O XI de Portugal frente à Croácia

A partir de agora não há margem para erro, começou o mata-mata. Portugal defronta a Croácia nos oitavos de final do Europeu, e após três exibições recheadas de altos e baixos, poucas são as certezas relativamente ao onze a apresentar. No meio da rebaldaria que foi o terceiro jogo, ficou-se sem perceber se afinal o 4x4x2 é para manter, ou se é preferível apostar apenas em três médios. A utilização simultânea de Danilo e William, previamente testada, é uma possibilidade real, dada a força do oponente. O quarteto defensivo começa a mostrar algum desgaste, em especial nas figuras de Vieirinha e Ricardo Carvalho. No meio, Moutinho continua sem convencer e André Gomes esteve claramente limitado, seja por cansaço ou lesão. Certezas parecem haver apenas na frente, com a dupla Nani e Ronaldo de pedra e cal, restando saber se Quaresma os acompanha ou se mantém no papel de arma secreta a saltar do banco. Pela primeira vez, Portugal não será obrigado a assumir o papel de favorito, nem a assumir o comando do jogo, pelo que possam finalmente ver a tal estratégia baseada no contragolpe (ou transições, o termo técnico). Mas também pela primeira vez, defronta um adversário recheado de jogadores de craveira internacional, a nível técnico e competitivo. A defesa portuguesa, linha média incluída, tem tido dificuldades em parar os atacantes contrários, bem como em dominar o espaço aéreo na sua área. Sábado, as exigências serão de nível superior, personificadas em Modric, Rakitic ou Mandzukic. Como responderá a equipa das quinas? Assim, e como vem sendo hábito, o Visão de Mercado pediu a vários dos seus colaboradores que elaborassem a formação que, caso fossem o seleccionador nacional, escolheriam para entrar em campo no Estádio Bollaert-Delelis em Lens.


Na baliza, Patrício foi o mais escolhido, ao passo que na direita da defesa Vieirinha levou a melhor sobre Cédric. No centro da defesa subsiste a dupla Pepe-Carvalho, apesar de não ter sido unânime (o desgaste a que RC foi sujeito a juntar ao futebol aéreo dos croatas podia levar à entrada de Fonte), tal como com Guerreiro na lateral esquerda. No meio-campo, Danilo bateu a concorrência de William e Renato Sanches seria a escolha para 2.º médio. Já João Mário e André Gomes deviam estar no no apoio a uma dupla de ataque que, segundo os nossos colaboradores, deveria ser composta por Nani e Ronaldo.

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