Deixou de haver um fosso?

Num campeonato rotulado de bipolar devido à diferença de Barça e Real para as restantes equipas, Simeone e os seus pupilos, com muita qualidade e trabalho têm conseguido esta época diminuir esse fosso, e contrariar a ideia que em Espanha há dois campeonatos internos.

O Atlético de Madrid, normalmente dotado de grandes jogadores de ataque nas últimas épocas, como Forlán, Falcao, Simão, Aguero ou Fernando Torres, pecava pela falta de equilíbrio, qualidade na defesa e principalmente ao nível da maturidade e competitividade. A própria filosofia da equipa e política de contratações assentava num desequilíbrio completo. Mas com a chegada de Simeone tudo mudou, a mentalidade é outra, os colchoneros criaram uma base e um espírito agressivo/pragmático/vencedor que lhes tem permitido intrometer-se entre os candidatos ao título e até superar a saída de elementos importantes como Falcao. Só o tempo dirá se é para durar, mas nesta fase é garantido que poucas equipas, mesmo na Liga dos Campeões, querem defrontar este Atlético, conjunto que apresenta um dos melhores guarda-redes da Europa (Courtois), um dos avançados em melhor momento (Diego Costa), um médio/extremo de uma qualidade muito acima da média (Arda Turan), jovens com muito futuro (José Giménez, Torres e Koke), uma dupla de centrais coesa (Miranda-Godin), a experiência de Villa ou Gabi, e a capacidade de elementos como Mario Suarez, Adrian, Juanfran, Filipe Luís ou Alderweireld.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Tiago Martins

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