Quando Theo Walcott surgiu, ainda bastante novo, muitas foram as esperanças nele depositadas pelo Arsenal. Os "Gunners" reeditaram essa aposta alguns anos mais tarde, num jogador com um percurso e um estilo de jogo semelhantes:
Alex Oxlade-Chamberlain, contratado ao Southampton (da segunda liga) por 17 milhões de euros!
É impossível não comparar "The Ox" a Walcott, senão vejamos. Brilharam ambos no Southampton de forma precoce, têm na velocidade e na espontaneidade as suas principais características, chegaram à titularidade (não de forma indiscutível) na selecção muito cedo - Oxlade-Chamberlain começou o Euro 2012 no 11 inicial de Roy Hodgson -, e farão parte do futuro do Arsenal. Apesar das comparações, o jogador de 19 anos tem na polivalência uma arma que o distingue: joga a 8/10 (é mais forte fisicamente que o compatriota) e claro nas alas, oferecendo dinâmica e capacidade de desequilibrar. A questão em relação ao jovem inglês passa por saber se, ao contrário de nomes como Lennon, Wright-Phillips, Sinclair, entre outros, que também se destacaram muito novos mas depois se eclipsaram, consegue dar o salto para um nível de regularidade que lhe permita afirmar-se e ser uma figura a nível internacional. De resto, tem tudo para se afirmar e ser uma das estrelas do futebol inglês. Lampard, Gerrard, Parker, Carrick e Barry são médios a entrar na casa dos 30 e, face à concorrência nos corredores, Oxlade-Chamberlain poderá ganhar o seu espaço em terrenos mais centrais (tal como Cleverley e Wilshere, que poderão compôr o meio campo da selecção britânica após o Mundial 2014). Será que atingir o topo tão cedo não prejudica estes jogadores? Por exemplo, Walcott apenas nesta temporada está com números de um craque. Como se explicam estes investimentos brutais por parte dos emblemas da Premier League em jovens do Championship (temos o caso de Zaha, contratado pelo Man United)? A sua polivalência poderá tornar Oxlade-Chamberlain numa figura da selecção inglesa a curto prazo?
PS - Já falámos de Sterling, mas destacamos igualmente Nathan Redmond, do Birmingham, e Jordon Ibe, do Liverpool. Ross Barkley, médio do Everton, tem tudo para brilhar no panorama inglês, já que para além das características habituais dos centrocampistas britânicos, junta ainda uma qualidade técnica fora do comum (Josh McEachran do Chelsea é outro jovem promissor). Temos ainda Eric Dier do Sporting. Em suma, talento não falta, e se juntarmos isto à habitual política dos clubes em apostar em britânicos (daí as exorbitâncias que custaram jogadores como Bent, Henderson, Carroll, etc), oportunidades também não devem faltar.
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