Luis Suárez. O melhor jogador do Mundo em 2015-16

Desde que Cristiano Ronaldo venceu a sua primeira Bola de Ouro, em 2008, esta tem sido conquistada quer pelo português (conta com 3) quer por Lionel Messi (já tem 5 no currículo), muito devido à qualidade evidenciada pelos dois protagonistas (não esquecendo, obviamente, o mediatismo de que são alvo). Porém, o prémio referente ao ano civil de 2016 promete vir a ser mais disputado do que o habitual já que, além dos “ET's”, um outro fantástico atleta surge como fortíssimo candidato: é ele o melhor jogador de 2015/16, para o Visão de Mercado, Luis Suárez.

Vamos à estatística, talvez a ferramenta mais eficiente quando se analisa a perfomance de um avançado: Suárez terminou a temporada com 59 golos apontados e 26 assistências ao serviço do Barcelona, tendo sido, por confortável margem, o máximo artilheiro dos “culé” (feito de realçar quando se concorre com “La Pulga” e Neymar). Além do mais, marcou em quase todas as competições que disputou (faltou “picar o ponto” na Supertaça de Espanha), tendo-se sagrado, inclusivamente, dono da Bota de Ouro e melhor marcador da La Liga (desde 2008/09 que ninguém destronava Messi e Ronaldo sendo que, na altura, o vencedor foi o compatriota Diego Forlán), Mundial de Clubes (foi responsável por 5 dos 6 golos dos “culé”) e Taça do Rei (empatado com outros jogadores). Para quem só analisa os números, há que admitir que estes foram brutais, mas mais há a destacar, nomeadamente a regularidade. De facto, e em oposição aos companheiros de ataque, que em determinados momentos da época se “eclipsaram”, Suárez efetuou uma trajetória que primou pela regularidade exibicional, apresentando-se a altíssimo nível durante todo o ano, “explodindo” de vez nos derradeiros desafios dos “blaugrana”. Assim, nos últimos 5 jogos para o campeonato espanhol apontou 15 (!) tentos, revelando-se decisivo para a superação da fase conturbada vivida em Camp Nou que quase custava um título que parecia, há muito, decidido.

É certo que nem tudo foram rosas para o Barcelona e para o seu camisa 9, ainda estando no pensamento dos adeptos a eliminação da Champions, nos “quartos”, aos pés do Atlético de Madrid (se bem que o 84 vezes internacional pelo Uruguai nem foi o maior culpado, tendo sido o único a conseguir derrubar a “barreira” “colchonera”, por duas ocasiões na primeira mão). Contudo, contas feitas, o balanço final acaba por ser aceitável. Ao todo, o emblema da Catalunha conquistou a “dobradinha”, a supertaça europeia e o Mundial de Clubes, em grande medida graças ao ano estratosférico do atacante de 29 anos.

Também Ronaldo (51 golos e 15 assistências) e Messi (41 golos e 26 assistências) realizaram épocas acima da média, porém, 2015/16 foi decisivamente, e até por alguma margem, a temporada de Luis Suárez. Se chega para vencer a Bola de Ouro? Ninguém sabe, até porque outros valores se levantam quanto a esse tema, mas excluindo elementos extra, como má imagem, pouco mediatismo, etc, dentro de campo ninguém apresentou o seu rendimento.

Para lá dos três craques, outros merecem uma palavra de apreço pelo que realizaram nesta época. Iniesta manteve a magia, ao passo que Neymar, apesar das polémicas ao longo de 2016, termina com 31 tentos; Griezmann foi a personificação da eficácia preconizada por Diego Simeone, enquanto Godín retratou a “raça” característica de “el Cholo”; Sergio Ramos, o “senhor das finais”, Bale e Modrić apoiaram, e muito, o Real Madrid rumo à “undécima”; Lewandowski e Müller demonstraram, de novo, as habilidades na finalização que todos lhes reconhecem; Mkhitaryan marcou e assistiu com fartura; os “príncipes” de Turim, Pogba e Dybala, entenderam-se às “mil maravilhas”; Ibrahimović levou Paris ao delírio; Kanté e Mahrez transformaram um sonho em realidade.

Visão do do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

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