O XI de Portugal frente à Polónia

Ultrapassado o obstáculo Croácia, é a vez da Polónia se meter no caminho entre a Selecção Nacional e Paris. O primeiro jogo a eliminar mostrou a outra face da equipa lusa, um conjunto cujo objectivo primordial era anular o adversário e não se desorganizar, ao contrário do que acontecera na primeira fase. Com mais ou menos sorte, entre a luva de Patrício, o poste e um contra-ataque (o único em 120 minutos) bem executado, o objectivo foi cumprido. Seguem-se os polacos, que embora tendo, teoricamente, menos argumentos individuais, apresentam um colectivo forte, e outro tipo de desafios. A começar por Lewandowski, um dos avançados mais completos da actualidade, não só em termos de finalização, mas também como assiste os colegas e joga sem bola. A estrela do Bayern vai colocar outro tipo de problemas comparando com Mandzukic, o que pode indiciar o regresso de Carvalho em detrimento de Fonte. Quanto a Portugal, Fernando Santos deve manter não só o 4x4x2, mas também a própria postura da equipa. As dúvidas passarão pelos possíveis regressos de Vieirinha e Moutinho, e pela gestão física de Nani, que tem sido sujeito a um imenso desgaste nos processos defensivos, e André Gomes, claramente inferiorizado nos dois últimos jogos. Outra interrogação prende-se com o uso de Sanches e Quaresma, pois se é verdade que ambos têm entrado bem e de certo modo até alterado os rumos dos jogos, esse mesmo facto pode implicar que Fernando Santos não queira abdicar de ambos enquanto "armas secretas". Embora o período de descanso para a última partida tenha sido longo, o desgaste de um número elevado de jogos em curto espaço de tempo tende a acumular-se, pelo que não seja líquido que Fernando Santos aplique a regra de que em equipa que ganha, mesmo que seja no final do prolongamento, não se mexe. Assim, e como vem sendo hábito, o Visão de Mercado pediu a vários dos seus colaboradores que elaborassem a formação que, caso fossem o seleccionador nacional, escolheriam para entrar em campo no Orange Vélodrome, em Marselha.


Na baliza, Patrício foi o mais escolhido, ao passo que na direita da defesa Cédric levou a melhor sobre Vieirinha. No centro da defesa Pepe continua a ser unânime mas desta vez Fonte teve mais votos que Carvalho. Já Guerreiro continua a ser a 1.ª opção para o lado esquerdo. No meio-campo, William bateu a concorrência de Danilo e Adrien seria a escolha para 2.º médio. Já Renato Sanches e João Mário deviam completar o resto do sector. No ataque a dupla composta por Nani e Ronaldo continua a ser a preferida.

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