Craques do Futuro III: Oliver (2º)

Como para tudo, é essencial definir critérios. Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 1994. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro. Mesmo considerando que são seniores de 1º ano ou ainda júniores, já é possível mencionar elementos que nesta fase apresentam algumas destas características.

A Espanha tem, na nova geração, mais uma série de grande jogadores para juntar ao infindável leque de opções que já possui. A meio campo, Oliver Torres é, claramente, a grande esperança para o futuro. O jovem de 19 anos tem tudo aquilo de que um médio de topo necessita: muita técnica, uma qualidade de passe soberba, uma visão de jogo impressionante e, acima de tudo, uma inteligência fenomenal na leitura de jogo. Apesar de ser muito frágil fisicamente, tem um timing no passe que lhe permite, na maior parte das vezes, evitar o contacto com os adversários. Comparado com Iniesta, joga essencialmente como médio ofensivo (embora nos colchoneros seja igualmente utilizado como extremo ou até segundo avançado). Tem sido uma das grandes figuras das camadas jovens da "La Roja" (com 18 anos já jogava nos sub-21 e aos 17 venceu um Europeu sub-19), embora no Atlético ainda tenha estatuto de suplente. A explicação poderá passar pelo facto de o conjunto de Simeone ter um estilo sobretudo de "combate", o que prejudica as características de Oliver. Aliás, se estivesse noutro clube espanhol (Barcelona ou até Real Madrid) muito provavelmente já estaria noutro patamar. Esperemos que esta questão não atrase a sua afirmação, já que tem tudo para ser um dos melhores jogadores do Mundo nos próximos anos (em termos de talento puro é de longe o melhor entre aqueles que nasceram em 1994).

PS - Javier Manquillo, lateral direito, também do Atlético, é outra das grandes promessas do futebol espanhol. Aliás, a Espanha, que juntamente com a Alemanha e França, continua a "criar" talentos, tem o futuro mais que garantido. Deulofeu e Vadillo, são outros elementos de 1994 que prometem, mas há vários jogadores de 95 e 96 (como Adama Traoré), que a curto prazo vão "aparecer" ao mais alto nível.

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