Liverpool impede final espanhola, mas Sevilha vai tentar o tri; Firmino e Gameiro fizeram a diferença; Shakthar ainda assustou, Villarreal acusou o ambiente

Daily Mail
Klopp devolve os Reds à ribalta europeia logo na temporada de estreia; Gameiro continua a época de sonho (7 golos em 8 jogos a LE, 28 em todas as competições); Shakthar tentou equilibrar o jogo, Villarreal nem isso (o submarino amarelo desde cedo pareceu acusar o ambiente de Anfield Road e apresentou-se nervoso).

O Liverpool está de volta às finais europeias (o que não acontecia desde a derrota contra o Milan para a Champions em 2007). Os Reds vingaram o desaire em Espanha (0-1) e eliminaram o Villarreal com uma vitória clara, por 3-0, marcando assim duelo com o Sevilha na final de Basileia. O Liverpool, que vai agora tentar a 4.ª Taça UEFA/Liga Europa chegou ao 1-0 logo aos 7 minutos, num lance iniciado em Firmino com Soriano a marcar na própria baliza e na 2.ª parte confirmou a passagem com golos de Sturridge (a passe de Firmino) e Lallana (Sturridge assiste depois de mais uma jogada de Firmino). Pelo meio Víctor Ruiz foi expulso, o que complicou ainda mais a missão do Submarino Amarelo, que à excepção de uns lances logo a abrir e de umas semi-oportunidades nunca levou real perigo à baliza de Mignolet. A nível individual Firmino foi o elemento mais, com participação directa nos 3 golos, tendo ainda juntado à sua boa exibição um lance de magia com uma finta descomunal; Sturridge na frente também disse presente, com 1 golo e a participação em mais 2. Nota ainda para o meio campo, com Can (de regresso) e Milner (como 2.º médio) a dominarem por completo as operações; Lovren na defesa também esteve imperial; Já o Villarreal pareceu acusar o momento (a equipa tem pouca experiência), até o ambiente de Anfield, e desde cedo foi expressando essa intranquilidade, tendo tido no guardião Areola o expoente máximo desse nervosismo. Os centrais Musacchio e Víctor Ruiz também acumularam alguns erros, e na frente o experiente Soldado (que cometeu algumas faltas escusadas) com uma exibição muito apagada, também não ajudou. Pela positiva mais uma boa prestação de Denis Suárez, claramente o elemento mais do Villarreal.

Já no Sánchez Pizjuán, o Sevilha bateu o Shakhtar por 3-1 e chegou à quinta final na competição nos últimos 10 anos. Os andaluzes começaram praticamente a ganhar, com Gameiro, logo aos 9 minutos, a fazer o 1-0: roubo de bola do francês a Malyshev, com o avançado a progredir vários metros em condução e a bater Pyatov para inaugurar o marcador. A partida foi depois marcada pelo equilíbrio, mas na parte final do primeiro tempo os ucranianos ganharam algum ascendente, o qual foi materializado aos 44’, com Marlos a servir primorosamente Eduardo para que este fizesse o 1-1 com que  chegou o descanso. Mas logo no início do segundo tempo o conjunto de Emery voltou à vantagem, com Krychowiak a assistir Gameiro e este a fintar o guardião rival e a rematar para o 2-1. Pouco depois, a equipa da casa ficou ainda mais perto da final, com Mariano, num belo disparo de fora da área, a não dar hipóteses a Pyatov e a aumentar a vantagem do bicampeão da competição. Até final, os ucranianos ainda poderiam ter reduzido a diferença, mas Eduardo não conseguiu bisar após bom cruzamento de Srna e o marcador não se alterou, garantido assim o Sevilha o bilhete para Basileia.

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