FC Porto goleia antes da Taça; André Silva estreou-se a marcar, Danilo chegou aos 6 golos na Liga; Dérbi matinal teve 26 mil pessoas no Dragão

FC Porto 4-0 Boavista (Danilo 11', Layún 56',  Brahimi 85' g.p. e André Silva 89')

O FC Porto terminou o campeonato com uma vitória no dérbi frente ao Boavista. Num encontro marcado pelo horário inédito - a partida começou às 11h45 - os azuis e brancos, perante 26 mil pessoas, realizaram uma 1.ª parte pobre mas revelaram eficácia e no 2.º tempo transformaram a superioridade numa goleada. Danilo apontou o 6.º golo no campeonato, Layún terminou a Liga com 5, mas o principal destaque foi André Silva, novamente titular, que assistiu para o 2-0 e estreou-se a marcar pela equipa A ao apontar o 4-0, num jogo em que Peseiro voltou a fazer algumas alterações no 11, não dando assim indicações para a forma como o FC Porto se pode apresentar na final da Taça. Já o Boavista, que no 1.º tempo equilibrou o duelo, tendo até apresentado mais qualidade no momento com bola, apesar de algumas iniciativas de Rúben Ribeiro e de uma boa oportunidade, por intermédio de Tiago Mesquita, acusou a desvantagem e na 2.ª parte pouco incomodou.

No que diz respeito ao encontro, a 1.ª fase até teve mais Boavista mas foi o FC Porto a chegar ao 1-0, com Danilo a aproveitar uma bola perdida na área e a disparar para o fundo das redes. Pouco depois quase que surgiu o 2-0 na sequência de um canto, mas Chidozie cabeceou por cima. No entanto, a partir daí o Boavista passou a ter mais iniciativa e quase chegou ao empate numa jogada muito bem construída, mas Casillas opôs-se bem ao remate de Tiago Mesquita. Até ao intervalo, os visitantes continuaram por cima no jogo, mas sem criar oportunidades de golo e como tal o resultado manteve-se. Insatisfeito com o que estava a ver, José Peseiro lançou para a segunda parte Rúben Neves e Brahimi, tirando de campo Danilo (para poupar) e Corona (desastrado). Os jogadores portistas corresponderam com uma entrada forte e chegaram ao 2-0, com Layún (após bom trabalho de André Silva) a conseguir um excelente golo. Logo de seguida o terceiro esteve perto de acontecer, mas o chapéu de Brahimi (era um golaço) saiu ligeiramente por cima. A turma do Bessa sentiu o golo e os dragões controlavam por completo as operações. O técnico do portista voltou a mexer (Evandro entrou para o lugar de André André), numa altura em que Sánchez fazia o mesmo do outro lado. O encontro entrou numa toada mais calma, mas com os homens da casa a acumularem ocasiões de golo: primeiro foi André Silva (após bom trabalho dentro da área) e Brahimi a testarem Mika, tendo depois o argelino rematado para fora depois de uma bela jogada individual. No entanto, no minuto 84 Rúben Ribeiro cometeu falta sobre Maxi dentro de área, tendo Brahimi (quando os adeptos pediam que fosse André Silva) não perdoado da marca dos 11 metros. Já depois de Rúben Neves ter disparado forte ao lado, chegou o momento da manhã, com André Silva, assistido por Brahimi, a ultrapassar Mika e a fazer o 4-0, estreando-se assim a marcar pela equipa principal dos dragões.

FC Porto - Já com a cabeça claramente no Jamor (jogo que definirá se a época termina com um sorriso ou como um desastre), Peseiro voltou a mexer no onze (Rubén Neves, Sérgio Oliveira e Brahimi foram relegados para o banco, alinhando de início Danilo, André André e Corona) e a equipa acaba por conseguir uma vitória justa, com uma segunda parte melhor do que a primeira. No primeiro tempo, os Dragões tiveram alguma dificuldade em apresentar uma circulação com fluidez, aspecto que foi melhorado na etapa complementar, fase em que os azuis e brancos dominaram por completo e fizeram por aumentar a vantagem. Individualmente, Maxi deu sempre muita qualidade e energia quando integrou o ataque (conquistou mesmo uma grande penalidade) e Layún continuou a engrossar a sua folha de estatísticas, com um belo golo. No meio-campo, Danilo também fez o gosto ao pé (chegou aos 6 golos na liga), ao passo que André André voltou a não justificar a aposta (pouco em jogo). Na frente, Brahimi entrou bem no desafio, com um golo e uma assistência, mas o grande destaque foi mesmo André Silva, que durante todo o jogo muito buscou o golo (sempre a dar trabalho à defesa adversária, em constantes demarcações quer em ruptura quer em apoio frontal) e acabou recompensado já perto do fim (veremos se será o titular no Jamor).

Boavista - Já numa fase de descompressão depois de assegurada a permanência na I Liga, os axadrezados apresentaram-se no Dragão com uma boa postura, tendo realizado uma exibição muito agradável na primeira parte (conseguindo ter bola no meio-campo adversário e sendo mesmo superiores em muitas fases do embate). Nos segundos 45 minutos, o nível exibicional caiu bastante e os comandados de Sanchez acabaram por fechar o campeonato com uma goleada encaixada. No plano individual, Mika não teve culpas nos golos, ao passo que Henrique travou sempre uma acérrima luta com André Silva. No meio-campo, Tahar esteve bem no melhor período da equipa mas depois foi-se apagando, tal como Rubén Ribeiro ou Anderson Carvalho, elementos de boa técnica que na etapa inicial mostraram aquilo em que o Boavista muito melhorou desde a chegada do novo técnico (capacidade de ter posse e de circular com qualidade).

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