Rumo à Bola de Ouro'2016

Desde que Ronaldo e Messi se erigiram como os melhores da sua geração, dividindo entre si a maioria dos galardões individuais, a “rivalidade” entre ambos transfigurou a forma como futebolistas, adeptos e o universo do futebol em geral encaram a Bola de Ouro. Nesse sentido, o Visão de Mercado irá mensalmente (com 2 top's extra no meio e final do Ano, com pontuações a dobrar) indicar num ranking aqueles que mais fizeram para conseguir o prémio de melhor jogador do Mundo de 2016 com critérios bem ponderados, ilustrando uma espécie de corrida entre as várias estrelas do futebol mundial. A ideia passa por atribuir uma pontuação aos jogadores que mais se destacaram nesse mês para que no final deste ano civil seja possível, de uma maneira justa, eleger aqueles que foram verdadeiramente os melhores.

Neste mês foram apenas considerados os jogos do Euro'2016, ou seja o País de Gales-Bélgica 3-1), Alemanha-Itália (1-1), França-Islândia (5-2), relativos aos quartos-de-final, o Portugal-País de Gales (2-0) e Alemanha-França (0-2) das meias-finais e a final entre Portugal e a França (1-0). E tendo em conta a maneira como o individual contribuiu para o sucesso coletivo, este é o "Rumo à Bola de Ouro'2016" de Julho:

1.º Antoine Griezmann (França) - Eleito o melhor jogador do Europeu, o francês esteve em particular destaque na fase final da competição. Apesar de não ter feito a diferença na final, marcou um dos golos da prova frente à Islândia (jogo em que fez duas assistências) e bisou frente à Alemanha, decidindo, quase sozinho, um jogo em que os germânicos foram superiores.
2.º Rui Patrício (Portugal) - Dois jogos, duas vitórias e zero golos sofridos. O guardião luso esteve em destaque em Julho, defendendo os mísseis de Bale na meia-final, mas principalmente parando tudo no jogo decisivo, frente à França.
3.º Nani (Portugal) - O melhor jogador ofensivo de Portugal neste Europeu. Marcou frente ao País de Gales e fez uma excelente exibição na final, tanto pela capacidade de sacrifício, como pela inteligência das movimentações, ofensivas e defensivas.
4.º Pepe (Portugal) - Só jogou a final, já que perdeu a semi-final por lesão, mas fez mais um grande jogo, tendo mesmo sido coroado melhor em campo para os votantes da UEFA.
5.º Aaron Ramsey (País de Gales) - Falhou o jogo contra Portugal a contas com uma suspensão (talvez com ele em campo, a história pudesse ter sido outra), mas brilhou na vitória frente à Bélgica, onde fez duas assistências.
6.º Cristiano Ronaldo (Portugal) - Esteve pouco tempo em campo na final, depois de uma entrada dura de Payet, mas apareceu nas meias, onde esteve nos dois golos e mostrou mais uma vez a sua capacidade de impulsão descomunal.
7.º Gareth Bale (País de Gales) - Não fez qualquer golo, mas foi o único a remar contra a maré frente a Portugal, onde não se coibiu, por ações a solo, de testar Rui Patrício. Também no jogo com a Bélgica brilhou, dando sempre imenso trabalho à defesa dos Diabos Vermelhos.
8.º Raphaël Guerreiro (Portugal) - Talvez a surpresa do Euro. Fez uma assistência frente a Gales, onde tirou um cruzamento perfeito para a cabeça de Ronaldo e na final só não fez mesmo o gosto ao pé, porque a trave o impediu. Ofereceu sempre imensa profundidade, mas destacou-se pela criatividade que apresentou no último terço, onde, ao contrário de Cédric, nem sempre apostou no cruzamento, preferindo outras opções mais objetivas.
9.º Moussa Sissoko (França) - Tal como Bale, não fez qualquer golo ou assistência, mas a sua polivalência (a jogar à direita, mas sempre pronto a colaborar no centro do terreno em tarefas defensivas), foi muito importante. No entanto, deu mais nas vistas pelos constantes comboios que fazia, já que com a sua potência, velocidade e capacidade física, foi um terror para as defensivas contrárias (contra Portugal, foi o único com nota positiva da seleção gaulesa).
10.º Olivier Giroud (França) - Dois golos e uma assistência frente à Islândia, num jogo que esteve praticamente perfeito. Contra a Alemanha foi importante para ganhar alguns duelos aos centrais contrários, mas contra Portugal foi presa fácil para Pepe e Fonte.
11.º Hugo Lloris (França) - Sofreu dois golos frente à Islândia e um contra Portugal, mas no jogo com a Alemanha fartou-se de brilhar, com defesas absolutamente geniais.
12.º Ashley Williams (País de Gales) - O patrão da defesa do País de Gales. Marcou o golo do empate frente à Bélgica, golo esse que marcou o início da remontada dos dragões.
13.º Blaise Matuidi (França) - Foi importante frente à Islândia, onde assistiu, e contra a Alemanha esteve em destaque, mas faltou ter uma maior preponderância na final, onde raramente conseguiu romper as linhas médias da nossa seleção.
14.º Toni Kroos (Alemanha) - O melhor jogador germânico na competição. Fez dois jogos ao seu ritmo, frente a Itália e França, sempre a pautar o jogo com qualidade, mas acabou por ficar pelas meias-finais.
15.º Dimitri Payet (França) - A sua participação ficou um pouco manchada pelo incidente com Ronaldo, mas não se pode ignorar que foi um dos melhores elementos da competição. Nos três jogos que fez em Julho marcou frente à Islândia e ainda somou uma assistência nesse jogo.


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