Eslováquia sem capacidade para contrariar a Alemanha; Draxler deu espectáculo; Kroos voltou a encher o campo; Ozil entrou na história ao ser o 1.º a falhar um penalti pela 'Mannschaft' em fases finais de Europeus

Alemanha 3-0 Eslováquia (Boateng 8', Gomez 43' e Draxler 63')

Com uma exibição convincente a Alemanha despachou a Eslováquia e já está nos quartos-de-final à espera das bestas negras Espanha (de má memória em 2008 e 2010) ou Itália (que impediu o acesso à final em 2012). Draxler, com uma assistência, um belo golo e várias iniciativas individuais de bom nível, destacou-se, Kroos foi Kroos e não fosse algum desperdício no ataque, Muller continua sem marcar em Europeus, o resultado até podia ter sido mais expressivo. Num dia histórico para Boateng, que marcou o 1.º golo pela selecção em 63 jogos, e Ozil, que tornou-se no primeiro jogador da 'Mannschaft' a falhar uma grande penalidade nas fases finais de um campeonato da Europa, destaque para a ausência de Gotze, que nem saiu no banco. Já a Eslováquia, que se viu cedo em desvantagem no marcador, ainda teve uma oportunidade para empatar, mas Neuer disse presente, e as intenções do conjunto ficaram-se por aí.

O encontro até começou num ritmo algo morno, mas rapidamente a Alemanha começou a dominar e a chegar com facilidade à área contrária. O primeiro aviso foi de Khedira, que cabeceou para boa defesa de Kozacik, mas o 1-0 viria mesmo a surgir num belo golo de Boateng, que, à entrada da área, aproveitou a sobra de um canto e disparou de primeira (sem deixar cair), com a bola (que ainda sofreu um ligeiro desvio) a entrar junto à relva e ao poste. Pouco depois, a formação germânica dispôs de uma grande oportunidade para ampliar, com Skrtel a derrubar Gómez dentro da área, mas Ozil permitiu a defesa de Kozacik na conversão do penalti. O cerco alemão continuava, com a Eslováquia ter muitas dificuldades em sair, e Ozil esteve novamente perto do segundo, mas o disparo saiu ao lado. A melhor ocasião dos eslovacos pertenceu a Hamsik, mas o seu cabeceamento foi travado por uma bela intervenção de Neuer. No entanto, já perto do intervalo, a Mannschaft chegou mesmo ao 2-0 após uma bela jogada de Draxler, que serviu Gómez e com este a não perdoar. Na segunda parte a Eslováquia entrou a tentar reagir à desvantagem e conseguiu chegar mais vezes à área contrária, mas sem conseguir criar verdadeiras ocasiões para reduzir. Quem marcou foi Draxler, que aproveitou uma bola solta num canto e aumentou assim a vantagem dos alemães. Durica ainda esteve perto do 1-3 num livre frontal, mas até ao fim a Alemanha geriu a bola, tendo a hipótese de engordar o resultado através de Kroos, mas Kozasic impôs-se com uma bela defesa. O resultado estava feito, com a turma de Löw a ficar agora à espera do desfecho da partida entre Espanha e Itália.

Alemanha - Excelente exibição da Mannschaft, numa partida de sentido único e onde o resultado nunca pareceu estar em causa. Boateng abriu cedo o activo e, apesar da grande penalidade falhada, a Eslováquia raramente conseguiu incomodar Neuer. A qualidade na circulação de bola, mobilidade e capacidade de pressão fizeram com que o opositor fosse subjugado facilmente, tornando a vitória numa mera formalidade. Individualmente, destaque para as exibições de Kroos, o homem que pauta o ritmo de jogo da turma de Low e que voltou a deslumbrar com a sua visão de jogo e qualidade de passe (no final ainda poderia ter marcado), Draxler, que, no regresso ao 11 (Gotze foi para o banco), teve uma prestação bem mais conseguida que nos desafios anteriores, desequilibrando com facilidade e somando um golo e uma assistência, e os dois centrais, Boateng e Hummels, que controlaram quase sempre bem o seu espaço, sendo que o primeiro ainda inaugurou o marcador e o segundo esteve na jogada do terceiro. Já Kimmich e Héctor foram competentes (o homem do Bayern voltou a somar pontos na lateral direita), Gomez voltou a facturar, enquanto que Ozil (primeiro jogador alemão a falhar uma grande penalidade numa fase final de um Europeu) e Muller foram os mais apagados.

Eslováquia - O conjunto de Ján Kozák chegou a esta fase com alguma surpresa, mas, após empatar com a Inglaterra, não conseguiu discutir o encontro com a Alemanha. Hamsik teve na cabeça a hipótese do empate perto do intervalo, mas não foi bem sucedido e, tirando um ou outro lance, os eslovacos foram quase sempre bem controlados por um adversário claramente superior. Hamsik foi a unidade em maior destaque, mas, apesar de ter conseguido entrar no último terço do terreno algumas vezes, nunca foi bem acompanhado. No ataque, ninguém conseguiu aparecer, enquanto que as alterações do treinador também não surtiram qualquer efeito.

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