Mesmo com as eleições, o clima está longe de ser pacífico na Ucrânia. A instabilidade política e social é profunda e tudo parece estar em redefinição naquele país do leste europeu, quase 25 anos depois da dissolução da URSS. Houve já várias ondas de protesto e a situação em Donetsk, cidade onde actua o pentacampeão é particularmente preocupante. Cenário, que como já de verificou esta época, vai afectar o campeonato.
É certo que a última liga de futebol da Ucrânia acabou já o país estava nesta situação, mas se não se vislumbrarem melhorias nos próximos tempos, é provável que os clubes ucranianos possam ser um alvo interessante no próximo defeso, principalmente pela pressão que os jogadores podem fazer para saírem das suas equipas. Mesmo com níveis salariais elevados e com presenças positivas nas competições europeias, é pouco provável que alguns jogadores (em especial os estrangeiros) se sintam confortáveis com a instabilidade sentida no país e com os confrontos que se desenrolam, podendo isto significar uma oportunidade de dar o salto para outros campeonatos.
O campeão Shakthar é presença habitual na Champions, mas poderá ter dificuldade em segurar jogadores como Srna, Eduardo, Pyatov, Rakitskiy ou Chygrynsky (a quem a experiência no Barça correu pessimamente), além do contingente brasileiro composto por Ilsinho, Alex Teixeira, Fernando (médio de enorme fibra), Douglas Costa, Luiz Adriano (finalizador nato), Taison (comparado com Hulk muitas vezes) e Bernard (certamente arrependido da opção de carreira que tomou). Tal como sucede no Dnipro, que fez um campeonato excelente e despertou novamente o interesse em Konoplyanka (esteve já com um pé e meio no Liverpool), para além do português Bruno Gama e promessas como Giuliano, Zozulya e os internacionais croatas Kalinic e Strinic. Mesmo com um campeonato apagado e cedo afastado do título, o Dinamo Kiev é uma equipa com vários valores apetecíveis como Lens (excelente extremo), Miguel Veloso (fala-se num regresso a Itália), Belhanda ou jogadores que nunca saíram do país como Garmash e Yarmolenko, presenças habituais na seleção ucraniana. Além das equipas de topo, também outros jogadores merecem atenção, nomeadamente os portugueses Nuno Pinto e David Caiado (ambos no Tavirya, formados respetivamente no Boavista e no Sporting) ou Serginho (Zaporizhya, das escolas do FC Porto) que podem ser alvos apetecíveis a várias equipas que disputam a Liga Portuguesa, isto se não continuarem a jogar noutros campeonatos estrangeiros, provavelmente mais vantajosos financeiramente, mas com menos visibilidade.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Peixoto
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