O Sporting precisa de um Marco Aurélio

Desafio aos leitores: Indique um jogador que o Sporting tenha contratado a uma equipa portuguesa rotulada como "pequena" que se tenha afirmado em Alvalade (reduza o leque de escolhas aos últimos 20 anos)!

A situação financeira dos leões a juntar à ausência nas competições europeias (diminui o poder de atracção) vai impreterivelmente obrigar o Sporting a virar-se para o mercado interno. Política que sustentou o titulado FC Porto (até 2004 a base das equipas dos dragões era essencialmente fruto de contratações no mercado português) e tem servido e de que maneira a vincar a posição do Braga no contexto do futebol nacional. Até aqui tudo bem, e o campeonato tem alguns jogadores (Carlos Eduardo, Ghilas, entre outros) que na teoria podem acrescentar qualidade a um "grande". O problema são os anti-corpos que em Alvalade parecem condicionar este tipo de aquisições. Por culpa dos adeptos (por norma olham sempre com alguma desconfiança para este tipo de reforços e antes mesmo de começaram a jogar já os estão a condenar, veja-se o caso de Joãozinho), pela pressão inerente a jogar no Sporting (a camisola deixa de pesar 3 kg e passa a pesar 30, o que faz com o que os jogadores não rendam 1/3), e enquadramento (é mais fácil integrar-se numa estrutura sólida e num grupo coeso, capaz de proteger jogadores e facilitar a adaptação, o que não tem acontecido), nas últimas décadas praticamente nenhum reforço adquirido a uma equipa rotulada de pequena em Portugal se conseguiu impor em Alvalade. Mesmo elementos recentes contratados ao Braga como Wender e João Alves, rapidamente ganharam o estatuto de flop. A verdade é que desde 1994 (quase há 20 anos), quando o Sporting contratou Marco Aurélio ao União da Madeira e Sá Pinto ao Salgueiros, que praticamente nenhum jogador (houve algumas excepções, mas longe de se imporem como: Douala - fez uma boa época, mas rapidamente apagou-se; e Tonel - mas nunca foi de Top) contratado internamente se afirmou (não é justo considerar jogadores do Braga, Boavista ou Guimarães da década de 90). Será 2013 um ponto de viragem neste capítulo?

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