Sporting derrotado; Gelson esteve endiabrado; defesa voltou a meter água

Sporting 2-4 Zenit (Bruno César 10', Gelson 38'; Javi Garcia 8', Zhirkov 15', Kerzhakov 17', Djordjevic 85')

Os amigáveis estão a reforçar a ideia que Jesus deve estar a desesperar por um guarda-redes (Jug não dá garantias), lateral esquerdo, 6/8 (Petrovic tem de acrescentar mais) e avançado. O Sporting voltou a perder contra uma equipa de Champions na preparação para 2016-17. Os leões, que alinharam com Azbe Jug, Schelotto, Semedo, Coates, Zeegelaar, Petrovic, Bryan Ruiz (c), Gelson, Bruno César, Alan Ruiz e Barcos, tal como tinha acontecido contra o Mónaco (apesar de alinharem com o quarteto na teoria mais forte) somaram muitos erros defensivos e aos 17 minutos já perdiam por 3-1. Gelson, que foi o principal destaque leonino, ainda equilibrou a partida com um golo e uma assistência, mas na 2.ª parte os lances de golo foram quase nulos e foi mesmo o Zenit a aumentar a vantagem perto do fim e a fixar o resultado final.

Quanto ao jogo, começou praticamente com o golo do Zenit, com Javi Garcia, aos 9', a bater Coates nas alturas e a abrir o marcador. Mas o Sporting respondeu logo na jogada seguinte, com Gelson a ganhar a linha final e a assistir Bruno César para o empate, igualdade essa que durou pouco tempo, já que aos 16' Zhirkov aproveitou um erro de Zeegelaar para ganhar espaço e bater Jug (que fica mal na fotografia) e aos 17' Kerzakhov isola-se após erro de Semedo e faz o 3-1. Ja perto do intervalo, os leões reduziram, com Barcos a servir Gelson (o melhor da equipa portuguesa) para o 3-2. Na 2.ª parte, o ritmo goleador abrandou, os técnicos realizaram muitas alterações, e acabou por ser o Zenit, já perto do final, a fazer o 4-2 final, com Djordjevic a bater Jug e a selar a vitória dos russos.

Sporting - Os jogos da pré-época estão longe de serem decisivos ou determinantes seja do que for, mas estes primeiros testes não estão a deixar boas indicações a Jorge Jesus. Uma equipa com pouca dinâmica, apresentnado algumas dificuldades na ligação e na circulação e que sem bola é muito "macia" na reacção à perda e que concede oportunidades ao adversário demasiado facilmente. Certamente que com o passar do tempo e a chegada de jogadores importantes que ainda não estão à disposição as coisas irão melhorar. Individualmente, Jug, mais uma vez, voltou a ter uma prestação muito fraca, sem conseguir dar segurança ao sector defensivo e com culpas no lance do golo do 2.º golo (não está a aproveitar a ausência de Rui Patrício, aliás estes jogos só estão a fragilizar a sua posição e imagem), ao passo que a defesa também teve muitas dificuldades, com nenhum dos 4 elementos a ficar isento de falhas (Coates, Semedo e Zeegelaar ficaram mesmo directamente ligados aos golos sofridos). Petrovic não se impôs na sua zona de acção e com bola acrescentou pouco, enquanto Bryan Ruiz, de novo como 2.º médio, revelou dificuldades na transição defensiva (pouca agressividade). Já Gelson foi, claramente, a unidade em maior destaque, não só pelo golo e pela assistência mas também por ter tido várias acções de desequilíbrio, sendo o principal catalisador do jogo ofensivo dos leões. Na frente, Alan Ruiz e Barcos pouco se viram e os jogadores que saíram do banco, como Slimani, Podence, Iuri ou Matheus, também pouco impacto tiveram na partida.

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