Squadra Azzurra vence primeiro embate de candidatos; Bonucci, Giaccherini e Candreva destacaram-se; Bélgica ainda tentou reagir na 2.ª parte mas foi inferior

Bélgica 0-2 Itália (Giaccherini 32'; Pellè 90+3')

A Itália levou a melhor no 1.º grande jogo do Euro até ao momento. Num duelo em que a Bélgica na teoria até era favorita a Squadra Azzurra justificou o triunfo juntando a um excelente resultado (já é líder no grupo E) uma exibição convincente. Os Diabos Vermelhos por sua vez apresentaram-se apáticos, na 1.ª parte estiveram particularmente mal, e apesar da tentativa de reacção no 2.º tempo (Hazard aumentou o nível e as substituições melhoraram a equipa), só por uma vez ameaçaram realmente Buffon, com Lukaku a desperdiçar isolado.

Quanto ao jogo, a Bélgica até entrou melhor com Nainggolan a estar nos 2 primeiros lances de algum perigo, ambos assistidos por Fellaini, mas Buffon defendeu o primeiro remate e o segundo saiu ao lado. Logo a seguir, foi a vez da Itália responder. Pellè, de fora de área, atirou ao lado, mas logo a seguir, Giaccherini, lançado por Bonucci, abriu mesmo o marcador para os transalpinos. Candreva e Pellè tiveram oportunidades entre si para ampliar, mas o resultado manteve-se à saída para o intervalo. No segundo tempo, a Bélgica dispôs da primeira oportunidade, mas Lukaku num contra-ataque, quando estava isolado, falhou a baliza de Buffon. Pellè, no minuto seguinte, permitiu a defesa da noite a Courtois, mas viria a ser novamente a Bélgica a levar perigo, por intermédio de Hazard, num remate depois de um movimento interior. Seguiu-se um período de alterações em ambos os conjuntos, sem grandes oportunidades, mas os últimos 10 minutos foram férteis em emoção. Origi perdeu, aos 82’, a oportunidade de empatar o jogo, atirando por cima. Immobile, na resposta, permitiu a defesa a Courtois. O mesmo Origi viria a ter outra perdida já nos 90’, mas no lance seguinte, Pellè matou o jogo, numa excelente finalização após passe de Candreva, na sequência de um contra-ataque venenoso da Itália.

Bélgica - Agravaram-se as dúvidas que foram criadas nos últimos anos. Os Diabos Vermelhos apresentam muitas dificuldades em ataque continuado, já que não possuem um médio organizador e a circulação é sempre lenta e pouco incisiva, sendo que a juntar a isto a incapacidade dos laterais no ataque, associada à tendência dos criativos para procurar o meio, acaba por não dar largura ao jogo e afunilar sempre em demasia. Individualmente, Courtois não teve culpas nos golos sofridos e ainda evitou por duas vezes o avolumar da vantagem italiana, já Alderweireld tem culpas no tento de Giaccherini e no lado esquerdo da defesa Vermaelen e Vertonghen foram demasiadas vezes apanhados em descompensação. Na intermediária, Wiesel não conseguiu filtrar passes para os homens mais avançados e Fellaini, como de costume, foi tentando aparecer na área adversária para fazer valer a sua capacidade física mas perante a muralha italiana foi superado. Já na frente, De Bruyne esteve muito abaixo do que é exigido, falhando na decisão e na execução, enquanto que Hazard foi a melhor unidade da equipa, sobretudo na 2ª parte quando assumiu a liderança na equipa, pegando na bola atrás para ser o gerador da maior parte das investidas belgas.

Itália - O plano de Conte resultou na perfeição. O treinador apostou na base da Juve para criar um bloco sólido defensivamente, apoiado por um meio-campo robusto mas complementar, com homens mais dotados para o choque e outros mais ágeis para a transição. Defensivamente a equipa esteve quase perfeita, já que, à excepção de uma transição que permitiu que Lukaku se isolasse, só permitiu remates de longe, ao passo que com bola houve capacidade de chegar à frente, marcando 2 golos e tendo mais 2 ou 3 claras oportunidades. Individualmente, Buffon não teve de fazer muitas defesas mas esteve à altura sempre que foi chamado, ao passo que o trio de centrais proveniente da Juve esteve a um nível muito alto, sobretudo Bonucci, que juntou à excelência defensiva (exímio na leitura e no tempo de corte) um decisivo contributo com bola, o qual culminou numa assistência “à Pirlo” para o golo da vitória. Também Candreva esteve em destaque (correcto a defender e dando muita energia e vivacidade no ataque, momento no qual prima sempre por uma boa tomada de  decisão), tal como Giaccherini, que no seu papel de interior soube ter uma grande amplitude de movimentos, aparecendo a fazer superioridade na ala ou a atacar as costas da defesa, sendo assim que fez o 1-0 (grande recepção). Já na frente, Pellè, depois de ter desperdiçado uma oportunidade clara e de ter obrigado Courtois a uma grande defesa, acabou por fazer o gosto ao pé para fixar o 2-0 final.

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