Volta a Portugal: Gustavo Veloso e a W52-FC Porto são o alvo a abater; Sporting/Tavira corre por fora; Jóni Brandão, José Gonçalves, Canty, Marque, Amaro Antunes, Bruno Pires e Rui Sousa também vão tentar atrair os holofotes

Este ano um pouco mais cedo devido às Olimpíadas, a Volta a Portugal regressa à estrada para a sua 78.ª edição, entre Oliveira de Azeméis e Lisboa, de 27 de Julho a 7 de Agosto.

Esta Volta distingue-se das últimas edições por um percurso menos montanhoso, pela presença de várias equipas internacionais de bom nível e pelo regresso do FC Porto e do Sporting a uma prova na qual detêm ambos um palmarés riquíssimo.

À partida as etapas decisivas serão a única chegada em alto, à Senhora da Graça, numa 4.ª etapa bastante dura com partida em Bragança e subida à Barragem do Alvão, e o contrarrelógio final plano de 32 km entre VF de Xira e Lisboa. De resto, há um prólogo de 3,5 Km logo a abrir em Oliveira de Azeméis, uma chegada a Braga com dupla passagem no Sameiro na 1ª etapa, a chegada a Fafe depois da passagem por estradas não asfaltadas que incluem o célebre salto da Pedra Sentada do Rally de Portugal à 2ª etapa, a chegada a Macedo de Cavaleiros com passagem na Serra de Bornes na 3ª etapa, a chegada a Viseu com partida em Lamego que estreia na Volta a Portugal a fantástica subida ao São Macário (9,4 Km @ 9,2%, com rampas a atingir os 20%) na 5ª etapa, a chegada à Guarda na 6ª etapa depois de dupla passagem na Torre pelas vertentes primeiro da Covilhã e depois de Seia, a etapa mais plana entre F. Castelo Rodrigo e Castelo Branco, o regresso ao Oeste entre Nazaré e Arruda dos Vinhos à 8ª etapa, e o regresso ao Alentejo entre Alcácer do Sal e Setúbal com passagem pela belíssima Arrábida na 9ª etapa antes do citado crono final. Este é um percurso que pode não parecer não tão duro como em anos anteriores mas que é muito difícil de controlar, pelo que não será espectável um domínio tão pronunciado de uma só equipa como no ano passado. Até porque este ano a concorrência é mais forte.

Entre as equipas internacionais destacam-se quatro equipas de nível Continental Pro, o nível intermédio entre o das equipas portuguesa e o World Tour. São elas: a nossa conhecida Caja Rural liderada por José Gonçalves que tem aqui um percurso bem ao seu jeito, e que conta ainda com o gémeo Domingos Gonçalves, Ricardo Vilela e Eduard Prades; a Androni Giocattoli vem com a sua melhor equipa que inclui entre os seus trepadores o veterano F. Pellizotti e os sprinters Gavazzi e Vigano; a também muito boa equipa da Drapac que, entre o jovem australiano B. Canty, G. Mannion e Lachalan Norris, tem três boas hipóteses para brilhar nas estradas lusas; e a Team Roth de Bruno Pires. Das restantes equipas estrangeiras, destaque para Nikita Stalnov (Astana City) que já deu luta a J. Gonçalves na Volta à Turquia, o trepador H. Parra (Boyacá) e o veterano S. Schumacher (Christina).

Nas equipas nacionais o destaque vai claramente para o regresso do FC Porto, aproveitando a estrutura da W52, e do Sporting que integrou-se na estrutura de Tavira. A W52 – FC Porto é a estrutura que vem dominando a Volta nos últimos anos, reforçada em 2016 com R. Mestre e R. Reis mas que perdeu Délio. O seu líder, Gustavo Veloso, é o principal candidato à que seria a sua 3ª Volta mas a pressão e a responsabilidade de controlar cairá sobre os azuis e brancos que poderão ter algumas dificuldades dada a quantidade de ciclistas de qualidade presentes e a perspectiva das diferenças não serem muito grandes até ao contrarrelógio final. Já o Sporting – Tavira tem no seu líder a sua maior força. Nocentini já tem 38 anos mas não está acabado. Tem a sua especialidade no terreno acidentado que reflete a maior parte das etapas, ainda em 2015 fez 12º na Fléche Wallone e na Amstel Gold Race, dois resultados de grande nível, e vem da vitória no GP Joaquim Agostinho.

Mesmo que o destaque se dirija naturalmente para as equipas ligadas aos dois grandes clubes nacionais presentes, a verdade é que Jóni Brandão, a principal esperança para uma vitória portuguesa, mora na Efapel, ele que já venceu esta época a outra corrida de categoria 2.1 em Portugal (a Volta à Cova da Beira) e foi 2º na Volta 2015, e aquele que é provavelmente o ciclista mais popular, Rui Sousa, está na sempre presente Rádio Popular – Boavista, bem secundado pela promessa Frederico Figueiredo, por César Fonte e Daniel Silva. Na LA – Antarte destacam-se Alejandro Marque e Amaro Antunes, e no Louletano – Hospital de Loulé lidera Vicente Garcia de Mateos que vem do 6º lugar nos competitivos campeonatos de Espanha.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

PS: Está disponível em www.velogames.com, um Fantasy Game do ciclismo, a já habitual liga privada do Visão de Mercado para a Volta a Portugal. O objetivo é recolher o maior número de pontos com os 9 elementos escolhidos dentro do orçamento. Para tal é necessário antecipar quem terminará nos primeiros lugares na classificação geral, montanha, por pontos e também nas diferentes etapas. Os dados da liga são: League Name: Visão de Mercado;
League Code: 26103817

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