Portugal sem portugueses e com aposta zero na formação!

No dia em que foi divulgado o estudo do Observatório dos Jogadores Profissionais de Futebol (OJPF). Onde em outras coisas, constatou-se o óbvio ou seja, Portugal é a 3ª Liga Europeia com mais estrangeiros (cerca de 58,4%), os clubes portugueses são os que menos apostam na formação, apenas 6,4 por cento dos jogadores dos emblemas lusos alinharam nos respectivos clubes pelo menos três anos, entre os 15 e os 21 anos, sendo que a média europeia é de 23,3%. O nosso País é igualmente o segundo lugar no que se refere a volume de contratações, com 13,3 novidades por cada clube da Liga, em média, apenas atrás do que acontece em Chipre. Parece-nos oportuno voltar referir o projecto que o Visão de Mercado elaborou para o futebol português e destacou no último mês de Setembro.

Soluções?

O Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela Liga de Clubes, como forma a reduzir esta invasão de jogadores extracomunitários. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
- O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
- Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 4 jogadores nacionais de inicio, como forma a que joguem pelo menos 64 portugueses no fim-de-semana desportivo. Esta medida, obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo.
- Limitar as transferencias de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.
- Quanto à limitação de jogadores extracomunitários, consideramos essa medida um pouco xenófoba, preferindo a obrigatoriedade de utilizar jogadores nacionais, em vez de restringir a entrada de extracomunitários.

Em relação à II Liga, seria também razoável implementar a obrigatoriedade de inscrever mais jogadores portugueses (pelo menos 14 jogadores em 27, 5 jogadores da formação e 5 jogadores no onze inicial). Quanto aos escalões de formação, seria importante obrigar os clubes a utilizar pelo menos 8 jogadores nacionais no onze inicial, como forma de fomentar a formação de jogadores portugueses.

PS - Caso os 4 principais clubes nacionais utilizassem regularmente pelo menos 4 jogadores nacionais de inicio, formariam uma boa base de apoio para a selecção nacional, pois seriam 16 jogadores em competição acesa, quer na Liga Nacional, quer nas Competições Europeias. Quem ficava a ganhar era a selecção nacional!

Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga,  indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? 

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