Barcelona conquista Taça do Rei; Alba e Neymar resolveram no prolongamento; Sevilha jogou 54 minutos contra 10 mas não aproveitou; Iniesta encheu o campo, Messi fez duas assistências, Suárez saiu lesionado

Blaugrana conseguem a dobradinha pelo 2.º ano consecutivo e atenuam um final de época que não correu como previsto, com a eliminação na Champions e desperdício da vantagem na La Liga; Já o conjunto de Emery perdeu uma excelente oportunidade para juntar a Copa à Liga Europa. Os andaluzes com tanto tempo contra 10 deviam ter resolvido o encontro nos 90 minutos, mas faltou alguma capacidade no momento ofensivo, apesar de algumas semi-oportunidades e uma bola no poste. Iniesta encheu o campo e atenuou a inferioridade numérica (muito forte na posse, transporte e até no momento defensivo); Banega foi a principal figura dos andaluzes (muita qualidade técnica e protagonista dos melhores lances da sua equipa). A nível defensivo, destaque para a excelente exibição de Piqué, No ataque, Messi fez a diferença com duas assistências, já Suárez lesionou-se no princípio da 2.ª parte e fica assim em risco para a Copa América.

O Barcelona conquistou a Taça do Rei pela 28.ª vez ao derrotar na final o Sevilha, por 2-0. Um duelo resolvido apenas no prolongamento, com Alba, 1.º, a dar sequência a um passe incrível de Leo Messi, e depois Neymar (também a passe de Messi), já para lá dos 120, a sentenciar a partida. Os catalães não realizaram um bom jogo, também ficaram cedo reduzidos a 10 devido à expulsão de Mascherano aos 36 minutos, mas conseguiram travar o vencedor da Liga Europa e com o vermelho a Banega no minuto 90 superiorizaram-se e até podiam ter conseguido um resultado mais expressivo no prolongamento.

No que diz respeito ao encontro, o Barça teve mais bola durante a primeira parte (como era de esperar), mas sempre com o Sevilha a colocar os catalães em sentido com as suas transições. O primeiro a criar perigo foi Suárez (após grande passe de Iniesta), mas o seu remate ao lado, enquanto na outra baliza Escudero testou a atenção de ter Stegen num cruzamento-remate. No entanto, o jogo ia-se desenrolando num ritmo baixo, com a pressão do Sevilha a limitar muito a circulação do Barça. Até que ao minuto 36 Mascherano recebeu ordem de expulsão (agarrou Gameiro quando este seguia isolado), deixando os blaugrana com 10 unidades. Banega obrigou ter Stegen a uma bela intervenção na cobrança do livre, enquanto que Piqué cabeceou por cima um canto em cima do intervalo, mas o resultado não se alterou. Logo a abrir o 2.º tempo, os sevilhanos tiveram uma oportunidade de ouro para abrir o activo, mas o remate de Banega bateu no poste (ainda desviou em Piqué). Pouco depois, nova contrariedade para Luis Enrique, com Suárez a sair lesionado (entrou Rafinha). Em superioridade numérica, o Sevilha tinha nesta altura a iniciativa do jogo (situação à qual não estão habituados neste tipo de confrontos) e esteve novamente perto do golo por Krychowiak, mas Busquets estava no caminho da bola. Perto do minuto 90, Banega também recebeu ordem de expulsão num lance parecido ao da 1ª parte, travando Neymar quando o brasileiro seguia isolado. Na cobrança, Messi não conseguiu bater Rico e chegou-se com ao fim do tempo regulamentar com um nulo no marcador. No prolongamento, o Barcelona tomou conta da partida e conseguiu mesmo chegar à vantagem, com Messi a assistir (grande passe) Jordi Alba que finalizou, ainda que com pouco ângulo. Pouco depois os catalães estiveram perto de ampliar, mas Rico brilhou em dois lances: primeiro a um cabeceamento de Piqué e depois numa dupla defesa. Na 2.ª parte do prolongamento Daniel Carriço viu o vermelho e deixou o Sevilha a jogar com 9, sendo que o Barcelona já depois dos 120 aproveitou para fazer o 2-0, com Neymar a dar sequência a uma assistência de Messi.

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