Os 10 melhores jogadores da Copa América

Começa esta madrugada, com o EUA-Colômbia, em Santa Clara, na Califórnia, a Copa América Centenário, a qual se disputa, justamente, para celebrar os 100 anos da primeira edição do torneio que envolve as seleções da América do Sul (tendo, quase sempre, convidados de outras partes do globo, nomeadamente da América Central e do Norte). Como tem sido regra nos últimos anos, o maior favorito será  a Argentina, que pretende por termo a um jejum de títulos que dura desde 1993, sendo que ultimamente Messi e companhia ficaram sempre muito perto de erguer um troféu (derrota no prolongamento na final do Mundial'2014 e nos penaltis da Copa América do ano passado). Já o rival histórico dos argentinos, o Brasil, chega a terras do Tio Sam com um elenco desfalcado, não só porque o escrete atravessa uma fase de menor fulgor em termos de presença de jogadores no topo mundial, como a juntar a isso Neymar, claramente o melhor jogador brasileiro, preferiu estar no Rio de Janeiro para disputar os Jogos Olímpicos (também nomes como Douglas Costa - por lesão - ou Marcelo - por divergências com o selecionador Dunga - não fazem parte dos convocados). Ainda assim, a canarinha continua a contar com vários jogadores de talento, não sendo de esquecer que nos últimos anos os brasileiros já ganharam competições quando estavam longe de ser favoritos, nomeadamente na Copa América'2007 (também com Dunga ao leme), quando sem jogadores como Ronaldinho sagraram-se vencedores. O actual detentor do título, o Chile, chega aos EUA praticamente com o mesmo elenco que tem trazido excelentes resultados à selecção, mas com uma mudança de técnico, já que Sampaoli abandonou o comando técnico e foi substituído por outro argentino, o antigo avançado do FC Porto e Barcelona Juan Antonio Pizzi. Crónico candidato é também o Uruguai, que mantém a base dos últimos anos, mas que conta, ao contrário do que sucedeu em 2015, com Luis Suárez, que acaba de vencer a Bota de Ouro (na competição estarão presentes o 1º, o 2º (Higuaín) e o 4º (Jonas) classificados do troféu).  Outra selecção a ter em conta é a Colômbia (sem jogadores que foram muito importantes no passado recente como Jackson, Falcao, Guarín ou Teo, tendo ainda um James que realizou uma época bem abaixo do esperado mas que pode aproveitar esta Copa América para reclamar um estatuto no topo do futebol mundial), tal como os anfitriões dos Estados Unidos, que pretendem seguir o processo de crescimento, ou o México, que face à ausência de Gold Cup este ano surge na máxima força. Finalmente, conjuntos como o Equador, o Paraguai, o Perú ou a Costa Rica (capitaneada por Bryan Ruiz) poderão surpreender,  ao passo que o estatuto de "patinho-feio" fica reservado para a  Bolívia, o Haiti, a Jamaica ou o Panamá. Mas estamos perante uma das principais competições do mundo, na qual estão presentes alguns dos melhores jogadores do mundo e, como tal, o VM apresenta aqueles que são, para nós, os 10 melhores jogadores em prova:

1 - Lionel Messi (28 anos, Argentina/Barcelona): O melhor jogador do mundo em busca de um dos títulos que lhe falta. Depois de ter ganho tudo no Barça e de ter conquistado um Mundial sub-20 e uns Jogos Olímpicos pela Argentina, a Pulga quer quebrar o enguiço e vencer um troféu ao mais alto nível pelo seu país. Como sempre, as esperanças da celeste passam muito por aquilo que ele faça.

2 - Luis Suárez (29 anos, Uruguai/Barcelona): O uruguaio vinha há vários anos a fazer excelentes épocas, sempre com cifras a rondar os 30 golos, mas este ano atingiu uma dimensão estratosférica: 59 golos marcados em 53 jogos disputados, muitos deles absolutamente decisivos para que os culés vencessem a Supertaça Europeia, o Mundial de clubes, La Liga e a Taça do Rei. Depois da má recordação com que ficou do mundial do Brasil, quando o episódio com Chiellini lhe custou vários meses de suspensão e a ausência da última Copa América, tem agora a oportunidade de voltar a brilhar pelo seu país.

3 - Sergio Aguero (28 anos, Argentina/Manchester City): Uma equipa que tem Messi é sempre "Messi e mais dez", mas esta Argentina, apesar do jogador do Barcelona, naturalmente, se destacar, conta com imensa qualidade, sobretudo na frente. Ora, um dos expoentes máximos desse poderio ofensivo é o avançado do City, que apesar da imensa qualidade ainda não fez um grande torneio com a selecção e quererá modificar essa situação nos EUA.

4 - Di María (28 anos, Argentina/PSG): Mais um representante da "armada" argentina, o canhoto regressou esta temporada ao mais alto nível, isto depois de um ano muito abaixo do seu potencial no United. Em Paris, o ex-Benfica demonstrou toda a sua qualidade, apontando 15 golos e somando 25 assistências, e Tata Martino espera ver esse momento prosseguir na equipa nacional.

5 - Gonzalo Higuaín (28 anos, Argentina/Nápoles): Se dúvidas havia do potencial da Argentina, a presença de 4 jogadores entre os 5 melhores da prova dissipam-nas todas. Higuaín está há vários anos no top mundial, mas esta época o Pipita elevou o nível, marcando 38 golos pelo Nápoles e batendo o recorde da Série A, só sendo superado na Bota de Ouro por Suárez. Veremos quem começará o torneio como titular, se ele ou Aguero.

6 - Alexis Sanchez (27 anos, Chile/Arsenal): O jogador do Arsenal tem sido, a par de Vidal, o principal jogador do melhor período da história da selecção chilena, o qual culminou na sua primeira conquista de sempre, a Copa América do ano passado. Depois de mais uma boa época no plano individual em Londres, é uma das principais armas que Pizzi tem ao seu dispor para conseguir a revalidação do título

7 - James Rodriguez (24 anos, Colômbia/Real Madrid): Depois de uma excelente época de estreia em Madrid, na qual apontou 17 golos, o ex-FC Porto baixou imenso o rendimento nesta temporada, perdendo um lugar entre os titulares nos Merengues e sendo constantemente apontado à saída. Ainda assim, a qualidade está toda lá e James pode aproveitar esta competição para se revalorizar, ele que já no Mundial'2014 ascendeu ao topo mundial (foram as grandes exibições no Brasil que lhe valeram a transferência para o Real).

8 - Edinson Cavani (29 anos, Uruguai/PSG): Num plano inferior em relação a Suárez, mas também determinante para as aspirações dos charruas.  A equipa de Tabarez baseia a sua força na organização defensiva e na agressividade mescladas com o talento e capacidade goleadora dos seus dois principais homens na frente, e golos é o que Cavani mais tem feito ao longo da carreira: são já 6 temporadas, entre Nápoles e PSG, a apontar cerca de 30 tentos.

9 - Willian (27 anos, Brasil/Chelsea): Perante a ausência de Neymar, o craque do Chelsea terá de "assumir as rédeas" do escrete. Na época desastrosa que os blues realizaram, Willian foi, provavelmente, o jogador que manteve um melhor nível ao longo da temporada, e é dessa capacidade para acrescentar qualidade na criação (e mesmo na finalização) que Dunga precisa para elevar o nível de um Brasil carente de super-talentos (veja-se que nesta lista só coloca um jogador, e na 9ª posição).

10 - Arturo Vidal (29 anos, Chile/Bayern Munique): Um vencedor nato, um acérrimo competidor, que por onde passa deixa a marca da sua qualidade e carácter. Depois de ser pedra fundamental da Juve dominadora em Itália, juntou-se ao Bayern e depois de um início algo atribulado com Guardiola foi dos melhores jogadores na segunda metade da temporada, com exibições notáveis na Champions frente a Benfica ou Atlético de Madrid. É uma das imagens de marca da melhor selecção chilena de sempre.

Pedro Barata

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