Pizzi garante mais um troféu (golo e assistência magistral); Sp. Braga teve as melhores oportunidades mas foi o Benfica a levantar a Supertaça; Águias (que impressionaram nos primeiros 20 minutos) fartaram-se de acumular erros na defesa; Cervi marcou na estreia, Jonas sentenciou; Rafa esteve no melhor e no pior

Benfica 3-0 Sp. Braga (Cervi 10' e Jonas 75', Pizzi 90+3)

Deu Benfica no 1.º jogo oficial em Portugal na época 2016-17. Num jogo intenso, frenético, que teve vários momentos distintos, as águias derrotaram o Sp. Braga e conquistaram a Supertaça pela 6.º vez. Cervi (um golaço) marcou na estreia pelo campeão nacional, mas foi Pizzi com uma assistência e um golaço a sentenciar a partida. O conjunto de Rui Vitória (que somou o 3.º título em 2016) impressionou na fase inicial do jogo mas os gverreiros vão ficar a lamentar o desperdício, com Rafa a ter várias oportunidades para empatar a partida, uma delas de baliza aberta. 

Em relação ao jogo, o Benfica entrou a todo o gás, explorando muito bem os flancos e remetendo o Sp. Braga para a sua grande área. Aos 10 minutos, Grimaldo correu pelo lado esquerdo, entregou a Cervi e o argentino, após fazer "gato sapato" de Baiano e Boly, introduziu a bola no fundo da baliza, inaugurando o marcador e estreando-se a marcar com a camisola encarnada. Os encarnados continuavam a canalizar jogo por aquela faixa, mas foi Nélson Semedo, que também dava muita profundidade, a estar perto do 2-0 ao atirar ao poste beneficiando de um desvio em André Pinto. Pouco depois, Cervi voltou a fazer das suas e, após tirar um excelente cruzamento. viu o central do Braga negar o golo a Jonas. De seguida, o argentino teve nos pés a possibilidade de bisar, mas atirou muito por cima. A meio da 1ª parte o conjunto de José Peseiro começou a equilibrar com algumas trocas posicionais, sendo que foi Pedro Santos a unidade mais ameaçadora para a formação lisboeta. Após testar a atenção de Júlio César de fora da área, o extremo serviu Rafa, que não acertou na bola quando se encontrava em excelente posição. O Sp. Braga continuava a subir de produção e, num cruzamento da esquerda, o guardião das águias sacudiu para a frente, mas Rafa, novamente em óptima posição, perdeu-se em dribles. Por fim, Goiano, que esteve bastante activo, tentou a sua sorte num remate expontâneo de primeira, mas Júlio César afastou com competência. Na 2ª parte, a toda manteve-se numa fase inicial, mas depois só deu Sp. Braga. Os bracarenses, aproveitando alguma incapacidade dos encarnados na gestão da posse de bola e alguns problemas na transição defensiva, somaram várias oportunidades, mas não conseguiram ser eficazes. Rafa, que desequilibrou muito no 2º tempo, foi o expoente máximo desse desperdício, não conseguindo finalizar com sucesso uma ocasião na cara de Júlio César depois de driblar Luisão e, pouco depois, desperdiçando de baliza aberta, após passar pelo guardião brasileiro, numa reposição de bola de Marafona. Com tanto desperdício, aproveitou o Benfica, que à primeira oportunidade não vacilou. Pizzi, com mestria, serviu Jonas, que fez o 2º das águias. A turma de José Peseiro manteve-se ligada à partida ainda assim, sendo que Vukcevic e Mauro, de meia distância, também não foram felizes. Até final, Hassan tentou um golo de bandeira, mas o chapéu a Júlio César saiu pouco por cima, sendo que o melhor momento do jogo estava para vir. Marafona negou o golo a Jiménez, só que, na recarga, Pizzi, com muita categoria, fez um chapéu sublime e fechou o marcador em 3-0.

Benfica - Jogo com várias faces e mais uma vez resolvido pela qualidade individual. As águias tiveram uma entrada dominadora, com um futebol rápido, a encurtar o campo e até a sufocar o Braga, mas com o decorrer dos minutos foram relevando uma fragilidade defensiva (também na transição) que podia ter ditado outro resultado não fosse o desperdício do rival. Júlio César foi muitas vezes chamado a intervir mas nem sempre demonstrou segurança, Semedo entrou com tudo mas caiu muito na 2.ª parte, Grimaldo impressionou a atacar mas foram do seu flanco muitos dos lances de perigo do Sp. Braga (Baiano ultrapassou-o demasiadas vezes), enquanto que os centrais, Lindelof e Luisão, demonstraram que ainda estão longe do ritmo competitivo ideal. Fejsa no meio campo denotou dificuldades na transição defensiva como não se tinha visto na pré-época e Mitroglou na frente pouco se viu. Pela positiva, a dinâmica oferecida por Horta, a excelente 1.ª parte de Cervi, que sentou Carrillo e Salvio, a finalização de Jonas, que na oportunidade que teve não perdoou e principalmente Pizzi que sentenciou a partida com uma assistência magistral e um golo estupendo.

Sp. Braga - Os bracarenses entraram mal, muito encolhidos no seu meio-campo e sem surpresa começaram em desvantagem. No entanto, as alterações posicionais de Peseiro a meio da primeira parte tornaram a equipa mais coesa, fechando os flancos aos laterais encarnados, e os gverreiros foram inclusive superiores no 2.º tempo, mas os erros na finalização impediram outro resultado. Individualmente, André Pinto foi a melhor unidade do sector defensivo (Boly esteve desastrado), sendo que Goiano (melhor que Baiano) subiu sempre com critério. Por outro lado, Mauro foi subindo de produção, tal como Tiba, enquanto que Vukcevic passou ao lado do jogo. Na frente, Pedro Santos foi o melhor da 1ª parte, Rafa da 2ª, tendo desequilibrado bastante, mas pecado na finalização (falhou inclusive um jogo de baliza aberta). Por fim, Wilson Eduardo agitou, mas decidiu quase sempre mal, Stojiljkovic foi uma nulidade e Hassan não teve chances para brilhar.

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