Águias perdem Eusébio Cup pelo 4.º ano consecutivo; Conjunto de Vitória sem soluções para contrariar organização do Torino; Pouco André Horta; Júlio César disse presente na 2.ª parte

Benfica 1-1 (5-6 nas g.p.) Torino (Vives 11' p.b.; Ljajic 32')

O Benfica voltou a perder a Eusébio Cup ao ser derrotado pelo Torino nas grandes penalidades depois do 1-1 nos 90 minutos. Num jogo lento, com muitas paragens, as águias, à excepção da fase final da partida, revelaram uma enorme inércia ofensiva e pouco incomodaram o 12.º classificado da última Série A. Pela positiva apenas a boa exibição de Júlio César na 2.ª parte, que, com duas/três boas defesas, demonstrou que pretende ser o n.º 1. Já Horta (talvez pressionado pela contratação de Danilo), Mitroglou, Jiménez (duas acções de finalização muito pobres) e Cervi não conseguiram ganhar pontos.

Quanto ao jogo, começou melhor o Benfica que deu o primeiro aviso logo aos 6 minutos numa cabeçada de Fejsa, após canto. Cinco minutos volvidos e golo encarnado. Salvio lança longo para a área, o guardião Gomis tenta antecipar a jogada, mas deixa a bola escapar e numa carambola de toques entre os jogadores do Torino, Giuseppe Vives toca para a própria baliza. Seguiu-se uma fase sem grandes motivos de interesse, mas 20 minutos depois, Ljajić num golaço de livre, empatou o jogo (a Luz aplaudiu). No segundo tempo, houve mais destaques e aos 50 minutos, Pizzi quase marcava, no entanto, a bola passou perto do poste. O Torino cresceu na partida e somou três boas oportunidades para marcar, mas Júlio César, com grandes defesas, disse sempre presente. O Benfica responderia, também com três boas oportunidades, mas Jiménez (má finalização, após passe de Carrillo), Jonas (de pé esquerdo para boa defesa de Padelli) e Luisão (cabeceou ao poste) não conseguiram encontrar o caminho do golo. Até que nas grandes penalidades, Lindelöf na 12.ª atirou à barra, “oferecendo” a Eusébio Cup ao conjunto italiano.

Benfica - Um primeiro tempo fraco, onde ficou bem patente a dificuldade dos encarnados em contrariar o bloco defensivo do Torino e um segundo tempo onde, principalmente após a entrada de Jonas, deu para criar mais situações de golo, mas no geral um teste fraco muito longe do nível apresentado frente ao Wolfsburgo. Individualmente, nota para Júlio César que disse presente com duas grandes defesas; para Jonas que no pouco tempo que jogou esteve nos melhores lances do Benfica; para Carrillo, mais esclarecido do que em outros jogos da pré-época; e para Grimaldo e Nélson Semedo, que parecem ter ganho os respetivos lugares nas laterais. De resto, nota para a fraca performance de André Horta comparativamente com o que havia mostrado frente ao Wolfsburgo, numa fase em que é iminente a oficialização de Danilo Barbosa pelas águias.

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