Sporting garante 12 milhões de euros; Resultado voltou a ser melhor que a exibição; Coates destacou-se; Marvin bisou nas assistências; Ruiz foi suplente

Sporting 2-0 União (Teo 7' e João Mário 19')

O Sporting cumpriu frente ao União, e fez um 3 em 1: garantiu em definitivo o 2.º lugar, o que permite um encaixe de 12 ME fruto do apuramento directo para a Champions, igualou o melhor registo de vitórias na Liga (24) e, principalmente, pressionou o Benfica. Triunfo indiscutível mas em que, à semelhança do que tinha acontecido com o Moreirense, o resultado foi muito melhor que a exibição. Os leões apresentaram um futebol adormecido, pouco dinâmico, e em que os maus passes e más decisões se voltaram a notar, mesmo perante um adversário bastante desfalcado (Norton optou por poupar vários titulares). Zeegelaar destacou-se com duas assistências, Schelotto deu muita profundidade; Teo voltou a marcar e ainda esteve perto de bisar; E Coates apresentou qualidade com bola; Mas a nível individual foi um jogo pouco conseguido dos leões, com Bruno César e João Mário a acumularem muitos erros, numa partida em que Bryan Ruiz só entrou na 2.ª parte e Paulo Oliveira nem se sentou no banco. Já o União, que demonstrou que vai apostar tudo contra a Académica, mesmo com pouca presença no ataque conseguiu criar situações suficientes para pelo menos enervar o novo líder da Liga.

No que diz respeito ao encontro, o União entrou destemido, mas foi o Sporting a inaugurar o marcador ao minuto 7, com Zeegelaar a cruzar e Téo Gutiérrez a cabecear para o fundo das redes (fica a ideia de que Gudiño podia ter feito um pouco mais). Na resposta, quase o empate, com Danilo Dias (na sequência de um canto) a trabalhar bem dentro da área e a rematar para excelente intervenção de Rui Patrício. No entanto, foi novamente a formação da casa a chegar ao golo, com Zeegelaar, num jogada de insistência, a cruzar e João Mário a finalizar. O segundo tento teve o condão de acalmar o ritmo da partida, com o Sporting a dominar, mas sem conseguir criar oportunidades de golo (vários passes falhados). Só em cima do intervalo surgiu nova jogada de perigo, numa grande jogada individual de Coates, mas com Téo Gutiérrez a não conseguir desviar o cruzamento do central uruguaio. A segunda parte começou com uma boa oportunidade para os madeirenses, com Rúben Semedo a efectuar um corte defeituoso e quase a fazer auto-golo. Minutos depois, foi a equipa da casa a estar perto de marcar, mas Slimani, assistido por Schelotto, finalizou muito mal. Logo de seguida, nova ocasião para os verde e brancos após uma perda de bola em zona proibida por parte do União, com Adrien a servir Téo Gutiérrez e Gudiño a negar o golo ao colombiano com uma defesa por instinto. Jorge Jesus foi o primeiro a mexer, lançando Bryan Ruiz para o lugar de João Mário, mas a partida desenrolava-se num ritmo morno (com algumas faltas à mistura), com os leões a gerirem. O 3-0 esteve muito perto de acontecer pouco depois, com Adrien a fazer um grande remate de fora da área e a bola a bater no poste (era um golaço). Norton de Matos também mexeu, tirando de campo Amilton (que estava a ser o melhor da equipa e saiu zangado), tendo o técnico leonino respondido com a troca de Bruno César por Gelson Martins, no sentido de incutir mais velocidade. Já depois de Slimani ter finalizado mal mais uma bela jogada de Schelotto e de Rui Patrício quase ter comprometido num canto (valeu Rúben Semedo), Jorge Jesus trocou de pontas-de-lança (Barcos por Slimani). No entanto, o resultado não se viria a alterar, tendo o Sporting subido à liderança, embora que à condição.

Sporting - A exibição voltou a ser pouco conseguida, mas os leões conseguiram pressionar o Benfica e vão chegar ao Clássico apoiados por uma série de vitórias consecutivas. O ritmo nunca foi alto e, em face de algumas más abordagens (Semedo e Patrício, que na 1.ª parte tinha evitado o empate com uma grande defesa), o União até poderia ter causado maiores problemas em Alvalade, mas o triunfo nunca esteve em causa. Destaque para as exibições de Schelotto, que esteve envolvido no 2.º golo e acrescentou muita profundidade novamente (veremos se se irá estrear a titular em jogos grandes no Sábado), Coates (qualidade técnica e imperial nos duelos) e Adrien Silva (atirou ao poste e acrescentou a habitual capacidade de pressão e qualidade de passe). Já Zeegelaar fez uma boa 1ª parte e bisou nas assistências; Por outro lado, Bruno César e João Mário (que foi poupado muito cedo) estiveram bastante discretos. Por fim, Bryan Ruiz foi suplente neste encontro, mas não acrescentou nada quando entrou, tal como Gelson e Barcos.

União - Os madeirenses têm um desafio crucial no próximo fim-de-semana, diante da Académica, pelo que, além do castigado Shehu e dos lesionados Toni Silva e Cádiz, Norton de Matos optou por deixar de fora Paulinho, Paulo Monteiro, Élio Martins e Gian Soares, entrando em Alvalade mais debilitado. Sem surpresa, os da casa chegaram à vantagem muito cedo e, à excepção da irreverência de Amilton, que saiu insatisfeito com o treinador aos 69', e Danilo Dias, as duas unidades mais desequilibradoras dos insulares, e dos erros do adversário, o União raramente esteve dentro da partida. Na direita, Carlos Manuel teve muitas dificuldades, Gudiño (apesar de ter evitado o 3-0) comprometeu no primeiro golo, o meio-campo nunca teve bola e Farías foi um elemento perdido na frente de ataque. Destaque para a exibição competente de Diego Galo.

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