Nulo frente à Bélgica vale liderança do grupo a Portugal; Hélio rodou a equipa num jogo morno ; Portugal fica à espera de um adversário para os quartos entre Ucrânia, Aústria e Alemanha

Hélio Sousa aproveitou para fazer descansar algumas das peças chave da selecção nacional (Gedson, Florentino, Leite, Dalot, José Gomes) e o resultado acaba por ser positivo, já que assegura o primeiro lugar, libertando de esforços vários jogadores para o resto da competição. No que ao jogo diz respeito, este passou por várias fases, primeiro com Portugal dominante e a criar perigo por vários remates de meia-distância, depois a conceder algum domínio territorial à Bélgica sem nunca ser, contudo, asfixiado. O 2.º tempo não foi produtivo em oportunidades para as duas equipas e parece que ambas se limitaram a aceitar o empate que, na verdade, satisfez os dois conjuntos. Em termos individuais, destaque para os jogos de Quina (muito dinâmico com bola, ágil e a esconder o esférico do adversário), João Filipe (muita ousadia e criatividade, o único extremo português com atributos para desequilibrar no passe, drible e remate) e Diogo Costa (poucas intervenções, mas decisivas, uma numa situação de 1 para 0 e outra no segundo tempo). Sem impacto positivo no jogo, ao contrário das outras partidas, podemos destacar Miguel Luís (optou várias vezes pelos remates e não surgiu na área com o perigo habitual), Vinagre (más acções técnicas, como cruzamentos e desarmes, com posicionamentos errados) ou Mickael Almeida (praticamente não apareceu no jogo e não mostrou credenciais para ser alternativa a José Gomes). Já nos Diabos Vermelhos é de realçar as exibições de Bongiovanni e Antonucci (médios muito criativos e que causaram problemas pelo corredor central), para além de Peeters (equilibrou a equipa na posição 6) que ajudou os Belgas a carimbar a 2.º posição do grupo.

No último jogo da fase de grupos do Europeu sub-17, Portugal empatou a zero com a Bélgica, num resultado que permite à equipa das Quinas passar  em primeiro lugar e aos Diabos Vermelhos em segundo (a selecção nacional fica agora à espera do adversário nos quartos-de-final, o qual pode ser a Ucrânia, a Aústria ou a Alemanha). Hélio Sousa optou por gerir os minutos dos diversos jogadores, e a verdade é que depois de uma boa entrada em jogo, com alguns bons remates de longe que obrigaram o guardião adversário a intervir, Portugal foi caindo de rendimento, culminando isto numa segunda parte em que nem chegou à área adversária. Quanto ao encontro, começou com Portugal por cima, com Quina e Miguel Luís, de longe, a obrigarem o guardião Svilar a aplicar-se. Com o passar dos minutos, a Bélgica foi equilibrando o jogo e Boonen dispôs mesmo de uma grande oportunidade, mas quando seguia isolado não foi capaz de bater Diogo Costa. Já perto do final do primeiro tempo, João Filipe viria a marcar, mas o golo foi anulado pois o jovem recebeu a bola com a mão e foi com um nulo que se chegou ao intervalo. Na segunda parte, a toada foi sempre morna, num ritmo lento e com poucas acções junto das balizas, sendo a melhor (e praticamente a única) ocasião de golo para a Bélgica, com Bongiovanni, já perto do fim, a obrigar Diogo Costa a uma grande defesa, acabando mesmo o marcador do desafio por registar um nulo. No outro jogo do grupo, o Azerbaijão venceu a Escócia por 1-0 e selou assim uma excelente participação, na qual só perdeu frente a Portugal e ficou somente a 1 ponto da Béligca.

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