Sonho acaba com goleada

Shakhtar Donetsk 4-0 Sp. Braga (Srna 25' g.p., Ricardo Ferreira 43',74' p.b., Kovalenko 50')

Acabou o sonho europeu do Sporting de Braga. Os Gverreiros foram goleados pelo Shakthar Donetsk 4-0, agravando o mau resultado obtido na pedreira há uma semana. O conjunto de Paulo Fonseca não entrou mal na partida, mas após sofrer o primeiro golo o domínio foi totalmente ucraniano, surgindo os golos com bastante naturalidade. Numa noite negra para os minhotos, praticamente todos os jogadores tiveram nota negativa, com destaque para o azarado Ricardo Ferreira, que fez dois auto-golos, sendo que nomes como Hassan ou Rafa não se conseguiram valorizar, ao passo que na turma de Lucescu o jovem Kovalenko, de 20 anos, mostrou que é um elemento de grande potencial.

O encontro começou dividido e disputado, com o Braga a demonstrar que a disputar a eliminatória tendo tido mesmo um lance em que fica a reclamar penalti sobre Hassan. Até que no minuto 24 Matheus faz falta sobre Kovalenko dentro da área, com Srna a não perdoar da marca dos 11 metros. A formação portuguesa sentiu o golo e pouco depois quase surgiu o 2-0, com Ferreyra, isolado, a picar a bola sobre Matheus e a mesma a bater no poste. O Shakhtar controlava a partida nesta altura e já perto do intervalo conseguiu mesmo chegar ao segundo golo, com Kovalenko a chegar atrasado num primeiro momento, mas na sequência Ricardo Ferreira a fazer auto-golo depois de um cruzamento de Srna. Logo a abrir a segunda parte surgiu o 3-0, após uma jogada pela direita, com Srna (sempre ele) a cruzar e Kovalenko a facturar (Matheus ainda defendeu, mas a bola acabou mesmo por entrar). O Shakhtar era dono e senhor do jogo e Matheus evitou o 4º, tendo depois Ferreyra falhado um desvio. Vendo a sua equipa desorientada, Paulo Fonseca mexeu, trocando Wilson Eduardo por Stojillkovic. O Braga melhorou um pouco, Rafa esteve perto de reduzir (a bola sofreu um desvio e saiu por cima), tendo Josué testado Pyatov pouco depois. Quando a partida estava mais calma, apareceu o 4-0, com um grande contra-ataque do Shakhtar (excelente arrancada de Taison), com Ricardo Ferreira a bisar nos auto-golos (Ferreyra já se preparava para encostar). Paulo Fonseca fez descansar Luiz Carlos e Boly (entraram Mauro e André Pinto), tendo o jogo chegado ao fim numa toada morna e sem momentos de relevo.

Sporting Braga - Noite de pesadelo para os portugueses. A entrada em jogo foi boa, com a equipa a conseguir circular bem a bola e chegar ao último terço com alguma facilidade (nesta fase há uma grande penalidade por assinalar sobre Hassan), mas a partir do primeiro golo tudo se desmoronou. O meio-campo deixou de conseguir ter a bola, os sectores desligaram-se e a defesa sofreu com praticamente cada ataque do adversário (o jogo partiu-se e nesse contexto foi mais fácil às individualidades do Shakhtar brilharem). Individualmente, Matheus ainda conseguiu fazer algumas intervenções que evitaram um resultado mais gordo, ao passo que Ricardo Ferreira é um dos azarados da noite, marcando dois golos na própria baliza, sendo que Luiz Carlos perdeu mais bolas do que é normal. Mais na frente, Rafa e Josué desapareceram do jogo muito cedo e Hassan esteve muito trapalhão.

Shakthar - Lucescu consegue voltar aos 4 melhores de uma competição e sonhar com repetir o triunfo de 2009, na última edição da Taça UEFA. Este conjunto mantém as características do que tem sido o Shakhtar dos últimos anos, com uma mistura de experiência atrás e de juventude e repentismo na frente. Depois de alguma sorte na forma como se colocaram em vantagem, os ucranianos viram-se no contexto que mais os favorece (um jogo com espaço para transições) e foram letais. Individualmente, Srna continua a ser a alma da equipa, com uma enorme competitividade e critério a subir, sendo que na frente todos os jogadores se destacaram: Taison com a sua técnica protagonizou conduções que desequilibraram, Ferreyra foi inteligente nas movimentações e destabilizou os centrais do Braga, mas a grande figura foi Kovalenko, jovem de 1996 que revelou um misto técnica, inteligência e capacidade de chegada à área que fazem acreditar que pode estar aqui um elemento de muito futuro.

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