Portugal na final do Europeu sub-17; José Gomes voltou a brilhar; Dalot também marcou; Lusos continuam sem sofrer golos

Portugal já está na final do Europeu de sub-17. A selecção nacional superiorizou-se à Holanda nas meias-finais, com uma vitória por 2-0, e fica agora à espera do vencedor do Alemanha-Espanha. Os jovens sub-17, que continuam sem sofrer golos, caso cheguem ao título quebram um jejum de Portugal que já dura desde 2003. O inevitável José Gomes, melhor marcador da competição com 7 golos, voltou a fazer a diferença; Dalot (belo golo), Florentino e Diogo Queirós também se destacaram. 

No que ao jogo diz respeito, a selecção nacional encontrou pela primeira vez na competição uma congénere capaz de lhe colocar dificuldades ao nível da posse, ao ponto de repartir o domínio durante os primeiros 20 minutos. Desde então, as oportunidades foram surgindo com frequência, sempre para o lado Português, primeiro com Florentino após um pontapé de canto, depois com Gedson, num cenário já visto, a rematar à entrada da área e, mais tarde, através de José Gomes que apontou o primeiro golo, aos 25', após um excelente gesto técnico de cabeça. A excepção foi mesmo um cruzamento de Chong, vindo da esquerda, que atravessou toda a área de Diogo Costa sem ninguém conseguir desviar. No reatar da partida, já na 2.ª parte, o primeiro sinal de perigo voltou a ser luso, sem surpresa por José Gomes que, novamente pelo ar, viu ser anulado um golo em posição de fora de jogo. Nesse sentido, a Holanda continuou a ter dificuldades para contrariar a maior qualidade de jogo da selecção nacional, e o segundo golo apareceu com naturalidade aos 56' por intermédio de Dalot. O lateral do Porto trocou as voltas a Malacia e, beneficiando de um mau posicionamento do guarda-redes contrário, disparou ao primeiro poste e selou o resultado final em 2-0. Até final Mesaque ainda teve a oportunidade para fazer o 3-0 mas não aproveitou uma situação em que o guarda-redes holandês foi tentar anular um lance fora da área.

Hélio alinhou com Diogo Costa, Diogo Dalot,  Diogo Queirós (Cap.), Diogo Leite, Rúben Vinagre; Florentino, Gedson Fernandes, Domingos Quina, João Filipe, Mesaque Dju e José Gomes - Portugal, que num curto espaço de tempo soma 3 finais de campeonatos da europa jovens (Sub21 em 2015, sub-19 em 2014, sub-17 em 2016), está na final do europeu depois de uma exibição de gala frente à poderosa Holanda. Os comandados de Hélio Sousa estancaram o perigoso e móvel ataque adversário (Chong vinha cotado como um dos mais desequilibradores da competição, Mallen como um dos mais talentosos da formação do Arsenal) e a isso somaram a dinâmica habitual na frente de ataque, muito devido a João Filipe, Quina e José Gomes. Embora os dois primeiros não tenham tido o impacto do avançado, as suas características são importantes para o jogo em espaços curtos, para a conquista de faltas e, sobretudo, para criar os desequilíbrios que tão difíceis são contra blocos baixos. O grande homem do jogo e da competição tem sido o avançado do Benfica (7 golos na competição, sendo a maior parte deles pelo ar), mas não se pode menosprezar a importância dos laterais Vinagre e Dalot (isto numa selecção que ataca muito pelas alas) e dos médios Florentino (o mais discreto ao longo da competição, mas sem dúvida importante na recuperação e 1.ª fase de construção) e Gedson (hoje com menos destaque, apesar de ser o médio com mais capacidade para romper linhas com bola). Por fim, o triângulo de Diogo's na defesa que continuam a ter uma competição tranquila (especialmente o guarda-redes), sendo de destacar a excelente exibição de Diogo Queirós (talvez a sua melhor exibição na competição), muito seguro e a travar vários lances na antecipação.

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