Banco dá vitória: Inglaterra ultrapassa Gales nos descontos; Sturridge brilhou

Inglaterra 2-1 País de Gales (Vardy 56', Sturridge 90+2'; Bale 42')

Desta vez a estrelinha sorriu à Inglaterra. A selecção dos três leões, que tinha escorregado nos descontos no 1.º jogo, derrotou Gales com um golo já para lá dos 90' e assumiu a liderança do grupo B. O duelo entre as duas nações do Reino Unido prometia mas acabou por ser pobre. Os ingleses, apesar do maior domínio, criaram poucas oportunidades. Já Gales também pouco assustou mas tem o jogador, Gareth Bale, que, por si só, é mais capaz de decidir um jogo no Euro. A entrada de Sturridge ao intervalo acabou por ser decisiva, com o avançado do Liverpool a participar no 1-1 e a marcar o 2-1. Vardy também saiu do banco para marcar, num jogo em que Rashford (Hodgson terminou a partida com 3 avançados mais Rooney no meio campo) entrou na história ao ser o mais jovem inglês a participar num Europeu.

No que diz respeito ao encontro, o início foi equilibrado e bastante intenso, mas foi a Inglaterra a primeira equipa a criar uma oportunidade de golo numa transição entre Kane, Lallana e Sterling, mas com este último a falhar na cara do guardião galês. A partir daí, a selecção dos Três Leões passou a dominar a partida, com uma pressão bem efectiva e com Alli e Rooney a tomarem as rédeas do jogo. O País de Gales recuava no terreno e viu a Inglaterra a estar perto do golo em dois lances de bola parada, com Cahill e Smalling a terem cabeceamentos perigosos (pelo meio os ingleses ficaram a reclamar uma grande penalidade). No entanto, ao minuto 42 a formação galesa conseguiu chegar à vantagem através do inevitável Bale, que com um livre de muito longe mandou um tiraço para o fundo das redes, embora Hart tenha tido culpas no cartório (fez mal a barreira e depois a abordagem ao remate não foi a melhor). Com isto, o País de Gales chegou ao intervalo na frente do marcador. Para a segunda parte Roy Hodgson fez entrar Sturridge e Vardy para os lugares de Sterling e Kane, e a sua equipa entrou forte e pressionante. Depois de Rooney ter posto à prova Hennessey, conseguiram mesmo chegar ao empate, com Vardy a aproveitar uma bola solta na área (corte defeituoso de Williams) e a não perdoar. O País de Gales ia recuando bastante, com a Inglaterra a sufocar por completo (do lado direito Walker era uma autêntica “locomotiva”) e a colocar muitas bolas na área. No entanto, só tem tempo de descontos é que os ingleses conseguiram criar oportunidade para marcar e chegarem mesmo ao golo, com Sturridge (grande 2ª parte) a aproveitar a confusão na área e aparecer para rematar para o fundo da redes. No último suspiro, Bale ainda cabeceou perto do poste, mas o resultado estava feito.

Inglaterra - Desta vez os descontos deram a vitória aos ingleses, evitando que estes chegassem à 3ª jornada com 2 pontos em 2 jogos e com uma enorme pressão em cima (somando 4 pontos fica praticamente assegurado o bilhete para os oitavos como melhor 3º). A equipa de Hodgson dominou sempre as operações, mas no primeiro tempo teve muitas dificuldades para criar perigo (só o fez numa transição ou em lances de bola parada) e acabou penalizada com a desvantagem em cima do descanso. Mas na segunda parte as alterações surtiram efeito, assistindo-se a um cecto inglês à área galesa, com a formação dos 3 Leões permanentemente em cima da baliza adversária e a conseguir, justamente, dar a volta ao marcador. Individualmente, Hart não deve ser crucificado pelo golo sofrido (os livres de Bale "enganam" quase todos os guarda-redes) mas isso não significa que tenha ficado isento de culpas, ao passo que pela direita Walker voltou a ser um dos principais dinamizadores do jogo ofensivo da equipa, aparecendo sempre no último terço a criar problemas para o País de Gales (se tivesse um pouco mais de precisão e de capacidade para definir os lances era um portento). No meio-campo, Rooney manteve a bitola do encontro frente à Rússia, organizando bem o jogo ofensivo, sobretudo no segundo tempo ao fazer circular a bola rápida de flanco a flanco, enquanto que Kane e Sterling estiveram muito abaixo do exigido e foram justamente substituídos ao intervalo. Do banco sairam os elementos que deram a vitória, com Vardy a tardar apenas 11 minutos para marcar, Rashford a conseguir agitar o jogo com a sua velocidade e energia e Sturridge em grande nível, não só, claro, pela participação no 1º golo e por ter marcado o 2º mas porque soube interpretar aquilo de que a equipa necessitava, movendo-se muito bem para tentar destabilizar o bloco defensivo galês.

País de Gales - Morrer na praia. Os homens de Coleman deixaram escapar 1 ponto que se poderá revelar crucial, já que antes do golo sofrido os galeses estavam praticamente com os 2 pés nos oitavos e assim, se não querem estar à mercê da calculadora até ao fim, terão de fazer um bom resultado frente à Rússia. Mas esta derrota acaba por espelhar o que foi o encontro, já que Gales jogou sempre muito recuada, sem conseguir ameaçar Inglaterra nas transições ou ter momentos de subida do seu bloco, e quem joga tanto tempo com a equipa toda metida na área (como sucedeu no segundo tempo) acaba muitas vezes por perder. No plano individual, Williams fica ligado ao golo do empate, ao cortar a bola na direcção da sua baliza, enquanto que no meio-campo Allen e Ramsey não conseguiram fazer posse e permitir "respirar" um pouco com bola. Na frente, Bale, que com a selecção tem uma tarefa quase de super-homem (joga sempre a 60 ou 70 metros da baliza rival), voltou a deixar a sua marca no jogo mas o posicionamento tão defensivo não lhe permitiu brilhar.

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