da Luz frente ao Sp. da Covilhã, integra a lista de convocados de Jesus para o jogo da Liga dos Campeões com o AS Mónaco. Jardel e Ola John, ambos com problemas físicos, ficaram fora da convocatória. Lista de convocados:
Guarda-redes: Artur Moraes, Paulo Lopes e Bruno Varela;
Defesas: Lisandro López, Luisão, Maxi Pereira, Eliseu e César;
Médios: Samaris, Enzo Perez, Cristante, Talisca e André Almeida;
Avançados: Gaitán, Salvio, Gonçalo Guedes, Pizzi, Tiago Bebé, Derley, Lima e Nelson Oliveira.

Pelo 3.º ano consecutivo os bávaros podem pescar no conjunto de Klopp e fazer um 2 em 1: aumentar a qualidade da equipa e desfalcar o principal rival (o defeso demonstrou que o dinheiro - e o Borussia fez um investimento significativo no último Verão - nem sempre é suficiente, ainda para mais quando a tarefa é substituir elementos como Gotze e Lewandowski... e se a estes se juntar Reus, o cenário passa a ser catastrófico).  

Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern, confirmou publicamente o interesse do clube de Munique em Marco Reus, do Dortmund. Rummenigge que tem picado o Borussia e há uns meses adiantou que Reus tem uma cláusula de rescisão de apenas 25 milhões euros, o que aumentou a cobiça de emblemas como o Real, Arsenal e City no internacional alemão, deu a entender que tudo vai depender do médio ofensivo, já que o líder da Bundesliga deve bater a cláusula no final da época.

A formação do Sporting vai precisar de fazer pelo menos 7 pontos nos próximos 3 jogos (e até pode não chegar) para estar representada na fase decisiva da Champions para Juniores - Depois de ter sido goleada por 5-0, pelo Chelsea, a equipa de Juniores leonina, foi a Alemanha perder, por 3-0, frente ao Schalke 04, em jogo a contar para a 3.ª jornada da Youth League. Schröter 4', S. Sané 28' e Lohmar 87' fizeram os golos dos alemães, que estão agora isolados no 2.º do grupo G com 6 pontos, menos 3 que o Chelsea (bateu o Maribor por 2-0), e com mais 3 que o Sporting. 

Os dragões (com 6 estrangeiros na equipa), que já têm 7 pontos em 3 jogos, estão praticamente na próxima fase.

Com golos de Leonardo Ruiz, de cabeça, e Bruno Costa, na sequência de uma boa jogada individual, o FC Porto bateu (2-0) o Athletic de Bilbao na 3ª jornada da Youth League. Boa exibição dos portistas, mesmo a jogar com 10 nos últimos 40 minutos fruto da expulsão de Cléver. Ruiz (colombiano que é um verdadeiro ponta-de-lança) voltou a marcar, o mexicano Raúl Gudiño também esteve bem na baliza, mas apesar da forte presença de estrangeiros nesta equipa (a estes juntaram-se Fidelis, Elvis, Agbenyenu e Malthe Johansen), o extremo Ruben Macedo foi o principal destaque.

Contas dos azuis e brancos:

A SAD do FC Porto anunciou hoje um prejuízo de 40,7 milhões de euros no exercício da época de futebol 2013/14, que os seus administradores consideram “conjuntural e atípico”.

O administrador para a área financeira da SAD dos “dragões”, Fernando Gomes, justificou os números negativos com os maus resultados desportivos da época passada e o não-registo de cerca de 25 milhões de euros (ME) correspondentes às transferências dos jogadores Mangala e Defour, que apenas podem ser contabilizados no exercício em curso. Além das verbas alcançadas com a transferência dos dois passes para o Manchester City e Anderlecht, respetivamente, também os 10 ME da presença da Liga dos Campeões só serão contabilizados no atual ano desportivo, como obrigam as regras da UEFA, já que o FC Porto não garantiu a presença na prova antes de 30 de julho, conseguindo-o apenas em agosto, após a disputa de um “play-off” de acesso. “O Mundial de futebol trouxe sérios reflexos às contas”, disse o dirigente, durante a apresentação das contas aos jornalistas, hoje de manhã, no pavilhão Dragão Caixa, explicando assim, por exemplo, a resolução dos contratos com os dois jogadores referidos, ambos envolvidos na prova que decorreu no Brasil. Ora, manda o rigor contabilístico, as regras da UEFA e a entidade reguladora – a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – que os valores das transferências, assim como o prémio de presença na “Champions” seja apenas registado nas contas do corrente exercício, “no qual o FC Porto já tem garantidos esses 35 milhões de euros”, disse o responsável. “Financeiramente, não temos problemas a enfrentar”, reforçou o administrador”, para quem a incorporação dessa verba no atual exercício “é um bom indicador para apresentar bons resultados”.

Segundo os dados anunciados pela SAD, “o resultado líquido consolidado é negativo em 40,701 ME, o que é bastante inferior ao obtido no período homólogo, em que foi positivo em 20,356 ME, principalmente devido à diminuição dos resultados com passes de jogadores”. O mesmo relatório refere que, “ainda que o resultado de exploração seja negativo, a sociedade continua dentro do valor recomendado pela UEFA para o rácio salários versus proveitos operacionais (…), apresentado um valor na ordem dos 67 por cento”, sendo que o limite é de 70 por cento. Por outro lado, justificou o recente aumento de capital da SAD numa perspetiva de antevisão “destes resultados negativos”, o que teria de ser realizado até 31 de dezembro “para que o FC Porto não seja penalizado em função do “fair-play” financeiro”. Nesse sentido, relevou o reforço da participação do clube na SAD, que será de 72,5 por cento após a Oferta Pública de Aquisição (OPA), a anunciar na próxima semana: “Como, com a atual legislação, não há limite máximo para a participação dos clubes nas sociedades desportivas, assim bloqueamos o capital social da SAD do FC Porto a qualquer ataque de investidores externos”. “Assim, são os sócios que controlam a SAD e, quantos às contas, os remendos estão encontrados e executados”, concluiu Fernando Gomes. Fonte: Agência Lusa

20 de Outubro de 2014

Neste que é o primeiro texto que tenho a honra de escrever para o maior blogue desportivo nacional, começo desde já pelas apresentações: chamo-me Miguel Sancho, sou habitual comentador de snooker no Eurosport, ex-jornalista (Jornal Record, Loures Municipal) e, ao contrário de outros, gosto também de me assumir pelo que sou: sportinguista dos sete costados e total defensor da atual direção do meu clube que, diga-se de passagem, ajudei modestamente a eleger.

Posto isto, vamos ao tema que gostaria de debater neste primeiro artigo: a importância da cultura de clube e a dicotomia entre essa mesma cultura e a cultura de negócio que se instituiu um pouco por todo o planeta, nesta era de aldeia global que vivemos.

Recordo a eliminatória do Sporting frente ao Manchester City e relembro a frase que mais se dizia na altura: “Money can’t buy history” (“O dinheiro não compra a história”). Vem isto a propósito da discussão lançada no último “Play Off”, da Sic Notícias, programa que conta com a presença de três monstros sagrados dos grandes de Portugal. São sobretudo jogadores que, pelo que foram em campo e fora dele, sabem bem da importância de um balneário saber e sentir diariamente essa cultura de clube: Manuel Fernandes (Sporting), Rodolfo Reis (FC Porto) e António Simões (Benfica), todos eles capitães das respetivas esquipas, e homens que jogaram longos anos nos seus clubes do coração e que passaram aos mais novos o que aprenderam com as anteriores gerações.

Sporting a definhar desde João Rocha

Recordo os meus tempos de meninice: ia a Alvalade com o meu avô e via a equipa de futebol a treinar, tendo à sua volta Carlos Lopes e Mamede, entre muitos outros, que também eles se preparavam para a próxima prova. Sentia-se ali uma cultura de clube, alicerçada no ecletismo e no tremendo número de praticantes das mais diversas modalidades, em especial a ginástica (que saudades do professor Reis Pinto) e da natação.

Ora essa noção de cultura de clube e de vitórias foi-se aos poucos perdendo. Os “Manueis Fernandes” e “Jordões”, tal como os “Barões”, “Inácios” e “Euricos” foram dando lugar a “Salcedos”, “Ricardos Rochas”, “Meades”, entre outros. Quando partiram ficou o vazio, mais tarde preenchido por jovens valores (Figo, Peixe, Dani) mas que já não tinham essa noção de Sporting grande e vencedor que encheu de orgulho os que têm coração verde-e-branco no final dos anos 70 e início de 80.

Foi preciso então esperar 18 longos anos para ver o Sporting de Vidigal, Pedro Barbosa e Beto, apoiado em jovens valores portugueses e estrangeiros de outras paragens (Rui Jorge, Delfim, Dusher) e veteranos de inegável qualidade (André Cruz, Acosta e De Franceschi) para que a tal mítica regressasse para os lados de Alvalade. Tudo isto sem esquecer que o treinador, Augusto Inácio, sabia como poucos o que significava o legado de João Rocha.

Depois, novos passos atrás foram dados, com a saída progressiva e gradual dos nomes com história de leão ao peito. Quase década e meia depois, o Sporting volta a ter todas as condições para readquirir essa ideia de cultura de clube pois, apesar de muito jovens, nomes como Rui Patrício, Cédric, Adrien, João Mário e Nani sabem bem o que é vencer e percebem o Sporting e os sportinguistas como ninguém.

Esta realidade e ainda a figura de um presidente interventivo, sempre presente, conhecedor dos desejos da massa associativa e sempre pronto a dar o corpo às balas pelo clube dá uma dimensão real das mais-valias criadas por este cenário que, ainda no triste e recente consulado de Godinho Lopes, mais parecia impossível sequer de imaginar.

FC Porto e Benfica: duas faces da mesma moeda

Nos últimos 10 anos Porto e Benfica têm vindo a descaracterizar-se. Os sérvios encarnados do ano passado e os espanhóis de Lopetegui, em 2014/2015, só vêm confirmar o que já se sabia. Não poucas vezes, nos últimos anos, Benfica e Porto apresentam-se em campo sem portugueses. Se no caso do Benfica esse facto ainda tem sido disfarçado com estrangeiros com muitos anos de clube, no Porto já nem isso se passa.

Na minha opinião, o FC Porto de Pedroto e Pinto da Costa começou a ganhar quando apostou em jovens jogadores nascidos na região norte (Gomes, João Pinto, Jaime Magalhães, André, Lima Pereira, Frasco, etc.), que deram ao clube o tal suplemento motivacional para lutar contra o "centralismo de Lisboa". Foi assim (e também com o controlo gradual do sistema que gere o futebol fora das quatro linhas) que equipas de menor qualidade (os anos de Carlos Alberto Silva são disso bom exemplo) conseguiram o sucesso interno e, posteriormente, internacional.

No Benfica, depois da geração de Veloso, Chalana e Diamantino, os estrangeiros foram invadindo o 11 encarnado. A crise de 93 ainda trouxe alguns portugueses de valor, como Paulo Sousa, Paneira, João Pinto, mas os últimos anos têm sido catastróficos. Sem lusitanos de grande valor que sejam titulares permanentes, sobram ao Benfica nomes como Luisão e Maxi Pereira para continuar a passar a cultura de clube. Estou convicto que, tal como aconteceu com o Porto, também o Benfica passará por esse vazio aquando do final de carreira ou venda desses jogadores, até porque a permanência de um estrangeiro por mais de uma década num clube de topo é cada vez mais rara.

E é bom recordar o percurso do FC Porto. Depois da histórica geração dos anos 90, onde pontificavam nomes como Semedo, Paulinho Santos, Bandeirinha, Fernando Couto ou Sérgio Conceição – sendo que na equipa técnica estavam figuras célebres como António Oliveira, Inácio ou Rodolfo Reis – sobraram ainda alguns míticos atletas que faziam questão de serem capitães com a camisola 2 vestida, como Jorge Costa e Bruno Alves. Após a saída de cena destes nomes, sobraram estrangeiros com muitos anos de clube, como Helton ou Lucho. Inevitavelmente, salvo raras e honrosas exceções, os estrangeiros não acabam a carreira entre nós. Lucho já foi e a grave lesão de Helton praticamente terminou com a carreira do guarda-redes antes de tempo.

E o que é o FC Porto de hoje? Uma equipa sem cultura de clube mas sim com cultura de mercado, onde as hordas de estrangeiros vão e vêm. Mesmo com Rui Barros na equipa técnica e outros nomes históricos nas camadas jovens, definitivamente não chega. Pinto da Costa e Reinaldo Teles ainda vão fazendo o que podem, mas podem pouco, porque o balneário é algo muito próprio e os dirigentes jamais substituirão os atletas na passagem do testemunho, do discurso e da cultura.

Olho para esta equipa do Porto e não vejo ninguém que tenha percebido a importância deste jogo (a começar no treinador), especialmente tendo em atenção o momento das relações institucionais entre Porto e Sporting (ou, se quiserem, entre Pinto da Costa e Bruno de Carvalho). Rodolfo Reis, profundo conhecedor da importância dessa mentalidade, colocou (e bem) o dedo na ferida, ao dizer que alguém teria de explicar ao treinador que esta eliminatória da Taça de Portugal era muito mais que um simples jogo de futebol.

Poderá o futuro ser verde-e-branco?

Serve tudo isto para dizer que confio na criação de uma mística leonina para os próximos anos. Para que tal aconteça, basta que os jovens saiam a um ritmo cadenciado, e que, por cada um que saia, um outro se levante (António Oliveira dixit), de preferência inundado desse espírito de conquista em tons de verde. É fundamental aguentar as saídas até aos 23 ou 24 anos (tal como foi feito com William Carvalho) e não permitir que outros saiam de todo (Adrien e João Mário são bons exemplos).

Além disso, é também muito importante a conquista – já esta época – de títulos. A onda verde que se criou desde que Bruno de Carvalho assumiu a presidência exige isso, e o discurso do líder e do treinador assentam nessa ideia do sucesso a curto prazo. O que aconteceu nas bancadas do Dragão, onde quatro mil sportinguistas abafaram mais de 30 mil dragões, é sintomático do entusiasmo criado nas hostes leoninas, em contraponto com um público que criou o famoso “Tribunal das Antas”, onde os adversário sofriam horrores, mas que hoje mais parece uma sombra de um passado não muito distante.

Se tudo isso acontecer, o Sporting será na próxima década uma equipa assente de novo na cultura de clube, ao contrário dos adversários que, a cada ano que passa, têm apenas e só cultura de negócio. E essa cultura de clube, meus caros, consegue muitas vezes fazer das fraquezas forças, e ganhar onde outros não conseguem.

É assim que se formam campeões!

Miguel Sancho, comentador da Eurosport

Imagem: Daily Mail
Rafael traiu uma excelente exibição de Rojo e permitiu a Berahino (que não pára de marcar) juntar-se a Pellé no 3.º lugar dos melhores marcadores da PL; Na frente também faltou uma melhor decisão, já que os Red Devils dominavam, desequilibravam, mas falharam sempre no último toque.

Empate 2 entre o West Brom e Man Utd na partida que encerrou a 8.ª jornada da Premier League. Sessegnon, logo a começar o encontro com um belo remate, abriu o marcador, Fellaini, que substitui o apagado Herrera ao intervalo, fez o 1-1 (um tiraço). Mas numa fase em que os Red Devils estavam por cima, Berahino isolado (Rafael não respeitou a linha defensiva) fez o 2-1. Mesmo assim, já perto do fim, Blind com um remate colocado a 3m do fim, fez o 2-2 final. Resultado, que deixa os Red Devils no 6.º lugar a 10 pontos do Chelsea, já os anfitriões (novamente sem Varela, que ainda não jogou na PL), continuam em 14.º.  Alguns destaques: Rojo fez uma exibição quase perfeita, muito forte na antecipação e nos duelos (ganhou todos os lances a Berahino, a sensação da época, apesar de já ter começado bem em 2013-14); A dupla Herrera-Mata continua sem convencer (e juntos custaram 80 milhões); Januzaj, que foi titular, também definiu quase sempre mal; Enquanto que Di Maria, que fez 4/5 cruzamentos de grande nível na 1.ª parte (a equipa cresce quando a bola chega aos seus pés), saiu lesionado o que pode ser uma boa noticia para Mourinho; Nota ainda para a boa entrada de Fellaini, que além do golo (esteve 14 meses para se estrear a marcar pelo Man Utd) mexeu claramente com o jogo dos Red Devils. Do lado do West Brom, a dupla Dawson-Lescott, esteve a um bom nível. Morrison no meio campo também foi importante, enquanto que Berahino (qual Sturridge) na frente não desperdiçou.

Era uma boa noticia para os leões - Ricardinho sofreu uma rotura no adutor durante o jogo de sábado, frente ao ElPozo Murcia (2-2), e vai desfalcar o Inter Movistar, adversário do Sporting na ronda de elite da UEFA Futsal Cup, pelo menos um mês. O internacional português pode falhar assim a participação nos encontros do grupo A da ronda de elite, que se disputa, em Odivelas, entre 18 e 23 de novembro.

A luta pelo título Mundial ficou reduzida a Fanning, Medina, Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo - Mick Fanning, um dos 7 surfistas que ainda tinham hipóteses de ser campeão do Mundo antes de começar a etapa portuguesa, venceu o Moche Rip Curl Pro Portugal ao derrotar na final o sul-africano Jordy Smith.

Não podia ter sido melhor o final de Supertubos. Os tubos mundialmente famosos, ainda que a espaços, apareceram, e se para os nossos irmãos da BrazilianForce a prova não terminou com o há muito aguardado titulo mundial para um Brasileiro, para os restantes fãs, o Moche RipCurl Pro Portugal teve o mérito de reabrir (e remisturar) completamente a luta pelo titulo mundial. Se o campeonato tinha começado em tons de tempestade e ondas não muito apetecíveis, após os "Lay-Days" com um tempo de Verão e o mar a ajudar, o "melhor público do mundo" pode ver num "estádio" 5* os melhores do mundo ao seu melhor. No entanto, o n.º 1 de 2014 Gabriel Medina não foi capaz de ultrapassar Brett Simpson, e se tudo se alinhava para que Kelly Slater tomasse a dianteira do ranking mundial, o careca não fez melhor e foi eliminado por "nuestro hermano" Aritz Aranburu que aproveitou para obter em Supertubos o seu melhor resultado da época e alimentar um pouco as suas (curtas) hipóteses de permanecer no Tour. De facto, após este evento a única certeza que parece haver é a de que a Euroforce estará novamente junta, mas no WQS. A partir deste ponto todas as atenções se centravam, e com mérito, em John John Florence, pois o jovem prodígio Havaiano estava a ser indiscutivelmente o melhor surfista do evento e da segunda metade da época. Já todos apostavam num triunfo de John John em Portugal para depois este ir disputar a luta pelo titulo mundial no "seu" Pipeline. Só que a lógica foi coisa que não compareceu em Peniche e JJ também foi eliminado dizendo adeus na luta pelo titulo mundial (só a vitoria interessava). O responsável? Jordy Smith, um dos mais aclamados surfistas do mundo e aquele de quem se diz que se não fosse a sua extrema inconstância seria competidor regular pelo titulo mundial tal é o talento natural que tem. Jordy Smith eliminou então John John e carimbou o passaporte para a final onde ficava a espera do vencedor do duelo entre Kai Otton (um atleta que passou o ano a lutar pelos lugares de permanência no WorldTour mas que depois do resultado obtido em Portugal pode ter assegurado o mesmo, alias, era o campeão em titulo, parece que se dá bem com os ares do nosso pais.) e... Mick Fanning! Ninguém o viu chegar, e ninguém esperava que chegados à ultima prova do circuito mundial fosse ele a principal oposição a Gabriel Medina. Mas o facto é que Fanno sorrateiramente aproveitou para construir um resultado sólido e, após uma final em que dominou do principio ao fim Jordy Smith, carimbou a terceira vitoria deste ano, as mesma de Gabriel Medina, e ultrapassou Kelly Slater no segundo lugar do ranking.

Agora chega a mítica Pipeline, onde ainda há três atletas a concorrer pelo titulo mundial (apesar de Slater precisar de vencer e que Medina não ultrapasse a 3ª ronda, difícil, sim, mas aquele que é indiscutivelmente um dos maiores atletas de sempre já nos provou ser capaz de o fazer), e um quarto que sem ter matematicamente hipóteses pode, por jogar literalmente em casa, ser decisivo. A única certeza ao vermos os melhores deixar a Europa onde a mesma termina, é a de que Peniche pertence indiscutivelmente ao WorldTour. Enviado pelo João Carlos.

Há dias, momentos, que definem a vida de uma Pessoa. Que marcam um antes e um depois. Pontos de viragem de um trajeto. Como tantas vezes, aqui, futebol e vida coincidem. Quem pode ignorar a importância daquele Sporting-Manchester United no percurso de Cristiano Ronaldo? Ficaria Ricardo na história se não tivesse sido herói nas grandes penalidades frente aos ingleses em 2004 e 2006?

Cédric Soares terá amanhã pela frente um jogo especial, o qual poderá revelar-se muito importante na carreira do lateral. O jogador português irá atuar no país que o viu nascer, frente a uma das principais equipas do país campeão do mundo, campeonato esse onde goza de muito mercado, em parte devido a essa afinidade intrínseca. O jovem de 23 anos terá ainda como rival directo Julian Draxler, um dos eleitos por Low para fazer história no Brasil e uma das principais coqueluches do futebol germânico. Tudo isto numa semana em que se tornou titular da Seleção, estatuto que tem tudo para manter, dado a condição de suplente de André Almeida, e devido ao facto de, por distintas razões, Miguel Lopes, Sílvio e João Pereira não estarem a jogar.

Para Cédric, o encontro de amanhã supõe uma dose de motivação e uma vontade de brilhar extras, dada a sua particular relevância: sob o ponto de vista coletivo, uma vitória coloca os leões no bom caminho para atingirem a fase seguinte da Champions League (seguem-se 2 encontros em casa nos quais 4 pontos poderiam bastar), feito que possuiria especial revelo por se dar apenas ano e meio depois da pior época da história do clube e pela sua relevância financeira (quer directa, através dos prémios que a competição atribuí, quer indirecta, pela grande valorização de ativos que gera), e que poderia catapultar os leões para uma grande época (o impacto, quer no plantel, quer nos adeptos, de vencer no Porto e em Gelsenkirchen em somente 3 dias seria enorme); numa perspectiva individual, uma boa exibição face a Draxler e companhia colocaria Cédric definitivamente na rota dos principais clubes da Bundesliga, ainda para mais quando atua numa posição onde mundialmente existe carência de bons elementos e quando daqui a 14 meses será um jogador livre para assinar por qualquer clube (termina contrato em 2016).

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Pedro Barata

Algumas notas: 1.ª - uma espécie de ataque ao Sporting, mais concretamente a Bruno de Carvalho; 2.ª - Não se entende como é que se coloca no lugar de um incompetente alguém que fez um mau trabalho na última vez que esteve ligado a uma Instituição; 3.ª - Talvez agora se perceba a presença de Duque na última Assembleia da SAD dos leões (tentar ganhar alguns pontos). 4.ª - Veremos se agora aparecem os investidores; 5.ª - Enquanto que os órgãos de Disciplina e arbitragem estiverem na Federação, a Liga terá essencialmente uma importância na parte financeira.

Os vinte e sete clubes da I e II Ligas - o Sporting não foi convidado - que se reuniram em Coimbra decidiram hoje por unanimidade escolher Luís Duque, administrador da Sad leonina na Era Godinho Lopes, para a presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O anúncio foi feito por Tiago Ribeiro, presidente da SAD do Estoril-Praia. Sendo que as eleições realizam-se a 27 de outubro. Recordamos que na última semana, Godinho Lopes, antigo presidente do Sporting, adiantou publicamente que também tinha sido convidado para presidir a Liga.

Sem o galês, que é dos um elementos que mais preocupa os catalães, apesar de estar a desiludir neste inicio de época, quem deverá entrar no 11: Isco (que tem cumprido nos últimos jogos, mas não defende) ou Illarra (com James a descair numa das alas, e a dupla Kroos-Modric a ter mais liberdade)?

A imprensa de Madrid (veremos se não é "truque") garante que o Real não vai poder contar com Gareth Bale para o encontro, diante do Liverpool, para a Liga dos Campeões, nem no "El Clásico, frente ao Barcelona. Segundo o jornal "Marca", o galês veio "tocado" dos jogos da seleção com Bósnia e Chipre e está a contas com uma lesão muscular.

Os Viola perderam a paciência com uma das desilusões do campeonato italiano na última época - Josip Iličič, que se fartou de facturar ao serviço do Palermo, continua a desiludir na Fiorentina, já em 2013-14 não correspondeu às expectativas, e de acordo com a imprensa italiana foi colocado no mercado. O médio, que chegou a suscitar o interesse do Inter ou Liverpool, deve ser emprestado em Janeiro, mas se houver uma boa oferta sai em definitivo. Friburgo, Sassuolo e Leeds estão a ser apontados como possíveis destinos do internacional esloveno.

A mística do FC Porto desapareceu? Este inicio de época dos azuis e brancos evidenciou dois problemas: 1.º - sem ser Jackson, a maior parte dos elementos não possui a mentalidade competitiva que sempre caracterizava o elenco portista; 2.º - os adversários "perderam o respeito" aos azuis e brancos. 

Jaime Magalhães, campeão europeu pelos azuis e brancos, onde fez toda a sua carreira, chegando a envergar a braçadeira de capitão, em entrevista à RR, destaca a ausência de uma voz de comando dentro de campo, como um dos problemas deste FC Porto. Jaime Magalhães elogia as qualidades de Jackson Martinez como ponta-de-lança, mas lembra que "o colombiano está há pouco tempo no clube e como só há estrangeiros, teria que ser um deles o capitão de equipa". "Se tivéssemos um português, dois, três ou quatro, seria óptimo. Agora, como não temos quem é que pode ser?", pergunta o antigo jogador. Como não há Ricardo Quaresma, entende Jaime Magalhães que "não há uma voz de comando", lembrando que quando Helton jogava era ele o capitão e "dizia algumas coisas". Como não existe nenhum comandante, os jogadores "ficam desorientados". "Não temos um central português, não temos um jogador português que esteja a jogar há muito tempo no FC Porto e claro que a mística do FC Porto desapareceu completamente", lamenta o antigo capitão.

Recordamos que o FC Porto fez história esta época frente ao Shakhtar, ao apresentar pela primeira vez, em 121 anos de história azul e branca, um onze totalmente estrangeiro, o que espelha a recente perda de influência de jogadores nacionais no clube portista.

Noutro âmbito, o antigo extremo, realçou que contra o Sporting, o treinador espanhol "arriscou bastante" na rotatividade e "acabou por ter azar em lances cruciais". Para Magalhães os leões "estão a jogar bem", embora tenha "sido uma derrota que ninguém aceita". "Os sócios do FC Porto já esperaram bastante" e querem que Lopetegui acabe com tanta rotatividade na equipa, segundo Jaime Magalhães. Agora pede-se que o treinador espanhol "ponha a equipa que tem feito melhores resultados".

Se pretende partilhar a sua visão sobre qualquer tema da actualidade desportiva (só vamos aceitar textos bem estruturados, isentos e pessoais), envie-nos as respectivas crónicas para visaodemercado.blog@gmail.com. A colaboração dos leitores é fundamental para a manutenção deste projecto.

19 de Outubro de 2014

Concorda com o francês? Independentemente da opinião, parece evidente que a figura que dirige o futebol europeu não devia ter esta postura publicamente, pela pressão que coloca e por claramente tentar visar um futebolista em particular.

O presidente da UEFA, Michel Platini, deu a sua opinião de quem deveria levar a Bola de Ouro, defendeu que um elemento alemão, por ter vencido o Mundial, seria a escolha acertada, retirando, assim, algum favoritismo a Cristiano Ronaldo. "Vocês já me conhecem, defendo que nos anos do Mundiais, quem deve ganhar é alguém que brilhou no Mundial. Cristiano Ronaldo não brilhou, Portugal não brilhou. Foi a Alemanha que venceu e na equipa alemã encontramos vários jogadores consagrados", confessou Platini, em entrevista ao Bein Sports. O presidente da UEFA ainda justificou a sua teoria. "É verdade que não voto, mas a realidade é que a Alemanha venceu o Mundial e todos os anos do Mundial a Bola de Ouro em princípio vai para alguém que venceu o Mundial. Foi assim até há quatro anos, onde Lionel Messi ganhou sem ser brilhante no Mundial", concluiu Platini.

Vai conseguir? Nani, como se esperava, além do impacto desportivo está a ser a referência que este leão precisava. 

"Tenho vindo a trabalhar com um preparador físico no ginásio que chegou no ano em que Ronaldo saiu, mas que trabalhou com Nani. Ele tem fotos de como Nani ficou diferente. Estou esperançado que ele faça o mesmo por mim também. Ele criou para mim um programa específico, onde o objetivo é fazer com que fique mais rápido, forte, ágil e muito mais coisas", afirmou Ryan Gauld, o reforço mais caro do Sporting para 2014-15, em entrevista ao Herald Scotland. O jovem escocês, que desvalorizou o facto de estar a jogar pela equipa B, destacou ainda a importância que Dier teve na sua adaptação. "Foi fantástico ter o Eric Dier por perto. Se precisasse alguma coisa ele estava lá para ajudar. E foi uma pena que ele tivesse saído para o Tottenham. E ele, que nem estava a deixar marca no Sporting na época passada, agora está a jogar imensos jogos nos Spurs este ano, o que mostra a qualidade que tem".

Sem grande alarido a equipa de Unai Eméry já está em 2.º - Com Carriço e Beto de inicio (Figueiras entrou ao intervalo), o Sevilha foi ao terreno do Elche vencer, por 2-0, golos de Bacca e Gameiro, e assumiu de maneira isolada a vice-liderança da Liga (está a 3 pontos do Barcelona e com mais 1 ponto que Real e 2 que Atlético e Valencia).

Terceira derrota consecutiva para Pedro Emanuel - O Vit. Setúbal, com um golo de Yann Rollim, na primeira parte, eliminou o Arouca, e garantiu a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal.

Série A - A Lazio venceu fora a Fiorentina, por 2-0 (golos de Filip Đorđević e  Lulić), vitória forasteira também do Milan (Honda bisou frente ao Verona), que permitiu ao conjunto de Inzaghi ultrapassar a Udinese (perdeu frente ao Torino), e subir ao 4.º lugar. No jogo grande da jornada 7, Inter e Nápoles empataram 2. Callejón fez o 1-0 aos 79', Guarín empatou passado 3 minutos, mas o melhor estava guardado para o fim, com Callejón a bisar no minuto 90 e Hernanes, um minuto depois, a fazer o empate para a equipa da casa.

Se não renovar entende-se. O avançado por um lado, sabe que tem qualidade para ser uma 1.ª figura, por outro, olha para o passado e futuro e vê que com Jackson, Adrián e Aboubakar a juntar à actual política dos dragões caso estenda a sua ligação aos azuis e brancos vai ser mais um "Castro, Vieirinha ou Paulo Machado".

André Silva está a ser apontado pela imprensa ao Chelsea e Arsenal. O jovem avançado, 2.º melhor marcador no último Europeu sub-19, é um alvo muito apetecível já que o contrato que o liga ao FC Porto termina no final desta época. VM - Será curioso perceber qual será o seu futuro clube, caso não renove. É óbvio que o jogador tem o futuro "nas mãos", mesmo que fique sem jogar até ao final da temporada, vai ter facilidade, pelo talento que tem, e já apresentou no passado, em fazer um bom contrato. Veremos é se dará prioridade ao lado desportivo ou financeiro.

Excelente exibição de Luisinho, aliás quem estivesse desligado da classificação não percebia quem era o 2.º e último classificado da La Liga, já que o Depor foi quase sempre melhor.

O Deportivo aproveitou a falta de soluções de jogo do Valencia, para vencer o conjunto de Nuno, por 3-0. Os galegos, que com este triunfo deixaram o último lugar, dominaram quase sempre o encontro, e juntaram à postura táctica uma tremenda eficácia. impondo assim a 1.ª derrota ao clube Che (que desceu ao 3.º lugar) nesta época. Gaya, num lance em que fez falta o sistema de balizas, marcou na própria baliza, em cima do intervalo Lucas Pérez, a passe de Ivan Cavaleiro, ampliou, e já na 2.ª parte Toché fez o resultado final. Destaque para a boa exibição de Luisinho, que venceu praticamente todos os duelos individuais, Sidnei também teve nota positiva no centro da defesa, já Cuenca, foi o elemento mais dos galegos, com a sua capacidade em decidir e desequilibrar. Do lado do Valencia, parece que os prémios/esta pausa devido às selecções fizeram mal ao conjunto de Nuno. Praticamente nenhuma oportunidade de golo, Alcácer demasiado escondido no meio dos centrais do Depor, e sem serem algumas arrancadas de Rodrigo ficou evidente a falta de soluções para contrariar a disciplina do adversário. Sendo certo que as lesões também condicionaram o trabalho do treinador do Valencia, já que Joel (Diego Alves lesionou-se no aquecimento) errou no 2-0, e Filipe Augusto (que substitui o lesionado André Gomes) não resultou no meio campo (Parejo hoje também fez a pior exibição em 2014-15, o que não ajudou). Mesmo assim, na frente o 3.º elemento continua a ser o elo mais fraco, hoje Piatti não apareceu na 1.ª parte e Féghouli é a maior derrota do português até ao momento (o ano passado era uma das estrelas e agora - o facto de ser suplente pode explicar - não está a acrescentar o mesmo).

Juntou-se ao americano Bjorn (Atlético), ambos com 9 golos - Com um bis de Rui Fonte (subiu ao topo dos melhores marcadores), o Benfica B derrotou o Farense, por 2-0, em jogo da 11.ª jornada da II Liga, resultado que permite aos encarnados (embora tenham mais um jogo) igualarem o líder Freamunde, com 22 pontos.

Uns com mais dificuldades (Belenenses, Moreirense, Rio Ave e Gil Vicente), outros com menos (Nacional e Marítimo), à excepção da Académica (que foi surpreendida pelo Santa Maria e juntou-se ao FC Porto, Boavista e Estoril nos conjuntos já eliminados), as equipas da I Liga conseguiram garantir a passagem para a IV eliminatória da Taça - Resultados da III eliminatória:

Casa Pia (CNS) - Vizela (CNS), 1-4 (ap)
Sourense (CNS) - Santa Eulália (CNS), 0-1
Mortágua (CNS) - Fafe (CNS), 1-3
Chaves (L2) - Cova da Piedade (CNS), 7-0
Gil Vicente (L) - Real Massamá (D), 2-1
Santa Maria (CNS) - Académica (L), 1-0
Nacional (L) - Alcananense (CNS), 6-1
Marítimo (L) - Gondomar (CNS), 4-0
Coimbrões (CNS) - Rio Ave (L), 0-1
Paços de Ferreira (L) - Atlético Reguengos (CNS), 4-0
Moura (CNS) - V. Guimarães (L), 0-2
Salgueiros (CNS) - Oliveirense (L2), 1-3
AD Oliveirense (CNS) - Belenenses (L), 2-3 (ap)
Penafiel (L) - Tondela (L2), 2-2 (4-3 gp)
Moreirense (L) - Pedras Rubras (CNS), 2-1
SC Braga (L) - Alcains (D), 4-1
Operário (CNS) - Tirsense (CNS), 3-1
Vitória Sernache (CNS) - Vieira (CNS), 1-1 (1-4 gp)
Riachense (CNS) - Benfica e Castelo Branco (CNS), 2-1
Freamunde (L2) - Felgueiras (CNS), 3-2
Serzedo (D) - Espinho (CNS), 1-1 (6-7 gp)
Ribeirão (CNS) - Torreense (CNS), 2-0 (ap)

Que final (4 golos nos últimos 8 minutos)! E um resultado que não traduz o que se passou, já que os Reds foram inferiores.

Mais um jogo à Premier League! O Liverpool, sem merecer, foi ao terreno do QPR, vencer por 3-2, golos de  Dunne 67' (p.b.), Coutinho 90' e S. Caulker 90'+5'(p.b.), e subiu, à condição, ao 5.º lugar. Já os londrinos continuam em último. Encontro com a emoção típica do campeonato inglês, mas com demasiados erros defensivos. Na 1ª parte o QPR foi claramente superior (bem na pressão), com 3 claras oportunidades de golo (duas bolas nos ferros, uma delas onde Leroy Fer teve um falhanço inacreditável). Na 2ª parte o Liverpool melhorou (também era impossível fazer pior já que a prestação no 1.º tempo foi um desastre), chegou ao golo numa desatenção da defesa contrária (marcaram um livre de forma rápida), com Dunne a marcar na própria baliza. No entanto, os londrinos não desistiram e nos últimos empataram por duas vezes, ambas por intermédio de Vargas, mas Caulker, imitou Dunne, e no minuto 95, também fez auto-golo, na sequência de uma jogada de Sterling, entregando assim os 3 pontos aos Reds. Destaques: Vargas, que entrou e fez 2 golos (e desequilibrou com a sua capacidade técnica); Coutinho outro que saiu do banco e foi decisivo (bom golo); Sterling também foi importante (bem melhor na 2ª parte); Já Balotelli voltou a não responder (péssima exibição), muito perdulário (falhou uma oportunidade de baliza aberta).

Continua com 7 pontos de avanço em relação ao PSG - Oitavo triunfo consecutivo do Marselha. O conjunto de Bielsa não vacilou e bateu o Toulouse, por 2-0. N'Koulou, aos 20 minutos, de cabeça e o melhor marcador da Liga, Gignac, aos 35 minutos, de pé esquerdo, apontaram os golos da equipa da casa.

João de Deus entrou "com o pé direito" - O Sporting B foi a Viseu derrotar o Académico por 3-0, em encontro antecipado da 11.ª jornada da II Liga. Iuri mMedeios fez o 1-0 no principio da 2.ª parte, enquanto que o avançado francês Sacko, um dos reforços leoninos para esta época, confirmou a vitória dos leões com um bis.