13 de fevereiro de 2016

Desfez as dúvidas? Apesar de já ter sido considerado várias vezes o melhor do Mundo estava longe de ser consensual para os adeptos.

Iker Casillas foi a figura do Clássico, que resultou na vitória do FC Porto frente ao Benfica. Uma prestação que foi amplamente destacada na Imprensa espanhola.

Por exemplo o AS referiu: "O passado e possivelmente o futuro do Real se cruzaram no clássico português, e ambos foram protagonistas. Casillas vestiu o papel de herói para dar a vitória ao FC Porto e Renato Sanches, objectivo do Madrid para o Verão, realizou um bom jogo e deu a assistência para o único golo do Benfica. Já a Marca, apelida Casillas de "Santo" e realça: "No momento que muitos o davam como acabado, quando os críticos se multiplicavam, apareceu Casillas numa altura em que o FC Porto jogava o futuro na Liga".

Sobre o duelo na Luz Iker deixou claro que só uma vitória em casa do rival deixava as portas do título abertas ao dragão. «Foi um grande jogo para nós, tudo o que não fosse ganhar aqui hoje era praticamente dizer adeus à Liga. A equipa, depois de sofrer o primeiro golo, conseguiu ir para cima e dar a volta ao jogo. A verdade é que não era fácil, mas a equipa empenhou-se e conseguiu dar a volta», disse. «Foi muito importante, não podia ser de outra maneira. Continuamos na luta, temos de esperar que as equipas que estão em cima não consigam os seus objetivos. Temos de continuar a trabalhar com humildade e ganhar todos os jogos até ao fim da temporada», afirmou o titular do FC Porto.

12 de fevereiro de 2016

Concorda? 

Rui Vitória considera que o Benfica não merecia perder o Clássico, resumindo a derrota à falta de eficácia.  "Se o empate era injusto, a derrota nem se fala. Fizemos o suficiente para ganhar, com cinco ou seis oportunidades que não concretizamos. Não fomos eficazes e quando assim acontece, torna-se difícil. Fizemos tudo para ganhar mas encontramos um Casillas que fez uma boa exibição. Não concretizamos, o FC Porto foi muito eficaz. Os outros clássicos? É um jogo, é este jogo que estamos a analisar. O Benfica seria um justo vencedor, não o foi porque o nosso adversário foi mais eficaz e teve Casillas. Queríamos ganhar, faltou-nos uma pontinha de sorte, e eficácia", disse o treinador das águias.

Na Holanda, o Twente foi castigado depois de terem sido revelados documentos pelo FL a dar conta da partilha ilegal da propriedade dos jogadores - A Football Leaks é um dos principais assuntos na imprensa internacional e numa entrevista à Marca um dos representantes do site garantiu a publicação de documentos vai continuar, a bem da «transparência no futebol». O porta-voz realçou que há muito dinheiro no futebol a ser movimentado «atrás das cortinas» e que Portugal e Espanha têm, de longe, os campeonatos menos transparentes das grandes ligas europeias, deixando o alerta: "A ingerência de fundos como a Doyen na política de contratações dos clubes, juntamente com uma má gestão e um presidente irresponsável, pode destruir um clube. Vimos isso acontecer recentemente na Holanda com o Twente. Alguns clubes espanhóis como o Sporting de Gijón e, talvez, o Cádiz, também estão em risco".

Benfica 1-2 FC Porto (Mitroglou 18'; Herrera 28' e Aboubakar 65')

A eficácia fez a diferença, mas foi uma grande resposta do FC Porto no Estádio da Luz, que agravou a crise de Rui Vitória, que soma por derrotas todos os Clássicos disputados esta época. Os azuis e brancos, apesar da crise e da série de 11 vitórias consecutivas do Benfica, venceram o Clássico, voltando assim a entrar na luta pelo campeonato (até pela "vantagem" de ainda receberem o Sporting e certeza que os rivais de Lisboa vão perder pontos no dérbi). Num duelo recheado de oportunidades - as defesas estiveram quase sempre em desequilíbrio - até pertenceram aos encarnados as melhores, mas foi o conjunto de Peseiro a potenciar o ascendente no 2.º tempo para consumar a reviravolta e conseguir os 3 pontos. Chidozie foi a surpresa no 11, mas respondeu com uma boa exibição (não acusou o momento e até melhorou a posse no futebol portista), Aboubakar e Brahimi criaram vários lances de perigo, Maxi foi Maxi, Herrera realizou uma das melhores exibições pelos dragões, mas a figura do jogo tem o nome de Casillas, que com várias defesas incríveis fez a diferença; No bicampeão, Renato Sanches abriu o livro com uma grande assistência mas a equipa com o decorrer do jogo foi perdendo acutilância, clarividência e juntou à ineficácia muitas fragilidades no momento defensivo, em mais um Clássico em que Jonas voltou a ficar em branco, e que fica marcado pelo regresso de Salvio à competição depois de quase 9 meses de ausência.

O encontro teve um início algo incaracterístico, com ambas as equipas a denotarem algum nervosismo. Os portistas iam tendo mais bola, apostando muito nas trocas posicionais dos seus homens da frente, mas foi o Benfica o primeiro a criar perigo, com Pizzi a testar Casillas num contra-ataque (na área contrária, Aboubakar decidiu mal) de 3 para 2. No entanto, o golo dos encarnados viria mesmo a surgir, após uma jogada de Renato Sanches, que com categoria serviu Mitroglou e o grego a não perdoar. Os dragões a voltaram a ter mais bola, com o Benfica a tentar explorar as transições rápidas e os erros que os visitantes iam cometendo. Essa foi nota dominante durante os 90 minutos, com ambos os conjuntos a terem muita liberdade no momento ofensivo. No minuto 28, surgiu o golo do empate, com Herrera a rematar rasteiro à entrada da área (ninguém fez oposição), fora do alcance de Júlio César. As águias reagiram, equilibrando a posse e estiveram duas vezes perto de marcar: primeiro foi Casillas a negar o golo a Jonas com uma grande estirada e depois foi Mitroglou a desperdiçar de baliza aberta um passe de André Almeida, que tinha aproveitado uma bola perdida na área. Antes do descanso, Herrera esteve perto de bisar, mas o seu remate (já dentro da área) saiu ao lado, enquanto que do outro lado foi Samaris a rematar por cima, após bela jogada da formação da casa. Os azuis e brancos entraram melhor no segundo tempo, tendo mais bola e jogando no meio campo adversário. No entanto, foi o Benfica a estar perto de chegar à vantagem, com Casillas mais uma vez em grande, a tirar o golo a Gaitán, em mais um contra-ataque (na sequência do canto, Jonas cabeceou por cima). Mais uma vez, assistia-se a um jogo partido, com ambos os ataques a terem muito espaço para criar lances de golo. Peseiro lançou Marega (saiu Corona) e pouco depois Aboubakar esteve perto do golo, mas rematou ao lado quando estava em boa posição. O camaronês viria mesmo a marcar pouco depois, ao não perdoar perante Júlio César, após excelente jogada dos forasteiros. Na resposta, Martins Indi quase fez auto-golo, mas Casillas, com uma defesa brilhante, evitou o empate. O guardião espanhol (o homem do jogo) voltou a estar em evidência minutos depois, negando, com uma defesa com os pés, o golo a Mitroglou. A partir daí, foi o Benfica a assumir as despesas do desafio (já com Carcela e Talisca em campo), com o Porto a jogar mais na expectativa, mas a verdade é que as águias não conseguiram criar mais oportunidades de golo, denotando pouca lucidez e alguma intranquilidade, esbarrando também na boa organização defensiva portista. Já perto do fim foi mesmo a equipa nortenha a estar perto do 1-3, mas Marega, com muita displicência, desperdiçou.

Benfica - Balde de água fria para os Encarnados na melhor altura da época. Uma derrota que faz “renascer” um dos adversários directos e pode fazer com que o Sporting se volte a afastar na frente, para lá de agravar o mau registo de Rui Vitória nos Clássicos (5 derrotas em 5 encontros). O Benfica até entrou na frente, mas o desperdício (uma mão-cheia de chances desaproveitadas) e o mau futebol do segundo tempo (a equipa pouco criou - a melhor oportunidade até vem de uma transição após um canto do FC Porto - e na parte final mal se aproximou da baliza de Casillas) acabaram por ser fatais, bem como uma fragilidade defensiva verdadeiramente preocupante (sempre que os Dragões superavam a pressão Encarnada a última linha defensiva tremia). Veremos que impacto terá esta derrota num colectivo que estava em “estado de graça” (não perdia para a Liga desde o jogo com o Sporting), sendo certo que já na próxima Terça-Feira há novo desafio essencial para a Liga dos Campeões.

Júlio César - Não fez qualquer defesa de vulto (as finalizações do adversário ou foram golo ou para fora), mas acaba por não sair absolutamente ileso do jogo, isto porque no lance do primeiro golo fica a ideia que, apesar de se tratar de um bom remate de Herrera, podia ter feito mais (não é uma bomba e não estava tapado).

André Almeida/Lindelof/Jardel/Eliseu - Fraco jogo da linha defensiva do Benfica, que num jogo de alta exigência voltou a comprometer. Eliseu, que até é o patinho feio deste plantel, foi o que fez um jogo melhor, sendo que os restantes companheiros de sector tiveram claramente nota negativa: André Almeida sofreu com Brahimi (neste nível as suas limitações ficam a nu), Lindelof não mostrou ter capacidade para ser titular (facilmente arrastado por estar sempre demasiado agarrado a referências individuais) e Jardel não foi capaz de travar Aboubakar no lance do segundo golo.

Samaris/Renato Sanches - O Grego mal se viu com bola e sem ela voltou a estar longe de oferecer a segurança que Fejsa dá; Já o jovem Português começou em grande, com a assistência para o golo de Mitroglou, mas depois fez ver que ainda é um produto inacabado, com demasiadas correrias, quer com bola (entregando muitas vezes "em mão", ao invés de soltar mais cedo), quer sem ela (perdendo a posição muito facilmente).

Gaitán/Jonas/Mitroglou - O Argentino não foi capaz de desequilibrar, sendo que acaba por ficar negativamente ligado à história do jogo ao não conseguir bater Casillas quando seguia isolado, no início do segundo tempo; o Brasileiro começa a apresentar um registo penoso nos jogos grandes no panorama nacional, continuando sem marcar e sem fazer a diferença como nos restantes jogos; já o Grego marcou o golo inicial mas revelou as suas limitações longe da baliza (o seu jogo resume-se muito à finalização).

FC Porto - Um "murro na mesa" por parte dos Dragões. Depois de uma fase muito difícil e de uma semana atribulada, o conjunto de Peseiro consegue vencer em casa do Bicampeão Nacional, conseguindo um bálsamo anímico (a equipa começava a ter índices de confiança muito baixos) e, sobretudo, reentrando na luta pelo título, estando provisoriamente a 3 pontos da liderança. Os Portistas até entraram a perder, o que tendo em conta o passado recente poderia antever uma noite complicada, mas a equipa reagiu, apoiou-se numa enorme exibição de Casillas (que conseguiu mascarar grandes dificuldades defensivas) e, no segundo tempo, foi claramente superior, conseguindo evitar quase sempre a chegada do Benfica ao último terço e sabendo ser mais eficaz na finalização para terminar vencedora.

Iker Casillas - O MVP do clássico. O Espanhol, um dos muitos jogadores dos Dragões que chegavam ao Clássico com a imagem muito tocada, fez uma exibição monumental, fazendo jus ao estatuto que cimentou ao longo dos últimos anos como um dos melhores guarda-redes do Mundo, protagonizando um conjunto de defesas monumentais (nomeadamente a remates de Jonas, de Gaitán e evitando um auto-golo de Indi, mostrando ter os reflexos intactos).

Maxi/Chidozie - O Uruguaio foi muito assobiado mas fez um jogo à sua imagem, com muita segurança a defender e critério a subir (é um elemento com uma regularidade brutal); Já o jovem central, que há bem pouco tempo nunca imaginaria jogar num encontro deste tipo, não acusou a pressão, já que apesar de não ter sido perfeito a defender (aliás Peseiro tem muito trabalho a fazer nesse campo - veja-se como no golo sofrido os centrais perdem a posição muito facilmente e abrem uma avenida para Mitroglou) deu conta do recado e com bola teve nota bastante positiva, dando  critério e qualidade na saída.

Danilo/Herrera - Grande jogo de ambos os médios, que foram essenciais no triunfo, sobretudo pela forma como foram subindo de produção ao longo do jogo, entendendo o que ele ia pedindo. Danilo deu razão a Peseiro, que não o retirou do meio-campo, mostrando-se muito forte nos duelos, nas coberturas e sendo sempre um elemento essencial para fazer a bola chegar ao último terço, mesmo através do transporte. Já Herrera calou os críticos com a sua capacidade de chegar à área e de finalizar, marcando o golo que permitiu à equipa respirar um melhor depois de um início pouco prometedor.

Corona/Brahimi/Aboubakar - A frente de ataque Portista esteve longe de estar brilhante e perfeita, mas no geral teve papel importante na obtenção do triunfo. A excepção foi mesmo Corona, que foi um elemento a menos, pecando muito na definição e decisão, somando várias perdas de bolas. Brahimi voltou a pecar por falta de objectividade (em várias ocasiões o desequilíbrio está criado mas ele quer sempre fazer outra finta) mas fez vida negra a André Almeida está ligado ao segundo golo, apontado por Aboubakar, que no momento determinante não foi perdulário com tem sido hábito e fez o tento do triunfo.

O futebol não acontece só na Premier League e na La Liga, não passa só por Old Trafford e Camp Nou. Fora do Radar é uma rubrica com o objectivo de dar a conhecer jogadores do futebol mundial, independentemente da idade, que passam despercebidos ao adepto comum.

O campeonato grego será, porventura, um dos menos interessantes da Europa. Não porque a qualidade dos jogadores seja das piores do Velho Continente, mas porque o facto de existir um campeão antecipado retira toda a competitividade à prova e não beneficia a evolução dos artistas. No Olympiacos, além do ex-Braga Pardo, que está a realizar uma super-época, quem mais brilha é Kostas Fortounis. Aos 23 anos, já provou que é um talento fora de série no campeonato helénico e tem qualidade de sobra para voltar aos grandes palcos. O médio destacou-se muito cedo ao serviço do Asteras Tripolis e cativou o interesse do Kaiserslautern, clube que representou durante três temporadas. Apesar de ter sido bastante utilizado, à primeira oportunidade regressou ao país para vestir a camisola do Olympiacos, onde tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Fortounis já tinha feito uma excelente temporada no último ano, mas Marco Silva soube explorar da melhor forma o potencial do grego. Com Chori Domínguez, uma das maiores figuras da história recente do clube, já na fase descendente da carreira, tem sido titular indiscutível nas costas do avançado e tem desempenhado essas funções com grande brilhantismo. Para além de ser um jogador muito dotado tecnicamente, bastante evoluído no capítulo do passe e do drible, é o melhor marcador do campeonato grego, com 15 golos (alguns deles de penalty), o que demonstra perfeitamente a facilidade que tem de aparecer em zonas de finalização. Fortounis tem muitas soluções no seu jogo e consegue criar desequilíbrios com a sua visão e capacidade no transporte, mas a falta de estímulo do campeonato grego pode prejudicar a sua evolução. Numa altura em que a selecção da Grécia está numa fase negra, o jovem de 23 anos aparece como uma das grandes esperanças da próxima geração e pode ser uma referências do futuro próximo. Para isso, precisa de sair de um campeonato que pouco lhe dá. 


Flávio Silva desvinculou-se do Benfica para assinar pelos San Antonio FC, da United Soccer League, dos Estados Unidos. O avançado, de 19 nos, esteve na 1.ª metade da época no Sporting da Covilhã, mas só participou em 1 jogo. Recordamos que recentemente também o médio Kevin Oliveira rescindiu com os encarnados para rumar aos EUA, mais concretamente para os Swope Rangers.

Qual de ser o 11 leonino? - Jorge Jesus revelou que não vai poder contar com Jefferson, Naldo, Paulo Oliveira, Tobias e Bruno Paulista para o jogo com o Nacional. «Em relação aos jogadores que não estão em condições para a convocatória, Jefferson, Naldo e Tobias são os jogadores que estão fora. E agora o Bruno Paulista, que se voltou a lesionar», disse o treinador, acrescentando de seguida o nome de Paulo Oliveira à lista: «O Paulo Oliveira também.», disse o técnico do Sporting na antevisão. Já Schelotto, que tem sido colocado fora de Alvalade, está convocado. «O Sporting é muito forte, com muita alma, com muito coração e muito compromisso. Não há equipa nenhuma onde não exista um problema. Ele nunca me disse que queria sair. Aliás, está convocado. Não sei de onde chegam essas notícias», respondeu Jesus sobre a hipotética vontade do ex-Inter em deixar os leões.

Kristoff começa a época em grande; Cav já dá triunfos à Team Dimension Data, apesar de não ter conseguido bater os rivais - Mark Cavendish (Dimension Data) venceu hoje pela segunda vez a Volta ao Qatar. O britânico venceu a 1.ª etapa e beneficiou da infelicidade de Hagen na etapa 4 (o norueguês tinha assumido a liderança com a vitória no CR, na etapa 3, mas furou perto do final na etapa e perdeu uma vantagem que parecia ser suficiente) para arrecadar uma prova que foi dominada quase por completo por Kristoff, com 3 vitórias em 5 etapas.

O Sporting tem vivido a sua melhor campanha na Liga desde que foi campeão pela última vez, mas a verdade é que os resultados não são, neste caso, sinónimo de estabilidade, nomeadamente em relação ao sector defensivo. Quando chegou aos leões, Jorge Jesus definiu imediatamente como prioritário o reforço do eixo central da defesa, procurando uma ruptura com o passado recente. A Alvalade chegaram Naldo e Ciani, mas o último nem sequer chegou a estrear-se em jogos oficiais, não apresentando os índices físicos e técnicos necessários para convencer o técnico do clube lisboeta. Em relação ao brasileiro, teve a tarefa de fazer dupla com Paulo Oliveira durante a primeira fase da temporada, mas Jesus continuava insatisfeito. Em Outubro, Ewerton recuperou de lesão e, tendo em conta as suas características e o seu rendimento na temporada passada, esperava-se que o antigo central do Braga acrescentasse outra qualidade ao sector defensivo. No entanto, as muitas lesões que tem sofrido acabaram por fragilizá-lo bastante do ponto de vista físico e, apesar de alguns jogos interessantes, Jesus sabe que não pode contar com Ewerton a tempo inteiro. Havia ainda Tobias Figueiredo, mas o jovem central, que até esteve para sair emprestado, nunca pareceu cair no goto do timoneiro leonino, mesmo tendo em conta os minutos efectuados com Marco Silva. 

Janeiro chegava rapidamente e o Sporting, depois de uma escorregadela na Madeira, reconquistava a liderança diante do FC Porto. No entanto, Jesus sabia que Rui Patrício tinha sido fundamental. Nesse sentido, ordenou a chegada de um novo central, o tão ansiado patrão. Coates foi o eleito. Jogador experimentado, com rodagem na Premier League e capaz de acrescentar altura e pedigree. Por outro lado, deu também instruções no sentido do clube resgatar Rúben Semedo ao V. Setúbal. O jovem de 21 anos, que havia entusiasmado Leonardo Jardim em 2013 e o próprio Jorge Jesus nesta pré-temporada, regressava assim à casa mãe, depois de seis meses a figurar no surpreendente conjunto de Quim Machado. Na referida pré-época, Semedo foi testado maioritariamente na posição 6, numa altura em que William estava lesionado e quando Adrien era o médio defensivo dos leões. Todavia, Jesus tinha novos planos para o seu menino. É caso para dizer que chegou, treinou e jogou. A Académica acolhia a estreia do novo central do líder, em parceria com Naldo e mais tarde com Ewerton. A equipa sofreu dois golos, venceu de forma sofrida, mas não por culpa de Rúben Semedo. Aguardava-se a manutenção da aposta, mas com Jesus nada é garantido e a escolha desta vez recaiu em Paulo Oliveira, regressado de castigo, e no reforço Coates. O uruguaio chega para ser indiscutível, pelo que a dúvida reside no seu companheiro de sector. Oliveira foi o eleito, mas saiu por motivos físicos, oferecendo uma nova oportunidade a Semedo, que o mesmo não desperdiçou. Assistiu-se a 40 minutos de muita personalidade do central formado em Alcochete. Presença física, velocidade, poder de antecipação e qualidade na primeira fase de construção. Os adeptos ficaram agradados e Jesus também certamente. A baliza ficara inviolada, algo raro nos últimos tempos, com o Sporting a atravessar uma série de 9 golos sofridos nos últimos 7 encontros oficiais. Num ápice, o líder do conjunto verde e branco poderá ter encontrado aqui o seu central, curiosamente saído de onde menos esperaria e sem qualquer custo. Tendo em conta que os leões actuam frequentemente com um bloco médio-alto e que os adversários reduzem os espaços ao máximo na maioria dos encontros, a velocidade, qualidade técnica e capacidade de passe do jovem nascido na Amadora poderão fazer a diferença, uma vez que as restantes opções não conseguem conjugar as várias vertentes referidas. Ewerton, por exemplo, é bom tecnicamente, mas não é rápido, enquanto que Naldo é o mais rápido dos restantes, mas tem muitas limitações com a bola nos pés. Deste modo, caso Semedo se consiga manter focado nas ideias do seu treinador e nos objectivos da equipa, não voltando ainda a incorrer em qualquer infracção disciplinar, o Sporting ganhará aqui uma forte opção para o eixo defensivo, capaz de resolver alguns problemas. Existirá ainda a agravante de ser mais um elemento da formação a habitar no 11 da equipa principal. Por fim, importa ainda referir que o seu contrato termina em 2017, pelo que os responsáveis leoninos, à semelhança do procedimento levado a cabo em relação a Adrien Silva e a William Carvalho, estarão já a estudar uma proposta de renovação de contrato, de modo a evitar problemas no futuro.

Rodrigo Ferreira

Filip Djuricic, emprestado pelo Benfica ao Anderlecht, revelou que nunca foi um jogador desejado por Jorge Jesus, motivo pelo qual nunca foi opção regular nas águias. Numa entrevista ao jornal belga Dernière Heure o sérvio tentou justificar as razões por não se ter afirmado na Luz, salientando que foi um reforço da direcção. "Vamos colocar as coisas da seguinte forma. Uma semana depois da minha chegada ao Benfica, Jorge Jesus, o treinador, veio falar comigo e disse-me: 'Não preciso de um número 10 porque eu jogo sem número 10'. Eu respondi: 'Está bem, mas então por que estou aqui?'. De facto a direção do clube acreditava muito em mim, mas o treinador não precisava de mim e fez-me ver isso. Fui apenas uma contratação dos dirigentes. Foi muito complicado". O médio acrescentou ainda que chegou à Luz devido a Rui Costa. "Sim, o Rui Costa, o diretor técnico, queria-me verdadeiramente. Ele próprio doou-me o número 10 que envergava. Era muita pressão, mas fiquei contente. O clube pagou oito milhões e deu-me um dos maiores salários. Pensava ter todas as condições para evoluir. Escolhi o Benfica embora tivesse outras propostas, nomeadamente da Alemanha, de Itália, de Espanha. Pensei que era a altura ideal para chegar ao topo. Depois houve esta tal discussão com o treinador", explicou. "Não joguei mal, mas era um 4-4-2 onde era um avançado puro, não era coisa para mim. Esperar pela bola para resolver os lances, não sei fazer. Preciso de estar em contacto com a bola. Tentámos algumas vezes mas não resultou verdadeiramente. No entanto, se perguntarem a 90% dos adeptos, eles vão dizer que eu merecia ter jogado mais. Enfim, é a vida", disse Djuricic.

Aos 37 anos ainda luta para marcar presença no próximo Europeu - O veterano médio/ofensivo Eidur Gudjohnsen assinou hoje pelo Molde, da Noruega. O internacional islandês, que já passou por clubes como o Chelsea, Barcelona ou Mónaco, e que no último ano representou os chineses do Shijiazhuang Ever Bright, junta-se a um elenco que é orientado por Ole Gunnar Solskjær e que ainda está na Liga Europa, onde vai medir forças com o Sevilha.

Apesar da derrota no Europeu que ainda decorre a selecção nacional tem tudo para passar - Portugal vai defrontar a Sérvia no play-off de apuramento para o Campeonato do Mundo de Futsal, a realizar na Colômbia, entre 14 de setembro e 2 de outubro. A primeira mão vai ser na Sérvia no próximo dia 22 de março, recebendo depois a selecção nacional os sérvios a 12 de abril. Recordamos que na semana passada, Portugal perdeu, por 1-3. frente à Sérvia no Campeonato da Europa.

Não é o jogo do ano, nem tão pouco o jogo do título, mas o Benfica-Porto pode esclarecer muita coisa no que ao título diz respeito. Em campo entram duas equipas a seguir trajectórias bem distintas. O Benfica vem de oito vitórias consecutivas para a Liga, os seus últimos jogos têm sido traduzidos em goleadas, e finalmente alcançaram o Sporting na liderança. Já o Porto, viu perder essa liderança aquando da visita a Alvalade, mudou de treinador, vem de uma derrota caseira frente ao Arouca, e vê os rivais de Lisboa a meia dúzia de pontos de distância.

Se por um lado Rui Vitória parece ter sacudido a pressão de treinar um grande, e finalmente terá ajustado o banco do Ferrari de modo a obter uma condução segura, já José Peseiro parece estar ainda a ler o manual de instruções do seu veículo. A juntar à pesada herança basca, o treinador do Porto tem ainda de contar com as lesões de Maicon (com tudo o que veio associado) e Marcano, que claramente baralharam a abordagem ao clássico.

Por estas razões, o Benfica parte como favorito e em clara vantagem emocional, mas na prática o jogo começa a zeros, e o Porto tem, ou tinha, como tradição responder a preceito nestes momentos decisivos. Por outro lado, este é um bom teste às verdadeiras aspirações do Benfica, não só pela teórica capacidade do oponente, mas também pelo significado da partida, pois uma vitória encarnada põe um ponto final nas aspirações azuis e brancas, e obriga o Sporting a vencer no dia seguinte, sob pena de ver o rival disparar.

Mas como no futebol as dúvidas são mais que as certezas, seguem-se algumas questões em aberto, e cuja resposta pode ser determinante para o desenlace final.

Forte contra os mais fortes?
O Benfica tem trucidado os recentes adversários, mas ainda carrega o ónus de somar quatro derrotas frente aos rivais directos. O jogo de Sexta parece ser o ideal para inverter a tendência, dada a fragilidade actual do Porto. No entanto, os portistas possuem individualidades que podem decidir uma partida, e os encarnados mostraram alguma dificuldade em lidar com equipas que os obriguem a transições defensivas rápidas e eficazes.

Triângulo ou losango?
Que José Peseiro é adepto de um quarteto de médio é público, mas dificilmente conseguirá implementar esse modelo a curto prazo. Ainda assim, pode perfeitamente testar um trio composto por André André, Herrera e Ruben Neves (assumindo que Danilo pode recuar), com Brahimi a jogar como médio ofensivo, atrás de uma dupla mais avançada, dificultando assim o jogo interior de Gaitan e Pizzi.

Será desta, Jonas?
O brasileiro anda de pé quente, mas carrega o rótulo de desaparecer nos jogos decisivos. Embora tal conclusão seja verdadeira, muitas vezes nem é por sua exclusiva culpa, pois a própria postura colectiva (como o ano passado em Alvalade, em que o Benfica se limitou a defender) dificulta o seu trabalho. Considerando que o Benfica vai ter uma postura atacante e ir atrás da vitória, está na hora do avançado se mostrar neste tipo de partidas.

E na frente joga quem?
Aboubakar tem estado mal, e não tem primado pela eficácia. Em Alvalade podia ter virado o rumo aos acontecimentos, mas falhou redondamente na cara de Patrício, e o seu rendimento está muito aquém do esperado. O coreano Suk é uma opção, mas não tem tarimba, e ainda lhe faltará o necessário entrosamento com os colegas. O outro reforço de Inverno, Marega, pode ser aposta, numa perspectiva de usar a sua velocidade num sistema que privilegie o contra-ataque, e tente explorar os espaços.

Dominador ou nem por isso?
Renato Sanches está ligado à subida de rendimento do Benfica. Vitória procurou solução para segundo médio, e encontrou no jovem médio a resposta. Sanches (ou Sanchez, para os entendidos) tem sido preponderante na primeira fase de construção, trazendo velocidade a um processo cuja lentidão e imprecisão emperrava o jogo ofensivo. Porém, ele continua a demonstrar alguma dificuldade em ocupar o espaço defensivo, dificuldade essa bem disfarçada graças a uma disponibilidade física muito acima da média, que lhe permite recuperar terreno. Se contra adversários que ataquem pouco, e com poucas unidades, tal não é problemático, frente a um Porto inspirado, o desfecho pode ser diferente.

O parceiro de Indi é?
Sem Maicon e Marcano, Peseiro terá de improvisar. Uma opção é recuar Danilo, mas o ex-Marítimo não tem a velocidade necessário, e tirá-lo do miolo implica perder o melhor elemento em termos de recuperação e pressão. O jovem Chidozie é o único central disponível, mas estrear um jovem num jogo desta importância tem imensos riscos associados.

Artur Soares Dias?
Nomeação natural, daquele que é reconhecido, a par de Jorge Sousa, como o melhor árbitro da actualidade. A recente arbitragem de Rui Costa no Dragão veio colocar ainda mais o foco em ASD que, sabendo que errar é humano, tentará ser o menos humano possível. Se o jogo for equilibrado e competitivo, dificilmente deixará de ser polémico, mas a grande questão que se coloca antes destes clássicos é saber qual a postura no plano técnico (vai deixar jogar, ou apitar a tudo de modo a tentar controlar o jogo) e disciplinar (malha apertada desde o apito inicial, ou adiar ao máximo a amostragem de cartões), e se a mesma é coerente ao longo do noventa minutos.

Visão dos Leitores (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno R.


11 de fevereiro de 2016

Vale isto tudo? O médio parece reunir as características para proporcionar uma transferência recorde, mas estes valores, mesmo neste mercado louco, são para jogadores já feitos, apesar de Martial ter contrariado esta ideia no último Verão.

De acordo com a imprensa espanhola, Renato Sanches, do Benfica, é um dos alvos do Real Madrid para a próxima época. O médio, de 18 anos, tem o perfil exigido por Florentino: qualidade, projecção mediática e implica um grande negócio (em Madrid um jogador caro vale mais que um barato). Sendo que os merengues parecem mesmo dispostos a bater a cláusula de rescisão de 80 milhões de euros que está no contrato que liga o jovem português ao Benfica. Recordamos que devido à sanção aplicada pela FIFA, o Real deve fazer uma forte aposta no próximo mercado de transferências.

Os leirienses tem potenciado vários jogadores russos nas últimas duas épocas - A União de Leiria oficializou a transferência do jovem médio russo Yuri Bavin para o Zenit de São Petersburgo, clube orientado por André Villas-Boas. Bavin, de 21 anos, que foi formado no CSKA de Moscovo, realizou 29 jogos e 4 golos de castelo ao peito.

Prognósticos? - A Espanha vai medir forças com a Rússia na final do Europeu de Futsal. Os espanhóis, seis vezes campeões europeus, derrotaram o Cazaquistão, por 5-3, enquanto que a Rússia, que está na final pela 3.ª vez consecutiva, venceu a Sérvia, por 3-2, após prolongamento.

Primeira vez que se defrontam no jogo decisivo - O Sevilha defendeu a vantagem de quatro golos da primeira mão da meia final da Taça do rei e apurou-se para a final, com um empate (2-2) em Vigo com o Celta. Aspas, com um bis, ainda deu esperança aos galegos, mas Banega (aos 57') reduziu pouco depois do 2-0, e com o penalti falhado por Guidetti (aos 60') a eliminatória ficou resolvida, sendo que Konoplyanka ainda empatou, num jogo em que Carriço foi titular.



Imagem: Daily Mail
Corria a temporada 2009/2010 e o jovem Adam Johnson chegava ao novo-rico do futebol inglês.

Depois de ter feito toda a sua formação no histórico Middlesbrough, Adam Johnson troca o ‘Boro’ pelo Manchester City, a pedido do novo técnico do clube, Roberto Mancini. "Estamos entusiasmados com a chegada do Adam. Ele é muito bom jogador e tem um potencial fantástico", comentou na altura o italiano.

Johnson chegava a Manchester com o intuito de fazer esquecer o brasileiro Robinho, que entretanto havia sido emprestado ao Santos. Com o número 11 nas costas, o jovem extremo de 22 anos encantava a plateia com o seu estilo de jogo que fazia lembrar o holandês Arjen Robben. Com a bola colada ao seu pé esquerdo, Adam flectia para o meio e desferia um remate imparável. Tudo parecia bem encaminhado para o jovem e o futebol inglês bajulava-se por ter encontrado a sua nova jóia da coroa. Fruto da sua prestação ao serviço dos ‘citizens’, Adam Johnson é chamado a vestir a camisola da sua seleção. Juntamente com nomes como Wayne Rooney, Steven Gerrard ou Frank Lampard, Adam Johnson leva o seu país ao Euro2012, depois de terem vencido o Grupo G de apuramento (no qual estava inserido Montenegro, Suiça, País de Gales e Bulgária).

Ao serviço do City, Johnson somava minutos e acrescentava golos à sua qualidade de jogo. Na temporada 2011/2012, Adam Johnson conquista o título de campeão inglês. Tendo disputado 38 jogos e apontado 7 golos ao serviço do emblema de Manchester, Adam Johnson tinha como garantido que faria parte do plantel que iria atacar a Liga dos Campeões na próxima temporada. Mas Mancini tinha outros planos em mente.

Sem espaço no plantel, Adam Johnson deixa o City no verão de 2012 e assina pelo Sunderland, clube da sua cidade, a troco de 15 milhões de euros.

O treinador do clube, na altura o norte-irlandês Martin O’Neill, atribuía muitas qualidades ao jovem inglês.

“Ele possui uma grande habilidade, grande técnica e estou certo que será um jogador que empolgará os nossos adeptos”, comentava assim o técnico dos ‘Black Cats’.

E a verdade é que o jogador acabou por ser muito importante na manutenção do clube na Premier League. O Sunderland terminou no 17.º lugar, mais 3 do que o Wigan, última equipa despromovida ao segundo escalão.

Na primeira época ao serviço do seu novo clube, Adam Johnson apontou 5 golos nos 40 jogos disputados.

Na temporada 2013/2014, Johnson dobra o número de golos da época anterior e coloca o ‘seu’ Sunderland no 14.º posto, com uma distância mais folgada dos lugares de despromoção.

Depois de ter deixado o City, Adam Johnson voltava a mostrar ao mundo as suas habilidades com o seu pé esquerdo enfeitiçado e afirmava-se no futebol.

O jovem britânico voltava a deixar o público inglês em polvorosa e a seleção voltava novamente a ser uma realidade.

Quando tudo parecia estável e encaminhado, uma bomba rebenta em Inglaterra. Em março de 2015, Adam Johnson é acusado de abusar sexualmente uma menor de 15 anos.

Não havia drible que o afastasse do tribunal. Entre treinos, jogos e sessões no tribunal, a cabeça de Johnson andava à roda e o foco já deixava de ser o futebol.

Adam continuava a jogar e a fazer os seus números, mas já não era a mesma coisa. O talento estava lá mas a cabeça já não. O clube acabou por suspender o seu contrato e permitir que Adam resolvesse o seu caso. E resolveu.

Ontem Adam pode ter feito a sua última jogada enquanto jogador do Sunderland. Apenas quatro dias após ter feito o golo do empate (2-2) em Anfield, frente ao Liverpool, Adam voltou a ser chamado a tribunal.

Quando questionado sobre as acusações de que era alvo, o inglês, de 28 anos, respondeu um simples “culpado, sim”.

Uma resposta que pode ter afastado do futebol aquele que foi um dos jovens ingleses mais talentosos dos últimos anos.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): João Miguel Cordeiro


Qual deve ser o 11 de Rui Vitória? A dúvida é perceber se o regresso dos 2 argentinos, principalmente no caso do central, são "mind-games" ou se os 2 estão realmente aptos.

O regresso de Salvio, que ainda não tinha sido chamado esta época, é a principal surpresa na convocatória do Benfica para o Clássico. Também Lisandro López, que falhou a última jornada contra o Belenenses, devido a lesão, foi chamado para o embate frente ao FC Porto. Já Fejsa continua de fora. Lista de convocados do Benfica: Guarda-redes: Júlio César e Ederson; Defesas: Lindelof, Eliseu, Sílvio, Jardel, André Almeida, Lisandro López e Nélson Semedo; Médios: Samaris, Gaitán, Gonçalo Guedes, Pizzi, Talisca, Salvio, Carcela e Renato Sanches; Avançados: Raúl, Mitroglou e Jonas.

Os Hammers seguram aquele que tem sido talvez o melhor reforço do Ano na Premier League, isto depois cobiça dos chineses - O talentoso Dimitri Payet renovou pelo West Ham até 2021. Uma renovação que surge como resposta a uma proposta de 50 milhões de euros que um clube chinês fez pelo médio ofensivo nos últimos dias. Com este novo acordo, o médio ofensivo, que segundo a imprensa francesa nem conta para Deschamps, vai passar a auferir 160 mil euros por semana. Payet que chegou este ano a Londres proveniente do Marselha tem até ao momento 6 golos e 4 assistências pelo West Ham.



Quando há sensivelmente uma década atrás, ainda no afamado Highbury, o Arsenal derrotava um Leicester já despromovido no último dos testes para a "Missão Invencível" - concluído, assim, de forma exímia -, jamais se imaginaria as circunstâncias dos encontros seguintes entre as duas equipas. Quase onze anos após esse confronto final, e com Arsène Wenger como único dos protagonistas a resistir à passagem do tempo, ambos voltam a cruzar-se num jogo de elevada carga emocional. Os Gunners, tal como em 2004, poucos meses antes de um Europeu que uniria Portugal como nunca, estão obrigados a triunfar. Só que desta, não para defender qualquer recorde, mas para manter intactas as aspirações de conquistar um título ganho pela última vez precisamente há doze anos. E o líder, porque a história faz questão de apresentar contornos épicos, é o Leicester. Se em Bournemouth dois minutos foram suficientes para resolver a questão, a Epopeia Leicesteriana continua a acumular episódios mágicos e o mais recente dissipou quaisquer dúvidas ainda existentes no que toca à qualidade do produto. Ao contrário do que se pudesse estar à espera, os Foxes entraram com todo gás na recente visita ao Etihad e foram cedo coroados com um golo. Contudo, nessas circunstâncias, e ainda por cima na condição de visitado, é impossível não reconhecer o demérito do City - dois dos golos foram sofridos na sequência de bolas paradas, notando-se erros de marcação gritantes. Citizens que se mostraram desinspirados - De Bruyne faz muita falta - para no resto da partida perfurarem uma defesa contrária muito bem montada, acabando até por sofrer mais dois golos. Se esta sexta-feira decide-se muito daquilo que é a Liga Portuguesa e no sábado Juventus e Napoles testam o grande momento pelo qual passam um e outro, no domingo, quando todos os caminhos derem literalmente para Inglaterra - apenas pela sexta vez, os quatro primeiros classificados do momento jogam entre si no mesmo dia -, os Citizens estão obrigados a mostrar o melhor de si. Mas não será pêra doce. Pela frente terão um Tottenham que também vai espalhando magia ultimamente, com muita posse e um estilo altamente virado para o ataque, como de resto ficou patente na receção e vitória ante o Watford, mesmo que à tangente. É verdade que os Spurs não são uns underdogs à escala do Leicester, mas a sua presença nesta luta apenas vem corroborar a ideia de que esta é a Liga das Revelações. Marcará o "Super Sunday" uma mudança de paradigma ou apenas espelhará, uma vez mais, a realidade atual? Antevêem-se grandes espetáculos e desistir é uma palavra que não cabe em nenhum dicionário. Fazer previsões é sobejamente arriscado mas, e aqui vai uma, a equipa que melhor se mostrar dificilmente não será campeã. São de testes destes que são feitos os campeões, não apenas pelos resultados, como pela atitude.

Enquanto os candidatos ao título parecem estar delineados, apesar de na Premier League tudo poder-se alterar de um momento para o outro, outras lutas travam-se ao redor do país. O Manchester United, ainda a vislumbrar uma presença na Champions - ganhar a Liga Europa é outra das vias - para oferecer a Mourinho, voltou a empatar no clássico perante o Chelsea. Voltou a haver equilíbrio, com ligeiro ascendente para os Red Devils que deixaram fugir os três pontos no tempo extra. Mesmo assim, e pela sétima vez em oito, um encontro entre ambos os conjuntos regista a pobre marca de dois ou menos tentos apenas. Já do Chelsea de Hiddink, a melhor notícia é mesmo o estatuto de imbatível. Contudo, a qualidade de jogo parece curta para sequer incomodar um PSG ao melhor dos seus níveis na Liga dos Campeões. Mas o futebol é o momento e não há impossíveis. Sendo que o momento é de Southampton e Everton. Desde que goleou o Arsenal no Boxing Day que os Saints melhoraram exponencialmente e vêem traduzida essa evolução na tabela, ganhando também na transata jornada ao West Ham, mesmo que atuando com menos um homem por mais de meia hora. Já os Toffees deram uma lição no sempre difícil Britannia e finalmente começam a estabilizar-se defensivamente. Mais a baixo, na luta pela manutenção, o grande vencedor foi o Newcastle, que triunfou - 1-0  ao West Brom - e trocou de posição com o Norwich, estando agora fora do Bottom 3, ao passo que o Villa também somou os três pontos na busca pelo milagre - 2-0 aos Canaries. O Sunderland pode não ter ganho mas o empate num "Revoltado Anfield" - enorme contestação pelo aumento do preço dos bilhetes -, da forma como ocorreu, também teve o seu quê de delicioso. Por fim, nota para o empate em Gales entre Swansea e Crystal Palace. Se Guidolin é outro que ainda defende uma streak de jogos sem perder, os Eagles somaram o oitavo jogo consecutivo sem ganhar para a Liga - curiosamente, têm-se portado bem na Taça. Quem os viu e quem os vê.

Onze Ideal da Jornada 25 da Premier League: Čech (Arsenal); Trippier (Tottenham); Lescott (Aston Villa); Huth (Leicester); Yoshida (Southampton); Kanté (Leicester); Sigurdsson (Swansea); Cleverley (Everton); Firmino (Liverpool); Mahrez (Leicester ) e Diego Costa (Chelsea)
MVP: Huth (Leicester). Quem diria? O Leicester, com o decorrer do tempo, aprendeu com os próprios erros e a melhoria em termos defensivos é total mérito - mais um - de Ranieri.  Isto ficou claro no passado sábado, em que esteve inclusive no central alemão a chave da partida. Excelente aproveitamento da passividade a defender do City e o fechar de quaisquer espaços na sua defesa foram imagens de marca. Após anos e anos na sombra de outros, o alemão que está no Reino Unido há cerca de 15 anos, finalmente ganha outra preponderância e é o patrão da defesa do líder isolado do campeonato. 
Jogador a Seguir: Celina (Manchester City). O timing em que é lançado foi péssimo mas nota-se algo de especial no jovem norueguês. Sobretudo no que concerne à sua relação com a bola, com um toque já bastante requintado. Aliás, foi-lhe dada a responsabilidade de marcar as bolas paradas e é dele o cruzamento para o golo de Aguero. A derrota final dá traços de infelicidade a esta estreia que, no entanto, acaba por ter nota positiva. Já a Noruega, que também conta, entre outras, com promessas como Sakor (Juventus) ou Ødegaard (Real Madrid), tem aqui bases para no futuro emergir no panorama continental.
Treinador da Jornada: Claudio Ranieri (Leicester)
A Desilusão: Manchester City. Quem acompanhou as primeiras jornadas da equipa de Manchester - coesa atrás, compacta no meio-campo e mortífera no ataque - e assiste ao que se está a passar agora só pode se sentir desiludido. Pellegrini bem pode acusar os seus superiores de falta de ética na forma como anunciaram a contratação de Guardiola, mas a verdade é que a sua equipa regrediu a olhos vistos. Na passada ronda podiam ter assaltado a liderança mas apenas caíram para quarto.
Menção Honrosa: Pep Guardiola e José Mourinho. Fazendo homenagem ao inesquecível tema dos Kasabian que durante  alguns anos abriram o campeonato, I'm on Fire. Nem é para menos. Os dois treinadores mais marcantes da última década vão voltar a cruzar-se, e desta vez até vão partilhar a cidade. O espanhol, célebre pela forma como revolucionou a forma de jogar e a noção de posse, cumpre com a palavra e ingressa num campeonato que teoricamente será bem mais competitivo que o alemão. O português, vencedor-nato mesmo que em desprimor da estética e um estudioso para lá daquilo que são os 90 minutos, manifestou recentemente a vontade de permanecer em Inglaterra por sentir que "é onde se encontram os maiores desafios", sendo que já só falta a oficialização, com os rumores a intensificarem-se cada vez mais. Por enquanto, Ranieri e Pochettino são os técnicos em destaque.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Marco Rodrigues


Mais um Weigl? O espanhol apesar de não ser um trinco puro (joga preferencialmente a 2.ª médio), é igualmente um jogador elegante, alto (1m88), com boa visão de jogo e com margem para se impor num patamar superior.

Mikel Merino é o primeiro reforço do Borussia Dortmund, adversário do FC Porto na Liga Europa, para a próxima época. O médio, de 19 anos, chega à Bundesliga no próximo Verão proveniente do Osasuna, numa transferência vai gerar uma receita de cinco milhões de euros, mais verbas adicionais resultantes de diversos objetivos, anunciou o presidente do emblema da II Liga espanhola. Merino, que já tinha sido cobiçado pelo Dortmund em Janeiro, foi titular na vitória da Espanha no último Europeu de sub-19.

Sexto clube na carreira, depois de uma experiência pouca conseguida no Guangzhou Evergrande, da China - O Atlético Mineiro anunciou a contratação do internacional brasileiro Robinho para as próximas duas épocas. O antigo avançado, que já passou pelo Real Madrid, City e AC Milan, de 32 anos, também era pretendido pelo Santos, mas o Galo ganhou a corrida.

Emílio Peixe alinhou com: Carlos Alves; Pedro Empis, Jorge Fernandes, Rúben Dias - Cap., Pedro Amaral, Kiko, Eric Veiga, Buta, Gonçalo Rodrigues, Hélder Ferreira e Almeida - Portugal, em sub-19, empatou a duas bolas diante da Polónia no encontro de estreia do Torneio Internacional de La Manga. A partida foi para o intervalo empatada a uma bola. A Polónia marcou primeiro da marca de grande penalidade por Mateusz Wieteska, aos 19 minutos, tendo Rui Pedro, que entrou ainda na 1.ª parte, empatado. No segundo tempo, a formação polaca marcou no primeiro minuto (46') por Jakub Kuzdra, mas Bruno Almeida apontou o tento da igualdade aos 65'.


Para mais tarde recordar?

André Villas-Boas voltou a admitir que vai deixar o Zenit no final da época, mas para já regressar ao Porto só à cidade, apesar de salientar que o regresso ao Dragão "é uma questão de tempo". “O regresso ao Futebol Clube do Porto será uma questão de tempo. Não sei em que posição e não tenho prazo definido para isso. Tive um período muito feliz no clube, o que me dá a possibilidade de voltar”, referiu o ex-timoneiro dos dragões numa entrevista à SIC. Já confrontado com possibilidade de um dia treinar o Benfica, o treinador português foi pronto a dizer que isso está fora de hipótese. "E um convite do Benfica? Esse não aceitaria", concluiu.

Vídeo: http://videos.sapo.pt/FZzstFaFe29lzDUggbJK




Chidozie ou Danilo ao lado de Indi? O nigeriano, que o ano passado até jogava a trinco, apesar de estar a apresentar qualidade na equipa B, além de ter idade de júnior ainda nem se estreou na I Liga, enquanto que tirar o português do meio campo é abdicar do pilar defensivo, do elemento mais forte na recuperação, que tem sido o médio mais regular e competente esta época.

Contrariedade para José Peseiro. Marcano sofreu uma lesão muscular e vai falhar o clássico, deixando o FC Porto só com Bruno Martins Indi e Chidozie como defesas centrais para o embate frente ao Benfica. Lista de Convocados: Guarda-redes: Iker Casillas e Helton; Defesas: Maxi Pereira, Bruno Martins Indi, Miguel Layún, José Ángel e Chidozie; Médios: Danilo Pereira, Evandro, Rúben Neves, André André, Sérgio Oliveira e Héctor Herrera; Avançados: Silvestre Varela, Jesús Corona, Aboubakar, Suk, Yacine Brahimi e Moussa Marega.


Não era indiscutível no campeão francês mas ainda tinha capacidade - não é por acaso que continua a ser presença assídua na selecção Argentina - para ser uma mais-valia por exemplo nos principais clubes italianos, ou até funcionar como 4.º avançado do Barcelona. A dúvida agora é perceber até quando é que vai durar esta "loucura" e se a FIFA vai tentar colocar um travão na maneira como os clubes chineses estão a inflacionar o mercado.

Tanto em França como em Itália garantem que Ezequiel Lavezzi vai ser o próximo craque a rumar ao futebol chinês. O extremo/avançado argentino, de 30 anos, comprometeu-se com o Hebei Fortune, a troco de um salário de 15 milhões de euros por ano (alguns jornais avançam que o valor pode chegar aos 18 ME), sendo que o PSG vai receber 6 milhões pela transferência. Lavezzi, que com este ordenado vai passar a ser um dos mais bem pagos do Mundo, também era pretendido pelo Shanghai Greenland Shenhua FC, mas o Hebei, que já garantiu neste defeso, Ersan Gulum, Gervinho, Stéphane M’Bia e Gaël Kakuta, ganhou a corrida pelo ex-Nápoles que até era um jogador livre daqui a 4 meses e meio.


Neste momento é uma espécie de "cadeira de sonho", já que permite conquistar, até com alguma facilidade, 4 títulos (campeonato, Taça da Liga, Taça de França e Supertaça) e ter condições para vencer a Champions.

O Paris Saint-Germain anunciou a renovação com o treinador Laurent Blanc por mais dois anos. O técnico francês fica assim vinculado à equipa parisiense até junho de 2018. Blanc chegou ao PSG em 2013, tendo já conquistado 2 campeonatos, uma Taça, duas Taças da Liga e 3 Supertaças. Esta época, quando se pensava que seria a última pelos parisienses, leva já 33 vitórias em 38 jogos em todas as competições.

Melhor center na NBA? - De acordo com a Marca, Marc Gasol, Memphis Grizzlies, vai ficar afastado da competição entre 4 a 6 meses devido a uma fratura no pé direito. Caso se confirme o pior cenário o espanhol, além de perder o resto da época, deverá ficar de fora dos Jogos Olímpicos.


10 de fevereiro de 2016

Ao longo dos últimos anos, nenhum jogo da Liga Portuguesa tem tido maior impacto na classificação que o Benfica-FC Porto. Ora, esta temporada o choque entre Águias e Dragões não foge à regra, já que surge numa fase decisiva para as contas do campeonato, interferindo não só com o decurso das campanhas dos emblemas que repartem entre si as últimas 13 conquistas da prova mas também com o Sporting. Desde logo, para os Bicampeões Nacionais representa a oportunidade de confirmar a enorme subida de rendimento apresentada nos últimos 2 meses, afastando da luta um rival directo (que ficaria a 9 pontos) e colocando imensa pressão noutro, que só joga Sábado. Para os Azuis e Brancos, é uma espécie de "match point", já que depois da fase mais conturbada da época, com várias derrotas e uma mudança de treinador, só a vitória interessa aos homens de José Peseiro (mesmo o empate pode significar ver o Sporting a uns longínquos 8 pontos a 12 jornadas do fim). Finalmente, também o Sporting tem bastante interesse no que suceda no Estádio da Luz, já que do recinto Lisboeta podem sair diversos cenários pontuais para as próximas jornadas, desde uma luta a dois até ao fim da Liga (em caso de vitória do Benfica), passando por um ressuscitar do FC Porto e terminando na possiblidade de ver ambos os rivais perderem pontos. Assim, ninguém ficará indiferente ao encontro de sexta-feira e, neste sentido, o Visão de Mercado começa já a projectar o embate, elegendo o onze combinado de Benfica e FC Porto, com base naquilo que tem sido o rendimento apresentado pelos elementos de ambas as equipas.

Júlio César (Benfica) - Vão estar dois gigantes nas balizas, mas o nível do brasileiro actualmente é muito superior ao do espanhol. Se o guardião das águias tem dito presente nos momentos importantes, correspondendo com grandes defesas, Casillas não dá total segurança à sua equipa e tem tremido em lances que noutros tempos resolveria com facilidade.
Maxi (FC Porto) - Apesar de a qualidade exibicional dos dragões não ser a melhor, o uruguaio não acusou a mudança de clube e mantém-se como o melhor lateral direito do campeonato, sendo mesmo um dos jogadores mais regulares da equipa azul e branca. No Benfica, Nélson Semedo estava em crescendo, mas André Almeida não tem a mesma capacidade para desempenhar as funções de lateral.
Lisandro (Benfica) - Com Luisão afastado por muito tempo, o argentino finalmente ganhou espaço na equipa e não só fez esquecer o brasileiro como superou a qualidade que o capitão ia demonstrando no início da temporada. Tem sido um dos melhores do campeonato, mostrando uma excelente leitura de jogo e grande capacidade de antecipação.
Jardel (Benfica) - Os centrais do FC Porto são um dos pontos fracos da equipa e, como tal, a dupla titular só poderia ser a dos encarnados. O brasileiro, mesmo sem deslumbrar, vai mantendo uma regularidade assinalável e é um dos pilares das águias. A evolução desde que chegou à Luz é notória.
Layun (FC Porto) - Se os centrais são uma das fragilidades dos azuis e brancos, o mesmo não se pode dizer dos jogadores que reforçaram as laterais. O mexicano vai sendo um dos reforços em evidência, dando muita profundidade ao flanco esquerdo e destacando-se no capítulo das assistências. Falta a Peseiro mais jogadores com a forma do lateral.
Danilo (FC Porto) - O médio proporcionou uma luta entre dragões e leões e está a provar que a sua contratação valeu o esforço. Com Lopetegui foi uma peça fundamental à frente da defesa e a chegada de Peseiro não alterou o seu rendimento. Fejsa dá outra estabilidade ao meio campo defensivo do Benfica, mas nesta temporada o internacional português vai tendo maior preponderância na sua equipa.
Renato Sanches (Benfica) - Não é por acaso que a viragem na época dos encarnados se deu precisamente quando o jovem entrou na equipa. O médio é claramente um talento precoce e a sua qualidade e disponibilidade para o jogo têm sido indispensáveis para Rui Vitória. No FC Porto, o papel de box-to-box teve em Imbula um flop e os restantes médios (André André, Herrera ou Rúben Neves) têm tido uma época muito intermitente.
Pizzi (Benfica) - Que grande época do médio/extremo português. Tem as características perfeitas para desempenhar o papel de médio interior, abrindo em posse e fechando o espaço central quando a equipa tem de defender, e a sua qualidade técnica e inteligência faz o resto. Vai sendo o principal servidor de Jonas e Mitroglou. Corona tem a magia, mas ainda lhe falta alguma consistência para oferecer aquilo que se espera dele.
Gaitán (Benfica) - Esteve muito tempo parado, mas quem não soubesse também não iria adivinhar. O argentino será sempre uma das figuras do campeonato e o Benfica tem claramente outras soluções ofensivas com o médio ofensivo em campo. Brahimi, mesmo com toda a técnica que vai mostrando, continua a necessitar de perceber que o futebol é um jogo colectivo.
Jonas (Benfica) - As dúvidas que foram colocadas sobre o brasileiro no início da temporada foram totalmente injustificadas. O avançado encarnado vai calando os críticos jogo após jogo, apresentando um rendimento superior ao da última época, que o vai colocando na corrida pela Bota de Ouro. É uma das grandes figuras (senão a maior) do campeonato até ao momento.
Mitroglou (Benfica) - O grego teve um início de época complicado e andava desencontrado com os golos. Não era sequer um indiscutível para Rui Vitória. Mas o clique já se deu e agora está visivelmente de pé quente, sendo uma presença muito forte na área. Aboubakar está longe de apresentar o nível de Jackson, mas tem uma clara semelhança com o colombiano: a falta de eficácia na finalização. O camaronês tem alguns dos falhanços mais escandalosos deste campeonato e não tem conseguido ser a referência de que o FC Porto necessita. 


É o 1+1 perfeito. O Man Utd precisa de voltar aos títulos e o Special One é dos poucos treinadores que dá essa garantia (pelo menos na teoria); E para o português os Red Devils são, fora o PSG, o melhor colosso disponível. Tem dinheiro, muito apoio, e agora já não há o peso da herança de Ferguson, ainda por cima é quase impossível fazer pior que Moyes e Van Gaal.

Só falta oficializar. O Daily Mail, Mirror, Sun, Star e até o reputado Gianluca Di Marzio garantem que José Mourinho já se comprometeu com o Manchester United até 2019. De acordo com a imprensa inglesa, o ex-treinador do Chelsea, que só vai assumir os Red Devils no Verão, vai auferir 20 milhões de euros por ano e exigiu ficar com a pasta das transferências, além de ter pedido a contratação de Andrea Berta, o actual director desportivo do Atlético.

Parisienses continuam a passear internamente (venceram 7 das últimas 8 provas) - O PSG manteve a sua série fantástica, tendo agora vencido 20 dos últimos 21 jogos, ao bater o Lyon por 3-0 e apurando-se para os quartos-de-final da Taça de França. Com Anthony Lopes a titular nos Lyon, o encontro ainda chegou ao intervalo empatado a zero, mas na segunda parte o poderio do PSG veio ao de cima, com Zlatan Ibrahimovic a bisar aos 63’ e aos 67’, tendo Rabiot estabelecido o resultado final aos 75’. Nas restantes partidas, destaque para a chuva de golos em Bordéus, com a equipa da casa a ser eliminado no prolongamento pelo Nantes (4-3, sendo que os visitantes estavam a perder aos 114' mas deram a volta nos últimos minutos do tempo extra). Já o Saint-Etienne eliminou, também fora e no prolongamento, o Troyes por 2-1, ao passo que o Lorient, com Raphael Guerreiro o tempo todo em campo, não teve problemas para bater o Sarre Union por 4-0.

Guardiola não fez rotações e teve um jogo tranquilo; Já o Hertha continua em grande forma - Bayern de Munique vai medir forças com o Werder Bremen nas meias-finais da Taça da Alemanha, enquanto que o Hertha de Berlim defronta o Borussia Dortmund. Os Bávaros foram até ao terreno do Bochum vencer por 3-0, num encontro em que os locais jogaram reduzidos a dez desde os 43'. Os golos foram apontados por Lewandowski, aos 39’ e aos 90’, e por Thiago, aos 61', sendo que Muller (que bisou nas assistências, ainda falhou uma grande penalidade). Já o Hertha de Berlim, que segue em terceiro na Bundesliga, eliminou fora o o Heidenheim por 3-2. A equipa do segundo escalão do futebol Germânico ainda abriu o marcador, por intermédio de Feick, aos 10', mas um bis de Ibisevic e um golo de Haraguchi deram a volta ao marcador, tendo ainda Schnatterer reduzido de grande penalidade.