Ricardo Quaresma evolui para… Cristiano Ronaldo?

À parte das indómitas vontades de Trump, do inventário feito nas “páginas amarelas” por Rui Jorge para os JO ou da silly (podemos afirmar que Beto será reforço do Real Madrid) season, a voga que tem dominado as conversas de café e as plataformas noticiosas nos últimos dias intitula-se de ‘Pokémon Go’. As criaturas, outrora telegénicas quase em exclusivo para menores de 16, invadiram o gps de miúdos e graúdos provocando enérgicas caçadas ao Onix mais próximo. Um combate marital com as balanças que, apesar das vantagens, já terá ocasionado uma série de situações perigosas e inusitadas – com destaque para a demissão laboral de um neozelandês arrojado. Como tudo isto se relaciona com a modalidade de pódio máximo? Um pretexto. Um simples pretexto.

1. ‘Gareth Bale nem sequer era o melhor do colégio’

Estamos a falar, pelo menos, de um dos cinco melhores jogadores do universo na atualidade. O seu futebol selvagem, as inúmeras multas por excesso de velocidade no esférico e um arranque que faz os oponentes soar o 911 são apenas alguns dos skills deste galês em forma de tigre. Mas, e se há 13 anos atrás, Bale nem fosse a estrela maior do próprio colégio? Os antigos comparsas do Whitchurch High School (2013) não têm dúvidas em sublinhar que Gareth não reunia os requisitos para ser o number 1 naquela altura. Onde está, então, o segredo? Atentemos em mais um exemplo.

2. ‘Se acham que eu sou bom, esperem até ver Paim jogar’

Quem quer ser Fábio Paim? Quem quer ser o autor desta frase?
A descodificação remete-se hoje a uma sigla, uma sigla que se tornou universal: CR7. É possível que, em Portugal, existam mais pessoas a saber o nome completo de Cristiano Ronaldo (dos Santos Aveiro) que nome e sobrenome do ministro das finanças. É um vestígio, uma pista para se ter noção da lenda em atividade, da instituição em que o melhor jogador português de todos os tempos se tornou. Mas, e na formação? Terá sido Ronaldo o maior talento a sair da frutífera academia leonina? O próprio, há alguns anos atrás, insurgiu-se por via da frase supramencionada. Nesta sequência de interrogações futebolísticas, onde cabe Quaresma? Em tempos a coabitar no Sporting e nos sub-21, a varinha de Harry parecia sempre capaz de disparar o feitiço mais forte, o mais contundente “Wingardium leviosa” sobre os adversários. Cristiano Ronaldo parecia relegado para o bronze, para a última posição de um pódio composto por dois mágicos praticantes. E onde entram as competências mentais no meio disto tudo, sejam elas dentro ou fora das quatro linhas?

3. ‘Hoje em dia, no desporto de alta competição, o que difere um campeão olímpico de um campeão distrital é exatamente as competências mentais’ – Luís Máximo, árbitro de futebol

Recentemente chegado às competições profissionais, o jovem juiz, em entrevista a um jornal desportivo regional, não tem dúvidas que o abanar de rede mais importante é conseguido através do cérebro, do pensamento, da capacidade para reagir à pressão. Acrescente-se o comportamento extra relvados a uma lista extensa de requisitos para um campeão olímpico ou, neste caso, um futebolista profissional. Ato contínuo, atribuam-se os lugares respetivos no pódio:

a) Ouro – Cristiano Ronaldo.

b) Prata – Gareth Bale

c) Bronze - Ricardo Quaresma

d) No signal – Fábio Paim.

E, por essas ruas? Há quantos Ronaldos? Há quantos Bales? Há quantos Quaresmas? Há quantos Fábios? Em 2016, nesta senda incessante por apanhá-los todos, a pokebola lusa parece escolher primeiro Paim, seguido de Quaresma e só depois Ronaldo. Ou, por outra: Paim evolui para Quaresma, Quaresma evolui para Ronaldo. Será assim? Têm a palavra os amantes da(s) modalidade(s).

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Renato Santarém

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