PSV também supera FC Porto; Posse de bola dos dragões foi inconsequente; Defesa demonstrou fragilidades; Telles teve nota negativa na estreia a titular

PSV 3-0 FC Porto (Propper 24', Felipe 34' a.g., Maher 76')

O PSV, que se está a tornar numa espécie de "besta negra" das equipas portuguesas nesta pré-época, depois de ter goleado o Sporting por 5-0 também superou o FC Porto. Naquela que foi a 1.ª derrota de Nuno desde que substituiu Peseiro, os azuis e brancos até tiveram mais iniciativa mas os erros defensivos a juntar a um campeão holandês altamente eficaz (aproveitou quase tudo o que criou) resultaram numa derrota expressiva. José Sá, Maxi, Felipe, Marcano, Telles, Evandro, Herrera, João Teixeira, Corona, André Silva e Otávio alinharam de início mas os destaques positivos foram quase nulos, já pela negativa nota para a pouca produção de Alex Telles (na estreia a titular, esteve mal defensivamente e pouco fez no ataque), e displicência de Otávio e Corona, que nada acrescentaram.

No que respeita à partida, o FC Porto até entrou melhor e teve uma boa oportunidade para inaugurar o marcador, com Marcano a cabecar para boa defesa de Zoet. No entanto, o PSV equilibrou a contenda e chegou à vantagem através de Propper, que aproveitou o espaço dentro da área e rematou para o fundo das redes. A formação holandesa tomou conta do jogo e esteve perto de marcar novamente pouco depois, com Moreno a cabecear ao lado. Mas o 2-0 viria mesmo a surgir num lance de bola parada, com Felipe a fazer auto-golo. No 2.º tempo, os dragões entraram a dominar o encontro, jogando mais no meio-campo adversário, mas sem conseguir criar desequilíbrios que levassem a ocasiões de perigo. Até que quando o jogo estava já a ser disputado num ritmo baixo e longe das balizas, Gastón Pereiro arranca pela esquerda, passa por Chidozie e cruza para Maher fazer o 3-0.

FC Porto - A equipa de Nuno Espírito Santo sofreu a primeira derrota da temporada num jogo em que parecia dar mostras de ter outro desfecho. A entrada dos dragões foi dominante, com uma circulação rápida assente na mobilidade dos homens mais adiantados, mas sem grandes efeitos práticos, já que as dificuldades de criação no último terço eram notórias. Depois do golo do adversário a equipa não mudou a sua forma de jogar, continuando a perseguir um jogo apoiado na pressão alta, na agressividade positiva sem bola e a procurar um jogo vertical e directo à baliza adversária. Ainda assim, e volvidos os primeiros 35 minutos, a apatia ganhou força e a exibição entrou numa fase demasiado cinzenta com uma posse cada vez mais inconsequente. Até ao final da partida, e já num período em que NES lançou meia equipa para o relvado, o terceiro golo e último do PSV surgiu num lance em que a defensiva Portista não conseguiu lidar com a velocidade e capacidade de desequilíbrio de Pereiro. A nível individual, e num jogo com tamanho resultado, os destaques não são propriamente positivos, mas as principais notas ficam para a entrada de Rúben Neves (através da antecipação conseguiu interceptar algumas transições do PSV, a juntar à habitual capacidade de passe), para alguns pormenores de Felipe (o auto-golo não apaga os bons primeiros minutos e alguns passes que colocaram André Silva em boa posição) e João Teixeira que, apesar de algumas dificuldades quando o jogo se tornava mais físico, mostrou a sua qualidade técnica. Com avaliação negativa saem Telles (péssima estreia, onde ficaram patentes dificuldades defensivas no 1x1 e más execuções técnicas quando se envolveu no ataque) e Corona que não conseguiu fazer a diferença que se exige a um elemento do seu perfil.

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