Sevilla vende Jesús Navas ao City por 21 milhões e compra Beto ao Braga por 1 milhão (FC Porto recebe 50%)

Jesús Navas é o 1º reforço do City para 2013-14. O vice-campeão inglês desembolsou 21 milhões de euros (pode aumentar em 5 caso sejam cumpridas algumas variáveis) para conseguir a aquisição do extremo do Sevilha. Com o encaixe realizado, o clube Andaluz accionou o direito de opção por Beto (acordado em Janeiro quando o Braga emprestou o guardião ao emblema espanhol) e garantiu a continuidade do internacional português por 1 milhão de euros (500 mil euros para os minhotos e 500 mil para o FC Porto que detinha 50% do passe). VM - Quanto a Beto, acabou por ser um bom negócio para as 3 partes: jogador (titular numa das melhores Ligas do Mundo), Braga (não fazia parte dos planos e o encaixe é importante) e FC Porto (deu resultado o negócio com os minhotos realizado há um ano). Não deixando de ter sido peculiar esta época do guardião: a 1ª metade no Braga foi para esquecer mas em Espanha destacou-se e assumiu logo a titularidade relegando o experiente Palop (que na próxima época irá representar o Leverkusen) para o banco, algo pouco comum, já que na história foram muito poucos os guarda-redes portugueses titulares indiscutíveis nas 5 principais Ligas Europeias; No que diz respeito a Navas, é uma excelente aquisição para o City. Faltava claramente um extremo mais vertical (Silva e Nasri são elementos que potenciam melhor o seu futebol numa zona interior) ao elenco dos Citizes, e o espanhol pode oferecer a técnica e velocidade que Sinclair (contratado há um ano para essa função) não acrescentou. Já os valores do negócio é que são na nossa opinião algo exagerados. Navas não produziu este ano o suficiente para valer 25 milhões e aos 27 anos (faz 28 em Novembro) já não é propriamente uma promessa. Mas com um defeso já tão inflacionado (James e Moutinho também foram transferidos muito acima do que valem), não será surpreendente se assistirmos a muitas loucuras neste Verão. Por último, uma palavra para o Sevilha, que perde o jogador mais titulado da sua história mas que já nos habituou a canalizar bem este tipo de encaixes (vamos ver se o defeso Andaluz não irá ter o mercado português como alvo preferencial). Como se explica o pouco impacto dos guarda-redes portugueses nas principais ligas europeias? Beto é uma excepção. Além de termos tido poucos os que tiveram oportunidade: Eduardo (Génova), Baía (Barcelona) desiludiram. E quanto a Navas, a sua presença faz do City o principal candidato à Premier League em 2013-14 (os Citizens já tinham o plantel mais forte e com o espanhol reforçam ainda mais essa posição)?

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