Ibrahimovic em branco na despedida; Irlanda derrota Itália e continua

Decidiu-se no fim. A fase de grupos do Euro'2016 terminou com vitórias da República da Irlanda e da Bélgica sobre, respectivamente, a Itália e a Suécia (ambas obtidas nos últimos minutos), resultados que colocam os irlandeses no caminho da França (vingança do golo de Henry?) e os belgas no quadro superior, onde está Portugal. Já a Itália, que ficou em 1.º, tem pela frente a campeã Espanha. Conte poupou muitos titulares e a República da Irlanda aproveitou para se juntar a Gales, Irlanda do Norte e Inglaterra nuns oitavos com grande representação britânica, ao passo que Zlatan Ibrahimovic não se conseguiu despedir da selecção da melhor forma, abandonando o Europeu sem qualquer golo marcado.

Itália 0-1 República da Irlanda (Brady 85') - Histórico! A República da Irlanda derrotou a Itália por 1-0 e assegurou o passaporte para os oitavos-de-final no 3º lugar do Grupo E. Os irlandeses foram superiores aos italianos, que já com o 1º lugar assegurado abdicaram de vários elementos importantes  e acabaram por sofrer o golo de Brady já no final da partida.Quanto ao jogo, a Irlanda começou por estar a centímetros do golo num fantástico remate de longe de Hendrick. A formação de O'Neill jogava com mais acutilância e energia, estando mais perto da baliza de Sirigu, apesar de não criar muitas oportunidades claras (havia muitas bolas bombeadas para a área mas a defensiva italiana ia conseguindo resolver os problemas que lhe eram colocados). A 1ª ocasião italiana surgiu perto do intervalo, com Immobile a rematar perto do poste direito de Randolph. Na 2ª parte Zaza falhou por pouco o golo logo ao início, no que seria um tónico para uma etapa complementar na qual os irlandeses chegaram bem menos vezes ao último terço do que no começo da partida. Aos 74', Insigne entrou e logo na sua 1ª acção recebe a bola à entrada da área, conduz e remata ao poste. Na parte final do jogo, a República da Irlanda deu tudo para marcar e logo depois de Hoolahan ter falhado isolado, o mesmo Hoolahan cruza para Brady antecipar-se a Sirigu (má saída) e marcar o golo que deu a passagem à Irlanda. Destaques: A República da Irlanda, depois de um encontro menos conseguido com a Bélgica, resgatou as boas sensações que havia deixado frente à Suécia. Sobretudo na parte inicial do desafio, a turma de O'Neill conseguiu uma boa dinâmica ofensiva, chegando muitas vezes perto da baliza de Sirigu, muitas vezes com mais coração do que cabeça mas conseguindo dominar o encontro. Já a Itália apresentou-se durante muitos minutos apática e só com a entrada de Insigne (que mexeu muito com o jogo). No plano individual, destaque para Hendrick (acrescenta outra qualidade no meio-campo), Coleman (muito activo no lado direita) e, claro, Brady, que marcou o golo da vitória. No lado italiano, nenhum suplente justificou outro estatuto, sendo que homens como Sirigu (muitas saídas em falso, nomeadamente no golo sofrido) ou Motta (com pouco acerto com bola) deram "razão" a Conte.

Suécia 0-1 Bélgica (Nainggolan 84') - A Suécia precisava de um triunfo para alcançar a fase seguinte, mas raramente demonstrou capacidade para bater esta Bélgica. O conjunto de Wilmots, que faz das transições rápidas a sua principal forma de criar perigo para os opositores, esteve por cima na maior parte do encontro e, sem surpresa, acabou por somar os três pontos, que lhe permitem apurar-se para os oitavos no 2.º lugar do grupo, com 6 pontos. Apesar desse domínio territorial dos belgas, as oportunidades no primeiro tempo repartiram-se praticamente de forma igual. Berg e Ibrahimovic ameaçaram a baliza de Courtois, enquanto que do outro lado, Lukaku, De Bruyne e, por fim, Meunier, na melhor ocasião do primeiro tempo, não conseguiram desfazer o nulo. No 2º tempo, a Suécia tentou subir o bloco e pressionar mais alto, mas abriu mais espaços e a Bélgica conseguiu colocar em prática o futebol que mais gosta. De Bruyne deixou o aviso de fora da área, mas Isaksson parou bem e depois serviu o ponta de lança, mas Lukaku, na cara do guardião sueco, não conseguiu marcar. De seguida, foi o suplente Mertens a serpentear pela defesa da formação escandinava, mas a bola teimava em não entrar. Do outro lado, Granqvist ganhou nas alturas num canto, mas viu De Bruyne negar-lhe o golo em cima da linha, até que, aos 84 minutos e numa transição rápida, Hazard correu pela ala esquerda e serviu Radja Nainggolan, que, à entrada da área, disparou forte para o golo, beneficiando de um desvio no recém-entrado Zengin. Destaques: Hazard foi claramente o jogador mais da Bélgica. Grande visão de jogo, forte na recepção e no passe e uma assistência no único golo do encontro. Com um capitão a este nível os belgas podem sonhar. Por outro lado, Witsel e Nainggolan equilibraram no meio-campo, embora perante adversários de outro poderio essa inferioridade numérica no miolo possa ser difícil de contrariar, sendo que o médio da Roma ainda garantiu o triunfo. Por fim, os centrais controlaram bem a profundidade e Ibrahimovic, Meunier voltou a rubricar uma boa exibição à direita e Lukaku, que não esteve feliz na finalização, esteve quase sempre bem vigiado, mas a espaços demonstrou pormenores de grande ponta de lança. Já Kevin De Bruyne, apesar de alguns bons passes, nem sempre definiu bem. Do lado da Suécia, Granqvist, que travou um duelo intenso com Lukaku, e Isaksson estiveram em destaque no sector defensivo, enquanto que Ekdal foi o mais lúcido do meio-campo. Por outro lado, Ibrahimovic esteve sempre bem marcado e, à excepção de um livre directo e de um golo anulado, não conseguiu incomodar Courtois. Já Forsberg foi a revelação desta equipa, destacando-se pelas suas diagonais e pela ajuda que dá ao duo de médios centro.