O AS Monaco promete agitar os próximos meses, não só pelos milhões disponíveis para contratar, mas também pela polémica. O clube monegasco, associado à Federação Francesa de Futebol, tem a sua residência no Monaco (como é óbvio) e goza de um estatuto fiscal bastante apetecível (diferente do resto da França). No principado de Alberto, os impostos são mínimos o que permite aos monegascos pagar salários mais convidativos (quem não se recorda com a tentativa do governo francês em ficar com 75% do ordenado de Ibrahimovic?). Assim, o AS Monaco apresenta uma grande vantagem competitiva para com todas as outras equipas da Ligue 1 (ou Ligue 2), que foi bastante ampliado após o novo imposto de François Hollande (em 2012). A polémica "paraíso fiscal" não é novidade, algo que os clubes franceses já começaram a fazer frente. Muitos deles pretendem que o AS Monaco mude a sua sede para França, ou então, mudam todos a sede para outro paraíso fiscal. Já a Federação pediu 200 milhões de euros ao clube do milionário Rybolovlev para equilibrar a situação. A direcção monegasca indignada com esta posições já admitiu abandonar a Ligue 1 e pedir adesão ao campeonato italiano (será que a Itália iria permitir tal situação?). Uma coisa é certa, com ou sem impostos, os milhões russos prometem agitar os próximos anos da Ligue 1, tal como os petrodólares já o fizeram nos últimos 2 anos. Por isso não é surpreendente que nomes como James, Falcao, Moutinho, Tevez, Ekotto, Adebayor, demonstrem interesse em rumar ao Sul de França (receber um ordenado 10 milhões e ficar com praticamente a totalidade do mesmo é diferente de receber 10 e ver mais de metade ir para o Estado). Situação injusta no futebol europeu?
22 de Maio de 2013
Desafio aos Leitores: Qual foi o melhor 11 da época 2012-13 a nível internacional?
Desafio complicado devido ao enorme leque de opções (a menos que pertença à FIFA, nesse caso só contam elementos da La Liga), mas tendo como critério aquilo que os jogadores fizeram individualmente e em prol do sucessivo colectivo, qual foi o melhor 11 do Ano da época 2012-13? Insistimos para que respeite as posições (não é justo nomear 11's com 3 avançados centro, 2 laterais direitos, ou 4 extremos).
PS - COMO SABEM NESTE E EM QUALQUER POST NÃO ACEITAMOS COMENTÁRIOS DE ANÓNIMOS (Carreguem na opção Comentar como, seleccionem Nome/URL, coloquem algum nome (pode ser falso ou até mesmo um nick, desde que ajude o diálogo e não algo disparatado como números ou "eu" e depois comentem).
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Futebol Internacional
21 de Maio de 2013
Melhor 11 da época 2012-13: Lateral Direito - Danilo
Terminado o campeonato, é chegada a hora do Visão de Mercado eleger os melhores. Nota prévia: O que está em causa é o rendimento dos jogadores apenas em 2012-13, o impacto que tiveram não só individualmente mas em prol do sucesso colectivo, e não a qualidade dos mesmos ou o que podem fazer no futuro.
A expectativa em torno de Danilo era muita no início da temporada e, apesar de ainda não ter justificado em campo o elevado montante que o FC Porto pagou na sua contratação, a verdade é que o brasileiro foi o lateral direito mais regular do campeonato. Competente a nível defensivo, continua sem oferecer tudo o que se pedia na componente ofensiva (falha na decisão), mas fez parte da melhor defesa do campeonato, foi um dos intocáveis de Vítor Pereira e mesmo estando longe de brilhar nenhum outro lateral direito ofereceu mais do que ele esta época em Portugal. Veremos o que faz em 2013-14. Apresenta boas características para desempenhar a função, uma das mais carenciadas a nível mundial (alto, forte fisicamente, rápido, potente, capacidade para fazer todo o corredor), mas o que deu até ao momento ainda é curto. Tony, um lateral que compensa alguma falta de qualidade técnica com uma agressividade e grande intensidade. Sem dúvida um elemento importante na brilhante época do Paços de Ferreira (3ª melhor defesa da Liga), e que pareceu renascer em 2012-13. E Lionn, o brasileiro (já tinha demonstrado potencial no V.Guimarães e esta época confirmou-o) foi um dos bons reforços do Rio Ave e não desiludiu, dando grande qualidade equipa vila-condense, completam o nosso pódio. Qual o seu pódio no que diz respeito aos 3 laterais direitos que mais produziram esta época? Que jogadores (potenciais candidatos ao rótulo de melhor lateral da época) desiludiram? E quem poderá figurar no pódio na próxima época?
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Rodrigo F.
A expectativa em torno de Danilo era muita no início da temporada e, apesar de ainda não ter justificado em campo o elevado montante que o FC Porto pagou na sua contratação, a verdade é que o brasileiro foi o lateral direito mais regular do campeonato. Competente a nível defensivo, continua sem oferecer tudo o que se pedia na componente ofensiva (falha na decisão), mas fez parte da melhor defesa do campeonato, foi um dos intocáveis de Vítor Pereira e mesmo estando longe de brilhar nenhum outro lateral direito ofereceu mais do que ele esta época em Portugal. Veremos o que faz em 2013-14. Apresenta boas características para desempenhar a função, uma das mais carenciadas a nível mundial (alto, forte fisicamente, rápido, potente, capacidade para fazer todo o corredor), mas o que deu até ao momento ainda é curto. Tony, um lateral que compensa alguma falta de qualidade técnica com uma agressividade e grande intensidade. Sem dúvida um elemento importante na brilhante época do Paços de Ferreira (3ª melhor defesa da Liga), e que pareceu renascer em 2012-13. E Lionn, o brasileiro (já tinha demonstrado potencial no V.Guimarães e esta época confirmou-o) foi um dos bons reforços do Rio Ave e não desiludiu, dando grande qualidade equipa vila-condense, completam o nosso pódio. Qual o seu pódio no que diz respeito aos 3 laterais direitos que mais produziram esta época? Que jogadores (potenciais candidatos ao rótulo de melhor lateral da época) desiludiram? E quem poderá figurar no pódio na próxima época?
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FC Porto,
Liga ZON-Sagres
Jorge Jesus, um aspirante a Ferguson português?
Numa altura em que, apesar da renovação de Jorge Jesus estar praticamente assegurada, mas ainda carecer de confirmação oficial, importa tentar perceber o porquê desta renitência súbita por parte do amadorense e o que essa indefinição pode significar na distribuição dos poderes e das autoridades no seio do clube da luz.
Apesar de ser um treinador pago a peso de ouro e mesmo tendo em conta o momento de rigor económico por que todos os clubes devem estar a passar, não parece que seja pela vertente financeira que o técnico ainda não tenha dado a resposta definitiva a Luís Filipe Vieira. Parece haver, neste momento, uma clara guerra de poderes que está a adiar a decisão final de ambas as partes. Mesmo não acreditando nos rumores saídos a publico que de que Jorge Jesus estaria a exigir a saída de António Carraça, a verdade é que não há fumo sem fogo e o afastamento/desaparecimento de Rui Costa dos círculos de decisão do clube é disso paradigmático. Com isto, é oportuno questionar quais os verdadeiros intentos do atual treinador do Benfica. Será que Jesus sente que para o seu trabalho de tornar efetivo, no que a títulos diz respeito, necessita de mais poderes a nível de decisão, não só relativamente a entradas e saídas do plantel, mas em relação a todas as questões que estejam direta ou indiretamente relacionados com futebol do Benfica? Se tal acontecer, estaremos na presença de um caso singular, não só no Benfica, mas em todo o futebol português. O certo é que com tudo o que conseguiu mudar no clube, com as grandes exibições ao longo destes quatro anos e com a consequente valorização de ativos e da própria marca Benfica, Jorge Jesus ganhou um estatuto que lhe permite poder ser já considerado o treinador com mais poder e margem de manobra durante todo o reinado de Luís Filipe Vieira no clube da luz. Nenhum outro teve uma voz tão ativa em tantas áreas do futebol benfiquista, como Jorge Jesus tem tido, o que por si só demonstra não apenas a confiança absoluta que o líder do clube deposita nele, mas prova também que tudo o que tem corrido menos bem nestes últimos anos tem sido da sua responsabilidade. Com esta indefinição, ainda que relativa, em torno da sua renovação, Jorge Jesus pode estar a demonstrar que todos os poderes que já lhe concederam podem não ser ainda suficientes para aquilo que ele deseja e para que o convençam a ficar. Se tal se verificar, e se todos os seus desejos forem atendidos, o Benfica poderá começar a próxima época com um Ferguson português no banco. Uma figura que, à imagem do que o mítico treinador escocês fez no Manchester United, chama a si todos os poderes de decisão e que não permite que ninguém interfira no seu trabalho.
Por outro lado, este facto vem também comprovar a confusão que se vive na hierarquia estabelecida no clube encarnado. Se, por um lado, não se percebe a verdadeira razão de Rui Costa, uma figura importante na conquista do último campeonato, ter sido afastado, também ainda não se conseguiu descobrir qual a verdadeira missão de António Carraça. A oficialização da renovação de Jorge Jesus será um momento oportuno para que todas estas questões fiquem esclarecidas e se defina, de uma vez por todas, qual o rumo que Luís Filipe Vieira pretende para o clube. Será que Jorge Jesus já terá feito o suficiente para exigir tanta confiança por parte do presidente e adeptos? Estará o futebol português preparado para acolher este modelo de gestão de uma equipa? Com o reforço dos poderes do treinador encarnado dentro da estrutura do Benfica, estarão reunidas as condições para que este volte a ter sucesso?
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): António Mota
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Benfica
Chucho Benítez, uma máquina de fazer golos com viagem marcada para a Europa
Melhor marcador da Liga Mexicana por 3 temporadas consecutivas (competição que já contou com Jackson Martínez), Christian Benítez é um dos avançados sul-americanos mais interessantes da actualidade e o campeonato mexicano (apesar do enorme potencial que apresenta) já começa a ser pequeno para tanto talento. O equatoriano é a estrela do América e, depois do fracasso que foi a passagem pelo Birmingham, em 2009/2010 onde só marcou 4 golos, está pronto para regressar à Europa, sendo que é pretendido, entre outros, pelo Atlético de Madrid para colmatar a possível saída de Falcao. Força, potência e capacidade finalizadora. São estas as características que fazem de Benítez uma referência ofensiva que há muito despertou a atenção de variados clubes europeus. Apesar de não ser particularmente alto (1,68), Chucho é um autêntico goleador, domina a área como ninguém, faz golos de todas as maneiras e feitios, joga bem entre linhas e a sua competitividade e polivalência permitem-lhe ser útil em várias posições no ataque. No entanto, Chucho, aos 27 anos, vive uma situação complicada. Sempre foi muito criticado (mesmo sendo o melhor marcador há 3 anos seguidos) por parte dos próprios adeptos devido ao seu egoísmo e também pelas polémicas envolvendo colegas de equipa, e o facto de ter apenas mais um ano de contrato com o América, a juntar ao seu desejo em regressar à Europa, faz com que uma transferência neste Verão seja bastante provável. Por onde passa o futuro de Chucho Benítez? O México (apesar de jogadores como o equatoriano já apresentaram salários elevados) deve ser um mercado a explorar pelas equipas portuguesas (Jackson foi uma aposta ganha pelo FC Porto)?
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Ruben Silva
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Ruben Silva
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México
Edinho reforça o Sp. Braga; Liedson regressa ao Brasil (apesar de o Flamengo não o querer) e critica falta de oportunidades no FC Porto: "Não merecia passar por isto"
Edinho é o 11º reforço do Sp. Braga para 2013-14. O avançado chega a custo zero, depois de ter representado a Académica por empréstimo do Málaga, e assina pelos minhotos até 2015. VM - Foi o 5º melhor marcador da Liga com 13 golos, mas não deixa de ser estranho este regresso a Braga (já tinha representado os minhotos entre 2003 e 2005). Percebemos a aquisição, jogador experiente, forte fisicamente, que até pode funcionar como um bom complemento a Éder (com a saída de Carlão era necessário um suplente que desse algumas garantias de golos). Mas é uma aquisição que foge à matriz do Braga, pela idade (completa 31 anos em Julho e não dará retorno financeiro) e qualidade (esta época não conseguiu sequer ser indiscutível na Académica). Bom reforço? Zé Luís e Rabiola vão continuar sem espaço? Como será o defeso do Braga a nível de entradas e saídas de jogadores?
Liedson - «Não sei se repetiria esta experiência. Depois de tudo o que fiz na minha carreira, sobretudo aqui em Portugal, não merecia passar por isto», confessou o avançado que foi pouco utilizado no FC Porto. O "levezinho" aproveitou o "Media Open Day" dos portistas depois da conquista do campeonato para sublinhar também que sai do Dragão decepcionado com Vítor Pereira. «Sentia condições para ajudar mais, esperei sempre pela oportunidade mas, infelizmente, ela não surgiu e fiquei chateado por isso». O internacional português anunciou igualmente que vai regressar ao Brasil, porque tem ainda contrato em vigor com o Flamengo. O problema é que os responsáveis do Fla já disseram publicamente que não contam com o jogador de 35 anos (pelo muito que ganha e pouco que pode oferecer), pretendem colocá-lo noutro clube, rescindir o vínculo, ou caso estas duas opções não se concretizem deixá-lo à margem do plantel principal até o contrato terminar.
Mercado - Mónaco oferece 15 milhões de euros por Kevin-Prince Boateng; Rafa Benitez pretendido por Nápoles e PSG; Lisandro Lopez na mira de Tottenham, Rubin e Anzhi; Internacional quer Robinho; Frank de Boer renova com o Ajax até 2017; Tony Pulis abandona o comando técnico do Stoke; Kolo Touré pode assinar pelo Liverpool a custo zero, Papadopoulos também está a ser associado aos Reds; Philippe Montanier vai deixar a Real Sociedad no final da época.
Liedson - «Não sei se repetiria esta experiência. Depois de tudo o que fiz na minha carreira, sobretudo aqui em Portugal, não merecia passar por isto», confessou o avançado que foi pouco utilizado no FC Porto. O "levezinho" aproveitou o "Media Open Day" dos portistas depois da conquista do campeonato para sublinhar também que sai do Dragão decepcionado com Vítor Pereira. «Sentia condições para ajudar mais, esperei sempre pela oportunidade mas, infelizmente, ela não surgiu e fiquei chateado por isso». O internacional português anunciou igualmente que vai regressar ao Brasil, porque tem ainda contrato em vigor com o Flamengo. O problema é que os responsáveis do Fla já disseram publicamente que não contam com o jogador de 35 anos (pelo muito que ganha e pouco que pode oferecer), pretendem colocá-lo noutro clube, rescindir o vínculo, ou caso estas duas opções não se concretizem deixá-lo à margem do plantel principal até o contrato terminar.
Mercado - Mónaco oferece 15 milhões de euros por Kevin-Prince Boateng; Rafa Benitez pretendido por Nápoles e PSG; Lisandro Lopez na mira de Tottenham, Rubin e Anzhi; Internacional quer Robinho; Frank de Boer renova com o Ajax até 2017; Tony Pulis abandona o comando técnico do Stoke; Kolo Touré pode assinar pelo Liverpool a custo zero, Papadopoulos também está a ser associado aos Reds; Philippe Montanier vai deixar a Real Sociedad no final da época.
Breves - Paulo Alves deixa o Gil Vicente depois de 4 épocas ao serviço do conjunto de Barcelos; Jorge Sousa é o árbitro da final da Taça de Portugal entre Benfica e V. Guimarães; Vítor Oliveira depois de ter ajudado o Arouca a subir ao escalão máximo do futebol português vai orientar o Moreirense; Intxausti vence 16.ª etapa do Giro, na geral destaque para Santambrogio, que perdeu tempo e ficou mais longe do pódio.
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Stefan Lichtsteiner associado ao Real Madrid
Que lateral direito deveria contratar o Real Madrid?
O PSG continua a dificultar a saída de Ancelotti para o Real mas o italiano já definiu uma lista de jogadores que pretende ter nos merengues, entre eles está Stefan Lichtsteiner. O lateral direito realizou mais uma época excepcional e também é pretendido pelo PSG, quem não parece disposta a libertá-lo é a Juventus que inclusive está a tentar renovar com o internacional suíço. VM - É o eterno dilema do Real Madrid: as debilidades no que diz respeito à posição de lateral direito. Não é de agora, já vem desde os anos 90 (em tempos os merengues chegaram a acreditar que com Secretário isso ficaria resolvido), e com a passagem de Ramos para central este problema agravou-se. Falta um lateral direito de Top. Arbeola tem limitações ofensivas, Essien foi utilizado nesse lugar mas está de saída e mesmo o possível regresso de Carvajal não oferece garantias de resolver essa lacuna. Nesse sentido parece urgente o Real contratar um lateral direito acima da média o problema é que observando o mercado não é fácil encontrar esse jogador, é uma posição onde há uma evidente lacuna de talento/qualidade a nível mundial. Dani Alves e Lahm são os melhores mas não estão ao alcance dos merengues, e como tal não surpreende que Lichtsteiner seja associado ao Real, nesta fase é um dos 5 melhores do Mundo. Dá uma profundidade incrível ao seu flanco, não tendo uma técnica excepcional compensa com a sua potência e qualidade na decisão, joga sempre em alta rotação e não foi por acaso que não deu espaço a Isla (que nos últimos anos tinha sido um dos melhores da Série A). Mas passará pelo suíço a solução?
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Os 12 trabalhos de Bruno de Carvalho
Terminou mais uma época futebolística que poucas ou nenhuma saudades deixa aos adeptos sportinguistas. Não deixa porém de ser uma época para lembrar, pois foi o natural corolário de uma era de gestão errática, desportiva e financeiramente, e cujas consequências perdurarão no tempo. Dois factos relevantes aconteceram: o Sporting obteve a pior classificação da sua longa História, e mudou de presidente durante o penoso campeonato. O novo presidente, Bruno de Carvalho, entrou a todo o gás; sentou-se no banco e sentou-se com os bancos. A sua estrelinha não permitiu ao Sporting atingir os objectivos mínimos, mas é unânime que poucas culpas lhe poderão ter atribuídas. Por isso mesmo, o capital de confiança com que iniciou o mandato manteve-se intacto. Mas pode dar por terminado o período de lua-de-mel, a partir de hoje tudo muda. Não é verdade que apenas um semi-deus possa levar a cabo a tarefa de reerguer o Sporting, mas os desafios que Bruno de Carvalho tem pela frente fazem lembrar um pouco os trabalhos, considerados impossíveis de levar a bom termo, impostos ao filho de Zeus. Assim sendo, e sem seguir qualquer ordem:
1. Treinador: mais do que seleccionar um perfil adequado ao projecto ou de acordo com os pergaminhos do clube (cliché, cliché), é preciso dar ao treinador condições de trabalho. O treinador vai ser bombardeado ao mínimo deslize. José Mourinho, salve-se a comparação, é a prova de que por mais dura que seja a couraça, os ataques acabam por surtir efeito. Cabe ao Presidente proteger o treinador, nunca o deixar só, e mostrar solidariedade e confiança no seu trabalho. Veremos se tem a coragem e a habilidade para o fazer, mesmo que para isso tenha de enfrentar facções de adeptos que, invariavelmente, pedem a cabeça do mister numa bandeja.
1. Treinador: mais do que seleccionar um perfil adequado ao projecto ou de acordo com os pergaminhos do clube (cliché, cliché), é preciso dar ao treinador condições de trabalho. O treinador vai ser bombardeado ao mínimo deslize. José Mourinho, salve-se a comparação, é a prova de que por mais dura que seja a couraça, os ataques acabam por surtir efeito. Cabe ao Presidente proteger o treinador, nunca o deixar só, e mostrar solidariedade e confiança no seu trabalho. Veremos se tem a coragem e a habilidade para o fazer, mesmo que para isso tenha de enfrentar facções de adeptos que, invariavelmente, pedem a cabeça do mister numa bandeja.
2. Renovar com os jovens: trabalho quase impossível. Músculo negocial há pouco, os empresários sabem-no, os potenciais interessado idem. E certamente que alguns sectores não recusarão um encaixe, por mais pequeno que seja. Renovar com esta fornada de jogadores (Bruma, Ilori, Dier, Mané, Tobias, Chaby, João Mário), blindá-los da cobiça alheia, dar-lhes condições financeiras favoráveis e envolvê-los num projecto desportivo aliciante que os jogadores vejam como uma oportunidade de carreira é o desafio.
3. Salários altos: o Sporting tem que reduzir a sua massa salarial, é um ponto assente. Assim sendo, o clube deve vender os atletas cujos salários sejam mais elevados e que ao mesmo tempo tenham um potencial de valorização mais reduzido (Schaars, Capel, Jeffren e Boularouz à cabeça). Alguns desses jogadores que saiam até podem ter um rendimento desportivo interessante, mas não serão mais-valias que façam o Sporting passar de imediato para um patamar superior, além de que tapam outros jogadores, mais jovens, que evidentemente, têm de ter minutos (Martins, João Mário, Carrillo, Viola, Labyad). O problema é colocar jogadores que se desvalorizaram nos últimos tempos, e garantir retorno financeiro que permita proteger os outros e investir qualquer coisa...
4. Emprestados: é preciso limpar os Estábulos, e há muito que limpar. Dos jogadores emprestados hoje, quantos fazem parte do futuro do Sporting? Zero. O clube não pode pagar, parcial ou totalmente, salários a homens que nunca vestirão de verde, nem pode perder tempo a colocar jogadores todos os inícios de época. E neste momento nenhum dos emprestados tem qualidade para ser uma mais-valia em Alvalade.
3. Salários altos: o Sporting tem que reduzir a sua massa salarial, é um ponto assente. Assim sendo, o clube deve vender os atletas cujos salários sejam mais elevados e que ao mesmo tempo tenham um potencial de valorização mais reduzido (Schaars, Capel, Jeffren e Boularouz à cabeça). Alguns desses jogadores que saiam até podem ter um rendimento desportivo interessante, mas não serão mais-valias que façam o Sporting passar de imediato para um patamar superior, além de que tapam outros jogadores, mais jovens, que evidentemente, têm de ter minutos (Martins, João Mário, Carrillo, Viola, Labyad). O problema é colocar jogadores que se desvalorizaram nos últimos tempos, e garantir retorno financeiro que permita proteger os outros e investir qualquer coisa...
4. Emprestados: é preciso limpar os Estábulos, e há muito que limpar. Dos jogadores emprestados hoje, quantos fazem parte do futuro do Sporting? Zero. O clube não pode pagar, parcial ou totalmente, salários a homens que nunca vestirão de verde, nem pode perder tempo a colocar jogadores todos os inícios de época. E neste momento nenhum dos emprestados tem qualidade para ser uma mais-valia em Alvalade.
5. Venda Mediática: mais uma façanha impossível. O Sporting tem forçosamente de vender um jogador a um grande clube europeu. O nome de Rui Patrício é associado a alguns emblemas de nomeada, e a serem verdade os boatos, o Sporting não deve hesitar. Vender um jogador a um Grande Europeu é um bom cartão de visita, em negociações com empresários e atletas, que passarão a ver no clube uma plataforma de valorização profissional. Mesmo os jovens da Academia pensarão duas vezes antes de saltarem de alegria quando o Everton lhes fizer uma proposta. BdC tem de meter o Sporting na carruagem dos grandes negócios.
6. Gestão de expectativas: o Sporting não vai lutar de igual para igual com Porto e Benfica, e as razões são por demais evidentes. Por isso, o Presidente tem a difícil tarefa de convencer os adeptos de que o clube não é candidato ao título, mas ao mesmo tempo tem de estabelecer um objectivo claro e com um grau de exigência minimamente alto, embora acessível. Por isso, considerando que mesmo com as restrições financeiras o clube está muito acima dos restantes adversários, colocar o apuramento para a Liga dos Campeões parece ser uma fasquia credível. Alcançar o terceiro lugar é imperativo, e montar uma equipa suficientemente competitiva para o conseguir é essencial.
7. Preparação Física: calcanhar de Aquiles de há muitos anos, é penoso ver jogadores a arrastarem-se em campo, sem conseguirem correr tanto como os oponentes. O físico, hoje, vale tanto ou mais que a técnica e a táctica; e correr mais depressa é meio caminho andado para vencer. Fala-se em metodologias, em grupos de trabalho transversais mas o que é indispensável é proporcionar aos atletas profissionais uma preparação física que lhes permita tirar máximo rendimento do treino.
6. Gestão de expectativas: o Sporting não vai lutar de igual para igual com Porto e Benfica, e as razões são por demais evidentes. Por isso, o Presidente tem a difícil tarefa de convencer os adeptos de que o clube não é candidato ao título, mas ao mesmo tempo tem de estabelecer um objectivo claro e com um grau de exigência minimamente alto, embora acessível. Por isso, considerando que mesmo com as restrições financeiras o clube está muito acima dos restantes adversários, colocar o apuramento para a Liga dos Campeões parece ser uma fasquia credível. Alcançar o terceiro lugar é imperativo, e montar uma equipa suficientemente competitiva para o conseguir é essencial.
7. Preparação Física: calcanhar de Aquiles de há muitos anos, é penoso ver jogadores a arrastarem-se em campo, sem conseguirem correr tanto como os oponentes. O físico, hoje, vale tanto ou mais que a técnica e a táctica; e correr mais depressa é meio caminho andado para vencer. Fala-se em metodologias, em grupos de trabalho transversais mas o que é indispensável é proporcionar aos atletas profissionais uma preparação física que lhes permita tirar máximo rendimento do treino.
8. Blindagem do balneário: as fugas de informação e a plantação de notícias nos jornais são o dia-a-dia do Sporting. Cabe ao Presidente isolar o balneário de pressões externas, calar os bufos, papagaios e outra fauna que se passeia entre o Alvalade e Alcochete, ao mesmo tempo que protege os jogadores, em especial os mais jovens, das intrigas. Muita da dificuldade passa por parte deste problema ter origem interna, o que o torna ainda mais complicado de o erradicar.
9. Salários por objectivos: fala-se numa mudança de paradigma na política salarial. Acaba-se o rendimento garantido, aparecem os objectivos É complicado para os adeptos verem jogadores receberem prémios, mesmo quando os resultados são medíocres, para não falar nos salários de nababo que alguns recebem, mesmo sem jogar grande coisa (o mesmo se aplica a outros funcionários). Por isso, a ideia de se aplicar uma massa salarial proporcional ao sucesso desportivo é bem vinda, mas é bem que difícil de implementar, embora fique bonita no papel. Corta com muitos vícios existentes, e pode afastar potenciais reforços.
10. Disciplina: saídas à noite, excessos de peso, conduta imprópria nos treinos, twitadas, declarações bombásticas, vale tudo no Sporting. O Presidente deve criar um regulamento disciplinar (aplicável a jogadores, mas também a restantes funcionários) exemplar, e criar as condições para que este seja aplicado sem contemplações. Como tal, Direcção e equipa técnica devem ser reconhecidas como uma autoridade dentro do clube, e gerir um ambiente de disciplina e exigência, dentro e fora de campo.
11. Organigrama: aparentemente o Futebol do Sporting terá três cabeças, um triunvirato com cunho presidencialista. Olhando para o passado recente, é essencial que todos estejam em sintonia, e que a cada indivíduo saiba o que fazer, e o que, e quando, dizer. Bruno de Carvalho terá de desempenhar o papel de maestro numa orquestra em que, nos últimos anos, cada qual tocava a própria música, e atropelava a melodia do vizinho.
12. Posição na Liga/FPF: a mais terrível de todas as façanhas, quiçá mais improvável que colocar o défice a zero. O Sporting tem de momento uma influência nula nos corredores do Poder, e se quiser vencer, essa situação terá forçosamente de ser invertida. Bruno de Carvalho não precisa de seleccionar árbitros a la carte, ou telefonar a combinar castigos, mas o clube deve ter uma postura junto dos órgãos federativos e da Liga digna de um grande clube.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito
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Sporting
E agora, Braga?
E agora? Não se pode dizer que a época do Sp. Braga tenha sido um fracasso. No entanto, também seria tolice afirmar que foi um sucesso. Os minhotos foram eliminados da Taça, conquistaram a Taça da Liga, despediram-se da Europa na fase de grupos da Champions e terminaram o campeonato no quarto lugar. E não foi um quarto lugar com os três grandes no pódio. Nada disso. Foi um quarto lugar atrás de um “pequeno” Paços de Ferreira que, apesar de ter feito um campeonato hercúleo, é (e continuará a ser) considerado inferior à equipa que bateu pela última vaga na Liga dos Campeões.
E agora? O grande problema de ter saído tão cedo das competições europeias e de não ter chegado à liga milionária é a falta de milhões. No caso do Braga, para haver um crescimento sustentado, é preciso que o dinheiro continue a entrar – cada ano mais que no ano anterior. E com um grupo acessível e uma conjuntura aparentemente fácil – Sporting em péssimo momento, logo via aberta para o terceiro lugar –, o Braga tinha a obrigação de ter assegurado a Champions. No entanto, não o conseguiu.
E agora? Prevê-se que haja um corte no orçamento e, por isso, que a distância para os grandes volte a alargar-se. O poder de atracção que o Braga começava a conquistar em relação a jogadores diminuirá – a montra da Liga Europa é bem menos apetecível que a da Champions – e os sonhos terão de ser cravados de menor ambição. Em vez de entrarem milhões, entram milhares; e no futebol moderno, isso conta até mais não.
E agora? Peseiro, apesar de ter conquistado o primeiro troféu da era António Salvador, deverá ser despedido. Se é verdade que perdeu Lima de repente e que Éder se lesionou durante demasiado tempo, não menos o é que tinha a obrigação de fazer um trabalho mais consistente, imprimir maior regularidade à equipa. Se um clube quer cimentar uma posição no futebol nacional, tem de ser capaz de derrotar os seus adversários directos na demanda por esse objectivo – coisa que os minhotos não foram capazes de fazer, perdendo das duas vezes que defrontaram o Paços de Ferreira. Assim, a solução natural será a saída de Peseiro, sendo que se fala em Jesualdo Ferreira e Paulo Fonseca para o lugar do técnico de Coruche, mas ainda sem quaisquer certezas.
E agora? O que é certo é que o Braga falhou a maior parte dos objectivos a que se propôs esta época (mínimo terceiro lugar, lutar pelo título, fazer boa figura na Champions) e, embora tenha obtido um título (o mais desvalorizado do panorama nacional, acrescente-se, mas mesmo assim é um título), podia ter feito também melhor campanha na Taça de Portugal (após eliminar o Porto, exigia-se a final). Sendo assim, a próxima época poderá servir de tira-teimas para o clube minhoto: conseguirão manter o nível demonstrado nas últimas épocas ou a ausência da Champions será um fardo demasiado complicado de suportar? Esperemos para ver.
Visão da Leitora (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Inês Sampaio
Visão da Leitora (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Inês Sampaio
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Braga
20 de Maio de 2013
Qual foi o melhor central (lado esquerdo) da Liga Zon-Sagres em 2012-13?
O campeonato chegou ao fim e como é apanágio do Visão de Mercado vamos apontar os melhores de 2012-13. No centro da defesa (lado esquerdo) tivemos entre outros destaques as boas épocas de Mangala e Garay. Como tal, na opinião do leitor: Ignorando a qualidade e a futurologia, e considerando apenas o que produziram esta época. Qual foi o melhor central (lado esquerdo) em 2012-13?
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Liga ZON-Sagres
Visão do Leitor - Benfica: De título festejado e palco de festas reservado a nova desilusão
Não satisfeitos com a algazarra da época transacta, com as faixas encomendas a terem como destino natural o lixo, eis que os adeptos benfiquistas (suportados pelos próprios gritos de campeões dos jogadores encarnados mal terminou o confronto frente ao Marítimo) a duplicam e decidem festejar na Madeira, como se o Estoril e o Moreirense fizessem parte daquele. Quiçá a visão turva, a mesma que permitiu gritar aos quatro ventos “limpinho, limpinho”, após uma arbitragem digna de figurar nas principais enciclopédias, mais concretamente no capítulo dedicado a “tudo aquilo que um árbitro não deve fazer”, não tenha permitido a dose de humildade que deve caracterizar os dignos vencedores e muito menos apelar à prudência de uma criança de 6 anos impedindo a “reserva” do Marquês para outros festejarem.
A época de 2012/2013 ficará marcada com uma das maiores vergonhas de sempre do futebol português, tanto mais porque é um reflexo da anterior, custando a crer que um clube liderados por profissionais, pagos a peso de ouro, tenha caído uma vez mais no conto do vigário, interpretado na perfeição por Vítor Pereira.
No somatório dos quatro anos à frente do clube, Jorge Jesus conseguiu a difícil proeza de ultrapassar aos pontos José Peseiro no ranking do “pé frio”. Se Pinto da Costa fosse dono e senhor do destino dificilmente conseguiria urdir plano tão maquiavélico e cruel para os lados da luz, onde uma vez mais a montanha (muitas vezes mandada erigir por determinados sectores da Comunicação Social) pariu um rato.
Os defensores de JJ, que advogam a sua continuidade, demonstram não avaliar com o mesmo rigor o desempenho desportivo e títulos deixados de conquistar, algo normal num clube desportivo, manifestando agora uma conveniente preferência para cálculos infindáveis (que alguma Comunicação Social incansavelmente faz questão de frisar) que vêm comprovar os milhões que o treinador encarnado já permitiu aos cofres angariar, mas que incompreensivelmente teimam em não fazer baixar o passivo. Mudou-se o paradigma para os lados da segunda circular. Se outrora eram os títulos que mais contavam, para boa parte dos adeptos urge agora destacar a gestão de activos e as “fortunas” amealhadas por Witsel e Companhia, como se o clube deixasse de se chamar Sport Lisboa e Benfica para se tornar num "chique" Lisboa e Benfica Investimentos. Cumpre aos sócios em última análise traçar o rumo que deverá o grémio perseguir e a quem de direito competirá liderar o respectivo projecto financeiro. Soa legítimo, no entanto, para sermos coerente, será preferível, a partir de agora, reservar o Marquês para a época de transferências, permitindo assim celebrar cada mais-valia de buzina na mão após a devida gestão pelo “mestre” da táctica.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Sérgio Tomás
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Benfica
OFICIAL: Mourinho deixa o Real Madrid
Inevitável? É oficial. Florentino Pérez comunicou que José Mourinho vai deixar o comando técnico do Real Madrid no final da presente temporada. VM - Desfecho expectável e sendo certo que em Portugal é proibido falar mal de Mou...
A verdade é que a sua passagem por Madrid foi um fracasso. Falhou no objectivo principal: vencer a Liga dos Campeões; 3 títulos em 3 anos é manifestamente pouco para o clube que tem o maior orçamento do Mundo e investiu como nenhum outro num treinador (aquisição + salário); e este último ano foi do que pior que se viu na história dos merengues: quebrar a hegemonia do Barça não é perder o campeonato no ano seguinte em Novembro para uma equipa sem treinador, futebol de péssima qualidade (o pior entre as equipas de top na Europa), humilhação em casa na final da Taça do Rei e um 'n' de casos que demonstraram que o Special One nunca teve capacidade para ganhar o balneário (atritos públicos com Casillas, Pepe, Ronaldo, Ozil, Ramos, etc) e lidar com a comunicação social (os papelinhos só denotaram um nervosismo e incómodo), curiosamente duas vertentes em que costuma ser forte. Mas nada disto surpreende. Mou sabia que era um enorme desafio, não só pela história do Real como por tudo aquilo que está inerente ao clube: muitas intromissões internas, uma enorme pressão da imprensa e uma luta contra uma das melhores equipas da história. E apesar do insucesso estes 3 anos não colocam em causa a sua brilhante carreira, aliás por ser tão brilhante é que se esperava mais (para outros técnicos uma Liga, Taça e Supertaça não era um mau registo mas para o Special One e por tudo o que citámos é curto). Por outro lado, esta saída neste contexto (pela porta pequena) ou noutro, seria sempre inevitável, já que desde Setembro que era óbvio que o Special One não ia continuar em Madrid (apesar da sua vontade ser sair em grande com a conquista da LC). Resta saber quem vai suceder a Mou (Ancelotti já tem acordo com os merengues mas o PSG quer travar a saída do italiano) e por onde passa o futuro do português (quase certo que pelo Chelsea, mas mantemos a ideia de que não é de todo a melhor escolha, ler aqui).
A verdade é que a sua passagem por Madrid foi um fracasso. Falhou no objectivo principal: vencer a Liga dos Campeões; 3 títulos em 3 anos é manifestamente pouco para o clube que tem o maior orçamento do Mundo e investiu como nenhum outro num treinador (aquisição + salário); e este último ano foi do que pior que se viu na história dos merengues: quebrar a hegemonia do Barça não é perder o campeonato no ano seguinte em Novembro para uma equipa sem treinador, futebol de péssima qualidade (o pior entre as equipas de top na Europa), humilhação em casa na final da Taça do Rei e um 'n' de casos que demonstraram que o Special One nunca teve capacidade para ganhar o balneário (atritos públicos com Casillas, Pepe, Ronaldo, Ozil, Ramos, etc) e lidar com a comunicação social (os papelinhos só denotaram um nervosismo e incómodo), curiosamente duas vertentes em que costuma ser forte. Mas nada disto surpreende. Mou sabia que era um enorme desafio, não só pela história do Real como por tudo aquilo que está inerente ao clube: muitas intromissões internas, uma enorme pressão da imprensa e uma luta contra uma das melhores equipas da história. E apesar do insucesso estes 3 anos não colocam em causa a sua brilhante carreira, aliás por ser tão brilhante é que se esperava mais (para outros técnicos uma Liga, Taça e Supertaça não era um mau registo mas para o Special One e por tudo o que citámos é curto). Por outro lado, esta saída neste contexto (pela porta pequena) ou noutro, seria sempre inevitável, já que desde Setembro que era óbvio que o Special One não ia continuar em Madrid (apesar da sua vontade ser sair em grande com a conquista da LC). Resta saber quem vai suceder a Mou (Ancelotti já tem acordo com os merengues mas o PSG quer travar a saída do italiano) e por onde passa o futuro do português (quase certo que pelo Chelsea, mas mantemos a ideia de que não é de todo a melhor escolha, ler aqui).
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José Mourinho,
Real Madrid
Qual foi o melhor guarda-redes da Liga Zon-Sagres em 2012-13?
O campeonato chegou ao fim e como é apanágio do Visão de Mercado vamos apontar os melhores de 2012-13. Um dos lugares onde a concorrência é maior e a dificuldade de escolha é mais elevada, é na posição de guarda-redes. Helton, Patrício, Oblak, Artur, Cássio, Douglas, Vágner estiveram em foco. Como tal, na opinião do leitor: Ignorando a qualidade e a futurologia, e considerando apenas o que produziram esta época. Qual foi o melhor guarda-redes da Liga Zon-Sagres em 2012-13?
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Liga ZON-Sagres
OFICIAL: Leonardo Jardim é o novo treinador do Sporting; Madeirense assina até 2015
Boa escolha?
O Sporting comunicou à CMVM que Leonardo Jardim vai assumir o comando técnico dos leões até 2015. O madeirense de 38 anos, assumido sportinguista, sucede a Jesualdo Ferreira e chega a Alvalade depois de ter orientado o Camacha, Chaves, Beira-Mar, Braga e Olympiakos. VM - Dado como certo no FC Porto pela imprensa nacional nos últimos meses acaba em Alvalade. Uma escolha que não surpreende, há 2 semanas que já era mais ao menos público que ia orientar os leões, e colocando de lado o assunto Jesualdo (mantemos a ideia que os leões ficavam a ganhar com a permanência de JF pelas razões apresentadas aqui), à partida tem tudo para fazer um bom trabalho: 1º o Sporting tem um elenco com um potencial enorme (uma das poucas boas heranças deixadas por Godinho), são várias as individualidades muito acima da média (Carrillo, Bruma, Labyad, etc), e noutro contexto (onda de vitórias, menos pressão e 3/4 reforços com uma maior maturidade competitiva e capacidade de decisão) tem tudo para explodir; 2º é quase impossível fazer pior que esta época; 3º sem a presença nas competições europeias terá algumas vantagens em relação aos rivais 4º o facto de os próprios dirigentes leoninos terem admitido que o Sporting não vai lutar pelo título na próxima época dá-lhe mais espaço para desenvolver as suas ideias. Posto isto, deixar algumas notas: 1ª elogiar a estrutura de futebol do Sporting. Independentemente da escolha, ter nesta fase a equipa técnica definida para a próxima época denota trabalho, por outro lado, não podemos ignorar que era um treinador com mercado quer em Portugal quer no estrangeiro; 2ª é sempre uma incógnita perceber o que Jardim pode acrescentar ao Sporting, sendo certo que pelas ideias referidas anteriormente tem tudo para dar certo, a verdade é que vai assumir um cargo que tem sobre si uma pressão que o madeirense ainda não viveu enquanto treinador; 3ª demonstrou trabalho nos clubes por onde passou, é um técnico com formação universitária (algo que está na base por exemplo do sucesso da Bundesliga), mas não deixa de ser peculiar o seu trajecto até ao momento: abandonou o Beira-Mar a meio da época (supostamente porque já se tinha comprometido com o Braga), nos minhotos depois de uma boa temporada saiu e no Olympiakos com o título praticamente garantido acabou despedido (supostamente devido ao mau futebol). Veremos como será em Alvalade, mas os leões precisam de estabilidade e continuidade; 4º Futebol positivo, qualidades técnicas e tácticas, capacidade para lidar com a pressão da imprensa e adeptos e provas dadas na evolução de jogadores jovens, em algumas já demonstrou ter argumentos noutras só o saberemos depois de ultrapassar este enorme desafio, sendo certo que são 4 critérios fundamentais para ter sucesso em Alvalade; 5ª é um treinador low-profile, talvez devido a isso tenha sido a escolha de Inácio-Bruno de Carvalho, fala pouco, desvia-se das polémicas e contenta-se com o que lhe dão (reforços), mas seria benéfico para os leões e para o próprio futebol português (é necessário um Sporting forte) que tenha exigido algo ao abraçar este projecto leonino, principalmente ao nível de jogadores (um leão ambicioso tem de manter Ilori, Rojo, Viola, Bruma, Carrillo, Dier e Labyad pelo menos).
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Sporting
Vitória de Guimarães (B): Do modelo de sucesso a uma enorme indefinição
“Ele tem de decidir se é mais importante ficar em quarto, quinto ou sétimo ou ajudar a progressão de um jogador numa posição que para o treinador da primeira equipa é fundamental. Entre as nossas equipas há poucos pontos de contacto no modo de jogar; os miúdos saem prejudicados. O Castilla tem posições que na equipa principal não existem, porque nós não usamos um 4-4-2.”
Foi ainda esta época que surgiu nova controvérsia em Madrid por causa destas declarações de Mourinho. Ou melhor: por causa destas acusações. Mas a verdade é que o treinador português, apesar de intensamente atacado, não podia ter mais razão. As equipas B são criadas de modo a providenciar uma ponte entre os jovens e a equipa principal, podendo também ser utilizada, por exemplo, para ajudar um jogador vindo de lesão ou acabado de chegar à equipa a ganhar ritmo ou mesmo dar minutos aos pouco utilizados. Contudo, o maior objectivo é mesmo dar uma base competitiva aos jovens valores saídos da formação.
Para isso, é importante que haja comunicação entre as equipas B e principal – tal só é conseguido se determinados aspectos do jogo forem idênticos nos dois escalões, especialmente em termos tácticos. Assim, os jovens vão ganhando experiência profissional e, se demonstrarem merecê-lo, vão sendo incorporados no mundo dos mais velhos, com participações esporádicas nos jogos da formação principal – e até, se for necessário ou se o jogador justificar tal mérito, dando a oportunidade de ganharem um lugar definitivo na primeira equipa . Cá em Portugal, no primeiro ano da nova era das equipas secundárias, o Vitória de Guimarães B (equipa com melhor média de assistências da II Liga) foi a que melhor interpretou a função que este novo dispositivo nasceu para desempenhar.
No entanto, e apesar de – juntamente com o Sporting B – o Guimarães B ter sido a equipa que mais deu ao conjunto principal (como demonstra a afirmação de jogadores como Paulo Oliveira, Ricardo, Rocha, Dinis, Kanu, Tiago Rodrigues ou Josué), o cenário poderá mudar radicalmente de figura com a descida à II divisão. Qual é o futuro deste projecto que tão frutífero foi na ligação entre equipa secundária e principal? Será que vão competir no escalão abaixo? Jogar num campeonato consideravelmente menos competitivo poderá ser fatal para a missão tradicional da equipa B, além de que uma equipa que joga na II divisão não tem o mesmo poder de atracção. E se o tinham ganho com o facto de terem potenciado tantos jovens este ano, sendo natural que no próximo defeso muitos miúdos optassem mesmo por ir para o Vitória por saberem que teriam maior espaço para se imporem que nas restantes equipas, agora tudo isso será uma incógnita.
Se é verdade que o Benfica soube aproveitar André Gomes e André Almeida, que o FC Porto tentou (mal) incorporar Sebá e Tozé, mais ninguém o fez com a mesma qualidade do Vit. Guimarães. Mesmo o Sporting conseguiu trazer inúmeros jovens para a equipa principal, mas foi mais de uma perspectiva de promoção definitiva (e lançamento súbito aos leões) que de rodagem no escalão primário. Assim, o que poderá acontecer ao Guimarães B? Poderá desaparecer? Ou continuará a desempenhar o seu trabalho na II divisão? Porém, terá este os mesmos índices de aproveitamento que teve nesta primeira e proveitosa época?
Visão da Leitora (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Inês Sampaio
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Vitória de Guimarães
19 de Maio de 2013
OFICIAL: Jesualdo Ferreira deixa o Sporting
Jesualdo Ferreira queria ficar (manifestou esse desejo publicamente) mas não chegou a acordo (questões de autonomia e não de dinheiro ou poder) com a direcção de Bruno de Carvalho e abandona o comando técnico do Sporting.
Leonardo Jardim deve ser o senhor que se segue em Alvalade, depois de Jesualdo ter comunicado que não irá continuar ao serviço dos leões na próxima época. VM - Desfecho expectável, desde cedo ficou claro que aquilo que Inácio e Bruno de Carvalho pretendiam não se enquadrava na maneira de pensar de Jesualdo (contratações e intromissões ao nível técnico). No entanto e pelo menos na teoria é uma má noticia para os leões. Pelas razões que o Visão de Mercado apresentou anteriormente (ler aqui), o clube leonino neste momento necessitava de alguma continuidade e não de um novo começo e de uma incógnita. E Jesualdo tinha essas vantagens: 1ª conhecimento da actual realidade leonina, 2ª "bagagem" necessária para lidar com a pressão quer dos adeptos quer da comunicação social (algo que por norma condiciona os leões), 3ª apesar de não ter feito um trabalho estupendo (outro percurso teria permitido ao Sporting chegar à Europa) ia começar a próxima época com uma base (a menos que sejam vendidos jogadores importantes como Carrillo, Dier, Bruma, Ilori e Rojo, o que seria grave para as ambições do emblema de Alvalade) e numa onda positiva devido às recentes boas exibições (em 2011-12 o clube leonino terminou o ano com um desaire, algo que condicionou logo 2012-13, este ano com a maior vitória fora dos últimos anos); 4ª qualidade ao nível técnico e táctico, visível na evolução de praticamente todos os jogadores, principalmente Ilori, Dier, Bruma, Rinaudo e Rojo (o central esquerdino em 4 meses melhorou o dobro), e os leões, considerando que aposta nos jovens é para manter, necessitavam de alguém que tenha essa capacidade rara de saber trabalhar a juventude; 5ª num misto treinador/manager (função para que foi contratado) com ele passou a ser evidente que o Sporting estava a começar a ter os alicerces necessários para imitar o modelo do Porto (que foi copiado pelo Benfica de Jesus), ou seja, potenciar elementos que permitam ao clube leonino realizar encaixes financeiros regulares superiores a 15 milhões de euros (algo vital para os leões eliminarem o fosso para águias e dragões).
Leonardo Jardim deve ser o senhor que se segue em Alvalade, depois de Jesualdo ter comunicado que não irá continuar ao serviço dos leões na próxima época. VM - Desfecho expectável, desde cedo ficou claro que aquilo que Inácio e Bruno de Carvalho pretendiam não se enquadrava na maneira de pensar de Jesualdo (contratações e intromissões ao nível técnico). No entanto e pelo menos na teoria é uma má noticia para os leões. Pelas razões que o Visão de Mercado apresentou anteriormente (ler aqui), o clube leonino neste momento necessitava de alguma continuidade e não de um novo começo e de uma incógnita. E Jesualdo tinha essas vantagens: 1ª conhecimento da actual realidade leonina, 2ª "bagagem" necessária para lidar com a pressão quer dos adeptos quer da comunicação social (algo que por norma condiciona os leões), 3ª apesar de não ter feito um trabalho estupendo (outro percurso teria permitido ao Sporting chegar à Europa) ia começar a próxima época com uma base (a menos que sejam vendidos jogadores importantes como Carrillo, Dier, Bruma, Ilori e Rojo, o que seria grave para as ambições do emblema de Alvalade) e numa onda positiva devido às recentes boas exibições (em 2011-12 o clube leonino terminou o ano com um desaire, algo que condicionou logo 2012-13, este ano com a maior vitória fora dos últimos anos); 4ª qualidade ao nível técnico e táctico, visível na evolução de praticamente todos os jogadores, principalmente Ilori, Dier, Bruma, Rinaudo e Rojo (o central esquerdino em 4 meses melhorou o dobro), e os leões, considerando que aposta nos jovens é para manter, necessitavam de alguém que tenha essa capacidade rara de saber trabalhar a juventude; 5ª num misto treinador/manager (função para que foi contratado) com ele passou a ser evidente que o Sporting estava a começar a ter os alicerces necessários para imitar o modelo do Porto (que foi copiado pelo Benfica de Jesus), ou seja, potenciar elementos que permitam ao clube leonino realizar encaixes financeiros regulares superiores a 15 milhões de euros (algo vital para os leões eliminarem o fosso para águias e dragões).
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FC Porto sagra-se tricampeão nacional; 27º campeonato dos azuis e brancos, 9ª Liga nos últimos 11 anos e 73º título oficial
O FC Porto conquistou o seu 27º título de campeão, e terceiro consecutivo depois de um campeonato equilibrado e disputado até à última. Os dragões com esta conquista (nos últimos 11 anos é a 9ª Liga e nos últimos 3 o 2º campeonato sem derrotas) aumentaram a vantagem no nº de títulos oficiais em relação aos rivais, ao todo são já 73 o nº de troféus alcançados pelos portistas no que diz respeito ao futebol. Numa Liga algo semelhante à de 2011-12, com o Benfica a ter uma vantagem confortável até perto do fim e os dragões a ultrapassarem os encarnados na recta final. Mérito para Vítor Pereira (talvez o único a acreditar na remontada portista) e algum demérito para os comandados de Jesus (4 pontos de vantagem a 3 jornadas do fim deviam ter sido suficientes). Os festejos na Madeira depois da vitória frente ao Marítimo foram precipitados e depois do deslize frente ao Estoril (o encontro que marca a época do Benfica) a atitude no Dragão (jogar para o empate) foi fatal.
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Benfica regressa às vitórias depois de uma série negra; Encarnados ganharam ao Moreirense com uma reviravolta mas não foram além do 2º lugar
Benfica 3-1 Moreirense (Cardozo 50' e Lima 80' e 90' +3 g.p.; Vinicius 43')
Dupla desilusão na Luz. O Benfica colocou um ponto final a uma série de desaires (todos decisivos) consecutivos (Estoril, Porto e Chelsea) e venceu o Moreirense por 3-1 no Estádio da Luz, mas o triunfo acabou por não ser suficiente visto que o FC Porto saiu vitorioso da Mata Real. Já o Moreirense, com este desaire, acabou por ser despromovido à II Liga, juntamente com o Beira-Mar. Os encarnados estiveram a perder, acabaram por dar a volta ao marcador, no entanto o resultado foi insuficiente e o Benfica termina assim o campeonato a apenas 1 ponto dos dragões.
No que diz respeito ao encontro, a equipa minhota entrou decidida a criar uma surpresa no Estádio da Luz e quase que se adiantou no marcador no primeiro minuto do jogo, quando Ghilas desperdiçou uma oportunidades clamorosa quando seguia isolado perante Artur. Os encarnados, depois desse susto, procuraram controlar o encontro, mas desde cedo houve sempre muita ansiedade na frente. Cardozo e Salvio eram os mais perdulários até que a equipa de Inácio, que sempre esteve muito sóbria em campo, chegou ao golo. Desatenção da defensiva encarnada, Ghilas surge sem marcação na esquerda e coloca em Vinícius que, em antecipação aos centrais do Benfica, faz o 1-0. Até ao intervalo, destaque para novo falhanço das águias, quando Lima e Jardel – no seguimento de um canto cobrado por Ola John – não conseguiram bater Ricardo Ribeiro. O segundo tempo começou praticamente com o golo da equipa de Jorge Jesus. Nico Gaitán, que tinha rendido Ola John no intervalo, surgiu bem na esquerda e cruzou para o interior da área onde Cardozo respondeu de forma vitoriosa para o empate. As águias estavam dominavam completamente a partida e o Moreirense apenas causava perigos na sequência bolas enviadas para Ghilas. O resultado na Mata Real era desfavorável aos encarnados, no entanto a formação lisboeta não desisitia de procurar o segundo golo. A equipa minhota procurava defender a igualdade no marcador (estava em vantagem em relação ao Olhanense em relação à luta pela manutenção), mas Lima complicou as contas. O avançado brasileiro, que até então estava algo desinspirado, aproveitou um ressalto na área e fuzilou o guardião Ricardo Ribeiro. Até ao final, Lima ainda fez o 3-1, por intermédio de uma grande-penalidade, mas o sentimento no final foi de desilusão para ambas as equipas. Em termos individuais, Cardozo esteve no melhor e no pior, isto porque para além do golo, foi demasiado perdulário no ataque encarnado. Enzo Pérez e Matic voltaram a encher o meio-campo e Gaitán entrou muito bem em campo. No lado do Moreirense, destaque para a boa exibição de Aníbal Capela e para o habitual bom trabalho ofensivo de Nabil Ghilas.
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