Nem os 5 golos quebraram a Islândia; França, com Pogba, Payet e Griezmann em destaque, marcou duelo com a Alemanha

França 5-2 Islândia (Giroud 12' e 59', Pogba 20', Payet 43' e Griezmann 45'; Sigthórsson 56' e Bjarnason 84')

Chegou ao fim o trajecto épico da Islândia. A França (primeira equipa a marcar 5 golos num jogo neste Europeu) vergou os nórdicos e já está nas meias-finais, onde vai defrontar a Alemanha. Os anfitriões, que não iam a uma semi-final do Euro desde 2000, arrumaram logo a questão no 1.º tempo, ao colocarem o marcarem nos 4-0. A eficácia a juntar às fragilidades defensivas dos islandeses, algo que ainda não se tinha visto neste torneio, fizeram a diferença. Griezmann, com um golo (já é o melhor marcador) e duas assistências, brilhou, Giroud bisou, Payet (uma assistência e um golo) e Pogba também estiveram a bom nível. Já a Islândia, que voltou a ter um forte apoio do público, apesar da desvantagem no marcador ao intervalo nunca desistiu e ainda conseguiu reduzir por Sigthórsson, uma das grandes figuras da competição, e Bjarnason, tendo tido mesmo oportunidades para diminuir ainda mais a diferença.

O encontro começou a um ritmo morno, mas com a França a mostrar iniciativa e a chegar ao golo logo na primeira oportunidade do jogo, com Matuidi a lançar Giroud e este a não perdoar na cara do guarda-redes islandês. Minutos depois surgiu o 2-0, com Pogba a subir mais alto que toda a gente, correspondendo da melhor maneira a um canto de Griezmann. Na resposta, a Islândia esteve perto de reduzir na sequência de mais um lançamento longo, mas o desvio de Bodvarsson saiu por cima. A partir daí, os nórdicos começaram a ter um pouco mais de bola, mas sem conseguir efeitos práticos, com a França a controlar bem. Já perto do intervalo a formação da casa conseguiu dois golos, que sentenciaram por completo a partida. Primeiro foi Payet a aproveitar uma segunda bola e a rematar de pé esquerdo à entrada da área e depois foi Griezmann a surgir isolado e a finalizar com muita categoria, picando a bola sobre Halldórsson. Na segunda parte a França entrou a gerir a bola e podia ter ampliado por Payet, mas o seu remate saiu por cima. No entanto, foi a Islândia a conseguir marcar, com Sightorsson a desviar um cruzamento de Sigurdsson. O jogo animou e pouco depois a turma de Deschamps voltou a fazer balançar as redes, com Giroud a finalizar de cabeça um livre de Payet, com o guardião islandês a ficar mal na fotografia. A formação escandinava não baixou os braços (assim como na bancada) e esteve perto do segundo, mas Lloris fez uma fantástica defesa a cabeceamento de Ingason. A partir daí o jogo acalmou um pouco, mas ainda houve tempo para os forasteiros reduzirem, com Bjarnason a marcar de cabeça. O resultado estava feito, com a França a marcar encontro com a Alemanha nas meias.

França - Primeira parte de grande nível dos franceses e objectivo cumprido. O conjunto de Deschamps tinha pela frente uma das revelações da prova, mas não deu qualquer margem para existir uma surpresa e desde cedo começou a impor o seu domínio. Giroud marcou cedo e a partir daí foi uma questão de tempo até o resultado se avolumar. Sem Kanté e Rami, o seleccionador gaulês lançou Umtiti, que somou a primeira internacionalização A, e Sissoko e o médio do Newcastle foi um dos destaques do encontro, oferecendo explosão e, simultaneamente, equilíbrio ao lado direito do meio-campo. Por outro lado, Pogba e Matuidi estiveram mais soltos e como tal vários furos acima das últimas partidas, fazendo uso da sua capacidade física, sendo que o centrocampista da Juventus ainda somou um golo (excelente impulsão) e uma assistência. No ataque, Giroud somou dois tentos plenos de oportunidade, enquanto que Griezmann se sentiu mais cómodo actuando numa zona mais central, voltando a ser um dos grandes destaques da equipa. Um golo e duas assistências foi o saldo do actual melhor marcador da competição. Por fim, o grande armador de jogo desta formação, Payet, que voltou a facturar e a desequilibrar com a sua capacidade de drible, visão de jogo, qualidade de passe e poder nas bolas paradas.

Islândia - Terminou o sonho islandês. No entanto, a turma de Lars Lagerback, sai da competição com o sentimento de dever cumprido, visto que chegar aos quartos de final no ano de estreia superou todos os prognósticos. Esta noite, a Islândia não conseguiu conter a avalanche francesa no primeiro tempo, mas mesmo assim teve uma belíssima reacção na segunda parte, atenuando a diferença no marcador. Destaque para as exibições de Sightórsson, que voltou a marcar e a destacar-se no jogo aéreo, Gylfi Sigurdsson, o estratega da equipa e que, a espaços, conseguiu sobressair pela sua qualidade de passe e visão de jogo e, por fim, Bjarnason, um dos mais guerreiros e, simultaneamente, um dos melhores jogadores da equipa, que também conseguiu inscrever o seu nome na lista dos marcadores do encontro. Já no sector defensivo, a qualidade e coesão não foram as mesmas, havendo inclusive problemas nas bolas paradas. Além disso, a pressão do meio-campo adversário foi mais forte (Gunnarsson muito sozinho neste aspecto) e os espaços foram muitos, algo que perante uma formação com tanta qualidade haveria de provocar dissabores. 

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