Escândalo! Islândia deixa Inglaterra fora do Euro; Hart errou e os guerreiros islandeses meteram o conjunto de Hodgson no congelador

Imagem: Daily Mail
Inglaterra 1-2 Islândia (Rooney 4' g.p.; R. Sigurdsson 6' e Sigthórsson 18')

A Islândia protagonizou a maior surpresa dos oitavos-de-final do Euro'2016 ao eliminar a Inglaterra. Os estreantes islandeses (país com apenas 332 mil habitantes), que agora vão defrontar a França, com o seu futebol prático e directo tiveram a capacidade de dar a volta ao marcador e depois colocaram o adversário no "bolso" com uma boa organização defensiva. Já a favorita Inglaterra, que até tinha chegado a França só com vitórias na qualificação, volta a falhar numa fase final (o que nos últimos anos tem sido regra), algo que deve precipitar a saída de Hodgson. O conjunto inglês, apesar de ter um elenco recheado de jogadores de milhões, demonstrou uma enorme inércia para evitar o descalabro e pouco testou Halldórsson. Hart com um erro no 1-2 acaba por ficar ligado à história do jogo.

A partida começou logo com o golo da Inglaterra. Halldórsson chega atrasado e derruba o veloz Sterling na área e Rooney, na conversão da grande penalidade, não perdoou. Mas quando se pensava que a Inglaterra tinha feito o mais difícil, a Islândia, na resposta, empatou o jogo. Lançamento lateral da direita, Árnason ganha de cabeça e o central Sigurdsson desvia para a baliza. Alli e Kane, pouco depois, tiveram grandes oportunidades para dar a volta, mas seria novamente a Islândia a marcar. Lance trabalhado à entrada da área da Seleção inglesa e Sigthórsson remata colocado mas fraco, mas mesmo assim Hart, que podia ter feito muito mais, deixou entrar com uma defesa incompleta. A equipa de Roy Hodgson voltou a reagir por intermédio de Harry Kane, mas a última oportunidade do primeiro tempo até viria a pertencer à Islândia, com Skúlason a disparar do meio da rua pouco ao lado. Nos segundos 45 minutos, até houve mais perigo da Seleção de Lars Lagerbäck, que foi acumulando oportunidades para matar o jogo. Sigurdsson podia ter bisado num pontapé de bicicleta, Alli esteve perto de fazer o 2-2 logo a seguir, mas o mesmo Sigurdsson, 10 minutos volvidos, viria a tirar uma bola de golo com um corte espectacular. Saevarsson na resposta atirou perto da baliza, mas no minuto 84’ haveria dupla oportunidade para os nórdicos. Gunnarsson com uma grande arrancada esteve perto de marcar a Joe Hart que defendeu para canto e, na sequência do lance, Árnason remata ao lado. Nos últimos minutos, e já com Rashford em campo para o forcing final, Vardy quase marcava de cabeça depois de um cruzamento de Sturridge, mas a bola foi cortada por um defesa. E no canto, com Hart na área adversária, Smalling não calculou bem o timing de ataque à bola e cabeceou muito torto.

Inglaterra - Descalabro. Os ingleses, que muito prometiam, voltam a cair cedo numa fase final e, desta vez, perante um adversário teoricamente muito inferior. Hodgson lançou Sturridge, mas a equipa esteve sempre muito dependente daquilo que Rooney podia fazer. Contudo, o 10, que até inaugurou o marcador, esteve, à semelhança dos companheiros, muito desinspirado e a equipa ressentiu-se. Grande crise de ideias e problemas em lidar com o futebol rápido e com o bloco baixo do adversário. Por outro lado, Hodgson também não ajudou, visto que as suas alterações não melhoraram em nada a produção da equipa (bem pelo contrário). Individualmente, Hart fica mal na fotografia no segundo golo, mas teve algumas intervenções de bom nível, os laterais não conseguiram dar profundidade e as unidades mais ofensivas, apesar de muito terem rematado, não conseguiram ter sucesso nas suas iniciativas.

Islândia - Histórico. O conto de fadas islandês continua, sendo que Lagerback continua sem perder perante a Inglaterra. Futebol simples, mas rápido e eficaz. A organização defensiva é a grande arma desta equipa, tendo os dois centrais realizado exibições fantásticas (assim como o lateral direito Sævarsson), mas nesta partida os nórdicos conseguiram colocar em sentido Sua Majestade por diversas ocasiões (Hart acabou por ser mais testado que Halldórsson). No meio-campo, o capitão Aron Gunnarsson dominou e o craque da equipa, Gylfi Sigurdsson, espalhou o seu perfume técnico a espaços. No ataque, dois elementos muito batalhadores, que colocaram a cabeça em água aos centrais britânicos, tendo Sigthórsson sido o marcador do golo que garantiu o apuramento para a fase seguinte, onde enfrentarão a anfitriã França, em mais um embate de extrema exigência.

Etiquetas: , ,