FC Porto bicampeão de Juniores

Dragões juntam à conquista da II Liga o bicampeonato nos juniores, o que poderá implicar uma mudança na política desportiva na equipa principal. Sendo que grande parte desta conquista vai para individualidades como Bruno Costa (carregou a equipa às costas durante o período mais difícil da temporada, acrescentando capacidade de desequilíbrio e golos), Rui Pires (ganhou o estatuto de titular indiscutível com o decorrer da época e em boa altura, já que após a sua entrada no 11 a equipa ganhou imenso na fase de construção), Moreto Cassamá (golos nos últimos 2 jogos) e o próprio Tony Djim que foi importante na ausência da referência (Rui Pedro) ao actuar numa posição que não era a sua. Para além destes, menção para a regularidade de Jorge Fernandes, João Cardoso, Luís Mata (começou como extremo, mas acaba a sua formação enquanto júnior na posição de lateral esquerdo) e para a afirmação de alguns elementos sub-17 como Diogo Queirós e Diogo Costa. 

O FC Porto confirmou a conquista do 2.º título consecutivo no escalão de júniores ao bater o Belenenses por 3-2 (Moreto, Mesquita e Madi Queta marcaram pelos campeões; Pedro Marques bisou pelos visitantes), isto depois de uma época em crescendo. Os azuis e brancos andaram a 1.ª fase quase toda na perseguição ao Rio Ave, para além de terem sido eliminados precocemente da Youth League), mas demonstraram um bom nível na fase final, ainda que privados, durante algum tempo, de jogadores importantes por lesão. Por outro lado, o Sporting, 2.º apenas a 1 ponto dos dragões, que apresentou uma equipa muito virada para o rendimento e com vários elementos fisicamente poderosos (chegou a actuar com 3 "trincos" de início, para além de utilizar jogadores como Ronaldo, Diouf, Encada) levou a decisão até ao fim, ficando apenas a queixar-se de si mesmo por desperdiçar em alguns jogos frente a adversários menos cotados. No que aos grandes diz respeito, mais uma época de desilusão para os encarnados, com pouca qualidade de jogo, maus resultados internos, ainda que em grande parte justificado  pela geração de 97 estar já noutro patamar de competição (os melhores juniores já actuam na B e Renato Sanches inclusive foi titular na equipa principal). Por fim, destaque para um dos campeonatos mais equilibrados dos últimos anos (com poucas jornadas para o fim era notório o pequeno hiato pontual entre 1.º e 6.º classificado), com mérito para Belenenses, Rio Ave e Vitória, conjuntos que se têm vindo a aproximar dos grandes, ainda que de forma insuficiente para atingir o título (Braga foi a excepção nos últimos 13 anos).

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