Argentina-Primera División: Viveiro de talentos à espera de serem “pescados” pelos emblemas portugueses

Cada vez mais inflacionado e de difícil acesso ao mercado nacional, o campeonato argentino não peca em talento ou potencial. As escolas de futebol argentino continuam, ano após ano, a fornecer jovens de grande qualidade que em muito satisfariam vários adeptos espalhados pelo país. Assim, estes são 10 jovens sub-23 a jogar na Argentina que poderão – e deverão – interessar aos clubes portugueses:

Ricardo Centurión: Extremo esquerdo do Racing, 21 anos. Foi dado como certo no Anzhi mas a transferência caiu. Já apontado a Benfica e Porto, Ricky Centurión é um extremo espectacular na pista de Di Maria. Rápido, ágil, excelente capacidade de finta, criativo e imprevisível.
Leandro Paredes: Médio Ofensivo do Boca, 18 anos. Apontado como o sucessor de Riquelme é assim fácil entender o que poderá valer Leandro Paredes: estreou-se pelo Boca ainda com 16 anos e foi uma das figuras do Boca no Torneio Inicial de 2012. É, talvez, a maior promessa a jogar na Argentina.
Esteban Andrada: Guarda Redes do Lanús, 22 anos. Numa posição difícil (é suplente de outro enorme guarda redes), Andrada foi o guarda redes da selecção argentina no mundial de sub-20 na Colômbia e foi ainda considerado o melhor guarda redes do Sudamericano Sub 20 em 2011, tendo já sido chamado por Sabella à selecção principal. Alto, imponente no jogo aéreo, Andrada é ainda dificilmente batido entre os postes.
Agustin Allione: Extremo Direito do Vélez, 18 anos. A dar os seus primeiros passos como sénior e membro da equipa principal do Vélez, Allione é, tal como Centurión, um extremo espectacular. Allione é, no entanto, um extremo mais clássico. Mais do “ir à linha e cruzar”; Mais vertical. Tem na sua rapidez, agilidade, capacidade técnica e cruzamento as suas mais valias.
Manuel Lanzini: Médio Ofensivo do River, 20 anos. La Joia é como que a resposta dos milionarios a Paredes, se assim as coisas funcionassem. Emprestado ao Fluminense durante a estadia do River na segunda divisão, Lanzini tem, assim, já um outro calo. É rápido, criativo, imprevisível, boa visão de jogo e capacidade de passe e, aos 20 anos, o motor do River. Aos 20 anos é dono do golo mais rápido da história no super clássico. Padece de alguma capacidade física.
Angel Correa: Médio Ofensivo do San Lorenzo, 18 anos. Correa tem tudo para ser o que Romagnoli prometeu e acabou por não ser. Tal como Pipi, compensa uma (significativa) falta de poder físico com capacidade técnica e, ainda com 17 anos, começou a ser ligado a clubes como o Catania. Canhoto, é rápido, criativo e imprevisível; não só cria jogadas para a equipa como finaliza bem.
Gabriel Graciani: Extremo Direito do Colón, 20 anos. Extremo completo e equilibrado. Não é um poço de técnica como outros, mas junta-lhe uma maior, e mais preponderante, complexidade física. É mais forte. Dribla, cruza e finaliza bem (remate forte). Boa capacidade de passe.
Guido Pizarro: Box to Box do Lanús, 23 anos. Alto e elegante no transporte de bola, Pizarro podia perfeitamente ter nascido na Bélgica (Witsel, Fellaini). É um dos pilares do Lanús e é um prazer vê-lo pegar na bola e distribuir jogo. Tudo o que faz, parece fazer bem.
Lucas Villafáñez: Médio Ofensivo do Independiente, 21 anos. Apesar de ainda não se ter afirmado no Independiente, Luquitas já foi mostrando a espaços aquilo que vale. Polivalente, tanto pode jogar como segundo avançado ou extremo direito, não sendo propriamente um organizador de jogo. Forte tecnicamente, rápido e bom finalizador.
Bruno Zuculini: Trinco do Racing, 20 anos. Irmão mais novo de Franco Zuculini (Saragoça) tem o potencial para ser, no mínimo, o dobro do jogador que é o seu irmão, estreando-se aos 17 anos, idade em que também jogou o Sudamericano Sub-20 em 2011, pela Argentina. Aos 20 anos é uma das figuras do Racing, é agressivo, incansável, rápido e com um bom sentido posicional. Tudo o que um trinco deve ser.
Lucas Orbán: Lateral esquerdo do Tigre, 24 anos. Uma espécie de batota; menção honrosa. Orbán é um caso de “desenvolvimento tardio”. Não foi suficiente bom para se afirmar no River mas desde 2011 no Tigre que se desenvolveu como um lateral muito interessante. Lateral forte, é alto e tem a vantagem de ter dupla nacionalidade espanhola, sendo bastante competente quer a defender (onde, ainda assim, é melhor), quer a atacar.

Nota: O Vélez Sarsfield, vencedor do Abertura 2012, apresenta nesta altura a, provável, melhor equipa da sua história. Praticamente todo o onze deverá interessar a meio mundo e seria injusto encher a lista só com jogadores do Vélez. Isto significa também que muitos deles serão caros, daí a preocupação com uma lista mais… alternativa. Facilmente falaríamos em homens como Peruzzi, Cerro, Tobio, Ferreyra, Romero, Bella ou Brian Ferreira mas, esses, em teoria, todos conhecem. 

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): João Pedro Cordeiro

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