Cuidado com este Hazard! Craque mete a Bélgica nos quartos; Hungria valorizou o espectáculo

Hungria 0-4 Bélgica (Alderweireld 10', Batshuayi 78', Hazard 80' e Carrasco 90'+1)

Com uma super-exibição de Hazard a Bélgica (que conseguiu o resultado mais expressivo deste Euro'2016 até ao momento) confirmou o favoritismo e marcou duelo com o País de Gales. Perante uma Hungria que dividiu sempre o jogo e até teve várias oportunidades para marcar (Courtois foi um muro), o craque do Chelsea acabou por fazer a diferença, com um golaço, uma super-assistência e várias acções de desequilíbrio de alto nível, demonstrando que com ele a este nível os "Diabos Vermelhos" tem uma palavra a dizer na luta pelo ouro.

Quanto ao encontro, a Bélgica entrou forte e teve uma ocasião logo a abrir, com Lukaku a pôr à prova Király. O golo viria mesmo a surgir pouco depois, com Alderweireld a corresponder da melhor maneira a um livre de De Bruyne. De seguida foi o próprio jogador do Manchester City a estar perto de marcar numa transição, mas o guarda-redes húngaro negou-lhe essa possibilidade com uma defesa com os pés. A partir desse momento a posse de bola passou a ser repartida, talvez consentido pela Bélgica, que assim dispunha de mais espaço para lançar as suas letais transições rápidas. O 2-0 esteve muito perto de acontecer por De Bruyne na cobrança de um livre frontal, mas Király conseguiu desviar a bola com a ponta dos dedos para a barra. Logo depois, foi a vez da Hungria dispor das suas melhores chances, com Pinter a mandar uma “bomba” (de bem longe) por cima e depois com Dzsudzsák a rematar ao lado. Pouco antes do intervalo, Mertens teve tudo para ampliar, mas Király voltou a brilhar e o resultado manteve-se. No segundo tempo, Hazard entrou logo a testar Király, mas o guardião húngaro defendeu para canto. Mertens, após grande cruzamento de Hazard, também podia ter aumentado a vantagem, mas rematou por cima. E com isto aproveitou a Hungria para aparecer. Ádám Pintér esteve perto de enganar Courtois e Juhász também esteve a centímetros do golo. No entanto, era a noite de Hazard, e o craque em 2 minutos sentenciou a partida. Primeiro, depois de uma grane jogada, serviu Batshuayi, que tinha acabado de substituir Lukaku, para o 2-0 e logo a seguir ampliou com mais um lance de génio. Até final Szalai e Elek ainda tentaram reduzir, mas foi o suplente Carrasco a fazer o 4-0 final.

Bélgica - Uma vitória categórica dos belgas, que enfrentarão agora o País de Gales nos quartos de final. Alderweireld marcou muito cedo, num dos pontos fortes desta formação e esse golo abriu ainda mais um jogo em que ambas as equipas se enfrentaram olhos nos olhos. A Hungria não mudou e pagou caro o poder do conjunto de Wilmots nas transições. Individualmente, Hazard fez uma super-exibição, talvez a melhor de um jogador na prova. Rápido, desequilibrador e forte no drible e na decisão, o jogador do Chelsea colocou a defesa em água aos adversários. Lukaku também fez uma boa partida, destacando-se nos movimentos de costas para a baliza, Nainggolan e Witsel controlaram o meio-campo e Meunier cumpriu na lateral direita. Pela negativa De Bruyne, que continua algo trapalhão, mas fez a assistência no primeiro golo, enquanto que Vertonghen teve vários problemas pelo seu flanco. Por fim, destaque para as substituições de Wilmots, que resultaram em pleno, sendo que a qualidade do banco belga poderá fazer a diferença nos próximos jogos.

Hungria - A formação que ganhou o grupo F manteve-se fiel aos seus princípios, de fazer posse, ter várias unidades no momento ofensivo, e deu-se mal, sobretudo porque não conseguiu lidar com a velocidade e virtuosismo dos atacantes belgas, que com espaço são dificílimos de parar. Ainda assim, os húngaros deram boas indicações a espaços e não mereciam um resultado tão pesado. Nagy tentou pegar no jogo, mas não teve grande companhia, enquanto que o capitão Dszudszak voltou-se a destacar pela sua qualidade de passe e visão de jogo. Na defesa, muitas dificuldades, sendo que Kiraly foi evitando a goleada até não conseguir mais. Termina assim a prestação da turma de Storck, que excedeu as expectativas.

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