Benfica vence em Aveiro e pode festejar o 33º campeonato frente ao Olhanense; Rodrigo desbloqueou o encontro no último segundo da 1ª parte; Gaitán e Markovic voltaram a espalhar magia; Jardel fez de Luisão, André Almeida jogou novamente a 6, Oblak teve de ser substituído; Arouca controlou defensivamente a partida durante 45 minutos, teve mesmo uma boa oportunidade para chegar ao 1-0 (Maxi tirou o golo em cima da linha), mas no 2º tempo não teve argumentos (Cássio evitou um resultado expressivo mas foi o seu erro no 1-0 que decidiu o jogo)

Arouca 0-2 Benfica (Rodrigo 45'+2 e Gaitán 54')

No próximo domingo Ressurreição muito provavelmente vai rimar com campeão. O Benfica ultrapassou mais um obstáculo (2-0 ao Arouca) e se vencer o Olhanense, último classificado, pode festejar o 33º campeonato.

Em Aveiro, uma espécie de mini-Luz (os adeptos encarnados encheram as bancadas), o Benfica denotou algumas dificuldades para contrariar a táctica de Pedro Emanuel (os arouquenses diminuíram como puderam o ritmo de jogo e defensivamente estavam competentes), mas o golo de Rodrigo no último segundo da 1ª parte mudou tudo. As águias em vantagem no marcador controlaram à vontade o 2º tempo e não fosse Cássio e o resultado até podia ter sido mais expressivo. A nível individual o trio Rodrigo, Gaitán e Markovic voltou a estar em evidência, num jogo em que André Almeida e Jardel (fruto das lesões de Fejsa e Luisão) regressaram ao 11, e Oblak foi substituído depois de um choque com Roberto. Na perspectiva do Arouca, Cássio foi a principal figura por todas as razões, fez várias defesas de bom nível (evitou um resultado mais gordo) mas um erro no 1º golo do Benfica deitou tudo a perder (até aí a estratégia do Arouca estava a resultar). Quanto ao jogo, 30 minutos iniciais algo mornos, o Benfica testou Cássio por duas vezes (remates de Rodrigo e Maxi), mas não criava perigo, e o Arouca tentava gerir o tempo do jogo. Aos 33' aparece a 1ª oportunidade, Lima já na pequena área permite a defesa de Cássio e na recarga Rodrigo falha com a baliza aberta. Pouco depois o Arouca dispôs da única oportunidade nos 90m, valeu a Oblak (que falhou numa saída) um corte em cima da linha de Maxi Pereira a evitar um golo de chapéu do Arouca. Já numa fase em que parecia que o árbitro ia apitar para o intervalo surge o 1-0, cruzamento de Lima, Cássio falha o momento de saída (Balliu também aliviou mal) e Rodrigo só teve de encostar. No 2º tempo e em vantagem no marcador, só deu Benfica. Gaitán com classe depois de uma grande jogada de Markovic fez o 2-0 e depois por duas vezes podia mesmo ter ampliado o marcador. Jardel também teve uma oportunidade para marcar, no entanto o resultado não se alterou e a única nota de destaque no 2º tempo foi o choque entre Oblak e Roberto, que obrigou à saída dos 2 jogadores.

Destaques:

Arouca - A estratégia resultou durante 45 minutos, mas o golo sofrido nos descontos foi fatal. No 2º tempo o conjunto de Pedro Emanuel não fez um ataque (o único remate foi de David Simão num livre longe da baliza já perto do fim) e nunca demonstrou ter argumentos para mudar o marcador (o trio de ataque foi muito inofensivo). Fica a dúvida de como seria o jogo se as equipas fossem com o 0-0 para o intervalo, mas o que conta são os resultados e com esta derrota os arouquenses permitem a aproximação de Belenenses e Olhanense.

Benfica - O campeonato está ganho (mesmo que acontecesse um deslize frente à pior equipa do campeonato as águias podiam resolver na partida seguinte frente ao Setúbal, igualmente na Luz) e agora a dúvida é perceber como será a resposta nas restantes competições. Quanto à partida de Aveiro, 2ª parte de excelente nível (a dinâmica, velocidade dos elementos da frente e qualidade técnica que os encarnados tem apresentado nos últimos tempos), mas os primeiros 45 minutos evidenciaram um conjunto algo preso. A nível individual Rodrigo voltou a marcar (mas não esteve tão em foco como em partidas anteriores), a dupla Garay-Jardel praticamente não foi testada, houve muito mais Maxi que Siqueira, André Almeida também cumpriu no meio campo, enquanto que Lima (bem marcado pela dupla Diego-Nuno Coelho) teve o mérito de fazer a assistência para o 1-0 mas é nesta fase o jogador da frente mais "encolhido". No entanto, os principais destaques foram Enzo Pérez (depois de alguns jogos a 80% do que sabe hoje voltou a apresentar a dinâmica que o caracteriza), Markovic (grande assistência e vários momentos tecnicamente de grande nível) e principalmente Gaitán (é um predestinado e quando está nestes momentos de forma é quase imparável na nossa Liga, marcou - com classe, fintou - fica na memória um lance à Maradona frente a Pintassilgo tal é a maneira como colou a bola ao pé esquerdo, desequilibrou, e ofensivamente encheu o campo na 2ª parte).

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