Slimani volta a resolver em Alvalade; Sporting apresentou pouco futebol, mas consegue nova reviravolta com o carimbo do argelino (que até tinha estado perdulário no 1º tempo) e deixa o Braga a 20 pontos; Patrício errou, Martins voltou a apresentar pouco, Jefferson marcou pela 1ª vez ao serviço dos leões, Rojo e William foram os principais destaques; Paixão estreou-se com uma derrota (gverreiros criaram pouco a nível ofensivo)

Sporting 2-1 Braga (Jefferson g.p 70' e 74'; Patrício a.g. 36')

Slimani (que até esteve perdulário e algo "perdido") novamente a resolver. O Sporting, como tinha acontecido em Vila do Conde, com uma reviravolta no marcador derrotou em Alvalade o Braga por 2-1. Triunfo que permite aos leões ficar provisoriamente a 2 pontos do líder Benfica e ganhar nova distância para o FC Porto. Resultado justo para o emblema verde e branco (os leões foram a única equipa a tentar a vitória), mas que acabou por acontecer de maneira feliz (o clube leonino nada estava a criar a nível ofensivo quando conseguiu a "remontada"). Os bracarenses, que pouco criaram ofensivamente, estão cada vez mais longe da Europa (encontram-se agora a 6 pontos do Nacional), sendo que é obrigatório criar mais em termos ofensivos. Jorge Paixão, muito activo no banco, começa esta sua aventura na Primeira Liga com uma derrota e com a certeza de que tem muito trabalho pela frente. Em termos individuais, Rojo esteve imperial na defensiva, William está cada vez melhor e mais consistente, Magrão no regresso à titularidade (apesar da lentidão) apresentou algum critério na posse de bola, enquanto que André Martins (ausente na maior parte do encontro) e Patrício (errou e poderia ter comprometido a vitória) destacaram-se pela negativa. Nos Gverreiros, Pardo deu muito trabalho aos adversários directos (bateu quase sempre Jefferson), Rafa teve algumas jogadas de qualidade (na 1ª parte), mas longe de conseguir ser a mais-valia habitual, e Alan apareceu a espaços. Rusescu não conseguiu ter impacto.

No que diz respeito ao encontro, os primeiros minutos trouxeram um Sporting muito pressionante, obrigando a um recuo excessivo dos bracarenses. Mané, com duas jogadas na linha, espalhou o perigo junto da baliza do Braga (Aderlan tirou o golo a Slimani), num arranque intenso dos leões. Depois, os elementos de Paixão responderam de contra-ataque e o encontro, a partir desse momento, equilibrou-se. Os verde e brancos sentiam, e muito, a falta de Adrien (Gérson Magrão parecia perdido em campo), sendo que Carrillo era um dos únicos que se destacava em termos ofensivos. Aos 36', o Braga desfez o nulo. Erro de Patrício numa saída a um cruzamento da direita, para depois Rafa atirar ao poste com a bola a tocar no guardião português antes de entrar na baliza. Infelicidade do internacional português depois de uma saída em falso. Até ao intervalo, ainda houve tempo para outro grande corte de Aderlan em cima da linha, negando o golo a Slimani. Na segunda metade do encontro, o Sporting assumiu mais as contas do jogo, enquanto que os Gverreiros colocavam-se mais numa posição de contenção, à procura de um erro para explorar a transição. Jardim arriscou ao colocar Héldon por Martins, jogando assim com mais um elemento junto a Slimani. Aos 70', numa fase em que o Sporting pouco fazia a nível ofensivo, Mané é derrubado pelo recém-entrado Sasso e o árbitro assinala grande-penalidade para os leões. Jefferson na cobrança bateu Eduardo, fazendo o primeiro golo ao serviço dos leões. A equipa de Jardim, numa altura em que nem estava a produzir muito ofensivamente, operou a reviravolta. Slimani aproveita uma bola no centro da área e, sem contemplações, fuzilou Eduardo para o 2-1. Até ao final da partida, o Braga – sem grande organização – tentou o empate, mas Patrício negou a última tentativa protagonizada por Luiz Carlos.

Destaques

Sporting - Boa entrada no jogo, mas devido à lentidão do meio campo os leões rapidamente se assustaram com as transições do Braga e perderam a intensidade, abusando do pontapé para a frente. Depois de sofrer o 1-0 a falta de ideias ainda foi mais evidente, a construção era nula, Slimani continuava sempre muito sozinho e a equipa leonina nem parecia saber como o servir (ou abusava dos cruzamentos sem nexo ou de passes em profundidade deslocando o argelino da zona onde é mais perigoso), sendo que a reviravolta (apesar de ser justa) foi manifestamente feliz (aconteceu num momento em que o Sporting nem bola redonda tinha no último terço). No entanto, apesar deste período menos positivo em termos futebolísticos (há 3 meses que o futebol apresentado é de fraca qualidade), o clube leonino mantém os objectivos e principalmente continua a somar pontos (que no futebol é o que conta). A nível individual, à excepção de mais uma exibição de William ao nível que tem apresentado esta época, destaque para Rojo que esteve imperial a todos os níveis na defesa, corte, leitura e antecipação (aliás, esta época tem sido um dos melhores centrais na Liga). Num 2º plano, Carrillo foi a melhor unidade dos leões no 1º tempo, criou vários desequilíbrios e ajudou sempre o lateral no processo defensivo, mas desapareceu na 2ª parte, Slimani teve o mérito de voltar a ser decisivo, contudo no 1º tempo falhou duas excelentes oportunidades, enquanto que Magrão (que às vezes até parecia pedir uma cadeira) apesar da falta de intensidade demonstrou sempre qualidade com bola. Pela negativa, nota para Patrício (erro demasiado grave no golo do Braga), André Martins (continua sem acrescentar o suficiente ao meio campo leonino, seja a 8 ou 10), e Carlos Mané (teve o mérito de ganhar o penalti e de se dar sempre ao jogo, mas praticamente tudo o que fez, fez mal. Muito trapalhão nas suas acções, sem grande critério no passe e na decisão, esteve longe de ser uma mais-valia).

Sp. Braga - Décima derrota dos minhotos na Liga e a sensação de que Jorge Paixão, que se estreou no comando técnico dos bracarenses, vai ter muito trabalho pela frente. Os gverreiros estão cada vez mais longe do acesso às competições europeias (vão defrontar o Nacional, adversário directo nestas contas, na próxima jornada), e terão de fazer muito melhor para alcançar esse objectivo. A equipa de Paixão teve pouca produtividade em termos ofensivos (raramente criaram problemas a Patrício) e defensivamente voltou a revelar desconcentração (falhas graves na saída de bola) e muitas falhas (erros de abordagem, sobretudo nos centrais). O novo treinador demonstrou atrevimento em lançar muitos elementos de vocação atacante e, caso não tivesse algum azar = Sasso (os lesões marcaram numa fase em que pouco criavam), até poderia ter levado pontos de Alvalade, mas foi tudo muito curto. À excepção de 5 minutos na 1ª parte, onde o Braga jogou no meio campo leonino e dos últimos 5 onde apostou no "chuveirinho", o Braga pouco fez. Individualmente, Aderlan foi decisivo em alguns lances, mas pecou em certas abordagens (sobretudo sobre Slimani), Mauro esteve bem na 1.ª parte, Alan – quanto teve bola – desequilibrou no meio, enquanto que Rafa, sem fazer um grande jogo, foi protagonista de algumas jogadas interessantes na 1.ª parte, no entanto na 2ª parte foi "engolido". Rusescu não teve a melhor exibição (procurou dar apoios mas esteve infeliz), sendo que Pardo foi um dos melhores, deu sempre muito trabalho a Jefferson. Sasso (fez penálti logo nos primeiros minutos em campo) e Luiz Carlos (apesar de um bom remate) entraram mal em campo, enquanto que os laterais Dabo e Baiano demonstraram mais uma vez que estão longe do nível que o Braga nos habituou.

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