Sérgio Oliveira resolveu à bomba; Peseiro rodou a equipa; Postiga marcou um golaço

Rio Ave 1-3 FC Porto (Postiga 5'; Layún 20' g.p., Sérgio Oliveira 57' e Varela 87')

Pela décima terceira vez em 20 jogos da Era Peseiro, o FC Porto esteve a perder, mas desta feita conseguiu dar a volta e vencer o Rio Ave por 2-1. O treinador dos dragões fez uma verdadeira revolução no onze, mantendo apenas Chidozie, Maxi, Sérgio Oliveira e Brahimi em relação aos titulares com o Sporting, e o médio português foi fundamental ao marcar o golo da vitória após Postiga ter inaugurado o marcador com um grande golo e Layún ter empatado de grande penalidade. Para o Rio Ave, esfumou-se a possibilidade de aproveitar a derrota do Paços para subir ao sexto lugar, tendo este resultado o condão de garantir a qualificação do Arouca para a Liga Europa.

Quanto ao jogo, a primeira parte começou logo com o golo do Rio Ave. Recuperação de bola de Wakaso e Postiga, a 25 metros da baliza, bate Helton com um tiraço. Aos 20’ foi a vez do FC Porto responder, com André Silva a sofrer grande penalidade depois de Edimar o agarrar. Layún, chamado a bater, não falhou. 4 minutos volvidos e Brahimi podia ter virado o marcador, mas foi desarmado já dentro de área. O segundo tempo foi mais entretido, Brahimi quase marcou de livre, e aos 55 minutos, Sérgio Oliveira deu o aviso a Cássio com um remate de fora de área. Logo a seguir, na sequência do canto, a bola sobra para o 13 dos Dragões, que disparando uma bomba para o fundo da baliza de Cássio. Maxi Pereira também esteve perto de marcar, mas o lance deu canto, enquanto que do outro lado, foi Postiga a chegar atrasado a um cruzamento perigoso de Ukra. Até final, nota ainda para o 3-1 para o FC Porto por intermédio de Varela. Maxi lança o extremo com um passe longo e o internacional português, depois de uma boa recepção, dispara para o fundo das redes com um remate cruzado.

Destaques:

FC Porto -  Depois da derrota no Dragão frente ao Sporting, os homens de Peseiro regressaram às vitórias nesta fase Pré-Jamor, com uma exibição que, sem ser brilhante, deixa boas indicações. Num campo difícil, os azuis e brancos entraram praticamente a perder, mas a partir daí estiveram sempre por cima, com uma boa circulação que permitia chegar com relativa facilidade ao último terço do adversário. Individualmente, Maxi manteve a bitola de qualidade que o caracteriza, enquanto que do outro lado da defesa Layún, de regresso ao onze, somou mais um golo para as estatísticas. No meio-campo, Rubén Neves esteve algo apagado, enquanto Sérgio Oliveira esteve sempre muito em jogo, sem medo de se mostrar e, apesar de ter tido algumas perdas de bola, foi decisivo com um golo que muito buscou. Na frente, Brahimi, ainda que de forma inconsistente, teve momentos de qualidade, Varela, apesar do golo, esteve quase sempre desastrado e André Silva pouco em jogo esteve, dando nas vistas só pela grande penalidade conquistada.

Rio Ave - Uma derrota no pior momento. Depois da vitória do Tondela em Paços de Ferreira, a turma de Pedro Martins tinha a oportunidade de, em caso de vitória, ficar com pé e meio na Liga Europa, mas assim terá de esperar por deslizes alheios para estar na UEFA em 2016/2017. Isto num desafio em que, apesar de terem chegado à vantagem muito cedo, os locais estiveram abaixo do que já mostraram, com dificuldades para recuperar a bola e para ligar o jogo (Pedro Martins apostou em 4 homens de características ofensivas, mas estes estiveram quase sempre demasiado afastados do resto da equipa). No plano individual, Cássio ainda fez uma ou outra boa defesa, Edimar teve um jogo infeliz, não só pela grande penalidade cometida mas também devido a inúmeras perdas de bola, ao passo que Wakaso esteve excessivamente faltoso. Na frente, Postiga marcou pela segunda jornada consecutiva (4 golos no total) e, para lá desse golaço, foi o mais esclarecido, tentando sempre segurar a bola e combinar com os apoios, fazendo uso da sua boa qualidade técnica.

Etiquetas: , ,