FC Porto despede-se da Alemanha com empate; NES apostou num 4-4-2; André Silva voltou a marcar, Bueno destacou-se na primeira parte

Bayer Leverkusen 1-1 FC Porto (Chicharito 58' e André Silva 8')

O FC Porto despediu-se do estágio na Alemanha com um empate a 1 frente ao Bayer Leverkusen. Os dragões, que actuaram em 4-4-2, entregaram sempre a iniciativa de jogo ao adversário mas deixaram bons apontamentos nas transições para o ataque, com Bueno a mostrar-se em bom plano. André Silva voltou a marcar e deu continuidade ao bom momento, enquanto Aboubakar foi apenas a terceira opção para o ataque (Adrián entrou ao intervalo). Num jogo de vários testes, Varela jogou novamente como lateral-direito e Layun actuou a médio esquerdo na segunda parte.

Foi o Bayer Leverkusen a assumir a iniciativa durante todo o encontro, embora sem grandes ideias do ponto de vista ofensivo. O FC Porto não jogou muito subido no terreno e tentou sempre manter-se compacto, fechando os caminhos para a sua baliza. Assim que a equipa recuperava a bola, procurava sair rápido para o ataque e foi assim que ameaçou o adversário durante a primeira parte. O golo surgiu de uma recuperação de bola de Otávio, que assistiu para o encosto de André Silva. Os 45 minutos iniciais não tiveram muitos lances de perigo, sendo de destacar apenas um cabeceamento de Papadopoulos para defesa de Casillas e uma tentativa de chapéu de André Silva. O jogo perdeu muita qualidade na segunda parte, muito por culpa das várias alterações que ocorreram em ambos os conjuntos. Chicharito acabou por restabelecer a igualdade à passagem dos 60 minutos, a passe do recém-chegado Volland. Até final, as oportunidades escassearam e o empate não foi desfeito. 

Destaques: 

FC Porto - Um teste de pré-temporada que serviu para demonstrar que NES pretende ter alternativas ao 4-3-3. O 4-4-2 azul e branco, com Corona e Otávio nos corredores e Bueno no apoio a André Silva, deixou algumas indicações positivas na primeira metade, percebendo-se as intenções do treinador. A equipa não pressionou muito alto mas conseguiu manter-se compacta (com algumas excepções quando a primeira pressão foi ultrapassada e houve dificuldades para reajustar posicionamentos) e demonstrou uma boa reacção à perda, tentando recuperar de imediato. Já se percebeu que não se pode esperar um FC Porto de domínio total, que esteja constantemente em organização ofensiva. Os azuis e brancos apostaram sobretudo nas transições, mas notaram-se bons princípios na forma como procuraram sair para o ataque, com Bueno sempre a tentar receber no corredor central. Excelente visão do espanhol, procurando sempre definir com qualidade e adaptando-se bem a este papel. André Silva também deu mobilidade, mas nem sempre jogou da forma mais inteligente. Corona e Otávio, ambos muito fortes a nível técnico, destacaram-se pela disponibilidade com que fecharam os corredores, cumprindo bastante bem em termos tácticos. Já o meio campo da primeira parte (André André e Herrera) esteve pouco preponderante e demonstrou alguma descoordenação. Nota ainda para a exibição de Felipe, que voltou a demonstrar qualidade nos duelos, mas teve algumas falhas de concentração e de posicionamento. As alterações fizeram a equipa cair muito de rendimento na segunda parte, com muito espaço entre sectores e uma linha defensiva demasiado recuada, pelo que não houve individualidades em evidência. João Carlos Teixeira deixou novamente bons pormenores, Neves esteve impecável ao nível do posicionamento e Adrián mostrou vontade de lutar por um lugar no plantel.

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