Ser superior não foi suficiente. Sp. Braga precisa de marcar 2 golos na Ucrânia

Sp. Braga 1-2 Shakhtar Donetsk (Rakitskiy 44' e Ferreyra 75')

Frustrante. O Sp. Braga dominou o jogo, foi acumulando oportunidades, mas não traduziu essa superioridade numa vitória e ao perder contra o Shakhtar está praticamente fora da Liga Europa. Foram muitos os remates, ataques e situações de golo, mas no final o que conta é eficácia do conjunto ucraniano, que sem nada fazer por isso chegou à vantagem em cima do intervalo e na 2.ª parte aproveitou um lance de transição para conseguir uma importante margem na eliminatória. O melhor que os gverreiros conseguiram foi reduzir por Wilson, mas mesmo assim vão ter de marcar 2 golos na Ucrânia para seguir em frente. Rafa e Pedro Santos estiveram endiabrados, apesar de terem pecado na finalização, os laterais Baiano e Goiano também se envolveram muito no ataque, mas na frente Hassan e Stoiljković não responderam da melhor maneira.

O Braga entrou bem na partida e logo no segundo minuto teve uma boa oportunidade para chegar à vantagem, com Rafa a rematar forte e Pyatov a sacudir para canto. No entanto, o Shakhtar conseguiu aguentar esse ímpeto inicial dos bracarenses e equilibrar a contenda. A formação portuguesa ia tendo mais bola, com os visitantes mais na expectativa, mas embora tenha criado alguns lances perigosos, não conseguiu uma verdadeira oportunidade de golo. Quando pouco se fazia prever, o Shakhtar chegou à vantagem já em cima do intervalo: canto da esquerda, há um primeiro desvio de um jogador bracarense e Rakitskiy a surgir ao segundo poste e a rematar para o fundo das redes. Na resposta, Stojiljkovic podia ter empatado, mas rematou à figura do guarda-redes e o descanso chegou com 0-1 no marcador. Na segunda parte a turma de Lucescu entrou melhor e podia ter alargado a vantagem por Malyshev (Matheus agarrou). Na resposta, Rafa, após jogada de insistência, rematou à barra, lance que galvanizou os gvuerreiros, que intensificaram a pressão. Pouco depois foi Pedro Santos a rematar fortíssimo ao lado, tendo Vukcevic depois rematado perto do poste (a bola sofreu um desvio). Paulo Fonseca trocou Stojiljkovic por Wilson Eduardo, mas logo de seguida surgiu o segundo golo do Shakhtar, num jogada rápida, com Marlos a cruzar e Ferreyra a antecipar-se a Matheus e a finalizar com categoria. Os arsenalistas sentiram o golo, aproveitando a equipa ucraniana para tomar conta do jogo e ir acumulando lances de perigo. No entanto, perto do fim, o Braga conseguiu reduzir, com Wilson Eduardo a corresponder bem a um cruzamento de Baiano. O conjunto português ganhou alguma confiança, tentando um pressing final para chegar ao empate, mas o resultado não se alterou.

Sp. Braga - Um desfecho ingrato para uma equipa que foi quase sempre melhor. Os gverreiros dominaram a partida, criaram inúmeras oportunidades, mas a falta de acerto na finalização, para além da falta de inspiração dos avançados em contribuir positivamente para o jogo colectivo, tornou a eliminatória numa missão muito difícil. O jogo voltou a mostrar uma equipa à imagem daquilo que Paulo Fonseca quer, ao privilegiar o futebol apoiado, com muitos passes verticais pela zona central, utilizando sempre os laterais bem abertos para abrir o campo, ainda que desta vez com mais dificuldades no momento após a perda da bola, algo que também é mais visível quando os intérpretes são de outra qualidade (muito rápidos e verticais os avançados dos Ucranianos). Individualmente, Rafa e Pedro Santos foram os maiores agitadores (o 1.º voltou a exibir-se a bom nível numa montra como a Liga Europa, atirando inclusive à trave num lance de infelicidade), Baiano e Goiano também mantiveram a bitola ao envolverem-se com qualidade na frente, mas os homens mais adiantados não corresponderam (Stojiljković fez uma das piores exibições com a camisola do Braga) às várias solicitações de que foram alvo.

Shakhtar - Um conjunto com uma abordagem ao jogo muito cautelosa, recuando linhas e jogando apenas dois momentos do jogo: a transição ofensiva e as bolas paradas ofensivas. No caso dos Ucranianos, nem podemos assumir que a estratégia foi conseguida, já que o caudal ofensivo do Braga foi tal que o desperdício é que permitiu este resultado, ao contrário do pretendido por Lucescu que certamente não esperaria esta facilidade em aceder à baliza de Pyatov. A força da equipa esteve na qualidade individual dos homens da frente (Taison, Marlos ou o jovem Kovalenko mostraram sempre serem acima da média, decidindo e conduzindo os lances de uma forma que aproximava a equipa rapidamente de Matheus), como também no titular da baliza da selecção Ucraniana que, embora não tenha impedido "bolas impossíveis", nunca vacilou na hora H.

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