Portugal nos quartos-de-final apesar do festival de golos falhados; Paciência voltou a marcar, Tobias Figueiredo também facturou

Honduras 1-2 Portugal (Elis 1'; Tobias Figueiredo 21' e Paciência 36')

Não foi brilhante, mas Portugal voltou a vencer nos Jogos Olímpicos e já garantiu o apuramento para os quartos-de-final. A selecção nacional começou a perder, mas conseguiu dar a volta ao marcador sem forçar muito (podia mesmo ter construído um resultado mais expressivo) face a uma equipa hondurenha sem muitos argumentos. Ainda assim, Portugal teve mais dificuldades defensivas do que o esperado e o resultado nunca esteve garantido. Paciência marcou novamente e vai-se assumindo como a principal figura do conjunto de Rui Jorge, que não terá Tobias e Sérgio Oliveira para a terceira jornada (viram o segundo amarelo).

O jogo começou mal para Portugal. Uma jogada rápida da Honduras resultou no primeiro golo do encontro, com Elis a antecipar-se a Esgaio aos 30 segundos. A selecção nacional não tardou a reagir e rapidamente impôs o seu futebol, chegando ao empate à passagem dos 20 minutos. Na sequência de um canto curto, Sérgio Oliveira cruzou e Tobias cabeceou sem hipóteses. Após várias oportunidades desperdiçadas (Agra falhou isolado), Gonçalo Paciência consumou a reviravolta depois de um ressalto num defesa hondurenho. No segundo tempo, Portugal manteve a superioridade no encontro, mas sem nunca ter o domínio total. A velocidade dos adversários trouxe alguns calafrios, sendo certo que as melhores oportunidades pertenceram aos lusos. Até final, o resultado não se alterou e Portugal conseguiu a passagem à fase a eliminar. 

Destaques:

Portugal -
As falhas na finalização, muitas por egoísmo, impediram outro resultado, mas a exibição esteve longe de ser fantástica. Mesmo frente a um adversário frágil, Portugal voltou a ter dificuldades na transição defensiva, dando sempre muito espaço no corredor central. Com bola, Podstawski foi um dos mais esclarecidos da selecção nacional, procurando o passe vertical sempre que possível. A construção da equipa portuguesa foi pouco paciente e os médios tentaram frequentemente procurar a profundidade dada pelos dois avançados, certamente por opção estratégica (a linha defensiva das Honduras revelou total descoordenação). Sérgio Oliveira e André Martins apareceram a espaços com qualidade, mas de forma pouco consistente para o que se exigia frente a uma equipa que defende tão mal. Bruno Fernandes esteve em destaque, apesar de ter revelado algum individualismo, procurando demasiadas vezes o remate. Aliás, esta postura foi quase constante no ataque português, impedindo o avolumar do marcador. No sector defensivo, os laterais tiveram alguns problemas com a velocidade do ataque das Honduras (Esgaio foi batido no golo) e revelaram pouca astúcia no plano ofensivo (Fonseca esteve mais contido). Já Tobias, apesar do golo, voltou a abusar da agressividade. 

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