O XI de Portugal frente ao País de Gales

Cinco empates depois, eis Portugal chegado às meias-finais do Europeu. Pela frente terá a grande surpresa da competição, o País de Gales, país mais habituado às conquistas da bola oval do que propriamente da redonda, mas que chega a esta fase da competição com legitimidade e mérito. Os galeses contam nas suas fileiras com um dos melhores e mais completos jogadores da actualidade, Gareth Bale, que tem mostrado no torneio rendimento condizente com tal estatuto. Bale é daqueles jogadores capazes de decidir uma partida, e tem-no feito, seja a finalizar, seja a assistir os colegas, transformando-o no jogador mais perigoso que Portugal defrontou durante o certame. Fernando Santos não poderá contar com William, sendo Danilo o seu substituto natural, mas deve poder utilizar Raphael Guerreiro e André Gomes. As dúvidas devem prender-se entre Adrien e Moutinho, e sobre a manutenção de João Mário, cujo rendimento tem estado abaixo do esperado. A velocidade de movimentos do ataque galês obriga a cuidados defensivos redobrados, em especial na zona central do meio campo, pelo que um trio de médios (Danilo, com Renato e Adrien ou Moutinho mais adiantados), apoiados por Nani e André Gomes (ou João Mário, ou mesmo Quaresma) nas alas pode ser uma opção a utilizar. Qualquer que seja o onze, exige-se organização táctica, algo que tem sido intermitente, e uma maior capacidade de ter a bola, um atributo que normalmente irrita e baralha as equipas britânicas. E também, uma maior eficácia na finalização, aspecto em que Portugal tem pecado, especialmente Cristiano Ronaldo, muito perdulário. O estado de espírito de CR7 é um dos grandes pontos de interrogação, pois se estamos perante uma partida entre duas nações, é inegável o confronto individual entre a maior estrela do Real Madrid, e aquele que pode, e a curto prazo deve, ocupar esse lugar. Assim, e como vem sendo hábito, o Visão de Mercado pediu a vários dos seus colaboradores que elaborassem a formação que, caso fossem o seleccionador nacional, escolheriam para entrar em campo no Stade des Lumières, em Lyon.


Na baliza, Patrício foi o mais escolhido, ao passo que na direita da defesa Cédric levou a melhor sobre Vieirinha. No centro da defesa Pepe continua a ser unânime, tendo Fonte batido Carvalho por 2 votos. Já Guerreiro continua a ser a 1.ª opção para o lado esquerdo. No meio-campo, Danilo, na ausência de William, foi uma escolha óbvia, mas desta vez André Gomes empurrou Adrien para o banco. Já Renato Sanches e João Mário deviam completar o resto do sector. No ataque a dupla composta por Nani e Ronaldo continua a ser a preferida.

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