Campeões! Benfica celebra o tri...nta e cinco

O Benfica conquistou o seu 35.º campeonato e o primeiro ‘tri’ desde 1976/77.

Com a goleada frente ao Nacional, por 4-1 (golos de Jonas, Pizzi e bis de Gaitán, tendo Agra reduzido nos descontos), o clube da Luz chegou também aos 88 pontos que é o recorde absoluto de pontos obtidos no campeonato português (superou os 86 do FC Porto de Mourinho, em 2002-03).

Rui Vitória, que teve uma época do 8 ao 80, tendo mesmo corrido o risco de ser despedido depois das derrotas frente ao Sporting, principalmente na sequência da eliminação da Taça em Novembro - na altura grande parte dos benfiquistas queriam a sua saída - não só deu a volta por cima, como o fez de maneira estrondosa, juntando o campeonato a vários feitos: pontos (88), melhor ataque (88 golos), n.º de vitórias consecutivas no clube "encarnado" (ao todo os encarnados somaram 29 triunfos em 34 jornadas, 20 nas últimas 21 rondas), com 12, superando Jorge Jesus, e uma presença nos quartos-de-final da Champions.

Mas acima de tudo esta é uma vitória da estrutura do Benfica, encabeçada por Luís Filipe Vieira (cada vez mais um dos principais presidentes na história das águias), que consolida a hegemonia no futebol português sem Jorge Jesus, e ainda por cima consegue-o defendendo as suas ideias, ao manter RV, quando todos pediam a sua saída (os encarnados perderam duas competições para o Sporting - Supertaça e Taça - e o futebol não impressionava), e num ano em que a política desportiva mudou, com a introdução de mais elementos da formação na equipa principal.

E se há um vencedor, há também um derrotado. E esse é em toda a linha o Sporting. Os leões chegaram a ter 7 pontos de vantagem, até assumiram uma política de centrar tudo no campeonato, "abdicando" inclusive de uma competição, mas não só perderam a liderança como alimentaram o rival com um discurso agressivo, muitas vezes tentando humilhar o adversário, sendo que um dos momentos da época acabou por ser a afirmação de Jesus sobre Rui Vitória, dizendo que o seu colega de profissão não era treinador, o que funcionou como uma espécie de click, já que a partir daí o campeão nacional passou a jogar com uma "raiva" positiva e o próprio mundo encarnado uniu-se em torno do seu timoneiro, criando uma onda que carregou a equipa a uma série de vitórias consecutivas, que não deram margem ao clube leonino.

A nível individual foram vários os rostos deste 35.º campeonato, com Jonas, o melhor marcador (com 32 golos), à cabeça, mas também Jardel, que jogou sempre a um nível estratosférico, mesmo tendo tido 3 companheiros diferentes na defesa, fruto da lesão de Luisão. Renato Sanches, que entrou na equipa na sequência do desaire para a Taça em Alvalade, foi outro elemento decisivo, não só pelo que fez dentro de campo (foi o 8 que faltou no 1.º terço), mas igualmente pela maneira como a sua agressividade contagiou tudo e todos. Ederson, pelo que defendeu, Mitroglou, pelo que marcou, Fejsa, pela maneira como encheu os relvados por onde passou, e Gaitán (o rei das assistências, que brilhou no último jogo da Liga), ficam igualmente ligados a este título.

Etiquetas: