O XI de Portugal frente à França

Portugal vai jogar a sua segunda final de um Europeu, e num papel inverso ao de 2004: desta vez o favorito, e anfitrião, está do outro lado. E tal como em 2004, desempenha o papel de patinho feio, que de empate em empate foi avançando, por entre prolongamentos e penalidades, até derrubar o País de Gales, último obstáculo antes de Paris. Do outro lado a França, que espera repetir os feitos de 1984 e 2000, moralizada pela vitória frente àquela que era a grande favorita, a Alemanha. O percurso francês tem sido ascendente, depois de uma fase de grupos muito sofrida, e com exibições pouco convincentes, mas a equipa também está muito longe de deslumbrar. Porém, a qualidade individual dos dianteiros, com Griezmann e Payet à cabeça, e a força física da linha média têm sido factores desequilibradores. O meio-campo francês não é propriamente virtuoso com a bola nos pés, mas tem a capacidade de recuperar o esférico e colocá-lo rapidamente na frente. A isto, Portugal deve responder com a estratégia do costume, colocando duas linhas defensivas de quatro recuadas e próximas entre si, numa reedição futebolística das Linhas de Torres, que tão bom resultado deram em outras batalhas. A ideia de jogo passará por tapar o melhor possível o espaço onde os avançados se movimentam, e convidar os médios centro franceses a avançar com bola, algo que eles preferem evitar. Fernando Santos não deve variar muito o onze, assumindo que não existem lesões. Persistirá a dúvida entre a permanência de Danilo e o regresso de William, isto se o seleccionador não optar por ambos em simultâneo. Adrien, que tem feito o papel de neutralizador máximo, irá vigiar Pogba que, não tendo os pés de Modric, tem um físico muito superior. A tarefa de dirigir os contra-ataques caberá a Renato Sanches, que tem mostrado capacidade de conduzir o esférico para a frente, João Mário, melhor em progressão, mas apenas desde que tenha apoios (o que não tem acontecido), ou André Gomes, que pode colocar a bola à distância nos dois da frente, que mais uma vez devem passar largos minutos bem longe dos restantes nove colegas. Quaisquer que sejam as opções para o quarteto intermédio, o principal requisito no caderno de encargos do Engenheiro será sempre a capacidade de tapar espaço e não deixar jogar. Para lá disso, a solidariedade vai ter um papel importante, e claro, espera-se que na frente as capacidades técnica de Nani e finalizadora de Ronaldo resolvam a contenda a favor da pátria lusa.


Como vem sendo hábito, o Visão de Mercado pediu a vários dos seus colaboradores que elaborassem a formação que, caso fossem o seleccionador nacional, escolheriam para entrar em campo no Stade de France, em Paris. Na baliza, Patrício foi o mais escolhido, ao passo que na direita da defesa Cédric levou a melhor sobre Vieirinha. No centro da defesa Pepe continua a ser unânime, tendo Fonte superado a concorrência de Carvalho. Já Guerreiro continua a ser a 1.ª opção para o lado esquerdo. No meio-campo, Danilo, depois da excelente exibição frente a Gales, recolheu as preferências, com Adrien, Renato Sanches e João Mário a completar o resto do sector. No ataque a dupla composta por Nani e Ronaldo continua a ser a preferida.

Etiquetas: