30 de Setembro de 2014

Totti (38 anos) foi a Manchester mostrar que ainda está para as curvas ao tornar-se o jogador mais velho de sempre a  marcar na Champions com o golo com que a AS Roma garantiu o empate e surpreendeu o City. O Barcelona teve o primeiro grande teste da época em Paris e reprovou com os primeiros (três) golos sofridos e a primeira derrota em oito jogos, num jogo em que a defesa mostrou não estar ao nível do resto da equipa. O Athletic, que tinha de somar pontos para fazer frente a FC Porto e Shakhtar, somou novo resultado negativo e agravou a sua crise, tendo sido surpreendido na Bielorrússia pelo BATE Borisov. O Bayern, apesar os quase 700 passes terem dado apenas um golo, cumpriu e somou a segunda vitória, chegando aos 6 pontos. Já o APOEL, com um golo de um ex-Benfica, travou a pretensão do Ajax em aproveitar o embate entre os 2 tubarões do grupo.

Grupo E: CSKA Moscovo-Bayern Munique, 0-1 (Müller 22'); Manchester City-Roma, 1-1 (Agüero 4'; Totti 23');

No primeiro jogo do dia, o Bayern foi a Moscovo, vencer o CSKA, por 1-0. Os bávaros, apesar de terem dominado o jogo e de terem tido várias oportunidades para marcar, só conseguiram desfazer o nulo através de uma grande penalidade marcada por Thomas Müller. O CSKA, que atuou com um sistema de 5 defesas, contou com Akinfeev em claro destaque na baliza e pode mesmo agradecer ao seu guarda-redes a derrota pela margem mínima. No outro jogo do grupo, o mais esperado, Man. City e AS Roma empataram a uma bola. Os Citizens puseram-se logo em vantagem aos 4', depois de Agüero, de grande penalidade, ter feito o 1-0, mas Totti, volvidos quase 20 minutos, empatou o jogo, através de uma boa finalização. O conjunto da casa, com David Silva em claro destaque, foi tendo mais bola e apesar de não terem tido a mesma eficiência dos Giallorossi, ia tentando visar a baliza adversária. Contudo, a consistência defensiva da equipa de Rudi García levou sempre a melhor.

Grupo F: Paris SG-Barcelona, 3-2 (David Luiz 10', Verratti 26', Matuidi 54'; Messi 11', Neymar 56'); APOEL-Ajax, 1-1 (Manduca 32'; Lucas Andersen 28');

Em França, no jogo grande da jornada, o PSG recebeu e bateu o Barcelona, por 3-2. David Luiz aos 10' colocou os parisienses em vantagem, Messi um minuto depois empatou, mas Verratti e Matuidi voltaram a marcar e nem o golo de Neymar passados 2 minutos do 3-1, chegou para tirar os 3 pontos aos franceses. O Barça, que nunca esteve em vantagem no resultado, assumiu o jogo e foi a equipa que melhor tratou a bola, mas mais uma vez só se pode queixar da sua displicência em frente à baliza, já que apenas nos golos marcados acertaram na direção dos postes. Messi voltou a ser o elemento mais esclarecido do conjunto Culé, sendo quase sempre a partir dos seus pés que surgiam as intervenções mais perigosas, mas a maior bravura no momento defensivo do conjunto de Laurent Blanc (Thiago Motta, principalmente, encheu o campo) sobrepôs-se ao talento do astro argentino. No Chipre, APOEL e Ajax empataram a 1 (os holandeses podiam ter chegado ao 1.º lugar), com Lucas Andersen e Manduca (através de penalti) a marcarem os golos. Mário Sérgio, Tiago Gomes e Nuno Morais foram titulares pelo conjunto cipriota, mas sofreram face às investidas de Boilesen pelo corredor esquerdo, que ia combinando muito bem com Lucas Andersen, com o intuito de servirem o ponta-de-lança Sigthorsson, que esteve bastante perdulário.

Grupo G: Schalke 04-Maribor, 1-1 (Huntelaar 56'; Bohar 37');

No outro jogo do grupo do Sporting, Schalke e Maribor empataram a uma bola. Os eslovenos até começaram melhor com Bohar a 3 minutos dos 40' a adiantar o marcador, mas Huntelaar, pouco mais de 10 minutos depois do início da segunda parte, estabeleceu o resultado final. O jogo, que ficou marcado pelos muitos remates que a equipa da casa fez (o Maribor não é propriamente um conjunto que limite as ações ofensivas aos oponentes), teve Draxler e Prince Boateng como principais agitadores de jogo, mas o conjunto alemão acabou por enviar os mesmos 4 remates à baliza, do que a equipa de Simundza. Nota ainda para o muito falado Luka Zahovic, que não saiu do banco.

Grupo H: BATE Borisov-Ath. Bilbao, 2-1 (Polyakov 19', Karnitski 41'; Aduriz 45').

Por fim, na Bielorrússia, o BATE Borisov surpreendeu o Athletic e venceu por 2-1. A equipa da casa começou da melhor maneira com golos de Polyakov e Karnitski, mas Aduriz, em cima do intervalo, conseguiu reduzir. No entanto, e apesar das várias alterações de Ernesto Valverde no início do segundo tempo, o conjunto basco nunca conseguiu contrariar o fluxo ofensivo da equipa da casa que deu uma verdadeira lição de como protagonizar um avalanche ofensiva (mais de 20 remates). Signevich (que também acertou nos ferros) e Karnitski nunca deram descanso a Iraizoz e contaram ainda com o bom apoio dos médios do duplo pivot no momento ofensivo. Do outro lado, o conjunto espanhol, que tem estado bastante abaixo das expectativas este ano, teve em Muniain e Susaeta (voltou a entrar bem vindo do banco) os melhores elementos.

Shakhtar Donetsk 2-2 FC Porto (Alex Teixeira 51' e Luiz Adriano 85'; Jackson 89' g.p. e 90'+3)

Incrível! Um FC Porto muito superior esteve perto de sofrer a 1.ª derrota esta época mas nos últimos 4 minutos conseguiu colocar alguma justiça no marcador e ao empatar frente ao Shakhtar foi do pesadelo à liderança isolada no Grupo H da Liga dos Campeões (o Bilbao perdeu frente ao BATE). Jackson, que só entrou aos 65 minutos, foi o herói portista, ao bisar, isto depois de uma partida em que (quase) tudo correu mal aos dragões: Brahimi falhou um penalti, Óliver, no inicio do 2.º tempo, ofereceu o 1-0 ao campeão ucraniano, e apesar da superioridade o conjunto português não estava a encontrar soluções para superar Pyatov.

Quanto ao encontro, foi uma 1.ª parte "estranha". Repartida, com as equipas a conseguirem desequilibrar várias vezes, Aboubakar, que se estreou a titular, entrou bem e teve logo 2 bons lances, mas sem haver oportunidades claras de golo. A melhor foi um remate cruzado de Danilo. Mesmo assim, o FC Porto devia ter ido em vantagem para o intervalo não fosse Brahimi ter desperdiçado um penalti, que o próprio sofreu. No 2.º tempo, Óliver, que era o último jogador na defesa, perdeu a bola, e Alex Teixeira inaugurou o marcador. Em vantagem o Shakhtar baixou mais as linhas e, principalmente com as entradas de Quintero e Jackson, praticamente só deu Porto. Os azuis e brancos foram acumulando situações de ataque, mas não conseguiam superar Pyatov. Para agravar a situação, a 5 minutos do fim, mais um erro individual, desta vez por Maicon, permitiu ao campeão ucraniano chegar ao 2-0 (Luiz Adriano só teve de encostar um cruzamento de Bernard). O resultado parecia feito, mas puro engano. Em cima do minuto 90 Srna cometeu um penalti, que seria convertido por Jackson, e no último minuto na única vez que Tello definiu bem Jackson fez o empate a cruzamento do espanhol, colocando assim alguma justiça no marcador.

FC Porto - Um empate que dá moral mas fica a ideia que só não ganhou pelos gravíssimos erros individuais de Brahimi, Óliver e Maicon, ironicamente três dos jogadores mais consistentes esta época. Falhar um penálti na Champions é pecado e as asneiras nos lances dos dois golos do Shakhtar são no mínimo ridículas. A verdade é que a equipa fez um bom jogo, esteve durante largos períodos por cima dos ucranianos e criou as melhores oportunidades de golo (até merecia ter ganho). A aposta em Marcano à frente da defesa foi ganha, com o espanhol a libertar os colegas do meio-campo para tarefas atacantes (Herrera mexeu-se muito e procurou dar dinamismo) e dar consistência defensiva à equipa. De facto, os portistas nunca sofreram grandes sustos e podem apenas queixar-se de erros individuais. Os dragões, mesmo depois de se verem em desvantagem de dois golos, nunca desistiram e continuaram a forçar frente a um Shakhtar que se encerrou na defesa. Tello esteve muito activo mas definiu sempre mal menos na jogada decisiva, Brahimi teve pormenores de génio e procurou desequilibrar a defesa contrária, mas nunca teve grande espaço para brilhar e Aboubakar esteve bem no princípio do jogo, descendo para ajudar a equipa a criar e usando o seu poderio físico para incomodar os centrais, mas nem tem entrosamento com a equipa nem é Jackson. Quem entrou muito bem foi Quintero, que deu um safanão no jogo e abanou a equipa; já Adrián não entrou para mais que perder bolas e, salvando a exibição, ganhar o penálti que deu início à reacção.

Danilo/Alex Sandro - o lateral-direito fez um grande jogo, bem defensivamente e a revelar grande pendor atacante. Teve várias iniciativas de qualidade e foi sempre uma dor de cabeça para o sector mais recuado dos ucranianos. Alex Sandro apareceu com qualidade a espaços mas ainda não é o Alex Sandro que se sabe que pode ser.

Óliver - esteve bem até ao golo dos ucranianos, organizando a equipa e fazendo o carrossel girar, mas o erro individual podia ter deitado tudo a perder.

Jackson - teve uma entrada brilhante em jogo e transformou a derrota num empate que sabe a vitória, sendo definitivamente o grande destaque do jogo. Ganhou inúmeras bolas, soube concretizar o penálti que teve (ao contrário de Brahimi) e depois foi matador: salvou os dragões com um golo à ponta-de-lança nos derradeiros momentos do jogo.

Lopetegui - mexeu bem no decorrer do jogo mas acabou por pagar os erros cometidos na preparação. Colocar num jogo de Champions, logo contra o Shakhtar e na Ucrânia, um jogador que nunca tinha sido titular não corresponde a nenhuma lógica. Curiosamente, o camaronês até esteve bem, mas nunca conseguiu, quer por entrosamento quer por qualidade, ser o ponta-de-lança de que a equipa precisava. O treinador compreendeu isso e fez entrar Jackson, que fez o resto. Lopetegui terá aprendido uma grande lição. De resto, a equipa estava bem montada, com pressão sobre a defesa, sector mais fraco do adversário, capacidade de circulação e vontade de inverter o mau resultado, algo que por fim premiou o bom jogo dos portistas, que até mereciam mais.

Shakhtar - Não tem o poderio de há umas épocas, principalmente quando tinha Fernandinho no meio campo. Valeram as iniciativas individuais, Douglas Costa "abriu o livro" várias vezes, e a boa exibição de Pyatov. No entanto, pelo pouco que o campeão ucraniano fez (uma outra iniciativa numa transição) era injusto saírem desta partida com os 3 pontos.

Sporting 0-1 Chelsea (Matic 34')

Os leões foram derrotados pelo Chelsea de Mourinho em Alvalade (1-0), estando agora na última posição do Grupo G da Liga dos Campeões. Matic fez o único golo, numa partida onde foi evidente a diferença de qualidade entre as duas formações. A superioridade dos londrinos foi notória no primeiro tempo (muitas oportunidades claras negadas por um Patrício gigante), onde as fragilidades defensivas foram muitas, enquanto que a 2.ª metade do encontro trouxe um jogo partido, no qual os verde-e-brancos poderiam ter marcado  (o Chelsea também desperdiçou muito). Em termos individuais, William continua longe do que pode oferecer (melhorou na 2.ª parte, mas ainda é curto), Maurício e Sarr falharam muito nas bolas em profundidade ("isolaram" muitos adversários), Patrício fez uma exibição monumental (recebeu os parabéns de Mourinho no final), enquanto Nani foi um dos mais activos (falhou na decisão). No Chelsea, Diego Costa massacrou, mas perdoou muito, assim como Oscar e Schürrle.

No que diz respeito à partida, o Chelsea revelou-se, desde cedo, muito superior à turma de Alvalade e foram dispondo de oportunidades claras de golo, apenas adiadas por Patrício. Diego Costa imitou Jackson e falhou na cara do guardião português, enquanto que Schürrle foi perdoando o 1-0 por mais de uma vez. Slimani, aos 19', foi o primeiro a ameçar Courtois, mas Matic, antes do intervalo, viria a materializar o domínio na partida com um golo de cabeça na sequência de um livre. A 2.ª parte começou com os leões empenhados em agitar o encontro, embora o jogo tenha ficado muito partido numa fase inicial. As oportunidades foram surgindo de parte a parte, com Nani e colocar a bola na malha lateral, enquanto Oscar falhou na cara de Patrício. Mou lançou Obi Mikel e a partida ficou mais serena e sólida para o Chelsea. Até ao final, Salah e Diego Costa ainda desperdiçaram, sendo que o lance do egípcio teve novamente Patrício como protagonista, com uma defesa abismal.

Sporting - A equipa portuguesa foi lutadora e digna, mas essas qualidades não chegam para bater adversários do calibre do Chelsea. Na primeira parte foram completamente engolidos pelos ingleses, que pressionando a campo inteiro e fazendo uso da sua disponibilidade física, nunca deixaram os leões trocarem a bola com o mínimo de critério (cada vez que um jogador leonino recebia a bola em zonas mas adiantadas, em era logo rodeado por dois ou mais adversários). Mourinho colocou os seus homens da frente a apertar os centrais do Sporting, que perderam ou entregaram deficientemente muitas bolas, juntando-se a isso um William lento a executar. A defesa mostrou os recorrentes problemas com bolas colocadas em profundidade (muita dificuldade em "adivinhar" onde a bola cai), e o lado esquerdo mostrou pouco entrosamento, com a dupla Sarr-Silva a ser facilmente ultrapassada. Foi valendo Patrício, com um punhado defesas de elevado grau de dificuldade, embora nem este tenha valido no cabeceamento certeiro de Matic. Na segunda parte apareceu outro Sporting, com os médios mais libertos de pressão (o Chelsea baixou as linhas, e apostou mais no jogo directo), e com todos jogadores a participarem no jogo ofensivo. Embora equilibrassem o tempo de posse de bola, e chegassem mais vezes à área adversária, criaram poucas oportunidades de golo (Nani falhou a melhor, após "passe" de Fabregas).

Individualmente, Patrício foi o homem da noite, e deve ter visto a sua cotação subir em flecha. Abriu o jogo ganhando um duelo perante um isolado Diego Costa, apenas um de muitos que teve com adversários que lhe apareceram frente a frente. O internacional português foi um autêntico muro, negando golos feitos, e enchendo a baliza com saídas perfeitas tecnicamente e com timing adequado. A juntar a isso, mostrou atenção nos cruzamentos e esteve impecável com os pés (e foi muito, demasiado, chamado a jogo neste aspecto). Nani, muito marcado na primeira parte, soltou-se na segunda, e foram dele o melhores lances de ataque (é claramente o menos tímido, não tem medo de assumir, quer no drible quer no remate). No pólo oposto esteve William, muito lento e complicativo (os homens do Chelsea caíram-lhe em cima com tudo), e perdendo muitas bolas em zona proibida, mostrou ainda não ter andamento para estes palcos. Adrien foi o mais esclarecido na primeira parte, e foi o médio mais pressionante, João Mário mostrou qualidade na saída de bola na segunda parte, fazendo bons passes (Nani foi o receptor preferencial). Carrillo teve pormenores de excelência (grande arranque na segunda parte), enquanto que Slimani teve um jogo de sacrifício, mas apenas teve espaço na área uma vez. Cedric fez um jogo de grande esforço, ganhando a maior parte dos duelos individuais e mostrando uma velocidade e resistência à altura dos ingleses (um jogo à "Pereirinha"), Jonathan mostrou qualidade no ataque, com boas arrancadas e centros, mas foi permeável a defender (levou uns valentes nós de Hazard e Oscar), e os centrais mostraram as lacunas que todos conhecem nas bolas em profundidade, deixando demasiadas vezes Patrício desamparado perante os avançados contrários. Maurício esteve bem nos duelos individuais, já Sarr mostrou-se muito nervoso, sendo facilmente ultrapassado.

Chelsea - Superioridade durante grande parte da partida (o desnível entre as equipas assim ditava), mas também algum desperdício. Foram perdoados 5/6 lances de golo iminente, embora este facto também tenha sido assinalado por um grande Rui Patrício. Fortíssimos no contra-ataque (assim são as equipas de Mou), pecaram muito na decisão (muitos lances desperdiçados na cara do guardião adversário). A equipa londrina dominou a larga escala na 1.ª parte (onde foi notória a grande qualidade do elenco inglês), embora na 2.ª parte houvesse alguns momentos em que o Sporting se superiorizou (ainda que o jogo tivesse mais partido). Schürrle, Oscar e Diego Costa falharam muito onde não costumam desperdiçar, enquanto Matic fez um jogo competente (marcou e controlou a sua zona. Fàbregas foi fantástico a descobrir espaços (poderia ter saído de Alvalade com 2/3 assistências), enquanto Cahill e Courtois tiveram nota positiva na defensiva.

Não surpreende. Os Blues são um dos principais favoritos a vencer a competição, a título de exemplo o central Christensen tem um ordenado semelhante ao do Capel; E por outro lado, a qualidade da formação dos leões, algo que se acentuou mais nos últimos 2 anos devido à saída dos principais jogadores e maneira como está a ser gerida a Academia leonina, tem vindo a cair a pique (mesmo a nível interno há muito foi ultrapassada pelos rivais). 

A equipa de juniores do Sporting foi goleada, em Alcochete, pelo Chelsea, por 5-0, em jogo referente à segunda jornada do Grupo G da Youth League de futebol. Encontro que começou a ficar logo definido na 1.ª jogada, fruto de uma falha do guardião leonino. Em vantagem no marcador, os Blues limitaram-se a dar sequência à sua superioridade (muito mais fortes física, técnica e tacticamente) e mesmo sem forçar foram aproveitando as debilidades dos leões para engordar o resultado (aos 27 minutos já venciam por 4-0). Na 2.ª parte, logo no 1.º minuto o Chelsea fez o 5-0, e apesar da melhor resposta leonina, o Sporting acabou o jogo sem criar uma verdadeira oportunidade. Colkett 3' g.p., Musonda 8', Abraham 25' e 46', Solanke 27', apontaram os golos numa partida em que Lisandro Semedo foi o único leão a ter nota positiva, e elementos como Solanke, Loftus-Cheek (neste escalão com as suas arrancadas passa quase por meia equipa adversária), Aina, Abraham, Musonda (o belga foi o melhor em campo) e Christensen demonstraram que podem ser figuras no futebol sénior (algo que dificilmente acontecerá no clube londrino devido à política do clube). Na outra partida do grupo, o Schalke 04 também humilhou o Maribor com um 5-0.

Bom resultado para os azuis e brancos (ganham um ponto na casa do principal adversário e mantém a liderança no grupo com os mesmos pontos do Shakhtar).

A equipa de juniores do FC Porto empatou a um golo com o Shakhtar Donetsk, na segunda jornada da Youth League. Resultado feito logo aos 16', depois de as duas equipas terem chegado ao golo através da marcação de uma grande penalidade. Logo a abrir, a equipa da casa adiantou-se no marcador, por Vachiberadze, mas Rui Sousa, igualmente da marca dos 11 metros, empatou aos 16'. No outro jogo do grupo, o Athletic foi ao terreno do BATE vencer, por 2-1, os espanhóis chegaram à vantagem já perto do minuto 90.

Duas contrariedades para Van Gaal - Rooney, que viu o vermelho directo por ter parado uma transição do West Ham com um pontapé ao adversário, no meio campo, foi suspenso por 3 jogos. Enquanto que Ander Herrera fracturou um costela e deve ficar afastado dos relvados até Novembro.

O Fernando Santos bem diz que no futebol não há Bilhete de Identidade, o que conta é a capacidade/qualidade do jogador, tenha ele 15 ou 35 anos - Martin Odegaard continua a ultrapassar barreiras de uma maneira impressionante O jovem médio ofensivo do Stromsgodset, de apenas 15 anos, integra a lista de convocados da Noruega para os jogos de qualificação do Euro'2016 frente a Malta e a Bulgária. A sensação do momento, que já tem sido apontado aos principais clubes ingleses e franceses, já se tinha estreado, em Agosto, num amigável contra os EAU, mas agora subiu um patamar ao merecer a confiança para jogos oficiais.

Os tempos mudaram e nota-se falta de líderes. Longe vai o tempo onde Veloso, João Pinto ou Oceano impunham respeito à equipa adversária, dentro ou fora de portas. Como verdadeiros líderes.

Ainda um factor importante (ou o futebol mudou)? 

O século XX futebolístico desenvolveu-se com a ideia que o capitão tinha de ser o jogador-símbolo da equipa, quem passa a mística, quem nasceu dentro do clube e o conhece como ninguém. Sejam eles guarda-Redes (Vítor Baía, Damas), defesas (Veloso, João Pinto, Jorge Costa, Beto), médios (Oceano, Coluna, Paulinho Santos) e avançados (Manuel Fernandes, Gomes, José Torres). Mas longe vão os tempos dos eternos capitães no futebol português. Os one-club man já estão em risco sério de extinção. Aquele jogador que manda no balneário, que todos ouvem com respeito e atenção. Hoje isso não passa de uma utopia em quase todos os clubes portugueses. Com a excepção de Briguel no Marítimo e Rui Patrício no Sporting já não existem os jogadores que passam uma vida inteira no mesmo clube como sucede com Totti, Xavi, Gerrard e Casillas por exemplo.

Mas o que é afinal ser um capitão? Nesta fase, em muitos clubes parece ser só o jogador que leva a braçadeira, o elemento que vai à frente na entrada das equipas em campo e quem vai escolher campo ou bola. 

No entanto um capitão é muito mais do que isto. Um capitão tem de ser um líder, dentro e fora do campo. O jogador que sai sem voz do jogo por gritar, reclamar, incentivar a sua equipa. O elemento que passa a sua experiência aos mais novos, que lhes passa a mística, a disciplina e os valores de cada clube. O jogador que une o balneário nos momentos mais difíceis e “mete” os egocêntricos em total comunhão com a equipa. O líder que dá o exemplo em campo.

Em Portugal neste capítulo temos 3 casos completamente distintos nos "grandes". Apenas o Benfica parece ter o jogador com “aquele” perfil para capitão. Ninguém põe em causa que Luisão é o patrão da equipa encarnada. É ele quem grita, quem dá a cara nos momentos difíceis e que passa a mística dos antepassados para os novatos. Que "empurra" a equipa. É preciso nascer com essa liderança e neste campo o emblema da Luz leva claramente vantagem sobre os seus adversários, algo que até acaba por desequilibrar a balança em determinados momentos. O FC Porto por exemplo, desde a saída de Bruno Alves, algo que mais tarde recuperou com o regresso de Lucho, com os resultados que se conhece (importante nos títulos de Vítor Pereira), que está algo descaracterizado neste campo, onde até sempre foi o mais forte. Helton neste momento não conta e esta época começou logo de uma maneira atribulada em relação ao novo dono da braçadeira. Lopetegui começou por dá-la a Quaresma e pouco tempo depois passou-a a Jackson. Situações algo discutíveis, o Mustang, como tem vindo a demonstrar não tem perfil para esse papel, e Jackson, apesar de ser uma presença mais forte, corre o risco de ser uma aposta a curto-prazo, já que tem fortes possibilidades de sair no final da época. Na teoria Maicon era o que encaixava mais nas características de capitão, apresenta um perfil semelhante ao de Luisão, mas continua sem assumir esse papel.  Mas o caso do Sporting é o mais intrigante. Desde a saída de Beto, Pedro Barbosa e Sá Pinto que o clube leonino não tem um verdadeiro líder. João Moutinho foi capitão muito novo, Polga não tinha o perfil e Rui Patrício parece seguir o mesmo caminho. Este parece ser um dos grandes problemas desde o último Sporting campeão. A falta de um líder para responder às adversidades. Rui Patrício, apesar de ter crescido na Academia com os valores leoninos, não tem a liderança desejada por uma equipa tão jovem com a do Sporting, que precisa de uma força extra para ultrapassar alguns obstáculos.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Bruno Simões

O "mini-Messi" escocês custou 2,76 milhões de euros (por apenas 80% do passe) mas por enquanto tem sido apenas opção na equipa B. Uma maneira de tentar proteger o jogador, defendem uns (considerando que só deve ser lançado depois de se adaptar), um desperdício de dinheiro, defendem outros, já que um clube na situação dos leões devia apenas tentar acrescentar qualidade à equipa principal (jovens promessas chegam os da formação e um elemento com 18/19 anos se for mesmo bom não precisa ser protegido e tem logo de ser lançado).

Ryan Gauld integra pela 1.ª vez a lista de convocados da selecção AA da Escócia. O jovem de 18 anos, reforço mais caro do Sporting para esta época, esteve em destaque na última partida dos sub-21 escoceses e Gordon Strachan promoveu-o à equipa principal.

Lista de convocados da Escócia para as partidas de qualificação para o Euro 2016 frente à Georgia e Polónia: 
Guarda-redes: Craig Gordon (Celtic), David Marshall (Cardiff City), Allan McGregor (Hull City)
Defesas: Christophe Berra (Ipswich Town), Craig Forsyth (Derby County), Gordon Greer (Brighton and Hove Albion), Grant Hanley (Blackburn Rovers), Alan Hutton (Aston Villa), Russell Martin (Norwich City), Mark Reynolds (Aberdeen), Andrew Robertson (Hull City), Steven Whittaker (Norwich City)
Médios: Ikechi Anya (Watford), Barry Bannan (Crystal Palace), Scott Brown (Celtic), Craig Bryson (Derby County), Chris Burke (Nottingham Forest), Graham Dorrans (West Bromwich Albion), Darren Fletcher (Manchester United), Ryan Gauld (Sporting), Shaun Maloney (Wigan Athletic), James McArthur (Crystal Palace), James Morrison (West Bromwich Albion).
Avançados: Steven Fletcher (Sunderland), Stevie May (Sheffield Wednesday), Chris Martin (Derby County), Steven Naismith (Everton)

29 de Setembro de 2014

Esta mudança na selecção nacional também vai permitir que alguns naturalizados passem a ser opção (isso já acontece nas nossas selecções jovens, mas quando se trata da AA a perspectiva do adepto é sempre de alguma indignação)?

Fernando Santos, apesar de ter frisado que tudo fará para não ter de forçar essa situação, não fechou as portas da selecção nacional a naturalizados e até deu o exemplo de Deco. "Não sou um fervoroso adepto de não-portugueses, por princípio. Mas há casos e casos. Alguns jogadores estão cá há muito e criam identidade com o país. Deco veio pequeno e foi crescendo como português. Quando há este sentimento é possível se não, preferencialmente, não", anotou, frisando: "Farei o possível por encontrar uma solução que não seja essa. Não digo desta água não beberei, mas farei tudo para não beber", disse o novo seleccionador nacional, em entrevista à SIC Noticias. 

Na teoria só Eduardo e Ivo Pinto (será estranho se João Pereira for convocado) podem ser soluções, mas no fundo isto foi mais uma mensagem por parte do novo seleccionador a dizer "que está atento".

Algum destes elementos fará parte das escolhas finais de Fernando Santos? - O quinteto português que representa o Dínamo Zagreb, mais concretamente, Eduardo, Ivo Pinto, Paulo Machado, Gonçalo Santos e Wilson Eduardo, faz parte dos pré-convocados do novo seleccionador para os encontros frente à França e Dinamarca.

Os azuis de Lito falham a subida ao 2.º lugar - O Paços de Ferreira dominou o Belenenses com uma vitória por 2-0 na Mata Real, num encontro que permitiu à equipa de Paulo Fonseca voltar aos triunfos e, consequentemente, sair da zona perigosa. Urreta marcou um golaço (chapéu a Matt Jones), numa jogada de contra-ataque, enquanto que Bruno Moreira voltou a marcar (bisou perto do final, mas o lance foi invalidado). Os azuis do Restelo somam agora 10 pontos, sendo que os pacenses aproximam-se dos lisboetas com 8 pontos alcançados.

Pardew ainda não somou nenhuma vitória e está com pé e meio fora do clube - O Newcastle somou a sua terceira derrota em 6 jogos, ao ser batido pelo Stoke, por uma bola a zero. Os Magpies, a jogar fora de portas, tiveram mais bola e até foram superiores, mas acabaram a partida apenas com 1 remate enquadrado com os postes. Individualmente, Moses, como já tem sido habitual, foi o elemento mais em foco pelo Potters (fez a assistência para o golo de Crouch), enquanto que do outro lado, Cabella e Sissoko foram os mais irreverentes.

Vai juntar-se aos portugueses Miguel Herlein, Edgar Marcelino e Bruno Pinheiro - André Santos, lateral esquerdo brasileiro de 31 anos que já passou pelo Arsenal, assinou pelo Goa FC, da Índia. O ex-Flamengo junta-se assim a uma liga que já conta com alguns nomes sonantes, como Trezeguet, Capdevila, Anelka ou Del Piero.

Tem sido sempre titular na 2.ª Liga alemã - O extremo Candeias, emprestado pelo Benfica, voltou a marcar pelo Nuremberga, desta feita frente ao Kaiserslautern por 3-2. O português foi novamente titular e fez o gosto ao pé pela segunda vez na temporada (já tinha facturado na estreia).

Bruno Fernandes e Pereirinha não saíram do banco - A Udinese venceu, em casa, o Parma, por 4-2 e subiu ao 3º lugar, a 3 pontos do duo da frente. Antonio Di Natale, com 2 golos, foi o grande destaque da partida (o dianteiro de 36 anos já leva 4 golos em 5 jogos), com Hertaux e Théréau a marcarem os outros tentos da equipa da casa. O jogo, que até teve ascendente mais para o Parma que se mostrou muito bem ofensivamente, teve em Karnezis, Piris e Allan claros destaques no momento defensivo da equipa de Stramaccioni. Do lado do Parma, Mauri ainda colocou o conjunto de Donadoni em vantagem cedo, mas com o decorrer do jogo, o melhor que a equipa produziu veio quase sempre pelo irreverente Antonio Cassano, que foi o elemento que mais tentou visar a baliza adversária, conseguindo, no entanto, apenas marcar de grande penalidade. No último jogo da jornada, a Lazio foi a Palermo, golear por 4 a 0. O avançado sérvio Djordjevic esteve bastante eficaz e apontou os 3 primeiros golos do encontro (estreou-se a marcar na prova), com Marco Parolo a fazer o resultado final. O Palermo, que até rematou muito, não conseguiu imitar o acerto da equipa de Stefano Pioli (os romanos acertaram 10 em 15 remates na direção da baliza), e apesar de ter tido Franco Vásquez e Paulo Dybala em claro destaque na frente, não resistiu às contrariedades e somou a 2.ª derrota no Calcio (ainda não venceu).

A decisão da FIFA em proibir os fundos mexe com demasiados clubes para que seja aceite com naturalidade. E não será estranho se os organismos que regem o futebol adaptem a medida para agradar a todas as partes.

“Queremos um mundo em que apenas Barcelona, Real Madrid, Bayern [de Munique] e outros gigantes possam ganhar troféus devido a um mercado distorcido ou queremos que clubes mais pequenos, como Atlético de Madrid, Sevilha, FC Porto, Benfica e PSV possam dar-lhes réplica”, observou o diretor executivo da Doyen, fundo de investimento de futebolistas com o qual o Sporting está em litígio, à Bloomberg.

Nelio Lucas, líder da Doyen, diz-se preparado para a enfrentar a decisão recente da FIFA, mas advertiu que ela só prejudicará os clubes de mercados de menor dimensão. O diretor executivo da Doyen assinalou que os clubes pequenos só poderão contrariar os “colossos” do futebol mundial com recurso a fundos de investimento, ainda que aqueles nunca devam poder deter a totalidade do “passe” de um jogador ou dizer ao clube quando e para onde o transferir.

Na sexta-feira, a FIFA anunciou que vai proibir que os “passes” dos futebolistas sejam partilhados com fundos de investimento, como acontece em Portugal com alguns clubes, após a reunião do Comité Executivo, em Zurique (Suíça).

A decisão, que não será imposta de imediato, a fim de proporcionar um período de três a quatro anos de adaptação aos clubes e aos fundos de investimento afetados, resulta da proposta de um estudo de um grupo de trabalho criado especificamente para analisar o assunto.

Ao contrário do que acontece em Portugal, em ligas como a inglesa e a francesa os direitos económicos dos futebolistas tem que pertencer integral e obrigatoriamente ao clube pelo qual foram contratados. Fonte: Agência Lusa

Imagem: site oficial da La Liga
Num campeonato que tem alguns dos melhores médios do Mundo, como Modric, Kroos, Busquets, Koke ou Gabi, conseguir este reconhecimento é um feito assinalável. Curiosamente, em Portugal continua longe de ser um jogador consensual.

André Gomes junta-se a Ronaldo no melhor onze da La Liga no mês de Setembro. Melhor Onze: Bravo (Barcelona); Carvajal (Real Madrid), Miranda (Atético Madrid), Otamendi (Valência) e Gayà (Valência); Denis Suárez (Sevilha), Rakitic (Barcelona) e André Gomes (Valência); Neymar (Barcelona), Alcácer (Valência) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). VM - Indirectamente o bom trabalho de Nuno também foi reconhecido já que o Valencia, com quatro jogadores, é o clube mais representado nas escolhas dos jornalistas do site oficial do Campeonato espanhol. Destaque ainda para a ausência de Messi (perdeu lugar para Neymar). Posto isto, sendo certo que este tipo de eleições são sempre discutíveis, as presenças de Carvajal (apesar das boas exibições, o Real foi a equipa que sofreu mais golos no Top 10 da La Liga) e  Suárez (começou bem mas no último jogo até foi suplente) não fazem muito sentido.

Da boa geração de 1986, que nos deu elementos como Veloso, Paulo Machado e Moutinho, o médio mais talentoso - apesar de estar longe de ser consensual - sempre foi o ex-Benfica.

Manuel Fernandes também foi pré-convocado por Fernando Santos para a dupla jornada com França (11 de outubro) e Dinamarca (14 de outubro), respectivamente jogos de preparação e de qualificação para o Euro-2016. O médio do Lokomotiv de Moscovo junta-se a nomes como Ricardo Carvalho, Castro, José Fonte, Orlando Sá, Tiago e Danny na lista de pré-convocados. VM - Sendo titular, como tem sido na liga russa, tem de ser obrigatoriamente uma presença assídua nas convocatórias da selecção nacional. Portugal com a pouca matéria-prima que tem disponível não se pode dar ao luxo de desperdiçar jogadores da qualidade de Manuel Fernandes. Aqui o problema, é que vai ficar sempre a sensação de que - também muito por culpa do jogador - a selecção desperdiçou um enorme talento, e logo numa posição onde há 6 anos está órfã de qualidade acima da média.

28 de Setembro de 2014

Não está a correr bem a passagem do internacional português, que tem contrato com o FC Porto até 2016, pela Premier League.

Varela, que a meio da semana teve direito a alguns minutos para a Taça, nem foi convocado para a partida que opôs o seu West Brom ao Burnley. O extremo, ainda à espera de se estrear no campeonato inglês, assistiu de fora à vitória da sua equipa por 4-0, no único jogo do dia na Premier League (Craig Dawson 30, Saido Berahino 45+1 e 56, e Graham Dorrans 90 apontaram os golos). VM - Se não jogou hoje, a menos que esteja condicionado fisicamente, no futuro ainda vai ser mais complicado. É que Brown Ideye, o reforço mais caro da história do clube, está lesionado, Anichebe também não está a 100%, e apesar destas ausências, por exemplo Samaras foi apenas suplente utilizado na partida de hoje. Veremos como será no futuro, mas os sinais não são positivos para as 3 partes: o jogador não está a ganhar o protagonismo que certamente desejava, a selecção fica com menos uma opção, e o FC Porto vê um activo, que pensava que podia vender no final da época, a desvalorizar.

O adversário do Estoril na LE começou bem mas nos últimos 3 jogos perdeu 2 e já foi apanhado - Derrota do PSV no terreno do Heerenveen, por 1-0, na 7.ª jornada da Eredivisie, resultado que permitiu ao Ajax (venceu fora o NAC por 5-2) e ao Zwolle (bateu o Heracles por 4-2) juntaram-se ao conjunto de Eindhoven no 1.º lugar, todos com 15 pontos. E, à semelhança de outras épocas, o equilíbrio é mesmo a palavra que caracteriza este arranque de liga holandesa, já que a diferença entre o 1.º classificado e o 8.º é de apenas 3 pontos.

Tirou 26 segundos ao anterior recorde - O queniano Dennis Kipruto Kimetto, de 30 anos venceu a Maratona de Berlim e tornou-se o primeiro atleta na história a correr os dos 42.195m em menos de 2h03m, com 2h02m57s, suplantando o recorde oficial anterior, estabelecido no mesmo percurso o ano passado pelo queniano Wilson Kipsang (2h03m23s).

Marc Marquez foi apenas 13.º mas pode ser campeão já no GP do Japão - Jorge Lorenzo, em Yamaha, aproveitou as quedas dos rivais devido à chuva, para vencer o GP de Aragão em Moto GP, conquistando assim a sua primeira vitória no ano. Aleix Espargaro (Forward Racing) e Cal Crutchlow (Ducati) completaram o pódio. Em Moto 3, Miguel Oliveira, que na próxima época vai correr na Red Bull KTM Ajo, terminou em 7.º

Será desta que Bielsa conquista um título na Europa? Por enquanto as 6 vitórias consecutivas permitem-lhe liderar a Ligue 1 com mais 2 pontos que o Bordéus e 5 que o PSG.

O Marselha derrotou, no Vélodrome, o Saint Étienne por 2-1, cenário que permite ao conjunto do Sul de França manter-se na liderança da Ligue 1 (e até ganhar ainda mais vantagem em relação ao campeão). Imbula e Payet marcaram antes da meia hora de jogo para a equipa da casa (juntamente com Mendy foram os elementos mais), sendo que pouco depois do início da segunda parte, o lateral esquerdo Jonathan Brison (que "secou" Thauvin no seu corredor) reduziu e estabeleceu o resultado final. Quem também venceu, foi o Bordéus. O conjunto de Sagnol, com Tiago Ilori a titular, apesar do equilíbrio do jogo, recebeu e venceu o Rennes por 2-1 com os golos a serem todos apontados no último quarto de hora (o golo da vitória foi mesmo nos descontos). Ntep esteve endiabrado pelo conjunto de Mountanier, mas o maior aproveitamento das oportunidades por parte do Bordéus foi suficiente para conquistar os 3 pontos. Por sua vez, o Lille (apenas concederam 2 golos em 8 jogos) venceu o Bastia, por 1-0. Num jogo em que Rony Lopes saiu lesionado e Gueye demonstrou toda a sua qualidade no meio campo, o único golo da partida foi apontado por Origi.

Apenas 3 vitórias em 8 jogos fazem mossa num clube milionário como o PSG e os adeptos não estão de todo satisfeitos, um dos principais visados é o treinador Laurent Blanc, o outro é David Luiz - O central, que chegou esta a época a Paris proveniente do Chelsea, tem cometido alguns erros (ontem, frente ao Toulouse, teve uma falha enorme), e está a ser, não só criticado pelos sócios do campeão francês, como tem merecido alguma atenção por parte da imprensa, que até diz "que Mourinho se deve estar a rir por ter conseguido vender o brasileiro por 50 milhões". Um cenário que já obrigou Blanc a intervir e de certa maneira tentar atenuar esta situação. «Ele [David Luiz] precisa de tempo. Tal como outros jogadores, chegou depois de um Mundial. Ele quase não teve pré-época. Não disputou jogos de preparação. Chegou e começou a jogar. Talvez tivesse sido melhor esperar algum tempo até inclui-lo na equipa. Mas com a lesão do Thiago Silva, tal não foi possível», disse o treinador dos parisienses.

A equipa do distrito do Porto continua a fazer história - Depois da conquista do primeiro Campeonato de Hóquei em Patins, na época passada, o Valongo estreou-se também a vencer a Supertaça ao derrotar o Benfica, vencedor da Taça, por 7-5.

Marcos Freitas demonstrou uma qualidade impressionante; Tiago Apolónia foi enorme frente ao n.º 5 do Mundo.

Portugal, que fez história ao chegar à final, conseguiu um feito ainda mais incrível ao conquistar o Campeonato da Europa de Ténis de Mesa. A seleção nacional masculina venceu na final, disputada em Lisboa, a super-favorita Alemanha, por 3-1. Marcos Freitas, no jogo decisivo, superou Timo Boll (3-1), talvez o melhor jogador europeu de todos os tempos, isto depois de ter vergado na 1.ª partida Steffen Mengel em três sets, por triplo 11-8. Mas tudo começou a inclinar mais para o lado de Portugal com a enorme partida de Tiago Apolónia (por muito pouco não despachou o melhor da Europa em 3 sets). Depois de a Alemanha ter feito o 1-1 (Boll bateu João Monteiro, que tinha sido decisivo nas meias-finais), era preciso dar uma resposta, e foi isso que Apolónia fez, ao derrotar Dimitrij Ovtcharov, número cinco do mundo e número um europeu, por 11-7, 11-2, 11-13 e 11-9. Depois bastou Marcos Freitas exibir a sua qualidade e dar uma enorme alegria aos portugueses.

Vezo perdeu o lugar para Mustafi, André Gomes esteve muito discreto e saiu ao intervalo.

Empate a um golo, no Anoeta, entre Real Sociedad e Valencia. Carles Gil à passagem do primeiro quarto de hora ainda colocou o clube Che em vantagem mas Canales, aos 37', com um golo algo estranho, empatou a partida. Com este resultado o Barcelona fica isolado na liderança, enquanto que o Valencia passa a ser segundo, em igualdade pontual com o Atl. Madrid. E Nuno não deve ter ficado insatisfeito. Apesar da boa entrada do clube Che, a Real Sociedad (grande exibição de Vela) esteve quase sempre por cima do encontro, e o próprio treinador português reconheceu essa maior superioridade do adversário ao fazer uma substituição defensiva na 2.ª parte (foi igualmente notório que o Valencia tentou jogar com o tempo de jogo). Nos outros jogos da 6.ª jornada da La Liga destaque para a 4.ª derrota do Deportivo para o campeonato, desta vez frente ao Almeria, por 1-0. O único golo da partida foi apontado por Edgar, num jogo em que Postiga (continua a mostrar muito pouco), Luisinho (esteve bem defensivamente) e Sidnei (chegou a atirar aos ferros) foram titulares, com Ivan Cavaleiro a entrar pouco depois da hora de jogo.

A maior desilusão do campeonato até ao momento - O Nacional somou a sua quarta derrota em 6 jogos ao ser perder, no Bonfim, frente ao Vit. Setúbal por 2-0. Os insulares entraram mal no jogo e foram para o intervalo já com dois golos (Lupeta e Miguel Pedro) de diferença no resultado. Na segunda parte, o conjunto de Manuel Machado veio com outras ideias para o jogo e começou a apoderar-se mais da bola, mas nunca chegou verdadeiramente a visar a baliza de Ricardo Batista, que não chegou a fazer uma defesa.

Taça de Portugal - Amora (bateu em casa o União da Madeira por 3-2), Santa Eulália (superou o Leixões por 2-1), Famalicão (eliminou o Ac. Viseu), Sourense (despachou o Santa Clara) e Real Massamá (foi a vencer a Portimão por 2-1) surpreenderam na 2.ª eliminatória. No único confronto entre equipas da II Liga, o Oriental, em Marvila, superiorizou-se ao Farense (2-2, 3-2 g.p.) e também seguiu para a terceira eliminatória.

De titular para não convocado; Reyes, que esteve bem em Alvalade, também ficou de fora por não estar inscrito.

Ricardo Quaresma que foi titular na última partida frente ao Sporting, ficou de fora dos convocados do FC Porto para o o jogo da próxima terça-feira para a Liga dos Campeões, em Lviv, diante do Shakhtar Donetsk. Também Casemiro, este por lesão, é ausência para a 2.ª jornada da Champions. Já Maicon, o polivalente Ricardo, Quintero, e o guarda-redes Ricardo Nunes, integram a convocatória. VM - Lopetegui tem rejeitado as críticas à  sua política de rotatividade no plantel, lembrando que a «época é longa e exigente», mas a maneira como está a gerir Quaresma e principalmente Adrián, não corresponde a nenhum tipo de lógica. Veremos é se esta maneira de gerir o grupo, que mais que uma questão física (ninguém está cansado nesta fase) - é basicamente a maneira encontrada de lidar com um balneário rico, que tem 17/18 potenciais titulares e elementos demasiados caros para estarem no banco  - não vai trazer dissabores irrecuperáveis. 

Boavista conseguiu 7 pontos nos últimos 3 jogos; Paulo Sérgio respira; Mota não tira o Gil do fundo da tabela; Marítimo junta-se ao FC Porto no 2.º lugar - Goleada do Marítimo, em casa, frente ao Vitória de Guimarães, por 4-0. Resultado conseguido ainda na 1.ª parte, com Edgar Costa (06 minutos), Fransérgio (29 e 38) e Maazou (45) a imporem a primeira derrota do campeonato aos minhotos. No Bessa, os axadrezados estiveram a perder por 2 vezes (Simy aos 3' e 56' facturou para o Gil Vicente) mas com um bis de Anderson Carvalho (58' e 89') conseguiram os 3 pontos (aos 16' Philipe Sampaio tinha feito o empate); tarde feliz também para a Académica, que com um golo de Rui Pedro foi a Arouca vencer, por 1-0. Já Moreirense e Penafiel não saíram do nulo.

Fica bem entregue. Ganhou o ciclismo de "ataque" e o promissor polaco fez uma época ao nível de campeão do Mundo.

Mais um ano em que a leitura de corrida foi o factor determinante! Michal Kwiatkowski é o novo Campeão do Mundo de Estrada, depois de um ataque que antecipou nalguns metros a última subida e que mostrou-se irreversível para o resto dos candidatos. Portugal esteve discreto embora Rui Costa (apenas 23.º) tivesse estado na discussão até à última subida, Gerrans e Valverde (6.ª vez que fica no pódio) conquistaram as medalhas de prata e bronze, respectivamente. Kristoff foi o mais forte entre o grupo maior mas era apenas o 8º lugar que estava em discussão. A prova começou com uma fuga de 5 elementos, que entretanto ficou reduzida a 4, e que chegou a conquistar uma vantagem de mais de 15 minutos. Quem pegou na corrida foi a Polónia de Kwiatkowski, uma das equipas de 9 elementos, controlando a fuga até que um grupo mais perigoso que incluía Tony Martin e onde estavam representadas muitas das principais seleções saltou do pelotão obrigando a Austrália e a espaços também Portugal a perseguir o grupo. Entretanto também este grupo esteve controlado e até à última volta foi um grupo que incluía Kiriyenka, De Marchi, Gautier e Valgren a encontrar-se em fuga. A este grupo de 4 juntou-se Michal Kwiatkowski antes da última subida que aí se isolou. Nesta última subida atacam Rodriguez, Gerrans, Gilbert, Van Avermaet, Valverde e Tony Gallopin que não conseguem alcançar Kwiatkowski que passa no topo com 8s de vantagem, 8s que foram suficientes para manter até à linha de meta e permitir ao jovem polaco envergar a camisola arco-íris em 2015.

AS Roma e Juventus vão aproveitando - O Inter de Milão perdeu hoje, no seu reduto, frente ao Cagliari, por 4-1. A equipa de Mazzarri ainda esteve empatada a uma bola antes dos 20 minutos (marcaram Sau e Osvaldo), mas a expulsão de Nagatomo (duplo amarelo em apenas 3 minutos) tornou o jogo fácil para o conjunto forasteiro. Albin Ekdal foi o grande destaque do jogo, ao apontar um hat-trick, sendo que Cossu ainda falhou uma grande penalidade pelo meio. Por sua vez, o Nápoles, num jogo sem grandes oportunidades, venceu de manhã o Sassuolo por uma bola a zero, com Callejón, num fantástico trabalho de Higuaín, a fazer o único golo da partida. Já o AC Milan, não foi além de um empate a 1 frente ao Cesena. A equipa de Inzaghi assumiu sempre as despesas com bola do jogo, mas mostrou-se pouco atrevida ofensivamente. Individualmente os nomes que mais saltam à vista deste jogo são os da retaguarda defensiva. Abbiati, que ofereceu um golo a Succi; Zapata, que levou vermelho directo; e Rami, que apontou o golo da turma de Milão. Nos restantes jogos, destaque para o empate a 1 entre Torino e Fiorentina, resultado que Chievo - apesar do domínio evidente - e Empoli também imitaram.

Numa fase em que a posição de lateral esquerdo é das mais carenciadas no futebol actual, o Valencia vai contrariando essa ideia e num curto espaço de tempo potenciou 3 excelentes jogadores.

A posição de lateral-esquerdo está cada vez mais carente, nesta fase nem é fácil distinguir qual é o melhor jogador do Mundo nessa posição, e contam-se pelos dedos das mãos a quantidade de jogadores acima da média para esse lugar. Curiosamente, alguns dos melhores da actualidade foram adaptados a essa zona do campo (Alaba é o exemplo que salta imediatamente à vista), e vários nasceram na fábrica do Valencia. O clube Che é claramente o maior caso de sucesso no que toca à transformação de extremos em laterais-esquerdos: Jordi Alba, Bernat e agora José Luís Gayá fixaram-se numa zona mais recuada no terreno e deram imediatamente nas vistas, chegando a dois dos maiores clubes do mundo (no caso dos dois primeiros). Pelas suas características (velocidade e enorme qualidade técnica), os três são muito importantes na manobra ofensiva das equipas: Alba, quando está nas melhores condições físicas, é titular indiscutível do Barça e está em constantes vaivéns entre defesa e ataque; Bernat ganhou rapidamente o lugar no Bayern, fazendo todo o corredor esquerdo; e Gayá, que substituiu o jogador que se transferiu para a Alemanha, está a ser um dos destaques do Valência neste início de época, sobretudo pela profundidade que consegue dar. Em suma, o clube agora treinado por Nuno Espírito Santo é o que melhor tem sabido contornar a escassez de laterais-esquerdos de top, mostrando que a solução pode mesmo ser adaptar extremos (ou, pelo menos, jogadores que possam igualmente actuar mais à frente).