4 bons reforços para o FC Porto

Numa fase já adiantada do mercado de transferências (falta menos de um mês para o seu término), nem todas as equipas podem estar felizes com o seu desempenho até ao momento. No caso do FC Porto, e após confirmadas as contratações de Felipe, Alex Telles, Layún e João Carlos Teixeira (elementos para o conjunto principal), conclui-se que ainda há ajustes a realizar, o quanto antes, quer para iniciar o campeonato a bom nível, quer para alcançar o primeiro grande objetivo da temporada: atingir a fase de grupos da Liga dos Campeões. Assim, o VM indica 4 jogadores que encaixariam na perfeição nas posições deficitárias dos “dragões”: defesa-central, médio , extremo e avançado.

Central: Marios Oikonomou (Bologna): Os dragões estão no mercado por um ou dois centrais, e tem definido como alvos jogadores altos, que se destacam pela capacidade física. No entanto, até pelas características da nossa Liga, faz essencialmente falta um elemento que se destaque no momento com bola. E o grego destaca-se pela sua elegância em campo, juntando uma boa capacidade técnica e de saída de bola à altura (1,89m) e correcta leitura e abordagem dos lances. Aos 23 anos, esteve a um excelente nível na época passada no período entre Dezembro e Fevereiro (“limpava tudo”) antes de fazer um final de temporada menos conseguido (nas últimas 13 jornadas da Série A só foi titular em 3 jogos). Ainda assim, até pelo preço (bem inferior ao de um Martins Indi, por exemplo) Oikonomou poderia ser uma excelente aposta por parte dos dragões.

Médio: Óliver Torres (Atlético de Madrid): Os azuis e brancos já se reforçaram em quantidade para esta posição nesta janela de transferências (João Carlos Teixeira chegou proveniente do Liverpool, a custo zero; Quintero, Josué e Otávio regressaram de empréstimo) mas falta claramente alguém que entre “de caras” no onze, um atleta com capacidade para fazer a diferença no imediato sendo Óliver um nome que preenche estes requisitos. Independentemente da modalidade de negócio (obviamente uma transação a título definitivo seria preferencial, embora difícil de concretizar), o jovem espanhol garante qualidade tendo ainda a seu favor o facto de conhecer na perfeição a realidade do futebol português e do próprio FC Porto (alinhou na Invicta durante uma temporada, com enorme sucesso). Prejudicado pelo sistema implementado por Simeone na capital espanhola, tornando-o preterível para este (somou 33 partidas em 2015/16, mas longe do potencial evidenciado previamente), Torres poderia renascer no Dragão, transformando-se no centrocampista de referência pelo qual Nuno Espírito Santo aguarda.

Extremo: Joel Campbell (Arsenal): O panorama a nível de extremos no Dragão não é o melhor, pelo que uma incursão no mercado é conveniente. Corona e Brahimi seriam, em condições normais (e caso estivessem sempre a 100%), titulares, mas falta uma opção credível para lutar pela titularidade, alguém com caraterísticas diferentes, como Campbell. O costa-riquenho, com a velocidade e repentismo que lhe é reconhecido, ao qual junta uma boa capacidade finalizadora, facilmente se destacaria no nosso campeonato. Além do mais, o Arsenal provavelmente estaria aberto a negociar um atleta que, aos 24 anos, se tarda a impôr – e por valores razoáveis.

Avançado: Borja Bastón (Atlético de Madrid): Apesar do plano de jogo de Nuno Espírito Santo ainda ser uma incógnita (o 4x4x2 tem sido testado, podendo substituir, finalmente, o 4x3x3 utilizado há anos no FC Porto), a chegada de mais um avançado é bem-vinda. Aboubakar descredibilizou-se imenso depois da fraca prestação na temporada passada; Suk parece não contar para o técnico portista; Adrián López e Bueno pouco jogaram de “Dragão ao peito” desde que chegaram; André Silva tem um potencial incrível mas pode ser arriscado “lançá-lo às feras” tão cedo. Como tal, Borja Bastón encaixaria bem no FC Porto, quer como única referência atacante (apresenta boa compleição física), quer como um de dois avançados escalados para o onze. Sob contrato com o Atlético de Madrid tem, contudo, demonstrado o seu valor nos sucessivos empréstimos de que tem sido alvo, sendo de enaltecer o desempenho em 2015/16 onde ajudou de sobremaneira o Eibar a escapar à despromoção (apontou 18 golos, tendo sido o 10.º melhor marcador da Liga – 3.º espanhol). Tapado nos “colchoneros” (já havia Fernando Torres, tendo Gameiro sido contratado recentemente), Bastón vê a saída certamente com bons olhos, perfilando-se como uma excelente opção para completar o elenco portista.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Antonio Hess

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