
Com inúmeros títulos conquistados e sendo a segunda maior equipa a nível de seguidores - apenas suplantado pelo Flamengo - o "Timão" como é carinhosamente tratado pelos seus adeptos atravessa uma fase algo conturbada na sua história mais recente.
A eliminação da Taça Libertadores logo na primeira ronda frente ao modesto Tolima da Colômbia foi um rude golpe para a equipa do estado de São Paulo e pode ser um mau prenúncio para a próxima temporada. A juntar à fraca prestação na maior prova da América Latina, os problemas surgiram em cadeia. A chegada de Liedson ao seu clube do "coração" gerou uma grande alegria entre os adeptos e equipa técnica, ainda para mais quando o "Levezinho" já leva 4 golos desde que regressou ao país Natal. Contudo, à contratação do luso-brasileiro somou-se a saída de Roberto Carlos. O antigo lateral-esquerdo do Real Madrid e um dos melhores jogadores de sempre na sua posição assinou pelo modesto Anzhi. A equipa russa assegurou a contratação do antigo internacional brasileiro que aos 37 anos terá certamente a sua última aventura como jogador profissional, isto depois do brasileiro ter sido alvo de ameaças por parte dos adeptos do clube, aceitando assim a proposta para rumar ao leste da Europa. Mas de uma só vez o Corinthians viu-se privado de mais uma estrela: Ronaldo, o verdadeiro e genuíno, conhecido como "Fenómeno" decidiu colocar um ponto final numa carreira marcada pela glória e inúmeras lesões. Dois internacionais brasileiros e estrelas da equipa, que apesar da sua veterania, acrescentavam experiência e qualidades inquestionáveis ao conjunto brasileiro.
Sendo um dos maiores clubes da actualidade no futebol brasileiro, o Corinthians aparenta estar numa remodelação profunda, com opções estranhas à mistura. A juntar à saída de Roberto Carlos e ao abandono de Ronaldo, para sair do Pacaembu está também Jucilei. O médio brasileiro associado ao Benfica estará perto de seguir o seu antigo colega de equipa e rumar à russa por uma verba a rondar os 10 milhões de €, aceitando um desafio pouco aliciante mas com muitos rublos à mistura. O desaparecimento de Bruno César é também um mistério. O jovem brasileiro de 22 anos comparado a Tévez pelo seu estilo de jogo e já destacado pelo VM passou de titular absoluto a 4ª opção, sendo raramente chamado a jogo. Estranho, se tivermos em conta a qualidade do jogador e a sua margem de progressão.
Com condições para ser uma potência do futebol sul-americano, sobretudo a nível económico e da massa adepto, o "Timão" está em remodelação na esperança de retomar o caminho dos títulos. É de estranhar que o faça sem os melhores jogadores, ou pelo menos, alguns deles.
Estará Bruno César a caminho de Portugal na próxima época? É o "Timão" o maior clube brasileiro da actualidade? O que poderá alcançar o Corinthians esta temporada?
A.Mesquita