Arouca sai vivo da Holanda apesar do massacre; Rio Ave deixa boa imagem na República Checa mas não sai do nulo

Heracles 1-1 Arouca (Gladon 53'; Gosens p.b. 90+1')

O Arouca empatou, na Holanda, frente ao Heracles (1-1), na terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Um resultado altamente positivo para os arouquenses já que o conjunto de Lito Vidigal foi "engolido" desde o primeiro minuto e raramente incomodou o guardião adversário, tendo empatado já no minuto 91. Por outro lado, Bracalli disse presente com várias defesas de nível, salvando a formação portuguesa de um descalabro.

O jogo foi dominado desde o apito inicial pelo Heracles, que fartou-se de desperdiçar oportunidades para marcar, muito por culpa da fantástica exibição de Rafael Bracalli. Gegé, logo ao minuto 2, isolou Navratil com um corte defeituoso, mas o remate saiu por cima. Vinte minutos volvidos e foi Bracalli a brilhar com uma grande defesa a remate de Pelupessy. Navratil (às malhas laterais) e Gladon (à trave) podiam ter marcado ainda antes do intervalo, mas seria só aos 53 minutos que os holandeses passariam para a frente do marcador, já depois de Gladon ter voltado a avisar. Navratil cruza sobre a esquerda, Hugo Basto falha o corte, e Gladon encosta para o fundo das redes. Bruns, Kuwas e Geldon podiam ter aumentado a vantagem nos minutos seguintes, mas apareceu sempre Bracalli a salvar. E como quem não quer a coisa, já na compensação, numa fase em que o Arouca nada tinha criado de perigo, Gegé cruza e a bola bate em Gosens, enganando o guardião Castro. Individualmente, nota de destaque clara para Rafael Bracalli que é o principal obreiro pelo resultado positivo. O resto da equipa não mostrou andamento para competições europeias (talvez com a entrada dos reforços o cenário melhore), mas a verdade é que a formação lusitana vai entrar para a segunda mão em vantagem na eliminatória. Do lado do Heracles, Navratil, Bruns, Kuwas e Gladon deram imenso trabalho à defensiva arouquense, mas foi Hassani, a meio-campo, a provar que merece o salto.

Slaviaa Praga 0-0 Rio Ave

Na terceira pré-eliminatória da Liga Europa, o Rio Ave não foi além do nulo em Praga, diante do Slavia. Nuno Capucho apostou num 4-4-2 losango e os vilacondenses dominaram no primeiro tempo, apoiando-se na qualidade do meio-campo. Por outro lado, a 2.ª parte foi mais equilibrada (Cássio evitou o golo por duas ocasiões), tendo sido evidente a quebra física do conjunto luso.

Quanto ao encontro, o Rio Ave entrou por cima na partida, testando a atenção do guardião contrário através de remates de mais distância de Rúben Ribeiro. Do outro lado, a maior ameaça recaia sobre o avançado Skoda, que criou diversos problemas à dupla de centrais. No 2º tempo, o checo esteve perto do golo, mas Cássio exibiu-se ao melhor nível, enquanto que Gil Dias desperdiçou a melhor ocasião da formação lusa. Individualmente, destaque para as prestações de Rúben Ribeiro e Krovinovic, que acrescentaram qualidade de passe e visão de jogo ao miolo, tendo a sua quebra física sido fundamental para a quebra da equipa. Por outro lado, Rafa subiu muitas vezes, mas nem sempre definiu bem, Gil Dias agitou, Wakaso equilibrou e Cassamá e Cássio rubricaram boas exibições. Por outro lado, Marcelo revelou alguma lentidão no eixo defensivo e Yazalde passou ao lado do jogo.

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