Portugal nos quartos-de-final do Euro; Vitória fácil mas longe de ser brilhante

Mais um jogo muito fácil, sem qualquer tipo de problema para o sector defensivo, mas a qualidade ofensiva de Portugal não foi propriamente brilhante. As exibições dos extremos deixaram imenso a desejar (Dju vai mostrando limitações técnicas e João Filipe não tem conseguido pôr a qualidade técnica ao serviço do colectivo, embora tenha melhorado bastante em comparação com o primeiro encontro) e Diogo Dalot também esteve menos activo do que frente ao Azerbaijão. Na primeira parte, sobretudo, Portugal ia apostando em demasia no remate exterior e criou perigo maioritariamente em erros do adversário. As mudanças operadas por Hélio não tiveram um efeito particularmente positivo, com a selecção nacional a sentir a ausência de elementos preponderantes como Vinagre e Miguel Luís. Ainda assim, Domingos Quina acabou por ser, a par do inevitável José Gomes (excelente a jogar como pivot e a demonstrar mais uma vez qualidade no jogo aéreo), uma das figuras da equipa portuguesa.  

Portugal venceu a Escócia por 2-0 e está apurado para os quartos-de-final do Euro sub-17, que se vai disputando no Azerbaijão. A equipa de Hélio Sousa obteve mais um triunfo com grande facilidade, apesar de o nível do adversário ter aumentado um pouco. A selecção nacional esteve sempre por cima do encontro e foi carregando sobre a baliza do guarda-redes escocês, embora sem ter muitas ocasiões claras para marcar. O 1-0 surgiu através de um remate de Domingos Quina à entrada da área, depois de José Gomes ter recebido dentro da área e atrasado para o jogador do West Ham. Ao intervalo, a vantagem era curta mas dava boas perspectivas para a segunda metade. Portugal manteve-se no mesmo nível exibicional e controlou as operações, tendo alargado o marcador com mais um golo de José Gomes na prova, a responder de cabeça a um excelente cruzamento. Até final, o conjunto de Hélio podia ter marcado mais golos, mas a eficácia não foi a melhor e o resultado não se alteraria. 

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