Tudo ao contrário

O FC Porto deu uma lição de como não se deve lançar um jovem da formação.

André Silva era no final de Dezembro o melhor marcador da II Liga com 11 golos. Foi convocado para o jogo com a Académica no Estádio do Dragão e chegou a ir para o aquecimento mas de lá não saiu e Lopetegui ouviu um coro de assobios dos adeptos portistas por não colocar o jovem numa altura em que o encontro estava decidido a favor dos Dragões. Não jogou contra a Academica mas fez a sua estreia na Taça da Liga contra o Marítimo numa pesada derrota por 1-3 no Estádio do Dragão, num péssimo espectáculo por parte dos Dragões mas foi André Silva a fazer a assistência para Aboubakar já nos descontos, que protagonizou um mal-estar acentuado entre os adeptos e o treinador Lopetegui.

Seguiu-se o clássico em Alvalade que iria protagonizar o regresso do Sporting à liderança. Lopetegui lançou o avançado, numa altura em que já perdia por 1-0, aos 71'. Fez assim a sua estreia na Primeira Liga num duelo que decidia o líder à 15.ª jornada, ou seja cenário mais desfavorável era quase impossível.

Seguiram-se algumas partidas na primeira equipa do FC Porto, numa altura em que Lopetegui não conseguia dar a volta e foi despedido. Em todos esses jogos, a equipa entrou sob enorme pressão. No total foram 3 jogos na Taça da Liga, 3 na Primeira Liga e 1 minuto na Taça de Portugal e 0 golos.

Chegou Suk e André Silva regressou à equipa B. Desde aí, em 13 jogos apenas marcou 3 golos. Muito pouco para aquilo que tinha feito antes de chegar à equipa A.

André Silva alcançou um patamar que todos os jovens, neste caso da formação do FC Porto, querem atingir, mas esse feito acabou por lhe ser desfavorável.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): José Mendes

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